Não há outro amor para mim.

67 Faço um teste de gravidez.


Notas iniciais
Olá, amigas leitoras. Perdoem minha ausência de duas semanas, mas foi necessário para resolver uma crise existencial. Um beijo gigante para Modern Love que fez uma recomendação muito linda para a fanfic. Obrigada, meu anjo, você tem acompanhado e comentado fielmente a história, então eu só tenho a te agradecer pelo apoio e pelas palavras direcionadas a mim. Você me ajudou muito. ♥ Esse é um capítulo importante, mas atento você que depois desse só teremos mais três na fanfic, é reta final mesmo. Voltamos a conversar nas notas finais. Façam uma boa leitura.


A manhã bonita se transformou em um dia chuvoso quando decidimos voltar para o hotel. A produção do filme veio nos chamar no final da manhã, quando tudo estava pronto para se recolher, então chegamos no hotel pouco depois da hora do almoço. Emma mandou uma mensagem para seus pais, pedindo que ficassem com Henry enquanto ela e eu resolveríamos um assunto muito importante. Eu sabia exatamente o que era aquele assunto, e ele seria resolvido em seu quarto, mais precisamente na cama.

Subimos para o quarto assim que o pessoal do filme e o diretor se despediu no saguão do hotel. Emma pediu que fossemos logo e eu achei estranho, porque deveríamos almoçar, mas ela não queria fazer isso. Estava tão feliz que talvez sua fome tenha desaparecido. No quarto, Emma entrou com a cadeira de rodas com pressa, me pedindo para fechar a porta e esperar de costas. Achei que ela me daria um presente, alguma coisa que tinha comprado, mas esse presente era um presente de outro jeito. Ouvi Swan resmungando, como se tivesse alguma dificuldade, eu não sabia o que ela estava fazendo.

— Regina, não se vire até eu falar. — ela disse.

— Tá bem, mas você não quer que eu te ajude?

— Não. — respondeu, enquanto eu ouvia o barulho dela se mexendo.

Então fiquei parada de costas para ela sem entender nada do que estava acontecendo. Até que o barulho parou e ela chamou.

— Pronto.

Me virei e a vi de pé, os dois pés no chão, um nem tanto porque a perna estava se recuperando, porém, Emma estava fazendo um baita esforço para que pelo menos as pontas dos dedos estivessem firme e a perna boa a sustentasse.

— Emma, isso é loucura! — corri para segurá-la e ela se agarrou em mim, sorrindo.

— Você viu isso? Eu quase consegui. — ela riu.

A sentei na cama com cuidado e a olhei.

— Quase se machucou de novo. Não pode ir tentando se levantar sozinha, sem ajuda, meu amor. — lhe disse.

— Você não entende nada mesmo, não é? — Emma disse em tom de brincadeira. — Eu queria ficar de pé para abraçá-la direito, beijar você do jeito que merece. — ela deu uma boa olhada nos meus lábios.

— E não pode fazer isso sentada?

Ela estendeu a mão até meu queixo.

— Até deitada. — Swan piscou e me derrubou na cama, se ajeitando sobre mim devagar. Chegou nos meus lábios e roçou os seus para depositar neles um beijo delicado que servia apenas para o princípio da longa conversa que iríamos ter. — Acontece que eu gosto de surpreender de vez em quando.

Sorri para ela e outro beijo foi inevitável. Nesse momento, a mão dela deslizou por minha cintura. Deixei que me fizesse aquele carinho, mas eu sabia o que ela e eu queríamos de verdade.

Comecei a despi-la lentamente; seu casaco, sua blusa de baixo, o sutiã. Nós nos beijamos, e depois de alguns movimentos na cama, nem eu, nem ela estávamos mais vestidas. Dessa vez tudo estava lento, mais calmo, não faríamos amor com pressa, e eu confesso que às vezes isso parece muito melhor do que sair nos engolindo.

Emma estava novamente por cima de mim, me beijando, enquanto sua mão apertava de uma forma firme e ao mesmo tempo gentil meu seio direito. Ela parou o beijo de repente, trocando um olhar de carinho comigo, descendo com a mão que parecia cansada de me arrancar suspiros com a massagem nos seios, mas eles não estavam livres dela tão cedo. Swan parou a mão em meu ventre e quando dei por mim, sua boca já se perdia no meu busto.

Arfei, fechando meus olhos.

Emma roçou sua língua no primeiro seio, depois no segundo, rodeando o bico. Depois de alguns longos e prazerosos minutos fazendo isso, desceu, beijando a linha do meu abdômen até onde sua mão estava parada, a espera de uma ordem silenciosa para descer e encontrar com o calor que havia entre minhas coxas. Coloquei uma de minhas mãos por cima do pulso de Emma, ajudando-a no movimento quando a senti entrar em mim nada sútil nesse momento. Mordi meu lábio inferior, querendo abrir meus olhos, e talvez eu devesse, mas tinha medo de estragar a surpresa, e eu estava certa em mantê-los cerrados, pois Emma não quis se demorar apenas com os dedos dentro de mim. Ela me abriu, indo explorar com os lábios o que seus dedos sentiram antes. Então me beijou ali em baixo, no centro do meu sexo, e foi delicioso como seus lábios e língua se comprimiram contra ele, do mesmo jeito que beijava minha boca. Aos poucos sua língua trabalhava, me bebendo com uma sede intensa. Toquei seus cabelos, aninhando eles entre meus dedos, seguindo o ritmo de sua cabeça que se mexia de acordo com sua sede.

Ela mergulhou a língua mais fundo dentro de mim, voltou a roçá-la mais em cima, onde sabia que dava prazer, e eu já não podia mais conter os gemidos. Aquilo estava ficando bom, mas quanto melhor, mais perto de eu eclodir no orgasmo ficava. Então lutei com meu controle e minhas ações já estavam involuntárias demais para suportar. Minha cabeça afundou para o lado no travesseiro, arfei mais forte do que das outras vezes e vibrei firme.

Aos poucos fui voltando, mas Emma continuou entre minhas coxas, me arrancando suspiros profundos, atrás de outro orgasmo meu. Não demorou a achar, fazer acontecer e saciar sua sede. Depois, satisfeita por enquanto, ela subiu meu corpo de volta com beijos pela mesma linha do abdômen, entre meus seios e meu queixo, até alcançar minha boca e me olhar. Alisei sua face, trocando beijos calorosos com ela. Ficamos nisso por um hora, até sentir os lábios dormentes de tanto serem puxados de leve.

Houve um momento em que estávamos descansando, eu sobre seus seios, recebendo um afago carinhoso nos cabelos e ela louca para dizer qualquer coisa bonita que pudesse descrever o que estava sentindo. Olhei para ela e quis que ficássemos naquele instante pelo resto da vida. Quando ela me deu um sorriso, pegou em minha mão pousada em seu ombro e entrelaçamos os dedos.

— Sabe aquela vez em que nos vimos na boate, você apertou minha mão e nos olhamos? Pode parecer bobeira minha, mas eu soube ali que você seria a mãe dos meus filhos. — disse Emma.

— Mãe dos seus filhos — repeti.

— O que mudou, Regina? Eu sei que é por mim, que quer me compensar por tudo o que vivemos juntas e pela minha vontade de ser mãe, mas o que mudou em você?

Dei um longo suspiro sobre seus seios.

— Nós evoluímos, Emma. Certamente, se eu não me dispusesse a entender você, eu não estaria aqui nos seus braços agora. O que aconteceu foi que eu pensei em fazer a mulher que eu amo feliz, eu quis ser alguém diferente, alguém melhor para você. — respondi, baixinho.

— Eu ia continuar te amando mesmo que não tivéssemos filhos. Tinha começado a me conformar de que teríamos apenas Henry e cuidaríamos dele. — Emma parou um pouco, depois continuou. — Pensei no que você me pediu.

— Emma, se não quiser falar sobre isso, eu vou entender.

— Eu preciso falar. — Nesse momento olhei para ela. — Não queria te decepcionar, não queria ter de te dizer não, ainda mais quando me pediu pela segunda vez, não com as mesmas palavras, mas colocando confiança em mim. O que aconteceu doeu, foi uma decepção muito grande e eu só conseguia pensar que eu havia falhado porque fiquei ansiosa. Juro que não sabia o que eu ia dizer quando eu voltasse para casa, eu não sei se conseguiria viver toda a expectativa da inseminação de novo.

Me ajeitei sobre seu corpo, refletindo sobre aquilo por um instante, como se soubesse que Emma não suportaria uma segunda tentativa. Beijou cada dedo meu e me olhava com seus olhos brilhantes, esperando que eu interrompesse o barulho que a chuva fazia lá fora.

— Foi pensando no seu sentimento que eu também quis fazer isso no seu lugar. — finalmente disse. — Ainda não sei como vai ser, como vou me sentir com um bebê crescendo dentro de mim, mas eu quero tentar, Emma, eu preciso.

Ela me olhou profundamente.

— Eu jamais vou me opor a ter um filho com você, só preciso ter certeza de que não está fazendo isso apenas por mim, pra me ver feliz. Você quer ser mãe desse bebê, tanto quanto eu, minha vida?

A pergunta de Swan soou séria, apesar da forma carinhosa pela qual ela me chamou. Nunca lhe disse o quanto amava quando me chamava de “minha vida”, me sinto tão importante quando isso acontece, me sinto tudo para ela. Emma esperava minha resposta, ansiosa. Era muito bonito mesmo pensar em dar um filho à minha esposa, acontece que pouco pensei em mim. Fiz isso, raramente, mas fiz, e, agora no entanto, o questionamento me deixou com receio.

— É fácil falar que estou disposta a ser mãe quando ainda não engravidei, não é?

Emma ficou séria.

— Só seja sincera, Regina. Você quer ser mãe tanto quanto eu quero? Você fez os exames, conversou com seus amigos, pensou em mim, mas pensou em você também? Está disposta a dar tudo que uma criança precisar de você?

Minha mulher esperava uma resposta verdadeira de mim, então imaginei em poucos segundos se eu seria capaz de prosseguir com a gravidez; vi novamente a cena em que Emma me olha da porta, eu com um barrigão e seus olhos brilhando de felicidade quando me pegava no colo. Parece bonito, parece tão perfeito, e eu? Eu me sentia bem? Sim, eu me sentia muito bem. Depois como um piscar de olhos, o que me veio à mente foi um dos sonhos que tive meses atrás, com Emma e um bebê recém-nascido que ela botava para dormir; vi toda a cena dele comigo, o momento em que Emma me pede para segurá-lo enquanto vai a cozinha, daí me dou conta de que aquele bebê do sonho não era dela, era meu. O bebê do sonho tinha nascido de mim. Os cabelos escuros, a expressãozinha muito transparente na pele pálida e suave, tudo era um sinal. Eu não sonhara com um bebê qualquer, era o bebê que eu ia gerar.

Meus olhos estavam cheios de lágrimas, não de medo, mas emoção. Eu olhei para Emma que me apertou, deixando um rastro de beijos por meu rosto. Sabia que naquela hora eu estava tomando a decisão mais importante da minha vida.

— Eu quero, Emma. — soei rouca. — Quero ser mãe tanto quanto você.

Ela sorriu aliviada, e me abraçou mais forte do que antes. Trocamos beijos intensos e doces, e no instante em que Emma ia me derrubar na cama de novo, ouvimos um trovão que chegou a estremecer a janela do quarto do hotel.

— Que chuva! — falei, vendo a janela encharcar-se do lado de fora e o vento soprar com força.

Emma olhava para a mesma direção e deu um riso de quem já conhecia a situação.

— Isso acontece quase todos os dias em Vancouver. Sabe qual apelido dão para essa cidade?

— Não sei.

Raincouver.

Rimos juntas disso e voltamos a nos beijar, mas eu mantive Emma por baixo.



Descemos quando faltavam vinte para as quatro da tarde. Henry, Mary e David estavam sentados no salão do hotel, lendo algumas revistas velhas. Quando nos aproximamos eles nos viram e deram um sorriso.

— Mas olha quem apareceu. Onde as senhoras estavam? — perguntou Mary, se levantando para dar um beijo na filha e em mim.

— Estávamos resolvendo um assunto importante, mãe. — respondeu Emma.

Henry sorria como se já soubesse qual era o assunto importante.

— E resolveram o tal assunto? — perguntou David.

— Resolvemos. — respondi. — Resolvemos tão bem que até demoramos. Bem, mas o que vocês fizeram hoje enquanto estávamos fora?

— Vovô e vovó me levaram para conhecer o aquário da cidade. É muito bonito mesmo, tiramos algumas fotos, vocês querem ver? — Henry disse, entusiasmado.

— Queremos sim, filhinho, mas antes vamos procurar um lugar para comer, porque até agora estamos de estomago vazio. — Emma falou.

— Vocês não almoçaram? — perguntou David.

Emma abanou a cabeça.

— É uma longa história, eu fiquei tão emocionada que não senti fome.

— Milagre. — Henry comentou e todos nós rimos juntos.

Nós fomos almoçar em outro lugar não muito distante do hotel. Meus sogros e Henry já tinham feito isso, então apenas nos acompanharam pedindo um doce para cada, enquanto eu e Emma matamos a fome e recuperamos a energia que gastamos na cama.

Na volta para o hotel, Henry nos perguntou se não podíamos contar qual assunto fomos resolver a tarde. Essa era mais uma de suas estratégias de me ver à vontade para falar do assunto. Meu filho parecia gostar da ideia de ter um irmão, o que para mim era um conforto.

— Mães, agora a gente pode saber qual era o assunto que vocês duas foram resolver hoje?

Parei e olhei para ele. Emma, na cadeira de rodas me olhou, pedindo que eu falasse por ela. Pensei bem, meneei a cabeça e concordei.

— Há algumas semanas eu estive fazendo exames. — comecei. — Deu tudo certo, os exames foram excelentes e eu tomei uma decisão.

Mary e David trocaram olhares entre si.

— O que foi, Regina? — David perguntou preocupado, enquanto Mary percebeu do que eu estava falando e abriu um sorriso de canto, esperando.

— Emma e eu vamos ter mais um filho. Vou fazer a inseminação. — anunciei.

Os três abriram seus melhores sorrisos. Mary veio me abraçar e me dizer que sabia, já David me deu outro abraço e ficou feliz por ter mais um neto para levar aos jogos de baseball, não importava se fosse menino ou menina. Henry disse que gostaria de escolher um nome para o bebê, e Emma acalmou os ânimos, dizendo que era muito cedo para pensar nisso. Primeiro era preciso saber se eu conseguiria mesmo engravidar através da inseminação. Ela estava certa.

Quando voltei para casa com Henry, no domingo à tarde, me despedi de Emma com um alívio no lugar do nó na garganta que normalmente ficava quando tinha de me separar dela. Para nossa sorte, em duas semanas ela estaria de volta a Los Angeles e aquela espera toda acabaria enfim.

Nos dias posteriores algumas coisas aconteceram antes de minha loira retornar para casa e eu ir à clínica passar pelo procedimento de inseminação. Minha chefe ainda não havia voltado de sua viagem, tinha mandado avisar que ficaria mais quinze dias no Arizona, aproveitando que as coisas na emissora iam bem e tranquilas. Killian passou a me ligar diariamente e me contou que tinha conhecido uma pessoa especial. Enquanto isso, Henry estava fazendo amizade com os vizinhos e foi convidado a passar um fim de semana na casa de um amiguinho que morava três casas depois da nossa. Nesse intervalo, contei a meu pai e irmã que iria engravidar, e claro que a notícia foi muito bem recebida. Zelena disse que viria me visitar quando eu estivesse de “barrigão” e meu pai disse que não esperava que seria avô de duas crianças tão rápido, já que ele conheceu Henry por telefone e os dois se davam muito bem.

Quando o dia de Emma voltar chegou, esperava ir busca-la no aeroporto depois do trabalho e de buscar Henry na escola, mas ela me mandou uma mensagem pelo celular dizendo para irmos para casa. Assim que chegamos, demos de cara com ela na sala, ao lado de Pongo, sem a cadeira de rodas.

— Emma! Mas... Por que não me pediu que fosse buscar você? — disse, indo até ela e a segurando, mas ela sorriu e me selou a boca.

— Não era mais preciso. Já consigo andar sem a cadeira de rodas. — ela puxou a muleta de trás e se apoiou. — Está vendo?

Henry me olhou e abrimos um sorriso enorme.

Ele abraçou a mãe, nós nos sentamos juntos, conversando até a hora do jantar. Enfim, Emma tinha voltado para casa. Ela nunca mais se ausentaria por tanto tempo, me prometeu.

Após a janta e muita conversa entre Emma e Henry, que pareciam duas matracas falando, subi com as malas de Swan e separei as roupas para guardar. Deixei os dois conversarem o tempo que precisavam, afinal, eu teria meu momento com Emma no fim da noite. E foi isso que houve, quando fui até o quarto de Henry depois do banho, de pijama, esperando encontrar ela contando alguma história para ele. Me encostei na porta e vi os dois rindo de alguma coisa muito curiosa que Swan dizia a ele, chegava a fazer alguns barulhos com a voz e o garoto adorava. Eles estavam de mãos dadas sobre a cama, Emma fazia um carinho em seus dedos pequenos e, ele, deitado, esperava ela terminar. Tinha ficado sentada no chão, ao lado da cama, de uma forma confortável para sua perna descansar.

— Bem, agora é hora de dormir, eu estou exausta e você também. Descanse para me aguentar amanhã, garoto. — disse Emma, se levantando com cautela. Arrumou o edredom sobre ele e deu-lhe um beijo carinhoso na testa. — Boa noite, filho.

— Boa noite, mãe. Boa noite, mamãe Regina, eu estou te vendo daqui.

Ele me viu e eu recuei, mas não ia adiantar fugir, eu estava ali na porta há algum tempo. Meneei a cabeça e joguei um beijo para ele.

— Boa noite, querido.

Emma apagou as luzes e saiu do quarto comigo. Fomos andando devagarzinho pelo corredor até nosso quarto e em dado momento, Swan, me pegou pela cintura, empurrou contra a parede como se fosse fácil com a perna machucada. Entendi o que ela queria com aquilo. Nos beijamos de verdade, um beijo cheio de calor e paixão. Emma parou e tomou ar, me tocou na face, querendo me admirar e dizer tudo o que vinha a mente, porém, estava cansada demais para fazer tanta declaração de amor uma hora daquelas. Preferiu ser simples.

— Senti sua falta. Senti falta dessa casa, de viver aqui com você e pensar que vamos acordar juntas na manhã seguinte. É bom estar de volta.

— Melhor ainda para mim. Você fez muita falta aqui, meu amor.

Trocamos carinhos uma no rosto da outra.

— Eu sei que sim. — dizia ela baixinho.

Passei as mãos em sua blusa escura de gola alta e disse algo a ela.

— Contei a papai e Zelena que vou fazer a inseminação.

— Verdade?!

— Sim, eles adoraram saber. Querem vir aqui quando a barriga estiver aparecendo.

Swan sorriu doce.

— Meus pais disseram a mesma coisa. Falaram pra mim que pretendem voltar quando você estiver com alguns meses de gravidez.

— Se a gente planejar, podemos fazer um natal como o do ano passado. Não estarei com a barriga grande, mas já terei um bebê nela. — comentei.

— Pensei a mesma coisa, agora com Henry aqui, o natal será ótimo. — disse Emma.

— Meu amor, vou marcar o procedimento para daqui duas semanas. — eu disse, prendendo os lábios em seguida.

— Você está se sentindo bem para isso? Acha que daqui a duas semanas é o tempo certo?

— Meu período fértil, Emma, é a época certa do mês para fazer.

Emma refletiu, talvez tenha se lembrado de quando foi pela primeira vez.

— Então marque. O bom é que eu estou aqui pra você, vai ficar tudo bem. — ela encostou sua testa na minha e fechou os olhos.

— Vai ficar tudo bem. — disse, fechando meus olhos da mesma forma.



E se foram duas semanas como se nem tivéssemos percebido. Eu já estava em tratamento com o Dr. Flynn, embora no meu caso ele tenha achado desnecessário eu passar pelos mesmos processos que Emma passou. Mas, então, nós nos reencontramos na clínica no dia em que eu marcara de ser inseminada. Emma e eu escolhemos dias antes a amostra de sémen de um doador parecido com ela, mesmo que isso pouco importasse para mim. Fui para o procedimento muito tranquila, até demais para quem estava prestes a ser fecundada.

Emma me acompanhou até a sala onde o doutor e sua equipe trabalhavam. Eu estava deitada na maca, com aquela roupa (ou melhor, tecido) que cobria meu corpo até as coxas. Ela depositou um beijo sobre meus lábios e me olhou sem conter sua emoção, não conseguia dizer muita coisa.

— Eu... Eu só...

— Eu sei, meu amor, eu sei que me ama e que vai dar tudo certo.

Emma beijou minha mão e se afastou quando os enfermeiros se aproximaram para me levar até outra cama, me posicionando para o procedimento. Recebi algumas instruções e dali em diante não foi difícil. Tudo ocorreu no máximo em meia hora. Não senti quase nada e quando o doutor disse que tinha terminado, senti uma sensação de missão cumprida.



Foi preciso esperar um mês inteiro até o dia em que eu podia fazer o exame de gravidez. Não sei ao certo qual era a minha sensação, mas havia um frio na barriga nos últimos dias que antecederam aquele momento. Minha mulher tinha comprado o exame de gravidez fazia duas semanas e só aguardávamos a hora certa de fazê-lo.

Emma veio até mim naquela manhã, logo que acordamos e me viu segurar o teste. Olhei para ela e foi instantânea sua reação. Ela se sentou ao meu lado na cama e me fitou nos olhos.

— Quero que saiba que independente do que esse teste disser, eu amo você, amo com todas as minhas forças.

Recebi um beijo seu e me senti confortável sabendo disso. Mais uma confirmação de que eu tinha a melhor mulher do mundo. Então me levantei, e sai para o banheiro com o teste na mão. Swan fez exatamente do mesmo jeito que eu na primeira vez, me esperou do lado de fora, na parede ao lado da porta. Fiz o teste dentro do banheiro, mas não tive coragem de ver antes dela. Saí e o entreguei a minha loira. Ela o pegou e esperou um pouco para me dizer. Demorou para erguer os olhos, foram segundos tensos.

Emma tomou ar e finalmente me olhou.

— Positivo. — disse, quase que num suspiro, começando a sorrir de alegria, sem se controlar.

— Oh, meu Deus — eu disse, colocando as mãos na boca.

Com a maior felicidade do mundo, minha mulher me pegou nos braços, ignorando o fato de ainda estar com a perna frágil, mas tive vontade de rir com ela, de abraça-la, de comemorar. Eu consegui, fiz o que prometi, consegui realizar o sonho do amor da minha vida e me sentia bem por isso. Daqui em diante, minha vida não será a mesma, porém, não vou me arrepender. Estou grávida, e nunca pensei que fosse me sentir tão feliz por isso.

Notas finais
Estamos muito perto do fim, meninas. Eu confesso que está sendo difícil escrever pensando que daqui a três capítulos essa fanfic acaba. Então, para compensar um pouco a falta, já comecei uma nova histórinha Swan Queen. Na quinta-feira da próxima semana, vou postar aqui no Nyah! e Social Spirit essa nova fanfic que vem com uma proposta totalmente diferente do que escrevi até agora, pelo menos na parte do enredo. Muito obrigada pela atenção que vocês me dão e pela paciência de comentar, eu sempre deixo explicito o quanto é importante uma opinião ou crítica, nunca deixem de fazer isso, nem que seja por mensagem. Um abraço forte, até mais e fiquem bem.