Não há outro amor para mim.

53 Mais presentes e uma visita debaixo do edredom.


Notas iniciais
Olá, queridas leitoras. Eu disse que teria um capítulo quando menos esperassem, pois aqui está. Eu espero que vocês gostem Façam uma boa leitura.


Não lembro o que pensei enquanto segurava o cartão, mas algo me disse que eu não devia jogá-lo fora, embora eu fosse me arrepender depois. Era raro acontecer algo desse tipo comigo, receber alguma carta ou mensagem de fã. Normalmente isso ocorria quando eu ia a algum lugar público, um restaurante, o supermercado, a lavanderia, uma loja qualquer, porém, quando ocorria, ninguém me dava bombons ou flores. Pensando no fato de eu ser uma apresentadora de jornal exibido em cadeia nacional, isso significa que sou famosa, mas um tipo de pessoa famosa não tão badalada quanto Emma, por exemplo. Até hoje me considero uma pessoa acanhada para certas situações, e nesse instante foi como me senti, mesmo que ninguém estivesse me vendo ali com os bombons na mão, cheirando as flores e guardando o bilhete no envelope.

Voltei para casa, trazendo os bombons. Eles eram uma delícia. Na caixa, embaixo, dizia “Feito na Suíça”. Bem, estava explicado o porquê de serem tão bons. E, assim que fechei a porta de casa, notei que havia detonado a caixa inteira enquanto dirigia.

Pongo latiu para mim, sentado e me olhando perto da porta. Ele lambia os beiços.

— Não, querido, mesmo se eu tivesse um, eu não te daria. Bombons fazem mal para os cães. — falei, afagando seus pelos do dorso.

O cachorro continuou me olhando, e pareceu que tudo o que disse não serviu muito, pois ele ainda abanava seu rabo para a caixa vazia de doce.

Olhei em volta e suspirei, já que eu teria de fazer tudo sozinha nos próximos dias. Depois do banho, me sentei no escritório e adiantei boa parte das minhas matérias do jornal e nesse meio tempo Emma me chamou pelo Skype.

— Olá, donzela. — disse ela, acenando para a câmera. Liguei a minha e ela me viu.

— Oi, bonitona. Fez boa viagem? — sorri, segurando a tela do computador como se estivesse segurando o rosto de Emma.

— Fiz. Foi uma boa viagem, só não liguei antes porque fui direto para a produtora que vai gravar o filme. O diretor De Palma chega amanhã e as gravações começam na segunda. — ela explicava.

— Hum, entendi. E o que achou do hotel?

— O hotel é bom, confortável. Não é um quarto grande, mas é um quarto em que cabem minhas malas, a cama, tem tomadas para o Mac e o celular e um banheiro com um box largo o suficiente para me mexer. — Emma dizia aquilo de forma engraçada. Só me restava parar e admirá-la. — O que foi?

— Não, nada. Só estava admirando você. Eu tenho uma novidade, quer saber? — fiz uma cara de suspense, com as mãos pousadas sobre a mesa, ela podia ver.

— Novidade? Conte logo. — Emma franziu as sobrancelhas.

— Lily contou a verdade para Maleficent. Ela vai nos pedir desculpas publicamente pelas coisas que disse.

— Você está brincando, isso é sério?!

— É verdade, meu amor. Maleficent fez ela falar na minha frente, eu estava lá, contei a história na integra e ela não pôde negar.

— Ah, se eu soubesse poderia ter ficado em casa e não ter vindo para cá. — lamentou ela, se encostando no travesseiro que havia em suas costas.

— Pensei a mesma coisa, meu amor. — ficamos quietas por alguns segundos, nos olhando com uma cara de arrependimento.

— Agora já está feito. Vou precisar gravar esse filme, você sabe que não deixo meus trabalhos pela metade.

— Não, claro que não, eu sei. O importante é que agora não temos que nos preocupar com imprensa, com fotógrafos chatos e mentiras.

— Tem razão. — ela deu de ombros de um jeito meigo. — A única preocupação será te ver. Já sente a minha falta?

— O que você acha? — perguntei de uma forma sensual.

— Que vai ficar olhando para nossa foto na cabeceira da cama hoje antes de pegar no sono. — Emma passou a língua sobre os lábios e sorriu.

— É exatamente o que vou fazer.

Nos despedimos e Emma prometeu me ligar novamente no dia seguinte. Acabei me esquecendo de comentar com ela sobre a admiradora secreta. Fiquei me perguntando o que minha mulher faria se a tal admiradora resolvesse me mandar outros presentes e mensagens. Mas eu sequer sabia se receberia mais algum presente dessa pessoa. Emma cansou de receber presentes dos fãs pelo correio, e eu nunca havia reclamado, eu achava engraçado e até bonito da parte deles. Mas comigo é diferente, não sei. Eu gostaria de parar de pensar nisso, mas não tem sido tão fácil assim.



Na segunda-feira após a edição do noticiário que apresentei, tivemos uma reunião com os diretores para acertarmos algumas mudanças no jornal, e quando voltei para o escritório havia algo diferente sobre minha mesa. Levei um susto.

— Mas o que diabos é isso? — perguntei a mim mesma.

Uma caixa, um embrulho.

Toquei o embrulho com certo receio. Era azul bem escuro e o que havia embalado parecia macio depois que tomei coragem de apertar. Não tinha certeza se aquilo era para mim. Archie pode ter deixado ali por engano, ou até o rapaz que costumava zanzar pelo corredor entregando correspondências podia ter colocado o embrulho na sala errada. Eu estava prestes a chamar alguém no meu escritório para questionar, quando peguei o presente e embaixo dele vi um papel pregado, era um cartão. Outro cartão como o que ganhei da admiradora secreta.

Descolei o cartão do presente e vi o nome escrito nele:

Para Regina Mills.

Ora, muito bem, era para mim.

Fiquei olhando para o cartão com medo de abri-lo e encontrar alguma declaração de amor, e a curiosidade falou mais alto. Acabei abrindo e li.

“Estou oferecendo algo que devia estar com você há muito tempo. Cuide bem do meu coração.”

Sua admiradora.

Como eu suspeitava. De novo ela. Mas ela disse coração, então dentro do embrulho havia um coração. Não era exatamente um coração, mas uma almofada com o formato de um, muito bonita por sinal. Retirei o objeto e o fitei, tinha um perfume. Quem mandou aquilo havia caprichado ou mandado caprichar. E era aí que entrava a questão, quem era a pessoa que estava me mandando aqueles presentes. Bem... você me diz que admiradores secretos são secretos porque não querem aparecer, mas o quanto custava para essa pessoa matar minha curiosidade? Seria mesmo uma mulher? Talvez estivesse interessado em mim e ao se deparar com a minha condição sexual ele começou a assinar como mulher. Talvez fosse uma pessoa mais velha, talvez fosse uma pessoa tímida. E se fosse alguém que eu conhecia e que estava apaixonado por mim? Alguém da emissora, alguma produtora, alguma das diretoras, alguma colega, alguma amiga. Até mesmo aquela louca da Ariel Sheets que me beijou a força uma vez e quase acabou com meu casamento, mas há muito tempo não ouço falar dela. É, talvez possa ser ela.

Eu segurava a almofada de coração e o bilhete há tanto tempo parada no mesmo lugar que nem notei quando Maleficent entrou no meu escritório.

— Regina? Está tudo bem? — disse a voz dela.

Me virei de repente, acordando das minhas perguntas internas sobre quem era a admiradora, quando olhei Maleficent e corei.

— Estou, eu estou bem, me perdoe. — respondi.

— Bati na porta e você não atendeu, me disseram que estava aqui, então entrei. Você parecia um pouco alheia, aconteceu alguma coisa? — ela dizia, vendo o que eu havia acabado de ganhar nas minhas mãos.

— Oh, não, não houve nada, é que eu estava pensando, voei, me desculpe. — disse.

— Bom, acho que já entendi porque estava voando. — ela apontou para os presentes.

— Ah, isso. Isso, bem, foi uma coisa que chegou para mim ainda agora. Não sei quem me mandou. — falei desajeitada.

— Não sabe? Não colocaram no cartão?

— Não. É uma admiradora secreta.

— Oh, uma admiradora secreta... Que interessante. — Maleficent achou engraçado, do jeito dela, mas achou.

— Bem interessante. Acontece que é a segunda vez que recebo um presente dessa mesma admiradora.

— Como sabe que é a mesma pessoa?

— Ah, o cartão é igual ao que veio da primeira vez, e o jeito como mandou escrever também é peculiar. — mostrei a ela o cartão.

Malefi colocou seus óculos que estavam pendurados em seu pescoço, leu a mensagem escrita e assentiu.

— Que coisa mais romântica. Essa pessoa parece gostar muito de você.

— Sim. — eu disse, timidamente.

— Emma sabe disso?

— Não. Eu me esqueci de contar a ela. — cocei meus cabelos do alto da cabeça.

— Acho que vai precisar contar se continuar ganhando presentes e cartões como esse. — ela sorriu, mas não sei qual era a graça.

Coloquei a almofada na mesa e recolhi minhas mãos para os bolsos do meu blazer. Eu não estava me sentindo confortável com Maleficent ali. Ela me lembrou de Emma, e eu me lembrei que se Emma soubesse disso, provavelmente não iria gostar nem um pouco.

— Eu vou falar com ela. — Pigarreei, mudando de assunto. — Posso ajudar em alguma coisa?

— Não vim pedir nada, Regina, só passei para avisar que gravamos a entrevista com Lilian e o programa vai ao ar na sexta-feira às oito, seu pesadelo vai acabar. — ela contou, com senso de justiça no olhar.

— Obrigada, Maleficent, nem sei como retribuir o que fez por Emma e eu.

— Não precisa retribuir, não fiz mais do que a obrigação. A propósito, como andam as coisas sem ela?

— Ah, ainda estou tentando me acostumar a ficar sem ela, mas ela virá me ver quando tiver uma folga das gravações, então vou ficar mal acostumada de novo.

Malefi fez que sim.

— Eu compreendo. — ela disse, balançando a cabeça, pensativa. — Se precisar de qualquer coisa já sabe, é só me ligar.

— Claro, ligarei. — sorri para minha amiga.

Quando ela saiu da sala me senti aliviada, e voltei a me perguntar se eu continuaria recebendo presentes dessa admiradora.



Quatro dias depois, enquanto eu começava a me acostumar a ficar solitária com Pongo em casa, a entrevista que Lilian Page deu a um programa da MBC estava prestes a ir ao ar e eu esperava ansiosa para assistir. Emma e eu já havíamos conversado por telefone como andávamos fazendo diariamente e ela havia me prometido vir à Los Angeles no fim do mês. Não havia contado a ela sobre a admiradora secreta, não tive coragem, ainda mais depois que recebi mais três cartas e presentes da pessoa misteriosa ­– bombons, flores e corações. Eu já não sabia mais o que fazer com os presentes e minhas suspeitas em cima de qualquer pessoa que cruzasse comigo no trabalho ou na rua começavam a aumentar.

Não havia uma unha inteira sequer nas minhas mãos por roê-las demais. Naquele momento inclusive, sentada no sofá da sala toda encolhida, eu estava terminando de igualar o tamanho da unha do dedo mindinho com o do dedo anelar e finalmente a entrevista com Lily começou na TV. Parei de dar atenção à minha mão para assistir, peguei o controle da televisão e aumentei o volume.

— Estou dando essa entrevista com o único intuito de pedir desculpas para Emma Swan e Regina Mills. — disse Lily ao repórter. — Eu fiz algo para as duas do qual estou muito envergonhada e assumo que menti o tempo inteiro, menos sobre ter sido agredida.

— Então você mantém sua queixa de agressão à Emma? — o repórter questionou.

— Prefiro não me queixar sobre a agressão, foi algo que provoquei. — murmurou, baixando os olhos. A câmera focou muito bem nela nesse instante, e se Lily queria convencer alguém de que estava arrependida, ela havia conseguido. — Emma teve todo o direito de me agredir a partir do momento em que ouviu todas as coisas que disse para sua esposa, Regina.

— Lilian, você se sente envergonhada do que fez? Tem consciência que os fatos contados à imprensa tomaram grandes proporções? — perguntou o homem a ela novamente.

— Sim. Eu tenho plena consciência do que falei e estou profundamente arrependida. — Lily olhou para a câmera que mantinha o foco nela. — Emma e Regina, eu peço desculpas pelas mentiras que criei para prejudicar vocês duas. Pode ser que o que eu diga aqui não seja o suficiente, mas eu gostaria que soubessem que estou de coração arrependida e envergonhada comigo mesma.

Dei um grande suspiro de alívio vendo e ouvindo Lily pedir desculpas para mim. Podia não ser uma desculpa cara a cara, contudo era uma desculpa sincera, eu pude sentir.

Desliguei a TV e decidi subir para o quarto, imaginando se Emma teria assistido ao programa. Se ela estivesse aqui estaríamos comemorando, bebendo, fazendo qualquer coisa. Me consolei imaginando sua cara de felicidade vendo aquela entrevista.

Deixei Pongo dormindo em sua cama no canto da sala, apaguei as luzes e subi para escovar meus dentes e deitar na cama, querendo dormir muito.

Lá pela madrugada, no auge do meu sono de beleza, comecei ter um sonho.

Um par de mãos entrava sorrateiramente embaixo do edredom e subia pelas minhas pernas. Eu acordava assustada, vendo o edredom se mexer sobre meu corpo, sentindo algo quente se roçar na pouca roupa que eu vestia. De repente, ela aparecia para mim. Emma, sorridente, saindo debaixo das cobertas para me beijar na boca e me envolver num abraço maravilhoso.

— Vo-você... é você! Você voltou, meu amor. — dizia eu, ao mesmo tempo em que ela me beijava o queixo, o pescoço, meus seios por cima da camisola.

— Voltei, só pra você. Gostou da surpresa? — ela sussurrou.

— Eu adorei... Não, adorei é pouco, eu amei, eu não estou acreditando. — gargalhei, adorando o que ela fazia comigo, cheia de saudade, vontade e fogo.

Swan desceu meu corpo, passou suas mãos pela minha barriga, ventre e anca, levantando a camisola para se enfurnar entre minhas coxas e afastar a calcinha, a única coisa que a atrapalhava de fazer o que queria. Ah, sim, eu sabia o que ela queria.

Sua boca foi certeira, sua língua estava dentro de mim assim como seus dedos depois de algum tempo. Isso foi incrível. Meu Deus, parecia tão real! E ela continuou, ela encontrou um rio no meu sexo e sua língua estava nadando nele. Agarrei seus cabelos com uma das mãos e com o outro braço jogado para cima peguei o apoio da cama. Emma estava saboreando meu sexo como se fosse sua fruta favorita que não comia há muito tempo. A língua roçava onde eu sentia mais prazer e toda vez que ela insistia ali, eu agarrava mais seus cabelos a empurrando para não parar nunca. Eu gemia alto, respirava fundo, ela sentia.

— Awn, meu amor, isso é tão bom... Não para... Isso, desse jeito... Assim... — dizia eu com a voz entrecortada.

E quando senti aquela gama de dedos se curvar dentro de mim, eu não aguentei mais...

Sentei-me na cama, agarrando os lençóis. Não havia nada além de um breu em meu quarto, então me dei conta de que havia acordado. Porém, aquela sensação boa entre as minhas coxas continuava.

Liguei o abajur da cômoda, puxei o edredom e para minha surpresa minha mulher estava debaixo dele, entre as minhas coxas, se deliciando, mas não era mais um sonho.

— Emma! — eu disse, ofegante, me tremendo para controlar o orgasmo que estava prestes a me consumir.

Ela levantou os olhos de onde estava. Vi seu rosto parcialmente, e os lábios brilhavam molhados.

— Surpresa. — ela falou com o sorriso mais sacana que alguém já me deu na vida.

Tombei na cama e deixei minha esposa terminar o que havia começado. Era ela, sim era Emma de verdade. Não sei como havia voltado tão cedo, mas era ela me fazendo uma surpresa maravilhosa.

— Ah, meu amor... Você voltou... — eu estava quase sem voz. Emma não quis parar. Finquei os dedos entre os dela que agarravam minhas coxas abertas. Sua língua circulava apressada bem ali no meio aquele ponto alto e inchado. Foi questão de segundos para começar a me contorcer e curvar meu corpo sem controle. Era como se não tivesse feito amor com ela há dias, havia prazer acumulado em mim.

Desabei sobre o travesseiro e Emma subiu meu corpo até alcançar meu rosto.

— Sentiu minha falta? — ela perguntou, me roubando um beijo antes que eu respondesse.

Demorei para parar de beijá-la, mordendo, puxando seus lábios como ela fez comigo lá embaixo.

— Sua louca, que horas você chegou?

Ela sorriu por cima de mim, alisava meu rosto e me observava.

— Agora mesmo. Eu vim direto, cheguei de mansinho pra você não escutar, queria fazer surpresa. Na hora em que você me ligou eu estava no aeroporto, peguei o último voo para cá. Não resisti, precisava ver você. — dizia, quase sussurrando.

— Eu não acredito. Você... É você mesma. — toquei em seu rosto, apertei sua pele para ver se era ela mesma e era. — Achei que era só sonho.

— Não, estou aqui, meu bem, sou eu, pode ver. — ela me fez tocar em seus cabelos, suas bochechas novamente, suas mãos. — Tá vendo? Só estou cumprindo o que te prometi.

— Vir sempre que tivesse uma folga.

— Sim. O diretor liberou o final de semana por causa do clima. Está fazendo muito frio. A verdade é que faz frio o ano todo naquele lugar, estamos quase no verão e eu tenho que sair com três casacos do hotel às vezes.

— É o Canadá, meu amor, mas é bonito não acha? — fui me ajeitando na cama, me sentando para ver Swan melhor.

— É lindo. Você qualquer final de semana desses podia voltar comigo e conheceria a cidade, tenho certeza de que iria gostar. E você? Te achei um pouco desanimada no telefone, o que foi?

— Nada. Não houve nada. Eu tinha me esquecido de dizer que a entrevista com Lily foi hoje.

— Estou sabendo. Lá no Canadá eles exibem alguns programas daqui depois do horário, então quando passou eu estava no avião. Como foi?

— Ela disse a verdade, pediu desculpas para nós e se disse muito arrependida.

— Bom, menos mal. Acho que já podemos voltar a nossa vida hollywoodiana normal então.

Sorri levemente.

— Nós não somos esse tipo de pessoas, Emma. Somos mais discretas, porém de agora em diante a imprensa vai voltar a nos tratar como costumavam fazer.

— Uhum. — Emma gemeu. — Vai. Inclusive vamos poder voltar a visitar o orfanato, dar continuidade no pedido de adoção.

— É. Não há nada mais que impeça. Essa semana eu vou até lá, quero ver o Henry.

— O nosso filho? — ela disse, se desfazendo da jaqueta que vestia.

Devo ter corado, mas gostei.

— Sim, o nosso garoto. Eu estou sentindo falta dele.

— Eu também. — Emma tirou o restante de sua roupa e puxou o edredom para cima de nós duas. — Agora que tudo está resolvido e nada vai nos impedir de adotar, vamos matar a falta que sentimos uma da outra esses dias todos. — ela me agarrou o corpo, iniciou um beijo e pousou uma das coxas entre as minhas que ainda tinham resquícios molhados.

Arfei, mirando seus olhos de um jeito torto por conta da proximidade.

— Emma, sabe de uma coisa? — falei com tom nervoso.

— Que coisa?

— Uma coisa que anda me ocorrendo...

— Diga. — Emma me beijava o pescoço.

— Quero perguntar algo a você...

— Pergunte, vida.

— Está bem... É que esses dias eu estava no escritório e encontrei na gaveta da mesa algumas coisas que você tinha ganhado dos seus fãs, você se lembra?

— Uhum... — ela gemeu, dando atenção aos meus ombros.

— Então, passou pela minha cabeça uma ideia engraçada, acho que não era bem uma ideia, era apenas um pensamento bobo.

— Que pensamento? — Swan parou e se apoiou em um cotovelo para me ver.

Quase hesitei em dizer, só que eu já havia chegado longe demais na questão, portanto não devia parar ali.

— Ah, esquece, deixa, é coisa boba. — escondi meu rosto em seu ombro.

— Ei, espera — ela chamou. — Fala, o que você pensou?

— Não sei, Emma, eu pensei besteira. Uma coisa boba. Fiquei imaginando como seria sua reação se um dia assim por ventura eu começasse a receber presentes de um admirador secreto.

Ela fez suspense, em seguida abriu um sorriso e começou a rir do meu lado.

— Admirador secreto... O que você acha que eu faria se você tivesse um admirador secreto?

— Acho que você ficaria bem braba.

Ela continuou rindo.

— Você tem um monte de admiradores, só nunca se deu conta disso. — disse ela.

— Eu tenho? — não entendi.

— Tem. Procura na internet, existem fã clubes seus. Mas acho que se houvesse um fã, apenas um que te mandasse flores e cartões todos os dias, eu me sentiria enciumada.

— Hum...

— Talvez braba, eu iria querer saber quem é essa pessoa. Mas eu no máximo mataria a pessoa e enterraria num lugar improvável, ninguém saberia. — ela disse brincando obviamente. — O que foi? Não faça essa cara.

— Eu sei. Bom, então, ainda bem que eu não tenho um admirador secreto, não é? — falei, rindo muito sem graça.

Emma ria de verdade e eu sei por quê. Ela não acreditava que eu poderia ter uma admiradora secreto.

— Ainda bem mesmo, se não coitado dele, ficaria cansado porque você já tem dona. Não funcionaria. — Ela voltou para cima de mim.

Assenti e disfarcei roubando um beijo dela.

Emma poderia não matar a pessoa misteriosa, contudo, assim como eu, ela também procuraria saber quem é.

Notas finais
Regina vai cansar de procurar quem é sua admiradora secreta, mas ela terá pistas de quem seja assim como disse para algumas de vocês. Todos estão querendo saber se Henry vai aparecer logo. Sim, ele vai aparecer no próximo capítulo, eu tenho quase certeza de que vão gostar do que o garoto vai fazer. No mais, muito obrigada de verdade a todas que tem comentado fielmente os últimos capítulos, a quem favoritou essa fanfic e pelas mensagens. Vocês são nota 10, meninas. Aguardo mais uma vez. Em breve tem mais, a fanfic não para. Um beijo grande, fiquem bem.