Não É Impossível, Basta Acreditar..
2 Capítulo O2
Notas iniciais
Carlos andava calmamente enquanto escutava música em seu celular. Ele estava feliz pelo seu primeiro dia de aula na Escola Mundial, já até havia feito amigos.
Já a duas quadras dali os irmãos Marcelina e Paulo apostavam corrida até em casa, coisa de criança não é mesmo ? Ah, errado, para eles não era.
- Mamãe, chegamos. — Marcelina colocava a mochila em cima do sofá e indo até a cozinha dar um abraço apertado em seus pais. — Sabia que hoje o Paulo quase apanhou de uma garota ?
- EPA, Marce não conta história errada.. ela só subiu em cima das minhas costas pra pegar o lápis que eu exatamente peguei emprestado. — Paulo cruzou os braços demostrando que estava com raiva.
Os dois ficaram discutindo ali na sala enquanto seus pais apenas olhavam, rindo. Maria Joaquina acabava de entrar em sua casa, a patricinha cumprimentou seus pais e foi para o quarto se trocar, assim alguns minutos depois estava na sala de jantar almoçando.
- Como foi na escola hoje, em meu amor ? — Clara perguntou.
- Foi divertido mamãe, entraram alunos novos na sala.
- Que bom minha filha, e você já fez amizade com eles ?
- Só com a Camila, a Martina que é a loirinha é muito quieta.. e vive sozinha de todos, o Jaime até foi falar com ela e eles ficaram conversando, ela é estranha.
- Ela tem seus motivos, não é filha ?
- Pode até ser.. — A garota suspirou e voltou a comer.
- Filha, hoje você tem aula de piano as 14:00 e depois as 15:20 você tem aula de canto. Não se esqueça, ta bom ?
- Jamais papai, isso é muito importante pra mim.
- Você vai ter que ir sozinha, hoje o Cleber não está disponível. Sua mãe deu uma folga para ele, toma cuidado por onde passa ta bom mocinha ?
- Ah não.. ir apé, sozinha ? Oque eu fiz para merecer isso, só porque eu tratei mal a empregada uma vez só.. ? Poxa. — Maria Joaquina levantou a cabeça para o teto e ficou fitando-o por um momento.
Miguel olhou para a filha com uma cara negativa e suspirou. Ele ainda não entendia porque sua filha era daquele jeito, será que ela tomaria jeito uma dia ?
Valéria, Carmem e Bibi viam um filme de terror. As três mesmo tendo medo daquele tipo de gênero queriam poder bancar umas de duronas.
Margarida trocava mensagens com Camila, uma de suas novas amigas. Mesmo com um dia de amizade as duas estavam muito próximas, havia segredos que ambas não iriam revelar pois era pessoal.
Na casa de Martina, as coisas estavam complicadas. Sua mãe não parava em casa, vivia trabalhando fora, seu pai não tinha tempo para ela e seu irmão mas velho, Marcos era seu irmão e ele tinha 14 anos, nunca foi um garoto bom, sempre se mete em brigas e vive fumando anoite.
- Quando isso vai passar ? E quando eu vou poder ser uma menina normal, como as outras da minha sala .. ? — Ela mesma se perguntava abraçando uma almofadinha que havia em sua cama.
Na casa dos Gusman, Alicia ouvia música pela televisão. Aqueles canais de música fazia sempre ela ficar animada, nada melhor do que ouvir música fazendo "bagunça" no sofá.
Algumas horas depois Maria Joaquina saia da aula de canto, finalmente ela podia ir embora e descansar. De uma hora pra outra o tempo havia mudado, o céu estava obscuro e começava a cair pingos de chuva.
- A não, porque comigo meu Deus ? — Logo que disse isso colocou a mão sobre seus cabelos e começou a correr rápido. Paulo passava de carro com sua mãe pela rua até que avistou sua colega de classe andando. Maria Joaquina estranhou aquele carro estar andando do seu lado e começou a correr mas rápido ainda.
- Ei, Maria Joaquina espera sou eu. — Paulo abria a janela. A colega soltou um suspiro de alivio em saber que não era um ladrão, ou até mesmo um sequestrador. — Entra aí.
- Pode deixar, eu vou na chuva mesmo. — Maria Joaquina dizendo isso deixou o garoto ficou surpreso, ele não deixaria que uma dama fosse embora sozinha, na chuva.
- Entra logo, antes que você gripe. — Paulo abriu a porta e a diabinha entrou. Ela deixou escapar um sorriso bobo em seu rosto, mas logo o desfez ao soltar um espirro. — Toma, veste isso e você vai se esquentar. — Paulo entregou sua jaqueta que estava no banco da frente para a menina vestir.
- Obrigada, não precisava se preocupar comigo.. eu estou bem. — Maria Joaquina vestiu a jaqueta e foi logo colocando as mãos no bolso para se esquentar.
- Meu anjo, porque estava andando na rua sozinha ? — Lilian perguntou.
- Eu fui para a aula de piano e depois de canto, meu motorista só não me trouxe porque a mamãe deu folga para ele.. aí a chuva acabou me pegando de surpresa.
- Nossa, eu vou te deixar lá em casa e quando a chuva abaixar um pouco eu te deixo na sua.. você aproveita e toma um banho, a Marcelina pode emprestar roupas secas e limpas para você.
- Obrigada tia Lilian, não precisava.
- Nossa Quiquina, por um momento você está legal... e olha que eu não queria admitir isso. — Paulo cruzou as penas no banco e acabou soltando risos dentro do carro.
- Eu não gosto quando me chama de Quiquina, poxa.. — A patricinha fez bico e cruzou os braços. — Prefiro Mari ou Majo, é mas bonito.
- Beleza, não está mas legal.. — Paulo riu. — É melhor você avisar seus pais que esta indo lá pra casa, fala que a chuva te pegou de surpresa.
- Mas Paulo, foi isso que aconteceu.. — Maria Joaquina disse um pouco confusa e pegou seu celular que por sorte não estava estragado.
Algum tempo depois os pais da garota já estavam informados com a filha. Marcelina havia emprestado suas roupas para a amiga e um secador também.
- Rafa, vamos pedir a mamãe e o papai para pedir comida chinesa ? — Dizeres de Camila para o irmão que estava deitado no sofá vendo televisão.
- Vamos, cairia bem viu.. com essa chuvinha delicia. — Rafael sorriu e se levantou. Os dois foram até seus pais que estavam na cozinha conversando e fizeram uma carinha de anjo.
- Eita, oque vocês querem ? — Clarisse perguntou.
- Comida chinesa, pede pede pede ? — Camila dizia igual uma criança pedindo doce a qualquer um.
- Tudo bem, nós pedimos. — Joel, pai dos dois falava.
Enquanto na casa de Nicolau, o garoto brincava de pega pega com sua irmã Denise de 8 anos. Ele, mesmo tendo quase quatorze anos era um adolescente com seu lado criança.
Aquela tarde/noite foi chuvosa e de muito frio. Maria Joaquina havia voltado para sua casa e dormia em sua confortável cama de princesa.
Bibi havia ido dormir na casa de sua amiga Valéria. Carmem que hoje tinha condições de vida melhores dormia na casa de Cirilo, um de seus melhores amigos.. aonde permanecia uma paixão de anos e anos.
Daniel, Kokimoto, Mário, Jaime e Adriano fizeram uma noite na casa abandonada. Onde ninguém sairia de lá por nada, passar uma noite naquele local seria difícil.
Marcelina e Jorge conversavam por mensagens, ambos com sono não queriam sair da frente do celular por nada. Uma amizade de anos poderia se tornar em algo complicado ? Um sentimento, talvez.
Não era nem o começo do que estava por vim na vida desses adolescentes, era apenas uma fase, que por enquanto estava boa. Mas será que essa felicidade durará por muito tempo ?
continua..
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