Não vá dizer que não
1 Capítulo 1
Paulo Guerra
— Tá eu entendi. – Falei revirando os olhos logo após meu pai terminar de me dar um sermão de 2 horas. Motivo? Machuquei toda a frente do carro dele.
— Paulo meu filho, é a segunda vez em menos de 3 meses.
—Pai, desculpa tá? Já falei que a culpa não foi minha, aquele filho da puta me fechou, acebei ficando nervoso e joguei o carro no poste. – Falei tranquilamente.
—Irresponsabilidade sua, sua irmã se machucou está ciente disse. – Falou mais alterado.
— Qual foi, é tudo charme, nem foi pra tanto.
— Tá proibido de usar o carro durante 1 mês.
— Serio isso? E eu vou pra escola como? – Não creio.
— Com essas pernas que Deus lhe deu, sabia que com elas você consegue chegar na escola? – Meu pai disse saindo do meu quarto
—Haha ridículo seu sarcasmo. – Gritei para que ele pudesse ouvir.
Juro que foi sem querer, até por que não serio lógico eu jogar o carro contra um posto, meu pai não tá bravo, quem conhece sabe que é só posse.
Tenho coisas mais importantes pra me preocupar agora, que tá me deixando logo, e eu to tão sufocado que tive que recorrer a Marcelina que não me deixou na mão.
— Marce olha eu... – Digo entrando no quarto dela, mas logo paro quando vejo a Alícia deitada do lado dela.
— Nenémm. – Alícia me cumprimenta sem tirar os olhos do seu celular.
— Iae. – Digo dando um tapa de leve em seu bumbum já que ela tava deitada de lado pra parede e sento na beirada da cama.
— Hmm – Marce resmunga logo após observar a cena. – Falou com ela?
— Não. – Bufo – To com essa parada na cabeça, to agoniado.
— Paulo se toda essa historia for verdade você tá muito fodido tá ciente né?
— To sim, não sei o que fazer. – Digo me ajeitando deitado na cama entre as duas.
— O que aconteceu? – Alícia se vira pra mim, olho pra Marce e pisco como sinal que ela pode falar.
— A Margarida acha que tá grávida do Paulo
— Caralho moleque como tu é burro, como isso aconteceu? – Alícia fala dando um tapa em meu peito.
— Aconteceu assim, a gente transou, e eu acabei gozando nela, sabe o que é esper...
— Isso brinca, seu otário. – Alícia me interrompe percebendo o sarcasmo
— Eu to fodido. – Respiro fundo.
— Ah você tá sim amor. – Alícia fala com sarcasmo. – Alguém mais sabe?
— Só a Valéria, a Marga contou pra ela.
— Tinha tanta forma de evitar que isso acontecesse cara. – Alícia diz frustrada
— Calma, é só uma suspeita. – Marce fala tentando passar tranqüilidade.
— E por que aquela retardada não faz o teste ou sei lá.
— Ela vai fazer, mas não esses de farmácia, e pra fazer o de sangue ela disse que quer esperar a mãe dela sair da cidade. – Falei vasculhando o celular de Alícia.
— Há claro bem típico da Marga ser boco e ficar nessa agonia toda. – Alícia bufa. – Tá vendo oq ai? – Se refere ao celular que tá na minha mão.
— Caralho, tu tá gostosa nessa foto. – Falo rindo e mostro a Marce. – Uma uva.
— Tu se passa mesmo né. – Ela sorri dando um tapa na minha mão. – Enfim Paulinho, conta comigo nessa barra ai. – Ela sorrir se aconchegando no meu peito.
— Sei que sim, e eu amo vocês duas, valeu mesmo. – Puxo a Marce p se aconchegar do outro lado, enquanto passo meus braços em volta de seus pescoços.
— Cara mas se for verdade a mãe da Marga vai matar ela. – Marce fala.
— E a barra aqui com o pai? Quero nem pensar. – Suspiro.
—Mas não se esquenta, suas nenéns vão tá do seu lado e da Marga também. – Alícia fala rindo e passando tranqüilidade.
— Claro que minhas nenéns vão tá comigo sorrio beijando a testa a testa das duas. – A obrigação de vocês.
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