Marley acordou tão bem apesar de ser extremamente cedo que nem se importou. Estivera sonhando ou Kitty fora realmente à sua casa? Sorriu, mordendo os lábios. Sim, ela foi! Levantou-se para ir ao banheiro escovar os dentes e se trocar

Kitty tivera uma noite relativamente agradável depois que deixou a casa da morena, não foi perfeita porque levou uma bronca de seus pais por não dizer aonde tinha ido com o carro, mas logo os tranquilizou dizendo que não tinha ido muito longe, foi só visitar uma amiga.

Marley desceu as escadas e encontrou sua mãe já acordada também.


M: Bom dia! [abriu um sorriso enorme]


Mi: Bom dia, meu amor [beijou-lhe a face].

M: Ótimo dia...


Sua mãe arqueou uma sobrancelha, percebendo a felicidade da filha.



Mi: E essa felicidade toda tem a ver com alguém? [sorriu]


M: Tem! [sorriu de volta]

Mi: Gosto ainda mais do Jake vendo que ele te faz feliz...

M: Jake? [olhou para a mãe, confusa].

Mi: Não foi com ele que você saiu ontem?

M: Ah sim, claro...


Estúpida! Pensou sorrindo. É claro que sua mãe não sabia de Kitty...



Mi: Você devia convidá-lo para jantar aqui qualquer dia desses... [sugeriu]


M: É, boa ideia [respondeu no automático].


A morena viu que seu celular estava largado no sofá, onde tinha deixado na noite anterior ao receber a mensagem de Kitty. Pegou-o para ver se tinha alguma coisa e tinham três mensagens e uma ligação. Ok. Uma mensagem de Jake, ela leria depois. Uma ligação e uma mensagem de Unique... Depois... E, finalmente, seu coração palpitou alegremente: Uma mensagem de Kitty! Abriu-a na mesma hora.



K: Oi... Já está dormindo? Eu queria que você soubesse que eu daria tudo para estar ainda aí com você, te abraçando... Hoje foi lindo! E eu quero acordar logo pra poder te ver de novo... Eu disse que ia dormir pensando em você... Boa noite olhos lindos ^^



Era possível que Kitty a encantasse mais? Respondeu com um sorriso bobo no rosto



M: Bom dia! Eu esqueci meu celular na sala quando a gente subiu, por isso não vi a msg... Como eu queria que você tivesse ficado! Falando em me ver de novo, aonde vamos hoje? Estou curiosa... kkkkkkkkkk olhos lindos? São os seus! ;D



Kitty acordou com a mensagem. Olhou de quem era e pensou que aquela era uma ótima maneira de se acordar. Leu e sorriu, feliz.



K: Bom dia olhos lindos! Aonde eu vou te levar é surpresa ainda! Haha, conforme-se.


M: Me conta, por favor?

K: Não posso... Quero surpreender você!


Marley não aguentou e ligou para a loira:



M: O que eu devo vestir? É algo elegante?


K: Não... Eu vou te levar pra jantar, mas não precisa de nada muito assim. Isso não importa Marley! Você é linda, qualquer coisa vai ficar deslumbrante em você...


Se ela pudesse ver o quanto Marley tinha ficado vermelha com o comentário...



M: Por que eu só vou te ver à noite? [desconversou]


K: Eu tenho umas coisas pra resolver hoje de tarde...

M: Entendi... Queria te ver agora... [falou baixo]

K: Eu também! Vai passar rápido, você vai ver...

M: Promete?

K: Prometo.

M: Eu preciso desligar, vou ajudar minha mãe a arrumar algumas coisas...

K: Ok... Vou contar os minutos pra te ver, você sabe disso né?

M: Eu também [mordeu os lábios]

K: Até mais tarde...


Desligou.


Havia se formado uma certa tensão no final da ligação? Seria muito cedo para dizerem algo a mais? Marley pensou: amava o jeito da loira, seu jeito de andar, dançar, cantar, falar, amava o seu olhar, seus olhos, sua boca, seu beijo... E algumas coisas ela já amava em Kitty há muito tempo... Será que se sentia inibida por medo de dizer demais e Kitty voltar a agir estranho? Balançou a cabeça, preferindo acreditar que isso não ia acontecer. Olhou as outras mensagens:


J: Desculpa estar sendo tão insistente nos últimos dias, mas é que eu realmente gosto de você... Eu posso conversar com você antes da aula segunda?



Que culpa ele tinha? Nenhuma. Marley se sentiu mal, ele gostava dela. Mas o que ela podia fazer? Seu mundo virou de cabeça para baixo em questão de dias. Segundos, talvez. Ignorou a mensagem por enquanto, não tinha coragem de decidir o que fazer em relação a isso ainda.



U: OOI! Você está viva? Aonde se meteu desde sexta?



Sorriu. Ele era mesmo exagerado, não fazia nem dois dias direito. Preferiu ligar. Ficou horas no telefone rindo e conversando. Ele perguntou se poderiam sair hoje, ela negou. Ele exigiu saber o porquê. Ela disse que conversariam mais tarde. Não iria contar nada, não estava pronta para dizer a ninguém ainda. Pensou em Kitty... Será que ela um dia estaria pronta para dizer a alguém? Aquele pensamento lhe incomodou. Não é hora de pensar nisso, Marley, vai com calma, disse a si mesma.


Combinaram de se encontrar às 20h. Millie tinha saído, falando que voltava mais tarde, então Kitty cismou de ir buscá-la em casa. Marley se olhou no espelho. Estava linda, era fato! Mas não se sentiu assim. Sentiu um mal estar na verdade, não havia comido nada o dia inteiro e achava que nunca ia conseguir ter o corpo que queria. Suspirou. Blusa, saia e sapatilha, os cabelos cor de chocolate soltos, maquiagem leve. Estava nervosa, como sempre. Mas era um nervosismo gostoso que só Kitty tinha o poder de lhe proporcionar.

Um carro buzinou lá fora. Marley revirou os olhos, Kitty pegou o carro outra vez? Olhou pela janela e a viu saindo. Seus olhares se cruzaram, era inevitável sorrir. Marley desceu quase voando para o primeiro andar e abriu a porta. Riu encantada com a imagem de Kitty à sua frente, ela estava mais despojada e incrivelmente sexy para a morena. Usava uma calça legging, sneakers, uma blusa e um casaco de couro, os cabelos soltos outra vez. Linda! Kitty paralisou ao com a visão de Marley, igualmente encantada.

K: Você está linda!


Marley corou, olhando para o chão. Kitty sabia que essa era uma mania que ela nunca perderia: ficar extremamente sem graça em situações que envolviam diretamente sua autoestima. A loira estava com uma mão nas costas e quando retirou Marley viu que se tratava de um buquê de flores. Rosas azuis! Do tom de seus olhos... Quase teve uma parada cardíaca. Pegou o buquê e disse baixinho:



M: Você me desorienta...



Kitty sorriu. A morena botou o arranjo com cuidado na mesa da sala e voltou para dar um beijo apaixonado em Kitty. Quando saíram, a loira pegou sua mão e entrelaçou seus dedos com os dela. Abriu a porta do carro para a morena. Olhava encantada a forma como Marley reagia àqueles gestos simples, mas que vindos dela, para Marley, eram de uma importância tão grande! Kitty pensou: será que a garota nunca tinha sido cortejada daquela maneira? Parecia que não. Como não? Ela era extremamente doce! Era quase impossível acreditar que até pouco tempo atrás ela era sozinha. Ligou o carro, saindo da rua da morena. Tinha que tomar muito cuidado para onde olhava, Marley estava de saia, e ela não queria constrangê-la, apesar de seu olhar ser atraído como um imã. Controle-se! Repreendeu-se mentalmente. Nunca na vida tinha pensado que sentiria esse desejo pelo corpo de uma mulher, e ele era extremamente forte! Respirou fundo.



M: Onde estamos indo? [tentou]


K: É surpresa. [não caiu]


Marley revirou os olhos. Um silêncio instalou-se no carro. A falta de palavras e de toques estando tão próximas era esmagadora. Kitty arriscou uma olhada. A mão da morena estava ali, na perna direita da dona. Kitty retirou uma mão do volante e a pegou, segurando-a ali, entrelaçando seus dedos, acariciando-a e, consequentemente, sua coxa também. Sorriu para a morena, recebendo um selinho como resposta. Ficaram nesse carinho até chegarem... Onde mesmo? Kitty estacionou e saiu do carro, dando a volta e abrindo a porta para sua garota. Não segurou sua mão novamente, estava cheio de gente ali e Marley notou que a loira estava nervosa. Kitty botou uma mão nas costas da morena e a guiou a um restaurante de comida japonesa. A morena não acreditou, ela amava comida japonesa!



M: Como você sabia? [arqueou a sobrancelha para a loira, que apenas sorriu].



Kitty a levou para uma mesa mais reservada, para terem um pouco de privacidade e puxou a cadeira para a morena se sentar.



K: O que foi? [perguntou, vendo o sorriso da morena após ela mesma se sentar].


M: Eu estou sendo tratada, da maneira que sempre sonhei que um garoto me tratasse, por uma garota! [sorriu mais]

K: E isso é... [disse confusa]

M: Novo, diferente, maravilhoso! [tranquilizou]

K: Eu sempre penso nisso, na forma como eu ajo com você. Eu nunca senti atração por mulheres antes e não sinto agora, a única exceção é você...


Enquanto Kitty ia falando, Marley percebeu que ela falava com mais dificuldade a cada palavra.



M: Você ainda não consegue conversar sobre isso?


K: Eu não sei se quero ter uma conversa tão profunda e delicada sobre meus desejos...

M: Mas a gente precisa conversar... [lembrou]

K: Nós vamos! Mas eu preciso que você seja paciente comigo [disse devagar]

M: Eu vou ser.


Sorriram e começaram a conversar sobre diversos assuntos, surpresas com a capacidade de conseguirem conversar tão facilmente. Numa hora, Marley parou de comer sem explicação óbvia, mal tinham começado.



K: Está sem fome?


M: Estou comendo demais... [olhou para baixo]

K: Ei! [chamou sua atenção] Você mal começou a comer!

M: Mas eu preciso me cuidar, se não...

K: Marley, que absurdo é esse? Seu corpo é lindo! [interrompeu]

M: Você diz isso para eu me sentir melhor.

K: Mas é ÓBVIO que não! Por mais que me doa dizer isso você sabe muito bem que eu nunca disse nada para você se sentir melhor, na maioria das vezes era pra você se sentir mal, mas nada daquilo foi sincero!


Kitty queria se bater. Parabéns, idiota! O estrago que você fez é maior do que eu pensava! A morena estava com uma cara triste, olhando para o nada.



K: Marley... [sentou-se ao seu lado] Por favor, acredita em mim agora, o seu corpo é perfeito! Você não precisa se preocupar com isso, ei, não fica assim! [pedia agoniada ao ver os olhos da morena encherem-se de lágrimas.] Você confia em mim?



Marley assentiu.



K: Então precisa acreditar em mim agora, por favor, volta a comer. Eu estou te levando para jantar e sei que você quase não comeu o dia todo!



Marley respirou fundo assentiu, num tremendo mal estar. Como Kitty queria beijá-la e abraçá-la naquele momento! Não conseguiu. Estava cheio de gente no restaurante. Deu um beijo na testa da morena e voltou ao seu lugar. Ficou feliz ao ver que ela comia, aos poucos, mas comia. Voltaram a conversar.


Na hora de pagar a conta, Marley pegou a própria bolsa.


K: Nem pensar. [disse firme]


M: Kitty... [disse sem graça]

K: Isso é um encontro, eu chamei, eu pago.


Não adiantava brigar, Marley sabia pelo tom usado pela loira que ela não ia ceder. Antes de saírem, a morena foi ao banheiro. Ela estava demorando muito e Kitty começou a sentir vontade de ir também, então a seguiu. Ao entrar não viu a morena, mas escutou alguém chorando. Não. Não podia ser o que estava pensando. Tentou abrir a única porta que estava fechada no banheiro.


Trancada.


K: Marley... [bateu na porta delicadamente]



Silêncio.



K: Marley... Abre essa porta [disse calma]



Escutou um soluço.



K: Por favor... Abre... Eu estou te pedindo...



Escutou a tranca girando. Respirou fundo, abriu a porta e entrou.


A morena estava sentada no chão, o rosto escondido nas mãos, chorando baixinho. Kitty se agachou, tentando afastar as mãos de Marley, mas ela não deixou. Meu deus! Pensava... O quanto a morena tinha se deixado afetar?


K: Marley, olha pra mim. [pediu de forma doce]



A morena balançou a cabeça negativamente



K: Eu não vou brigar com você. [acariciou suas mãos carinhosamente]



Devagar, conseguiu retirá-las dali. Seu coração apertou-se mais do que já estava. O rosto da morena estava vermelho, os olhos inchados, com uma aparência fraca e cansada. Ela não olhava para Kitty. A loira colocou uma mão em seu rosto, acariciando-a.



K: Você vomitou? [perguntou, delicadamente]



A morena não respondeu. Começou a chorar intensamente. Kitty sabia a resposta. Foi como levar um soco no estômago. Sentiu nojo de si mesma. Dominou esses sentimentos, agora era a hora de consertar o estrago, de cuidar da morena. Puxou-a cokm cuidado, sentando-se e acomodando-a em seu colo.



M: Me... Desculpa! [pediu entre soluços]


K: Ei, para com isso, você não tem que pedir desculpa de nada. [disse triste]


Ficaram muito tempo naquela posição. Marley encolhida como uma criança no colo de Kitty enquanto esta a abraçava e beijava o topo de sua cabeça, acalmando-a. a morena estava fraca, tremendo, podia sentir. Tinha que levá-la para casa. Levantou-se com ela com extremo cuidado. Segurou firmemente em sua cintura, sustentando-a e a levou até a pia para ela tirar aquele gosto ruim da boca, segurava seus cabelos para não se molharem. Conduziu-a até o carro. Pouco se importou com o mundo à sua volta, não tinha mais cabimento uma preocupação daquelas. Colocou-a no banco do carona e colocou o cinto nela também. A morena não dizia uma palavra. A loira entrou no carro e perguntou:



K: Você quer alguma coisa?



Ela balançou a cabeça de novo. Kitty segurou sua mão, apertando-a, reconfortando-a e não soltou mais. Quando chegou, levou Marley até a porta, abriu com a chave que pegou em sua bolsa e entrou com ela. A morena parecia que ia desmaiar, cambaleou um pouco. Kitty não pensou duas vezes, segurou as pernas e as costas dela e carregou no colo. Era leve, fácil de carregar. Levou-a escada acima até o quarto e deitou a morena cuidadosamente na cama. Ela continuava tremendo.



K: O que você comeu hoje? [sua voz era quase um sussurro como se tivesse medo que as suas palavras pudessem machucá-la, tamanha era a sua fragilidade].


M: Um biscoito.

K: Quando?

M: De manhã.

K: Marley! O que você está pensando? Você não pode fazer isso! Pelo amor de deus, não faz isso de novo! Você é tão linda, seu corpo é tão lindo!


A morena estava envergonhada.



K: Eu vou descer e pegar uma água para você e depois você vai comer, está me entendendo?


M: Não precisa, eu não quero.

K: Eu não estou sugerindo, nem pedindo. Eu estou afirmando. Você acha que sua mãe já chegou?

M: Sim... Eu vi o casaco dela na sala.

K: Você falou pra ela que ia sair?

M: Falei que ia sair de novo com o Jake.


Ok. Não era hora de sentir ciúmes.



K: Vou tentar não fazer barulho [deu um beijo na testa da morena e desceu]



Levou um copo d’água para ela, ficando até ela beber uma quantidade considerável. Desceu e preparou sanduíches. A morena se recusou a comer.



K: Marley, você quer ir parar no hospital?


M: Não. [emburrou-se]

K: Então quer parar de ser teimosa e fazer o favor de comer?


Deu uma mordida, de má vontade. A loira a obrigou a comer pelo menos um. Pegou o celular e começou a digitar uma mensagem, recebendo um olhar de indagação.



K: Estou mandando uma mensagem para os meus pais, avisando que eu não vou dormir em casa hoje. [disse simplesmente]


M: Como assim?

K: Eu não vou te deixar sozinha.

M: Kitty...

K: Come mais um sanduíche Marley.

M: K...

K: Qual o problema? Ontem você estava me pedindo para ficar, hoje eu estou aqui. Eu não vou te deixar nesse estado de jeito nenhum.


Como discutir? Marley não tinha nem forças. A loira estava cuidando dela, pacientemente. Ela comeu o quanto pôde e não lhe foi permitido sair do campo de visão de Kitty. A loira trancou a porta do quarto e foi trocar de roupa no banheiro, um pijama emprestado da morena. Quando abriu a porta Marley ainda não tinha colocado a blusa de seu pijama. Estava só de short e sutiã. Perfeita. Era a palavra que vinha à sua mente. A morena ficou extremamente sem graça, tentando esconder o corpo com as mãos. Kitty se aproximou. Tirou as mãos de Marley da onde estavam, entrelaçando suas próprias mãos com as dela e a beijou, beijou seus lábios, seu pescoço, seu colo, sua barriga com extremo carinho, sem desgrudar suas mãos. Marley se sentiu arrepiar.



K: Olha isso, olha seu corpo... Marley, como você não vê o quanto ele é perfeito? [disse voltando aos lábios da morena]



Beijou sua boca com enorme desejo, precisava que ela sentisse isso. Suas mãos agora exploravam o corpo de Marley enquanto esta passando os braços por seu pescoço. Os dedos ágeis da loira desenhavam no braço da morena, apertavam sua cintura, percorriam sua barriga, acariciavam suas costas, arranhando levemente. Marley já não sentia mais fraqueza, sentia desejo, incontrolável. Os lábios de Kitty foram para o seu pescoço, deu uma chupada leve ali. Os joelhos de Marley cederam um pouco.



K: Tudo bem? Você quer que eu pare? [perguntou preocupada]


M: Não, continua [disse ofegante].


Kitty sugou mais intensamente aquela pele tão convidativa, escutando um gemido de Marley. Seus olhos brilharam. Ela mordia, lambia, beijava e a morena não escondia o quanto tinha ficado excitada. Empurrou-a até a cama, ficando por cima novamente quando se deitaram. Os beijos estavam mais urgentes. Kitty deu uma apertada forte na cintura da morena provocando uma reação inesperada desta. Ela botou as mãos firmemente nas coxas torneadas de Kitty, puxando-a para mais perto. Suas intimidades se encostaram. As duas gemeram alto. Não conseguiu se controlar. Suas mãos subiram pelo tronco de Marley, roçando em seus seios quando passaram por ali, seus olhos dilatados de desejo. A morena arqueou minimamente as costas, sua respiração cortada. Kitty então foi diminuindo a necessidade das carícias e dos beijos.



M: O que... Foi? [ofegava]


K: Eu acho melhor a gente parar [disse carinhosamente]

M: Você não estava gostando? [preocupou-se]

K: Claro que eu estava gostando! Eu estou explodindo de desejo por você! Mas é exatamente por isso que precisei parar...


Marley corou... Será que tinha deixado ir longe demais?



K: Eu preciso ir devagar com você... Fazer as coisas direito. A gente nem começou a namorar ainda...


M: Namorar? [cortou a fala da loira] Você quer namorar comigo? [surpreendeu-se]

K: É claro que eu quero namorar você! Você... Você não quer? [disse insegura]

M: Quero! [disse com um sorriso radiante]

K: Eu ainda vou te fazer um pedido especial... Mas eu quero muito isso, você não tem ideia do quanto!

M: Eu vou esperar [deu um beijo na loira]


A morena colocou a blusa e se deitou com Kitty, aconchegando as suas costas ao corpo da loira. Adormeceu com ela dando beijos delicados em seu pescoço e naqueles braços, mais do que nunca, se sentia protegida.


Notas finais
(: