Não É Mais Um Conto De Fadas!
9 Capítulo 8
Notas iniciais
Narrado por Edward Cullen
Ela estava radiante, mesmo estando simples. Seus cabelos estavam presos, ela não estava maquiada, e usava o que parecia ser uma camisola, era? Estava calçando sandálias de salto, e vestia um casaco marrom até os joelhos sobre a camisola. Bella ficou parada fitando o quarto por alguns instantes, eu ainda continuava meio atordoado encostado na porta fechada.
— Edward – ela pareceu sussurrar, mas eu estava escutando – eu li algumas partes do seu livro!
Continuei parado, as palavras não saiam da minha boca. Droga! O que estava acontecendo comigo? Eu estava bêbado, mas não um idiota.
— Na verdade eu li o ultimo capitulo do livro que você lançou hoje. – os olhos de Bella agora enchiam de lágrimas – Por que você nunca me contou aquilo Edward? Por quê? Você devia ter me falado! Não podia simplesmente ter feito o que fez!
Eu sabia sobre o que Isabella estava perguntando. Não tinha como não saber, aquele capitulo foi um dos mais intensos que eu pude escrever. Ela abriu o livro de capa vermelha e começou a ler, sua voz estava rouca com tantas lágrimas caindo.
“Naquela noite eu não podia pensar em mais nada a não ser em Isabel. Em como ela estava linda com seu vestido azul na noite anterior, em como seu sorriso estava contagiante e no que aquela mulher significava para mim. Enquanto eu admirava o anel de diamante que tinha comprado pra ela, e que por sorte estaria em seu dedo em algumas horas, não conseguia parar de pensar em como ela não era um brinquedinho qualquer, ela era o MEU brinquedinho e por mais que eu tentasse lutar com o que estava acontecendo, eu estava apaixonado por Isabel e isso era de fato um sentimento incrível. Nunca imaginei que sentir borboletas no estomago fosse tão agradável, que sentir como se não houvesse gravidade enquanto ela estivesse ali fosse tão real. Eu estava disposto a dizer tudo a ela, dizer todos meus sentimentos, me declarar, afinal o que teria de errado dizer a mulher no qual estava presente em todos os meus dias durante aqueles anos que a amava? Ainda mais agora, ela estava grávida e poderíamos ser felizes. Isabel já tinha dito que me amava tantas vezes, e eu jamais tinha lhe respondido como deveria. Mas um final feliz não estava nos planos do destino.
— O que esta fazendo Eike? – meu pai apareceu na porta.
— Nada. – eu disse sério guardando o anel em meu bolso, enquanto terminava de arrumar meu smoking para a formatura de Isabel.
— Precisamos conversar. – ele disse com seu tom sério
— O que quer?
— Por que você largou a faculdade Eike? Vai me dizer que agora não quer mais fazer direito? No ultimo ano Eike? – ele continuava frio
— Não quero pai! – foi a única coisa que eu pude dizer
— Você está assim por aquela mulher? Isabel não é? – ele parecia irritado – Se você se aproximar daquela mulher novamente Eike, você não será mais meu filho, entendeu?
As palavras dele vieram como uma facada em meu coração. Meu pai era um homem poderoso, e não media esforços para acabar com a vida de alguém. Eu sabia que se fizesse o que estava planejando, ele acabaria comigo.
— A imprensa nunca saberá da existência desse episodio de largar a faculdade e sobre essa garota. Esta escutando Eike? Você simplesmente irá se formar e acabará as humilhações para nossa família.
— Sim pai. – lagrimas caiam dos meus olhos sem eu notar, eu estava chorando?
— Eike seja homem, limpe essa lagrimas. Eu sempre te disse como devemos tratar as mulheres, sempre te dizendo para não acreditar nas ideias loucas de sua mãe. Agora você pode perceber quem tinha razão, essa mulher quer acabar com a sua vida, e está na hora de você virar um homem de verdade e assumir suas obrigações. Embry já esta perdido, a minha única esperança é você. As nossas empresas precisam de alguém como eu para continuar o império, e se você continuar sendo esse ninguém que sempre foi, como seu irmão, nunca conseguirá chegar aos meus pés. Então meu filho, levante e vamos. Temos negócios a tratar.
Sem conseguir dizer nada, apenas com uma mistura de sentimentos, eu me levantei atirando o anel que tinha comprado para Isabel no lixo do meu quarto, eu não poderia deixar o império que meu pai tinha construído por uma mulher. Meu pai estava certo, eu era um fraco em acreditar nas mulheres.
Cheguei a formatura de Isabel completamente bêbado, Jason e Embry tentavam me manter em pé enquanto andávamos até a entrada.
— O que aconteceu? – Isabel se aproximou me olhando assustada. Ela estava deslumbrante, usava um vestido longo vermelho e seus cabelos estavam um pouco presos.
— Quando cheguei em casa ele estava assim! – Embry, meu irmão, respondeu – Me desculpa por ele Isabel.
— Não tem problema Embry! Raica e Anne estão esperando vocês dois lá dentro. Pode deixar que eu cuido dele! – Isabel sorriu e veio me ajudar a caminhar.
— Qualquer coisa é só chamar! – Jason disse saindo junto com Embry.
— O que aconteceu Ed? – Isabel me colocou em um dos sofás na área externa do evento. Ela continuava sorrindo. Eu não tinha coragem de dizer nada a aquela mulher. Ela era maravilhosa demais para escutar tudo que eu tinha que dizer.
— Vou buscar uma água para você amor! Não saia daqui tá? – ela disse dando um leve beijo em meus lábios – Eu te amo!
Ela sorriu e saiu em direção à entrada da festa. Levantei ainda com um pouco de dificuldade e a segui.
Os momentos que se passaram a seguir, não passam de flashes em minha memória. Eu estava agarrada a Jessi, beijando-a loucamente quando Jason me puxou, levando para fora da festa.
— Você ficou louco?
— O que foi? – perguntei rindo segurando um copo de vodka
— Você esta aqui pela Isabel! O que estava fazendo agarrando outra mulher?
Nesse momento Isabel chegou acompanhada de Anne, ela chorava compulsivamente.
— Me deixa conversar com ele Jason. – ela disse entre lágrimas
— Você tem certeza amiga? – Anne perguntou
Isabel assentiu, e Jason se retirou com Anne. Os dois antes de saírem me olharam com desprezo.
— Eike a gente precisa conversar! – Isabel continuava chorando – Preciso de algo além de suas desculpas dessa vez!
— O que você quer Isabel? Não temos nada para dizer! Foi mal, apenas isso. – eu disse apoiando meus braços sobre seus ombros.
— Eike, são apenas três palavras! Você pode mudar tudo com elas. – ela dizia desesperada entre lágrimas
Continuei olhando cabisbaixo, segurando meu copo de vodka.
— Eu esperei seis anos da minha vida por esse dia. Esperei que hoje eu pudesse contar com você, que você estaria aqui por mim, assim como eu estive todos esses anos por você. Eu lutei a cada instante por esse amor, em cada tentativa sua de deixa-lo ir eu o segurei. Chorei diversas noites, implorei para você que percebesse que eu só queria te ver feliz, e por isso eu faria qualquer sacrifício. Fiquei esperando você descobrir que aquilo não era um jogo, e que não poderíamos viver um dia de cada vez como você dizia, principalmente quando descobri que estava grávida. Sabe por que Eike? Porque eu tinha sentimentos! E todas as vezes que eu disse que te amava, você apenas sorria e dizia: eu sei Isabel! Sabe o que aquilo significava? Não, você não sabe. Eu sentia cada parte do meu corpo sendo esmagado, não era apenas um coração partido, porque todo o meu corpo doía. Eu deixo tudo por você, apenas me diga o que eu espero pra ouvir há oito anos e eu serei sua! Nós esqueceremos essa noite e vamos embora daqui. As coisas mudaram Eike, você sabe que eu estou grávida! – as lagrimas ainda caiam, mas ela tentava sorrir
— Isabel, vamos embora daqui – eu disse olhando em seus olho pela primeira vez.
— Então me diga Eike, eu não posso mais viver com isso. Crescemos, precisamos agir como adultos! Seremos pais!
— Eu não posso dizer isso Isabel, me desculpe! – me aproximou tocando seu braço novamente.
Ela se afastou.
— Não. Se você não pode dizer essas palavras, eu desisto de nós dois. – disse abaixando a cabeça.
Levantei delicadamente sua cabeça, e colou meus lábios aos dela. Era um simples beijo, mas eu queria demonstrar a intensidade. Eu sabia que me arrependeria deixando aquela mulher ir, mas eu não podia ser um homem atrás de uma mulher. Ao nos afastar segurei sua mão. E ela sorriu.
— Desista então Isabel. – peguei meu copo de vodka e bebi, precisava de mais coragem para fazer aquilo.
As lágrimas em seu rosto foi a ultima lembrança de Isabel naquela noite antes de Embry me acordar enquanto eu dormia em meu carro.
— Acorde seu idiota! Isabel sofreu um acidente, precisamos ir ao hospital!
Naquele momento eu não pensava em mais nada a não ser naquele sorriso que tinha alegrado tantos dias em minha vida. Naqueles cabelos chocolates que emolduravam aquelas bochechas coradas quando eu dizia alguma coisa.
Assim que eu entrei no hospital tudo aconteceu rápido demais.
— FICA LONGE DA MINHA FILHA! SE VOCÊ CHEGAR PERTO DELA NOVAMENTE EU TE MATO. – o pai de Isabel, se aproximou dizendo antes de me dar um belo soco no nariz e eu apagar.
Acordei meio desesperado, levantando rapidamente da cama. Embry pareceu assustar com a rapidez que eu me mexi.
— Calma ai brother. – ele se levantou – Você desmaiou e quebrou seu nariz, tem que ficar ai deitado por enquanto!
— O que aconteceu? – minha cabeça doía, e meu nariz então, nem se fale.
Jason abriu a porta do quarto, estava um pouco assustado e parecia estar muito cansado.
— E ai cara, está melhor? – Jason perguntou encostando-se sobre a poltrona de Embry.
— Eu estou bem, acho! Mas alguém pode me explicar o que está acontecendo?
— Eike, ontem fez muitas besteiras, e acabou beijando Jessica na frente da Isabel. Não sei o que aconteceu quando vocês conversaram, mas ela foi embora em um táxi e sofreu um acidente.
Agora eu me lembrava, porque tinha vindo pra cá. Isabel havia sofrido um acidente e eu fiquei desesperado que algo pudesse ter acontecido com ela.
— Como ela está? E o bebê?
— Bebê? – Embry pareceu assustado
— Ela esta bem, mas perdeu o bebê. – Jason disse em tom calmo.
Antes que eu pudesse dizer algo, a mãe de Isabel, Rubi Slover, entrou no quarto com os olhos ainda inchados. Ela estava com uma aparência péssima e sua cara não era das melhores.
— Eike como está? Podemos conversar?
Assenti com a cabeça, Jason e Embry saíram do quarto em silêncio.
— Sra. Slover, eu quero...
— Eike não diga nada, apenas me escute! Estou aqui para te pedir um favor de uma mãe desesperada. Isabel está bem, acordou e perguntou de você, e sabe o pior? Ela ficou feliz ao saber que você estava aqui no hospital e pediu para vê-lo. Estou completamente envergonhada por ela, mas não direi isso a minha filha nesse momento. Como ela pode querer te ver depois de tudo? Isabel é realmente uma pessoa maravilhosa que não consegue guardar raiva de ninguém. Até mesmo de pessoas egoístas como você. Mas a questão é, estou aqui para pedi-lo para dizer a Isabel que nunca mais quer vê-la. Minha filha é uma mulher linda, inteligente e com um futuro brilhante e você não irá fazê-la feliz! Você precisa deixa-la partir, deixa-la seguir em frente! Você não é capaz de amar alguém além de si mesmo, assim como seu pai. E eu não quero isso para minha filha, entendeu? Não quero vê-la sofrendo nem mais um minuto por alguém que não a merece. Seja homem Eike, faça algo por ela. Ela faz isso por você desde que vocês tinham sete anos de idade. Agora é a sua hora de fazer algo por ela.
— Mas Sra. Slover, Isabel me faz bem!
Eu não sabia se era capaz de ficar longe daquela mulher.
— Faz bem a você Eike, e não a ela ! E você não a ama!
Rubi saiu do quarto, antes olhando para trás e dizendo “Faça isso por ela, Eike.” Tentei pensar em tudo que estava acontecendo, em tudo que Isabel significava para mim. Em seu sorriso, seus olhos...Mas fui interrompido por meus pais! Droga, eles estavam aqui!
— Eike Capacco, você pode me explicar esse circo ridículo? – meu pai cerrava os dentes ao falar.
— Seu filho está no hospital, seja um pai normal pelo menos uma vez? – minha mãe passou as mãos sobre meus cabelos – Como você está meu querido?
— Fique quieta. Além de largar a faculdade ainda engravidou uma garota qualquer, e ainda a fez perder o bebê? Você está humilhando nossa família! O que conversamos essa noite seu idiota?
— Ela não é uma garota qualquer ! – minha mãe retrucou brava.
— É uma garota qualquer sim! Qualquer mulher que faz um homem fraco é uma qualquer! Veja o que essa garota fez com Eike, sempre o mimando e fazendo o que ele queria! Fez ele se tornar um fracasso e uma decepção. Uma vergonha total!
Eu não estava afim de aguentar meu pai era um homem egocêntrico e um completo imbecil, já havia aguentado suas lições naquela noite e por esse motivo havia feito mal a Isabel. Levantei da cama, e sai do quarto fechando a porta com força, precisava vê-la.
— Entre. – escutei a voz de Rubi ao bater na porta
— Licença Sra. Slover.
Isabel abriu os olhos ao escutar minha voz e deu um sorriso. Ela estava abatida, e parecia exausta, mas ainda sim seus olhos castanhos brilhavam para mim.
— Vou deixar vocês a sós. – Rubi saiu do quarto.
— Como você está – perguntei me aproximando e sentando ao seu lado.
— Melhor – ela disse rouca
- Preciso falar com você Isabel. – coloquei a mão sobre seus lábios para que ela continuasse em silêncio, e então colei meus lábios aos dela. Um beijo calmo, sereno e o suficiente para me dar coragem de dizer tudo que tinha a dizer. – Isabel eu nunca mais quero te ver! Não quero que você me procure nunca mais. Sei que você perdeu o bebê, estou triste por isso, mas por um lado isso não deixará nada que prenda eu a você. Quero que você esqueça que eu existo, que não pense em mim em mais nem um minuto da sua vida! Vá embora! Eu não quero te ver, não quero ter você perto, não quero que você me atrapalhe a viver! Eu sou assim, não sou capaz de amar ninguém! E você não mudou isso. Você sempre foi apenas um brinquedinho, apenas uma diversão nos momentos que precisei. Mas agora isso foi longe demais, e quero você fora da minha vida!
Falei tudo de forma clara e calma. Eu estava mentindo pra ela e para mim. Afinal o que ela significava? Eu não queria ficar longe de Isabel, ela era a única coisa boa que existia na minha vida, mas eu não iria ser capaz de fazê-la feliz. Talvez o motivo de nunca ter dito que a amava, era porque sabia que jamais seria capaz de dar a ela a felicidade que ela merecia. Mas agora eu estava fazendo algo por ela, a deixaria partir e ser feliz. Isabel chorava descontroladamente, enquanto eu me levantei e sem olhara para trás, apenas escutando ela dizer “Eike, não faça isso. Eu te amo” , eu sai pela porta daquele hospital, disposto a nunca mais vê-la. Fechei a porta do quarto murmurando apenas para mim, “Eu também te amo”.
Bella chorava enquanto fechava o meu livro. Aquela era a ultima frase do terceiro livro, e para mim a que mais significava. Eu apenas a abraçei, e deixei ela chorando sobre meu ombro. As lágrimas também caiam dos meus olhos. O que estava acontecendo comigo? Ver aquela mulher, a mulher da minha vida, lendo tudo que eu havia escrito sobre ela, era algo imaginável até nos meus sonhos mais profundos.
— Sabe o que passou pela minha cabeça aquele dia? – Isabella se afastou de mim e sentou-se na cama olhando para o chão – Não Edward. Você não deve saber! Para começar, eu fiquei o dia todo me arrumando! Era o dia mais especial da minha vida! Você sabia disso, era parte do meu sonho que estava sendo realizado. No dia anterior eu te perguntei se você me acompanharia, porque eu nunca sabia mesmo depois de todos aqueles anos o que nós dois éramos, aquela velha historia de viver um dia de cada vez junto com seus joguinhos sempre me deixava confusa. Por mais que eu achasse que tudo mudaria quando eu te contei sobre a gravidez. E lembra o que você me respondeu? “Eu estarei lá por você Bells”, e eu acreditei, porque todos os anos eu estive por você em tudo que você me pediu. Mas você, simplesmente chegou à minha formatura e me tratou como uma desconhecida. Ficou bêbado, agarrou Jessica e quando fui conversar com você, te dar uma chance pra concertar tudo, você simplesmente me mandou embora. Nunca tinha entendido porque tudo tinha mudado tão rápido. Eu te via como a unica pessoa que eu era apaixonada o tempo todo, agora eu posso ver que você passou a me ver também, então por que não me contou o que tinha acontecido naquela noite? Por que não me disse sobre seu pai e a minha mãe? As coisas seriam tão diferentes. Seu pai estava errado Edward! Atrás de um grande homem sempre existe uma grande mulher, éramos perfeitos um para o outro! E a minha mãe – ela falou com a voz um pouco irritada – ela não tinha o direito de pedir isso a você! Cabia a nós dois decidir sobre tudo, eu fiquei devastada quando você saiu daquele quarto de hospital! Eu havia acabado de perder nosso filho, e você estava me abandonando!
— Eu só queria que você fosse feliz! – sentei ao seu lado segurando suas mãos.
-Não Edward, você estava com medo de ser feliz! Não estava pensando em mim, estava pensando em você! Seguiu a cabeça de seu pai e de minha mãe! E veja, seu pai não era um exemplo pra ninguém! Olhe pra você, se tornou alguém muito melhor que ele. Você construiu seu próprio império, nunca precisou de nada que era dele.
-Não Isabella. Eu sou igual a ele! Olhe pra mim – eu disse me apontando – o que você vê alem de um escritor famoso por brigas e escândalos? Drogas, cigarros, bebidas e mulheres? Eu sou a cópia de Carlisle Cullen.
-Não! Sabe o que eu vejo Edward? Eu vejo a mesma pessoa que eu conheci há vinte e dois anos. A mesma pessoa que eu me apaixonei e continuo apaixonada. Só um garoto problemático que só precisa de alguém para salvá-lo! – ela sorriu e aproximou-se – Eu sempre fui a Isabel, não é?
Enquanto eu olhava aqueles olhos castanhos ainda com algumas lágrimas me encarando, eu sentia o peso da pergunta de Bella. Eu estava pronto para dizer a verdade pela primeira vez.
— É Bella. Os três livros são apenas nossas histórias narradas por mim. – eu me esforcei para dizer aquilo
— Sabe Edward, eu esperei por tanto tempo para saber o que se passava aqui dentro – ela pousou a mão sobre o lado esquerdo meu peito – e estou orgulhosa por você ser alguém melhor do que eu pensava. Você se esconde atrás do Eike porque tem medo da felicidade, e faz um personagem de si mesmo para viver a vida. Você não precisa disso! Você é alguém maravilhoso Edward.
— Espera Bella, agora é a minha vez de te dizer algo. Depois de tantos anos você merece saber. Você é a pessoa que eu sempre desejei que fosse a mais feliz do mundo. Várias vezes eu pensei em te procurar e dizer o que eu sentia, e tudo que passava em minha mente, por isso eu comecei a escrever meus romances. Esperava que você lesse e entendesse que eu só não sabia como agir diante a tudo que estava acontecendo e me procurasse. – eu me levantei e segurei a mão dela para que ela pudesse fazer o mesmo – Há seis anos você me pediu para dizer três palavras para você e eu não fui homem o suficiente de ver o que estava acontecendo! E agora eu só posso te pedir desculpas Bella. Desculpa por não ter lutado por você, enquanto você lutou por mim. Desculpa por desistido de nós, enquanto você não tinha desistido. Desculpa por não ser capaz de dizer o que você queria escutar.
Isabella me olhava com os olhos cobertos de água, suas bochechas rosadas estavam molhadas pelas lagrimas que ali escorriam. Eu sabia que ela não diria nada, então eu a abracei, ela não recuou. Ficamos ali por alguns instantes até que nossas testas se encontraram e antes que eu pudesse notar meus lábios já estavam encostados nos dela. O beijo começou de maneira calma, mas o desejo que sentia de querer estar com ela durante todos dias começara a aparecer. A envolvi com meus braços enquanto nossas línguas dançavam loucamente. Suas mãos pressionavam meu corpo. Enquanto eu distribuía beijos pelo seu pescoço ela arfava.
— Edward... – Senti seu autocontrole que possuía se esvair.
E então senti suas mãos espalmadas em meu peito, empurrando-me devagar na direção da cama e Bella sorriu entre o beijo. Deixei meu corpo cair sobre o colchão, sorri enquanto observava a minha Bella tirar lentamente cada uma das sandálias de salto que usava, praticamente me torturando com cada movimento. Estiquei um dos braços para puxá-la de vez para cima da cama quando Bella ameaçou dar um passo para trás, provocando-me ainda mais. Então ela se deixou cair sobre mim, sentindo minhas mãos apressadas de tatearem suas costas até encontrarem uma forma de tirar sua camisola e sorriu com os lábios contra o meu pescoço, levando as mãos até a barra da minha camiseta e a levantando devagar. Uma a uma, as peças de roupa que usávamos foram se amontoando no chão, ao lado da cama. Tarde demais para desistir, cedo demais para se arrepender.
Fale com o autor