Não há outro amor para mim.

70 Não há outro amor - Segunda Parte


Notas iniciais
Olá, amigas leitoras. Finalmente a segunda parte do penúltimo capítulo. Mil desculpas pela demora em concluir essa parte da fanfic, mas levei quase a semana toda escrevendo esse capítulo. Eu espero sinceramente que não tenha faltado nada do que vocês esperam aqui e que esse seja uma prévia do Regina vai narrar no último. Sobre uma pergunta que vocês tem me feito há muito tempo e com frequência: Não, pessoal, Emma não vai morrer. Minha intenção nunca fazer do fim dessa fanfic algo trágico. Mas espero que o próximo capítulo seja algo muito especial e simbólico. Nos encontramos nas notas finais. Façam uma boa leitura.


Nesse pequeno intervalo, Emma havia seguido o conselho da doutora e nos inscrito em algumas aulas para mães de primeira viagem na própria clínica onde fizemos a fertilização. Era mais ou menos como uma aula sobre gravidez e como iríamos nos sentir durante todo aquele período tão importante na vida de uma mulher. Mas isso ainda não era o mais legal. Todas as gestantes podiam levar o parceiro ou alguém da preferência para assistir a aula, no meu caso, Emma foi comigo todos os dias e ainda fez todos os exercícios ao meu lado como uma verdadeira grávida. Seria uma boa lição para quando fosse a vez dela, como quando o médico nos explicou sobre o parto normal e quando ele acontecia. Havia uma técnica de respiração que devíamos seguir, as posições em que mais ocorreriam contrações e outras coisas que só sentiria na prática. No final, quem havia aproveitado mais aquele curso de quatro semanas era minha loira.

Beirando a vigésima sétima semana, sentia que meu corpo já havia passado por todas as transformações possíveis de uma gravidez. Não havia como esconder ou alguém não notar minha barriga grande por baixo das roupas, meu cuidado na hora de me sentar e o sorriso espontâneo que surgiu em meu rosto desde então. O público que me acompanhava no U.S.A News estava radiante, tanto quanto todos que trabalhavam ao meu redor. Falando nisso, no trabalho eu andava recebendo a atenção de todos, até por quem não tinha nenhuma intimidade comigo no estúdio. Todos queriam saber se era um menino ou uma menina, se eu me sentia bem, se precisava de alguma coisa, mas eu insistia em dizer que estava tudo certo e nunca na vida pensei que uma gravidez fosse me deixar tão segura. Observando isso, meu amigo cameraman Archie comentou algo que eu provavelmente não havia percebido, ou até mesmo deixado de perceber até aquele momento.

— Então você está completamente por fora, Regina. — disse ele. — Eles estão praticamente madrugando aqui, esperando você chegar para tirar fotos suas. Apesar da baixa que Emma teve com aquela situação com Lily, ela e você ainda são um casal muito rentável para as revistas e programas de fofocas.

Eu ainda estava sentada sobre a cadeira atrás da bancada do jornal quando meu amigo me disse isso.

— Mas então estão se escondendo muito bem porque não tenho visto esses fotógrafos atrás de mim. — repliquei.

— Não seria você se importando menos com a presença deles? Antes era um grande problema.

Parei para pensar e realmente, paparazzi não era mais o tipo de coisa que me deixava de cabelo em pé. Tive grandes problemas por causa de gente perseguindo minha esposa famosa e eu. Nós duas formávamos um casal querido em Hollywood, embora eu ignorasse a maior parte do tempo esse fato. Talvez a gravidez fosse uma distração tão interessante para minha mente que me impedia de ver os fotógrafos chatos me perseguindo atrás de fotos da minha barriga de seis meses. Bem, que continuasse assim, mas eu sabia que conforme o tempo passava e Mathew estava próximo de nascer, esses caras iam brotar do chão atrás de alguma foto exclusiva. O alerta de Archie fazia sentido.

— Isso é curioso, Archie. Eu estou com a cabeça nesse bebê, no Henry e na Emma. É como se eu tivesse entrado em um mundo só meu.

— Parece bom, imagino que Emma também se sinta assim.

— Acho que sim. Ainda mais ela que tem trabalhado pouco. Ela passa o tempo cuidando do Henry, da casa, do cachorro, comprando coisas para o Mathew. — dei um grande suspiro.

— Pode ser por isso também que os fotógrafos estejam atrás de você. Faz um tempo que Emma não dá as caras na imprensa. — Archie ajeitou seu boné sobre a cabeça e me olhou.

— É verdade, não sei como ainda não convidaram ela para falar em algum programa da TV sobre Henry e o filho que vai chegar. — Ao mencionar isso, eu não sabia que tinha acabado de dar uma ideia a algum apresentador de Talk Show.

Dias mais tarde, Emma decidiu conceder uma entrevista a um Talk Show no canal onde ela trabalhava para a série de medicina. Pois bem, minha mulher tinha voltado a ser assunto por minha causa e, embora ela estivesse muito contente em falar sobre os filhos, ela nunca deixaria de falar sobre o nosso casamento.

— Mas como você está se sentindo sabendo que será mãe de mais um menino? Como é para você a sensação de já ser mãe? — o apresentador perguntou à ela.

Emma procurou a resposta, sentada em um sofá ao lado do apresentador. Ficou tão bonita com uma calça jeans clara e um blazer azul que deram para ela vestir. Quase perdi minha concentração na entrevista só de admirá-la.

— Bom, ser mãe sempre foi uma grande vontade na minha vida. Eu tenho um filho incrível, o Henry, nós passamos momentos divertidos juntos, ele me ensina muito e ele aprende comigo também mesmo sendo crescido. Para ser verdadeira, achei que bastaria Henry para realizar o meu sonho, e então a Regina tomou a decisão de engravidar e está dando para nós essa experiência magnífica que é acompanhar uma gravidez. Eu mal posso esperar para ver o rosto do meu filho, pegá-lo no colo e cantar pra ele. — Emma respondeu.

— E como surgiu a ideia de sua esposa engravidar? Vocês pensaram nisso juntas? — perguntou o apresentador novamente, parecendo muito interessado.

— Ah, isso foi algo mais difícil, Raúl. — disse Emma para ele. — Antes de adotar o Henry, nós procuramos uma clínica e fiz a inseminação, mas não deu certo de primeira, então a Regina esperou alguns meses e optou por engravidar no meu lugar.

— Parece um gesto muito bonito da parte dela. — disse o homem, admirado.

— Foi a declaração de amor mais bonita que eu já recebi na vida. — Emma corou ao falar e a plateia adorou.

— Vocês duas estão casadas há bastante tempo, e parece que conforme o tempo passa a relação se fortalece ainda mais. Ouvi dizer que vocês adoram fazer surpresas uma para a outra, eu me lembro quando você recebeu seu Academy Award e dedicou o prêmio para Regina. Quer rever esse momento? — perguntou o apresentador que em seguida mostrou através do telão no estúdio a reprise daquele momento antológico do Oscar em que a única coisa que vem a mente de Emma é dizer “eu te amo” para mim. Após a cena a plateia aplaudiu e minha mulher parecia orgulhosa.

— Até hoje eu duvido que algum outro ator ou atriz vá fazer um discurso tão bonito e rápido. Realmente vivemos muita coisa juntas no nosso relacionamento, até fugir de paparazzi por uma janela minúscula no banheiro de um restaurante nós fugimos uma vez. — ela disse e todos riram.

— Eu também duvido, e que aventura, hein? Mas para a sua surpresa e de mais de um milhão de pessoas por esse país, Regina não deixou barato. — Nesse momento, no telão, apareceu meu discurso no jornal, quando me declarei para Emma naquela ocasião. Swan também ficou contente por ver aquela cena outra vez e acredito que nesse instante, ela tenha se recordado de como se sentiu naquele dia.

Nossas provas de amor foram tantas e tão variadas que não cabiam mais nos dedos, claro que contando com as juras de amor que trocávamos quando acontecia da gente parar e se olhar e o silêncio fazer por nós. Às vezes eram beijos, às vezes sorrisos, uma carícia, entrelaçando os dedos, uma rosa, um elogio, um apelido, um bilhetinho, ou um monte de bilhetinhos (você sabe do que eu estou falando). Assistindo à Emma na TV, conversando sobre nós, parei para pensar se não valia a pena contar para os outros tudo o que vivi com ela durante esses anos. Era uma história muito bonita de um romance que deu certo, mas que tinha passado por momentos difíceis, engraçados e até tristes. Eu sabia que de uns dias para cá, as lembranças andavam constantes, mas isso não se devia ao fato de eu estar emotiva demais e sim porque estava na hora de usar tudo isso que vivi por outra causa.

No dia seguinte, na MBC, contei para Maleficent da ideia que tive, e ela não se surpreendeu tanto quanto eu imaginava.

— Para ser sincera com você, Regina, eu só estava esperando você me dizer que ia escrever sobre seu casamento a qualquer instante. Eu conheço pouco ainda, tem apenas dois anos que nos falamos, mas pelo o que você me contou, seu casamento com a Emma daria um romance muito bom. — dizia ele, fazendo uma pose elegante, mesmo sentada em sua poltrona atrás da mesa do escritório.

— Estou decidindo se será um romance baseado em fatos reais ou se vai ser uma mini biografia nossa. Essa segunda ideia me assusta um pouco. — falei, alisando a barriga que mal cabia no espaço da cadeira onde eu sentava.

— Quer meu palpite de amiga?

— É claro.

— As duas coisas. Não foque apenas em um tema, coloque no seu livro o que vier de melhor das suas lembranças, basta isso. Para que seja um bom livro as pessoas precisam ter certeza de que aconteceu de verdade.

— Então nada de inventar?

Maleficent fez que não.

A dica que recebi de minha amiga fazia sentido. Eu odiava auto biografias justamente por grande parte do que vinha escrito nelas serem mentiras. Portanto, a minha história com Emma devia ser escrita exatamente como eu a vivi, sem mais, nem menos detalhes.

Cheguei em casa louca para falar com Emma sobre o livro, para saber o que ela achava da ideia, mas ela estava tão entretida brincando de baseball com Henry no quintal que preferi adiar conversar com ela sobre o assunto. Bem, vê-la se divertindo tanto com nosso filho me deu uma bela inspiração, o que eu precisava para querer sentar no escritório e começar imediatamente a escrever nosso romance biográfico.

Emma, Henry e Pongo estavam em uma grande disputa pela bola quando cheguei na porta dos fundos da casa para vê-los, procurando de onde vinha o barulho que faziam. Emma arremessou a bola na direção do garoto que rebateu com o bastão e Pongo correu atrás, completamente alucinado.

— Boa, garoto! — gritou Emma, ajeitando seu boné do New York Yankees para trás, enquanto Pongo saiu em disparada atrás da pobre bolinha de baseball.

— Vai, Pongo! — Henry disse para o cão que em poucos segundos enfurnado nos arbustos, voltou com a bolinha entre os dentes, trazendo de volta para Emma.

— Muito bom, rapaz, muito bom. — Emma afagou os pelos do cachorro e se preparava para lançar a bola novamente.

Eu estava gostando de vê-los jogar, mas senti como se Mathew tivesse chutando minha barriga para baixo e isso doeu. Devo ter feito um barulho, pois Emma e Henry me ouviram.

— Mãe!? — o garoto largou o bastão e veio até mim, segurando meu braço. — O que está sentindo?

Apertei meu ventre e a dor só aumentou. Era algo muito por dentro, uma compressão, algo pior que uma cólica.

— Dor... Mathew chutou... Dói... — Eu mal conseguia falar.

Emma tirou o boné, a luva de baseball e me levantou nos braços como se eu fosse feita de pluma.

— Calma, meu amor, deve ser uma contração. — Ela me levou para a sala, me deitou no sofá e esperou até a dor passar, sem sair do meu lado.

De repente, senti um desespero horrível, medo de ter acontecido algo com o bebê, mas Emma e Henry estavam ali enquanto eu ofegava e suava frio. Eu não tinha sangrado, nem ficado tonta, apenas tinha sentido uma dor muito forte. Felizmente Swan estava certa sobre ser uma contração, ela tinha escutado bem as aulas e o que a dra. Úrsula nos alertou na última consulta.

— Se sente melhor, mãe? — Henry perguntou.

— Sim, estou melhor, querido, foi apenas um susto. — tentei me sentar.

— Quer ligar para doutora, meu bem? — Emma se sentou ao meu lado.

— É melhor, Emma, estou com medo de acontecer de novo.

Assim que disse isso, Emma notou como eu estava assustada por ter sentido minha primeira contração na gravidez. Ligamos para a doutora e ela nos assegurou que sentir aquele tipo de dor seria cada vez mais frequente nas últimas semanas de gravidez. Mesmo assim, ela nos disse para ir até seu consultório no dia seguinte.

Então, rigorosamente no final da tarde, Emma e eu chegamos. Úrsula fez um novo ultrassom e constatou que o bebê e eu estávamos muito bem. A única novidade era que Mathew havia se mexido e mudado de posição de uma semana para a outra, coisa que eu percebi depois de sentir ele se mexer muitas vezes durante a noite em mim. Ele era um enorme bebê. Já dava para ver melhor seus traços no exame, suas pernas, braços e os dedos minúsculos. Toda vez que o via sentia uma emoção diferente e, Emma, bem, você deve imaginar que não há uma vez em que ela não saia do consultório emocionada, além de que, quando estamos em casa, vivo pegando ela vendo as imagens do ultrassom que costuma ganhar a cada vez que eu faço o exame.

Foi exatamente assim que a encontrei outro dia no escritório, olhando as imagens na tela do seu MacBook. Emma segurava as mãos juntas perto da boca, com os cotovelos apoiados sobre a mesa. Seus olhos brilhavam de uma forma doce, denunciando que ela podia chorar de alegria a qualquer momento. No momento em que entrei no escritório, ela estava hipnotizada pelo o que via.

— Você não está se aguentando, não é? Eu também estou louca para vê-lo, pegar ele no colo e cuidar dele. — disse eu.

Emma sorriu.

— Estou tendo uma grande crise de ansiedade e nem consigo esconder.

— Saiba que é muito bom te ver assim. — me aproximei dela e Swan me ofereceu seu colo para sentar.

Primeiro tocou minha barriga, em seguida meu rosto, deixando um beijo delicado sobre a minha boca.

— Meu Deus, eu vou mimar tanto esse garoto. — disse ela.

— Já consigo imaginar. — envolvi um braço sobre o ombro de Emma.

— Tomara que ele não enjoe.

— No máximo ele vai se apegar a você, assim como Henry é agora.

Emma olhou o ultrassom na tela do computador, depois para minha barriga, depois para mim outra vez.

— Já disse que você está muito bonita hoje?

Dei de ombros.

— Ora, Emma, não mude de assunto.

Ela riu.

— Mas é verdade. Ouça, quando pretende tirar a licença do noticiário?

— No final do próximo mês, por quê?

— Acho que você devia vir para casa mais cedo depois do trabalho, tem sentido muitas contrações e estou com medo que venha um alarme falso e eu não esteja por perto na hora.

— Meu amor, é muito cedo para haver alarmes falsos, fique tranquila. — assegurei.

Ela fez uma cara preocupada, prendendo os lábios e suspirando em seguida.

Mas Emma tinha razão para se preocupar comigo. Minhas contrações andavam cada vez mais frequentes, embora não fossem tão fortes quanto a primeira que senti. Pelo menos duas vezes por semana eu sofria com a dor que parecia levar uma hora para passar. Felizmente, em nenhuma das vezes isso aconteceu ao vivo enquanto apresentava o U.S.A News. Porém, na trigésima primeira semana, não pude esconder o incomodo que sentia de Maleficent.

Ela me encontrou no estúdio de gravação do noticiário, logo após eu encerrar a apresentação. Archie trouxe um copo d’água depois que não consegui me levantar da cadeira na bancada, e a dorzinha me fazia sentir náuseas pela primeira vez.

— Regina, o que foi que aconteceu? Já é o bebê querendo nascer? — Maleficent chegou preocupada.

— Ela tem sentido contrações quase todos os dias e ainda quer continuar trabalhando. — Archie me dedou para ela. — Eu disse que isso é loucura. Estou quase ligando para Emma vir aqui busca-la.

O peguei pelo braço e apertei.

— Nem tente. Se ela souber que estou com dores aqui, vai brigar comigo.

— Regina, Archie tem razão, você não pode ficar aqui se sentindo mal. Vamos, eu levo você para casa hoje, precisa repousar. — Malefi rodeou a bancada e me ajudou a levantar.

— Mas eu tenho muito trabalho para fazer ainda, não posso ir embora agora. — eu falei, andando para fora do estúdio, apoiada na minha amiga.

— Não, você não deve mais trabalho algum por enquanto. Está de licença, não volta nesse estúdio até se recuperar e seu bebê ter nascido, o.k.? — Maleficent corrigiu.

Bufei insatisfeita.

— Eu já estou me sentindo bem, Maleficent, não se preocupe comigo.

Maleficent não pareceu convencida.

— Se sentindo bem pálida como você está? Por favor, Regina, não tente mentir para mim, você vai agora para casa.

Uma hora mais tarde, Maleficent e Emma olhavam para mim deitada na cama do meu quarto, sentindo a dor passar finalmente. Detalhe pra Emma que estava vestindo sua jardineira jeans e havia amarrado bem os cabelos no alto da cabeça por conta da arrumação que fazia no futuro quarto de Mathew.

— Archie me disse que ela queria ficar trabalhando, eu não poderia permitir depois de ver como ela tinha perdido a cor. Estava pálida feito um papel. — Malefi disse para Emma.

Swan abanou a cabeça, se sentou ao meu lado na cama e fez uma massagem que aprendeu nas aulas, perto do meu ventre.

— Não falei que você devia tirar logo a licença? — Emma me olhava.

— Tem muito trabalho acumulado, Emma, eu não posso deixar as matérias do jornal para trás assim. — eu disse e Maleficent desfez a pose que tinha, segurando o próprio queixo com os dedos.

— Daremos um jeito nas matérias, você não precisa se estressar com isso, a propósito, nunca mais vai precisar se preocupar com o noticiário. Quando voltar para a TV você não vai mais precisar se preocupar com ele.

Emma e eu trocamos olhares e a olhamos depois.

— Como é?

— O projeto do programa que você vai apresentar foi aprovado. Só estamos a sua espera, sem pressa, é claro.

Dei um sorriso torto, mas mesmo não tento dito sim àquele projeto anteriormente, de repente me senti empolgada.

— Então vocês só estão esperando a minha resposta?

— Basicamente isso. Mas eu sei que a resposta é sim. — minha chefe me olhou com uma certeza nos olhos e um sorriso esperto.

Bem, duas coisas me animavam naquele projeto: Menos tempo no trabalho e mais dinheiro na conta. Além é claro de eu estar fazendo o que gosto que é o jornalismo.

Conversei sobre esse projeto com Emma depois que Maleficent foi embora. Era uma ideia ótima aos olhos dela, além de que teríamos mais tempo juntas, mais tempo para as crianças e até mais tempo para eu escrever meu livro. Sobre o livro, eu havia esquecido de mencionar com minha esposa sobre ele, embora estivesse achando que o escreveria rápido. Ela saberia mais cedo ou mais tarde também.



Com a folga ganha da trigésima segunda semana para cá, os dias restantes de gravidez foram os mais tranquilos possíveis. Há dias não sentia uma contração, eu dormia mais que a cama, comia com a mesma frequência e com o tempo que sobrava, começava a pôr no papel todas as aventuras que vivi desde meu primeiro encontro com Emma Swan numa boate de Portland, Oregon. Foi exatamente daí que comecei meu romance, e em um dia, haviam vinte páginas da nossa história prontas. Eu fiquei surpreendida de ter escrito tantas coisas para princípio de conversa, porém, estava tudo ali, da boate ao dia em que Emma disse que havia ganhado seu primeiro papel em Hollywood.

Isso realmente havia me empolgado, mas assim que pensei em chamar Emma para ler as primeiras páginas, Henry entrou no quarto, segurando uma bandeja com o lanche da tarde.

— Oi, mãe, eu fiz isso pra você. — ele chegou, deixando a bandeja ao meu lado na cama. — Precisa se alimentar bem. — disse ele, subindo na cama para se sentar feto índio na minha frente.

Deixei o computador e o pequeno apoio dele de lado e sorri singelamente para meu filho.

— Hum, mas que menino prendado. Deixa eu ver o que temos aqui. — Henry havia cortado uma maçã ao meio, colocado suco de uva em um copo grande, feito um sanduiche com cream cheese e fatiado queijo branco em um prato. Tudo com uma cara muito boa. — Obrigada, querido. Já terminou de ajudar sua mãe no quarto do Mathew? — perguntei após pegar o sanduiche.

— Na verdade não. É que a mamãe pediu para vir dar uma olhada em você, então pensei no seu lanche da tarde. O que está achando?

— Uma delícia, com certeza. — respondi de boca cheia.

— Que bom. Eu estava pensando, vocês vão me deixar contar histórias para o Mathew?

Limpei minha boca no guardanapo e disse:

— Sim, com certeza, meu amor, mas para ele entender vai precisar esperar ele crescer um pouco, por que está perguntando?

Henry balançou a cabeça e sorriu divertido.

— Quero contar para ele sobre como vim parar aqui.

A forma como Henry gostava de se lembrar como veio morar conosco, e quando me conheceu, me comovia. Não podia esquecer de colocá-lo no livro, ele era uma parte importantíssima da minha história com Emma e a pessoa que despertou em mim meu instinto materno.

— E como pretende fazer isso? — perguntei.

— Ah, só vou contar aquilo que escrevi na redação mesmo, o que vocês já estão carecas de saber. Sabe, mãe, sonhei que o Mathew era muito parecido com você. Você tem uma foto em que está pendurada nas costas da sua mãe, não tem?

— Sim, eu tenho, tenho duas cópias dessa foto na verdade. — assenti.

— Pois ele era idêntico a você naquela foto, com exceção do cabelo que estava cortado igual ao meu. Parecia uma versão miniatura sua. — Henry começou a rir.

Não fiquei surpresa ao ouvir Henry me contar do sonho que teve. Falando em sonhos, eu também tinha tido o meu, mais ou menos naquela mesma semana e um fato semelhante ao do meu filho era que eu também havia enxergado Mathew muito parecido comigo. Isso era um tanto curioso.

Também foi naquela semana que minha loira e eu fomos convidadas para um ensaio fotográfico numa revista popular de celebridades. Sair em fotos daquele tipo nunca foi minha praia, mas eu nunca neguei que era fotogênica, isso ajudou muito, e acabamos passando uma tarde muito agradável no ensaio que tinha como foco minha enorme barriga de recém chegados sete meses. A revista foi para as bancas poucos dias depois e nós duas que voltamos a ser assunto em Hollywood, agora tínhamos voltado aos holofotes de vez. Muitos jornais nos ligaram para uma entrevista, algumas empresas nos queriam como garota propaganda novamente e para não me sentir completamente inútil nos dois meses restantes de gravidez, decidi aceitar um dos convites para participar de uma campanha de uma marca de produtos infantis. Até aí tudo ia muito bem, apesar de Mathew estar pesando muito e eu começar a sentir dores na coluna se ficasse muito tempo andando.

Pensando nisso, minha irmã Zelena veio para Los Angeles passar as últimas semanas conosco. Foi uma grande ajuda, pois Emma estava ficando exausta com tantas coisas para resolver em casa e ainda ter de cuidar de mim e Henry, mesmo que não reclamasse. Zelena dizia que Emma não existia, mas estava na hora de curtir mais a esposa e os filhos porque ser dona de casa não combinava muito com sua carinha de anjinho de pintura italiana. Henry gostou tanto disso que começou a chamar Swan desse jeito e toda vez que fazia isso nós caíamos na risada, menos Emma.

O quarto de Mathew estava quase pronto, faltavam apenas alguns móveis e o papel de parede. Tinha ficado um espaço bonito e aconchegante como eu imaginava mesmo incompleto.

Minha irmã e eu mostrávamos tudo do recinto para meu pai pelo FaceTime, e ele não escondia o orgulho.

— Uma verdadeira beleza! Você herdou da sua mãe o dom para decorar casas, Regina. — disse meu pai do outro lado da câmera.

— Eu acho que falta muita coisa e que mamãe provavelmente me puxaria a orelha, mas se você e Zelena estão gostando, então eu me sinto mais tranquila. — respondi, segurando o telefone no alto.

— Continue assim, mana, quando eu for decorar meu apartamento vou contratar você. — Zelena brincou, ela estava atrás de mim, segurando meus ombros para aparecer na câmera.

— É verdade, minhas queridas. Ah, Regina, Henry está por aí? — papai perguntou.

— Ainda não chegou, pai, Emma foi busca-lo na escola.

— Tudo bem, eu ia dizer para ele que comprei um presente. Quando Mathew nascer e eu for ver todas vocês, eu levo para ele. — Papai disse. Ele estava em seu escritório e alguém entrou em sua sala o chamando para uma reunião. — Bom, me deixem ir agora, há uma reunião importante que necessita de mim. Amo vocês duas, se cuidem. Um beijo na Emma e outro no Henry. Ah, e Zelena, as coisas estão uma loucura nessa firma sem você aqui.

— Nós também te amamos, papai. — dissemos juntas e Zelena esperou eu desligar a chamada para suspirar.

— Foi para isso também que resolvi te visitar, pelo menos aqui eu não me sentiria tão estressada quanto na firma. — confessou ela, andando de braços cruzados pelo quarto.

— Zelena, por que não diz ao papai que anda insatisfeita com a firma?

— Do que adianta, eu sou a única advogada de confiança dele, não há quem possa me substituir. — Zelena se virou para mim novamente.

— Converse com ele, você não merece trabalhar tão desconfortável.

Eu ia dizer mais alguma coisa a minha irmã quando Henry apareceu no quarto, pulando nas costas de Zelena.

— A-HÁ! — ele se pendurou nela que o puxou para frente.

— Garoto, quase me mata de susto! — ela bagunçou a franja dele.

— Ah, eu sabia que ia conseguir uma hora. — Henry se voltou para mim, me abraçando com alguma dificuldade devido a barrigona. — Oi, mãe.

— Oi, filhinho. Tudo certo na escola hoje?

— Tudo sim.

— E onde está Emma?

— Está vindo, é que a gente passou no shopping para comprar uma coisa aqui pro quarto novo.

No que Henry disse isso, Emma entrou no quarto carregando uma caixa grandinha nas mãos.

— Vejam o que trouxe. Eu estava louca para comprar um desses para o Mathew.

Fomos olhar o que era a caixa de Emma, e ela abriu o embrulho com certo cuidado, tirando de dentro um daqueles móbiles de berço, com penduricalhos que giravam em cima. Esse tinha balões e nuvens nas pontas, não sei como não havia pensado nisso antes. Nós compramos tantas coisas que me dava a impressão de já ter tudo o que meu filho precisava.

— É lindo! — Zelena disse.

Emma o pendurou no berço e o colocou para tocar a música de ninar que o fazia girar. Isso me fez imaginar o meu bebê ali dentro do berço me olhando com seus grandes olhos castanhos, se é que ele teria olhos castanhos como os meus.

Emma rodeou um braço ao meu corpo e perguntou todas amorosa:

— Gostou?

— Eu amei. — respondi, selando seus lábios devagarinho.



A trigésima nona semana chegaria alguns dias após meu aniversário. Me lembro de ter acordado cedo, levantado lentamente e a primeira coisa que fiz foi me olhar no espelho. Eu vestia uma camisola que mal cobria minha barriga de nove meses, mas que ainda era uma das únicas roupas do meu peso normal que eu ainda vestia. Estava me sentindo bem, até disposta, mas sabendo que a qualquer momento meu menino podia nascer. A única coisa que me incomodava era a dor nos meus pés, e eu já ia acordar Emma para me fazer uma massagem neles, se ela não tivesse me surpreendido no closet antes, me abraçando por trás.

— Bom dia, mamãe.

— Bom dia, mamãe. — eu disse em seguida, me virando para ela e selando seus lábios. — Estava indo acordar você. Dormiu bem?

— Muito bem e você? Esse garotão aqui?

— Ótimos. Estamos bem. Depois do café faz uma massagem em mim? — pedi de um jeito manhoso e Emma não pôde recusar mesmo se quisesse.

— Faço até duas. — ela me selou de novo. — Me espera só um pouco, tá? Eu vou acordar o Henry e subo com o café depois.

— Tá bom. — falei, vendo Emma me soltar com cuidado e saindo do quarto com os chinelos de pano nos pés.

Fui ao banheiro, lavei o rosto, escovei os dentes e estava voltando para a cama quando aconteceu. A dor.

Tentei me apoiar no que estivesse mais perto, mas não conseguia alcançar nada. Segurei meu ventre, e a dor voltou mais forte. Era ele, era Mathew, eu sabia que ele ia nascer naquele momento. Tombei sobre meus joelhos me encolhendo desesperadamente. Chamei por Emma, mas ela nunca ia me ouvir de onde estava.

— Emma...

Eu começava a suar, sentir a vista embaçar pela dor e meu corpo tremia. Tentei chamar Emma de novo, só que a voz não saía da garganta.

Minha mulher apareceu algum tempo depois, me encontrando encolhida no chão.

— Regina!

Ela largou o que trazia nas mãos e correu até mim, me virando com um pouco de receio.

— Ele vai nascer, Emma... — gemi com as mãos ali embaixo, tentando conter qualquer coisa que pudesse descer de mim no momento em que minha mulher me pegou no colo.

Emma me deitou na cama antes de ir ao closet colocar a primeira roupa que encontrasse. Ela desceu comigo nos braços, pedindo a ajuda de Henry e Zelena.

— Abram a porta, peguem a chave do carro, Regina vai ter o bebê!

Henry e Zelena deixaram a mesa do café da manhã e correram atrás de nós.

Eu não me lembro exatamente o que houve depois que minha mulher me colocou dentro do carro e saímos até a maternidade. As contrações começaram a aumentar e eu não conseguia parar de gemer. Meus olhos se apertavam e eu estava perdendo a noção do tempo. Pareceu demorar um século até chegarmos na maternidade e entrarem comigo na sala do parto. Em um lampejo, me vi sendo carregada por Emma e duas enfermeiras até uma maca. Se eu não soubesse que era meu filho nascendo, teria desmaiado, mas eu me mantinha forte até onde conseguia. Passou algum tempo, a dor tinha se tornado insuportável e eu sentia as lágrimas escorrerem pelas minhas bochechas.

— Regina, você está em trabalho de parto, acalme-se, vai ficar tudo bem. Preciso da sua ajuda, confia em mim? — uma voz familiar disse e eu a vi quando tentei me acalmar. Era a dra. Úrsula.

Assenti e foi nesse instante que notei Emma do meu lado, segurando minha mão. Tinham dado para ela uma daquelas roupas de centro cirúrgico, eu via mesmo tonta e quase perdendo os sentidos. Traduzi algumas palavras de sua boca como “Eu estou aqui, vai ficar tudo bem”. Não me lembro de ter apagado, muito menos quanto tempo se passou após isso. Acho que as dores duraram o dia todo ou mais que isso. Vi pessoas entrando e saindo daquela sala, Úrsula marcar hora no relógio, Emma ligar para minha irmã e meu filho, mas ela era a única que não saia do meu lado. Estava escurecendo quando eu soube que Mathew ia nascer.

— Regina, preciso que faça força. — disse Úrsula.

Voltei a sentir as lágrimas escorrerem espontâneas dos meus olhos, respirei fundo, me agarrei a mão de Emma e dali em diante tudo aconteceu como um raio. Deitei minha cabeça sobre o travesseiro, completamente exausta, sem forças e suada quando ouvi o choro dele. Mathew nasceu.

Meu bebê era lindo, e muito forte. Tinha nascido grande, cheio de cabelo e com força no pulmão, pois só parou de chorar quando me entregaram ele envolvido em um lençol.

— Oi, meu amor. — falei com ele, aliviada, sorrindo. O segurava com o restante de força que eu tinha. Ele se mexia no meu colo, tentando me reconhecer. Segurei sua mãozinha frágil e ele apertou. Eu me sentia a pessoa mais feliz do mundo naquele momento.

Minha loira sorria, absorta em nós dois, louca para pegar seu filho nos braços. Assim, eu o dei a ela com calma e a reação dele não poderia ter sido melhor. Mathew se aninhou no colo de sua outra mãe como se a conhecesse há muito tempo. Swan tomava todo o cuidado do mundo ao segurar o nosso bebê, e eu não deixava de notar o quanto ela ficava linda toda vez que tentava conter o choro. Emma sorria nervosa, mas estava ansiosa para dizer o quanto já amava aquele bebê.

Ela depositou um beijo delicado em sua testa e disse:

— Seja bem-vindo, Mathew.


...



Toda vez que Mathew abria os olhos, meu coração dava um salto gigante dentro de mim, uma sensação completamente nova, mas com certeza aquilo significava que eu era mãe. Me dava vontade de segurá-lo, ficar olhando para seu rosto rosado e pequeno, o assistindo me olhar. Era seu segundo dia de vida, ele era um bebê saudável e eu me sentia muito orgulhosa por isso. Úrsula me disse que no máximo em dois dias eu poderia ir para casa com ele, e eu imaginava a festa que meu pai e os pais de Emma fariam quando chegássemos.

Mathew acordou mais uma vez para mamar e a enfermeira o trouxe do berçário naquela hora. Ele se alimentou o suficiente para dormir pela noite inteira. Bem, se você quer saber como é amamentar, eu digo que no começo é esquisito, mas depois de aninhar um bebê nos braços e ver sua expressão tranquila em seu peito, isso se torna maravilhoso.

Foi nesse momento que Emma entrou no quarto segurando alguma coisa atrás de si.

— Posso entrar no quarto da mãe e do filho mais bonitos do mundo? — ela perguntou enquanto dividia seu sorriso lindo nos lábios.

Sorri para ela de volta e ela entrou, deixando a porta aberta. Veio até nós, selando meus lábios com muito carinho e passando sua mão cautelosamente sobre os cabelos fininhos de Mathew.

— Hey, filhinho. — Emma mordia o lábio sem esconder sua alegria. Ela estava escondendo algo que tentei ver em suas costas.

— Ei, bonitona, o que é isso aí?

— Ah, apenas um agrado. — ela puxou o ramo de flores que estava escondendo. — Pra vocês.

— Meu amor, que lindas! — falei e ela me beijou mais uma vez.

— Não foi apenas as flores que trouxe para você. — Emma disse e tentei imaginar o que mais minha mulher tinha para me surpreender. Ela me pediu para esperar, andou até a porta e chamou: — Venham.

Henry e Zelena apareceram para nos visitar, eu já estava quase perguntando deles.

— Mãe! Eu vi meu irmão no berçário! — disse Henry, correndo até mim. Zelena o subiu para se sentar ao meu lado na cama.

— Como está se sentindo, irmã? — perguntou ela, pousando os dedos sobre uma das minhas mãos que segurava Mathew.

— Muito bem, melhor do que eu esperava. — respondi bastante segura.

— O parto deu um pouco de trabalho, mas sua irmã aguentou firme. — Emma comentou do outro lado do quarto, colocando as flores em um vaso.

Zelena olhou curiosamente para o bebê.

— Pelo tamanho dele imagino como deve ter sido. — Ela fez uma cara meiga quando ele se mexeu e deu um suspiro calmo no meu colo. — Mas ele é tão lindo.

— Eu quero pegar ele no colo, eu posso? — Henry pediu com sua cara menino bonzinho e não resisti de deixa-lo ver o irmão. O entreguei com a ajuda de Zelena e ele ficou encantado. — Nossa, ele é pesado. — Henry o segurou bem e de alguma forma o bebê gostou de sua voz. — Oi, eu sou seu irmão. — sorrimos ao ouvir ele falando com Mathew.

Emma veio andando devagar até mim, entrelaçou seus dedos nos meus e juntas observamos Henry, Zelena e Mathew conversando, mesmo que o bebê não entendesse nada do que eles diziam. Olhei para minha mulher, tendo a vontade de descansar no abraço que ela me dava. Swan me afagou os cabelos, beijou minha testa e me olhou profundamente nos olhos.

— Obrigada por me dar isso que estou vivendo hoje. Eu não quero outra vida. — Sua voz soava emotiva como ela era. Toquei em seu rosto, suas bochechas que cresciam toda vez que ela sorria e fechei meus olhos. Eu também não queria outra vida.

De repente tudo pareceu um sonho muito real, como os que eu costumava ter antes de ser mãe. Quando fechava os olhos eu podia ver a linha do tempo daquela história acontecendo de novo, como se eu pudesse vive-la exatamente da mesma forma. Sim, eu queria viver tudo de novo se isso estivesse ao meu alcance, juro. Minha história com Emma poderia ter um final perfeito aqui, porém, pela primeira vez eu entendi que histórias de amor de verdade não tem fim como os contos de fada. Talvez eu estivesse vivendo somente a primeira parte do “felizes para sempre”. Se era assim mesmo, tudo podia continuar no mesmo ritmo, eu já tinha metade do meu livro pronto.

Notas finais
Eu poderia seguramente finalizar essa fanfic aqui, exatamente nesse capítulo, desse jeito com Regina fazendo sua última reflexão nesse pequeno último parágrafo. Mas não. Não vou enganar vocês que por esse tempo todo nessa fanfic essa narração, algumas vezes melancólica, outras muito nostálgica, tem o fundamento de mostrar um relacionamento na prática. Mas além disso, essa fanfic foi uma prova de as pessoas mudam e existe um crescimento pessoal que pode acontecer com qualquer uma de nós. O fim, eu sinceramente acho que vai passar a sensação de ficar em aberto, mas uma conclusão do que Regina realizou na vida dela ela contará. E apenas mais uma coisa, essa fanfic jamais teria durado tanto se não fosse pelo retorno de quem leu e acompanhou. Então muito obrigada, pela quinquagésima vez. Vocês são ótimas leitoras e pessoas com quem compartilhei muita coisa boa através dessa história. Daqui a duas semanas encontro vocês para o último capítulo. Um beijo grande, fiquem bem e boa semana.