Notas iniciais
Ho hey EU VOLTEIIIIII, AGORA PRA FICARRRRRR Próximo capítulo e tudo se resolve... Ou será que não? Ok, parando com a loucura, eu gostaria de pedir ajuda de minhas coisas lindas e iluminadas para fazer minha nova page no Facebook bombar. Vai aí uma forcinha? Obrigada :D Link da page: https://www.facebook.com/luminariafanfics?fref=ts

Depois que saímos da garagem de Hiro, seguimos para a Zona Norte de São Paulo para ver Rapunzel. Toquei a campainha e esperei ser atendido.

– Essa é a casa da Punzie? – Anna estava boquiaberta, afinal, aquela casa é completamente diferente do que ela esperava ver. – É tão pequena. Cadê aquele prédio lindo?

A história de como Rapunzel se desvinculou do grupo é um pouco diferente das demais e teve outras consequências para a vida dela. A mãe dela, Gothel (que nunca foi com a minha cara, então nem imagino como ela irá me receber), era uma viúva que sustentava a ela e a filha com os setenta milhões de reais herdados pelo falecido marido. Tudo corria bem até que, há dois anos, Rapunzel começou a namorar um pedófilo de vinte e um anos que estava envolvido em uma gangue. Lógico que eu e Jack ficamos contra esse relacionamento, mas ela disse que se fossemos amigos de verdade, iríamos apoiá-la.

E esse episódio do namorado teve continuação. No final de tudo, ele conseguiu roubar todos os setenta milhões e sumiu do mapa. Gothel fora forçada a vender sua cobertura de luxo na Zona Sul e hoje elas moram em uma casa simples na Zona Norte. Se ela tivesse nos ouvido, talvez nada disso tivesse acontecido. Mas ela estava cega por aquele pedófilo golpista. Tão cega que ignorou quem só queria ajudá-la.

A porta se abriu. Não demorou muito para que ela me reconhecesse e logo me lançou seu olhar de total desprezo. Eu posso sentir falta de muitas coisas da minha infância, mas, graças à Gothel, eu não sinto saudades de ir à casa da Rapunzel.

– Ah, Davi, você ainda tem a cara de pau de vir aqui? – Gothel é o único ser humano que me chama pelo nome de batismo. Segundo ela, “Soluço” é um apelido ridículo e ela se recusava a falar com alguém o tratando por “uma deficiência no diafragma”.

– É muito bom ver a senhora também, Dona Gothel. Não vai me convidar para entrar?

– Não.

– A mãe da Punzie continua chata. – Anna falou, e eu sou obrigado a concordar com isso.

– Então eu vou ficar parado na porta?

– Você costumava ser mais esperto quando criança, Davi.

Ela colocava ênfase em “Davi” e isso me irritava muito. Ninguém me chama assim, eu nem me identifico com esse nome. Eu sou Soluço. SO- LU – ÇO.

– Nossa, que coisa cruel de se dizer, Dona Gothel. Por que a senhora me odeia?

– Davi, pelo amor de Deus, não me faça perder tempo com essas bobagens. Diga logo o que você quer e diga alto, Davi, você sabe que odeio quem resmunga.

– O nome dele é Soluço! – Anna gritou tão alto que seu rosto ficou um pouco arroxeado. Ainda bem que ninguém além de mim podia escutá-la, senão aquilo chamaria a atenção de todo o bairro.

– Eu queria falar com a Rapunzel. Ela está aqui?

– Está.

– Eu posso entrar?

– Não.

– Então você poderia chamar ela aqui?

– O correto é “chamá-la”.

“Eu tive aulas de gramática, sua velha ignorante. Nunca ouviu falar em linguagem coloquial?”. Adicionei essa à minha lista mental de “frases que eu pensei em disse, mas nunca disse”.

– Então você poderia CHAMÁ-LA aqui?

– Não.

– Velha chata, você sabe falar “não”? – nunca imaginei que eu e Anna pudéssemos ter pensamentos tão parecidos

– Eu posso ao menos ver a Punzie?

– Você disse “Punzie”! – os olhos da ruivinha brilhavam enquanto ela batia palmas animadamente

Há muitos anos que eu não a chamava assim, nem sei por que eu fiz isso, parece que foi automático.

– Nesta casa não mora nenhuma “Punzie”.

Controle-se, Soluço, não xingue a Gothel.

– Eu posso ao menos ver a RAPUNZEL?

– Você nunca mais verá minha filha. Nunca!

Antes que eu pudesse me manifestar, a mulher fechou a porta bem na minha cara. Depois dessa eu posso até pensar em pedir desculpas à Merida por ter feito isso, estar do outro lado da porta é revoltante.

– Poxa, eu nem consegui ver como é que a Punzie tá...

A pequena estava decepcionada. Muito obrigado por destruir os sonhos de uma criança, Dona Gothel.

– Não tem problema, Anna. – tentei reconfortá-la — Eu tenho certeza que ela está bem.

– Mas por que elas saíram da cobertura legal?

– Porque elas tiveram uns probleminhas de dinheiro, mas elas estão bem nessa casa nova.

– Tá certo. – ela sorriu – Agora só falta ir à casa do Jack.

Pense Soluço, pense. Certo, agora como eu vou explicar que o Jack foi morar com o pai nos Estados Unidos?

Notas finais
Well, well, por hoje é só. Espero que gostem :) Beijinhos de luz :*