Não há outro amor para mim.
17 Ariel quase acaba com meu casamento.
Notas iniciais
A casa de Ariel Sheets era uma mansão avaliada em quinze milhões de dólares nas redondezas de Beverly Hills, o bairro das celebridades Hollywoodianas. Para uma atriz jovem como ela, ter uma mansão naquelas proporções era uma verdadeira proeza. Apesar de ter alguma noção, eu não estava com inveja, até porque morei a vida inteira na mansão da minha família e a casa que eu e Emma tínhamos era o suficiente para viver feliz. Além do mais, eu sabia que minha mulher um dia seria tão boa quanto Ariel naquele sentido.
Cheguei um pouco ansiosa na mansão sabendo que iria me encontrar com minha ídola, imaginem como eu me sentia. Fui recepcionada por uma espécie de mordomo que já aguardava a minha chegada e me deixou esperando alguns minutos na sala de estar que parecia como aquelas de catálogos de decoração, não pude deixar de lembrar de minha mãe ao pensar nisso.
Depois de dez minutos, Ariel apareceu me pedindo mil desculpas por ter feito esperar. Fiquei bem corada ao vê-la. Eu estava certa em acha-la bonita e me senti no total direito naquele momento por ter sentido uma quedinha por ela na juventude. De perto ela parecia ainda mais bonita do que no restaurante. Tinha a minha altura mais ou menos, o cabelão ruivo e os olhos azuis. Estava vestindo uma camisa de lã vermelha igual a cor de seus cabelos. Algo me diz que corei muito nesse momento. Passei pelo menos uns dois minutos segurando na mão dela.
–– Nossa é você mesma... –– disse baixinho, minha mão estava suada.
–– Como? –– ela perguntou erguendo a sobrancelha enquanto seus dedos escorregavam dos meus.
–– Oh, nada, eu só quis dizer que é um prazer conhece-la. Eu estou um pouco nervosa, eu nunca entrevistei alguém como você assim tão... tão atriz. –– eu disse me tremendo toda. Onde eu estava com a cabeça de dizer aquilo? Eu já havia entrevistado Emma e fiquei tão boba quanto estava com Ariel.
Acho que ela não entendeu meu elogio, ficou rindo de mim apenas e me convidou para sentar. E depois entendi porque estava me olhando de um jeito engraçado, ela havia me reconhecido da outra noite.
— Hey, você não é a moça do restaurante?
Quase fiquei sem palavras.
— Ahm... Perdão?
Ela deu uma leve gargalhada.
— Você estava no restaurante mexicano esses dias, não foi? Sim era você mesma a moça de derrubou vinho na mesa.
Como é que ela se lembrava? Das duas uma, ou ela tinha uma ótima memória, ou achou minha atrapalhada tão engraçada que nunca se esqueceu. Fiquei com ainda mais vergonha.
— É... foi um acidente, eu e minha esposa estávamos esperando o jantar quando me distraí. — confessei.
— Esposa? Como assim?
— Sim. — confirmei percebendo o jeito dela. — Sou casada.
— Com uma mulher? — ela me perguntou bastante surpresa.
— Isso mesmo. — disse.
— Ah, então você é... Ah, entendi!
— É! Eu sou. — eu falei ao mesmo tempo que ria sem graça.
Ariel não parecia mais tão surpresa após entender que eu era homossexual. Até me contou que tinha inúmeras amigas e amigos assim e que achava bonito esse tipo de relacionamento. Então fiquei mais tranquila.
Assim que nos sentamos, peguei meu gravador e a lista de perguntas que havia preparado. Tentei deixar minha admiração por ela de lado e manter o foco na entrevista. A primeira pergunta que fiz era sobre seu começo como atriz. Como eu imaginava Ariel e Emma eram semelhantes. Haviam estudado e fizeram teatro antes de serem chamadas para atuar em Hollywood. Ela foi bem objetiva nas respostas, era muito simpática, gostava de falar. Eu realmente achei que me encontraria com uma atriz esnobe e fútil como a maioria no meio é, mas me enganei com Sheets e como fã dela isso me deixava no céu.
Quando percebi já estávamos conversando há duas horas e a minha lista de perguntas já havia acabado fazia tempo. Eu tinha bem mais que o essencial. Muito simpática, ela foi com a minha cara e quis me mostrar mais de sua mansão para que eu complementasse a matéria para a coluna. Vi todos os enormes cômodos, salas e o super quintal com uma piscina que era o dobro da que tinha na minha casa.
Fui embora muito satisfeita com a entrevista. A verdade era que eu estava quase gritando internamente com aquilo, foi incrível poder passar a tarde ali batendo papo com ela.
Quando cheguei em casa, Emma havia acabado de chegar das gravações de seu novo filme e achou estranha a minha cara de boba feliz com a qual entrei em casa.
— Hey, babe — dizia ela vindo da cozinha com um copo de suco na mão. — Onde esteve?
— Fui entrevistar uma pessoa em Beverly Hills. Adivinhe quem? — eu falei, largando minha bolsa no sofá para ir beijá-la.
— Não faço ideia. — ela disse selando minha boca após receber meu abraço.
— Ariel Sheets. — eu falei em tom empolgado.
Emma passou alguns segundos tentando reconhecer o nome que eu disse.
— Aquela do filme com o Cage?
— Sim. Se lembra que eu te falei que iria entrevistar uma artista? Era ela.
— Hum... Sei. E como foi?
— Foi incrível, ela é maravilhosa. — deixei meu ataque de fã escapar na fala e minha mulher não gostou nem um pouco disso.
— É, tô vendo... pela cara como entrou deve ter sido mesmo muito boa a entrevista.
— Oh, meu amor, você devia ver a casa dela. É enorme... — comecei a tagarelar sobre Ariel. De repente Emma parece mal humorada. Saiu de perto de mim, indo se sentar no sofá e ligando a TV. Quando me dei conta eu estava falando sozinha. — Você não acha incrível? — perguntei me aproximando.
— Sim, deve ter sido incrível. — disse ela, colocando os pés sobre a mesinha de centro e tomando seu suco, sem me olhar de volta. Eu percebi que ela não havia prestado muita atenção em mim, mas estava com razão de fazer aquilo.
Entreguei a matéria naquela mesma semana, o que deixou Gold, meu chefe, muito satisfeito.
Alguns dias depois, num domingo logo cedo, o telefone lá de casa tocou. Eu e Emma tínhamos o costume de dormir até tarde nos domingos pois era seu único dia de folga das gravações e ficávamos de farra na cama até as tantas da madrugada, então minha mulher custou a pegar no telefone. Atendeu com aquela voz rouca de sono:
— Alô...
— Alô, é da casa de Regina Mills? — consegui escutar uma voz feminina falar.
— É sim, quem quer falar com ela a essa hora da madrugada? — perguntou Emma se virando na cama, nem tinha aberto os olhos ainda.
— Ariel Sheets. Posso falar com ela, por gentileza? — na mesma hora tomei um susto. Emma se sentou na cama com uma cara nada amigável.
— Sua amiga. — disse ela me entregando o telefone.
Peguei o aparelho e atendi receosa do que ia escutar. Se Ariel estava me ligando àquela hora não devia ser para coisa boa, sorte a minha estar enganada.
— Oi. — disse.
— Regina? Que bom falar com você! — ela foi falando. — Adorei sua matéria sobre mim, acabo de ler o jornal. Obrigada pelas palavras, nunca alguém havia falado tão bem de mim em uma revista.
Ela estava certa. A matéria que escrevi rasgava elogios a sua pessoa e casa, tudo como pedido por meu chefe com um dedo de fã no meio, não é?
Me levantei e comecei a andar pelo quarto.
— Oh, você jura que gostou? Minha nossa, eu achei que faltou falar de tanta coisa ao seu respeito...
Começamos a conversar. Enquanto isso, Emma me observava da cama, chegou até se deitar de novo colocando seus braços para trás da cabeça me esperando acabar. Sentia seus olhos no meu corpo até porque eu estava nua pelo o que havíamos feito na noite anterior. Sim, eu estava andando pelada pelo quarto com o telefone na mão.
Sei que Emma ficou bem incomodada com a ligação de Ariel, mas ela também não me disse nada.
Na semana seguinte fomos convidadas, no caso Emma foi e me levou, para a festa de aniversário de um colega de elenco. Encontramos Ruby e outras pessoas que eu já havia conhecido, então não me senti muito deslocada. Foi bastante gente e o anfitrião gostava muito de Emma. Depois de me pedir permissão umas dez vezes para desfilar com minha mulher pela festa a fim de se exibir e Ruby me distrair com as novidades, senti alguém me cutucar o ombro três vezes. Me virei e dei de cara com adivinhem quem outra vez? Ariel.
— Ai, eu sabia que era você! — ela disse e logo em seguida me deu um abraço bem apertado.
— Oi... Ariel?
— Eu nem acredito que te encontrei aqui... — ela falou me puxando de um jeito que mal tive tempo de deixar meu copo de bebida com Ruby.
Ariel ainda falava da matéria, do quanto havia gostado da minha entrevista com ela e que queria até repetir quando possível.
Começamos a nos afastar das pessoas, ela me carregava pelos cantos falando e me elogiando, e cada vez que olhava para trás eu via Emma mais distante até que fomos para o lado de fora.
— Você é amiga do aniversariante? — perguntei conseguindo largar do braço dela, mas foi inútil, ela me agarrou de novo.
— Conheço ele desde que cheguei em Los Angeles praticamente você acredita? Eu não sabia que você também o conhecia.
— Eu não o conheço, na verdade minha esposa é quem trabalha com ele. — eu disse.
— Ah, sua esposa está aqui? Ainda bem que trouxe você aqui para fora. — quando ela disse isso senti meu estômago gelar. Ariel ficou de frente para mim, me deixando de costas para a festa. — Eu nem sei como começar. — ela disse depois de um tempo olhando se não vinha ninguém ao nosso redor. — Se não encontrasse você hoje acho que iria até o jornal para falar com você.
— O quê? — perguntei, pasma.
— Acho que estou apaixonada... — confessou me olhando com aquele par de olhos azuis tão pidões quanto os de uma criança manhosa.
O pior nem foi ouvir ela me dizer aquilo; só sei que quando dei um passo para trás para fugir dali ela me agarrou e tascou-me um beijo. Só tive tempo de virar a cara e impedir que me beijasse na boca, ela acertou o canto dos meus lábios. Mas era tarde. Empurrei ela com toda a força para trás para ela largar de mim, assustada, e fui andando de costas com os braços estendidos, querendo que ela não se aproximasse até que encostei em algo, alguém... Emma.
Me virei e a vi me lançando um olhar fulminante e indignado. Nesse momento eu soube o quanto estava encrencada.
Saí da festa arrastada por Emma, ela estava furiosa. Começamos a discutir alto por conta do som da festa que era ainda maior.
— Meu amor, não foi o que você está pensando! — falei desesperada.
— Então eu dou as costas dois minutos e você já se engraça com a sua amiga?! Eu sabia que tinha coisa por trás disso, Regina.
— Não! Eu juro que não foi isso, ela me puxou...
— Eu não estou cega, eu sei muito bem o que eu vi! — gritou Emma.
— Emma, pelo o amor de Deus me escuta — disse eu, tentando recuperar o fôlego. — Foi ela, não eu.
Não adiantava, Emma estava com tanta raiva de mim que nada do que eu dissesse convenceria.
Minha mulher começou a chorar, avancei a fim de abraça-la mas ela me ignorou se afastando e pegando nosso carro para ir embora, me deixando ali sozinha.
Ruby me levou para casa três horas depois, após me achar choramingando no jardim da festa. Expliquei tudo para nossa amiga que felizmente acreditou em mim e me perguntou se eu não queria ficar na casa dela enquanto a confusão de Emma passasse, mas eu preferia ir para minha casa implorar para que minha mulher me ouvisse. Sobre Ariel, eu a vi mais duas vezes só que isso foi depois dela ter ido parar numa clínica de reabilitação (depois falo sobre isso).
Emma havia se trancado no nosso quarto quando cheguei. Bati na porta muitas vezes implorando para que ela conversasse comigo.
— Sai daqui, Regina, eu não quero ver você. — ela falou com voz abafada e triste.
— Meu amor, me escuta por favor, olha, o que você viu... eu posso explicar.
Passado um tempinho ela fez barulho dentro do quarto e decidiu abrir a porta para mim. Me viu e percebi que lutava para segurar o choro, aliás, acho que chorou muito enquanto veio para casa pois seus olhos estavam muito vermelhos.
— É sempre isso o que vocês dizem, não é? Vocês sempre vem com essa de “eu posso explicar”.
— Mas eu posso explicar sim, meu amor, eu juro que não foi nada disso que você está pensando.
— Ah, não foi? E por que diabos você precisou sair da festa para falar com ela, hein? Você e ela já tem coisas há muito mais tempo que eu sei. Desde aquele dia em que você foi entrevistá-la. Você tinha que ver como chegou em casa, toda radiante. Pensa que não vi?
— Eu era fã dela, Emma, eu fiquei muito feliz sim, mas não era pra tanto. Você não confia em mim? Eu juro que foi ela quem me puxou, foi ela que me beijou, olha... — me aproximei apontando para o canto dos meus lábios. — eu virei o rosto. Eu só tive tempo de me virar porque ela avançou, eu não sabia que ela ia fazer isso.
Emma não quis saber. Se virou e limpou a cara com as próprias mãos, não queria acreditar, para ela era o que ela tinha visto e ponto final.
— O.k. Faça o que quiser. Eu não vou ficar aqui tentando entender o que aconteceu entre você e ela.
— Emma você tem que acreditar em mim. — eu implorava enquanto a via passar por mim umas duas vezes, depois vi o que ela estava fazendo, pegando seu travesseiro e coberta. Passou por mim indo na direção do quarto de hóspedes, fui atrás dela. — Você precisa me ouvir. Não foi nada, eu não sabia que ela era tão louca assim.
— Não interessa. Eu quero dormir agora. Me deixa. Amanhã a gente conversa. — ela disse, jogando suas coisas sobre a cama, desarrumando os lençóis para se deitar.
Não tive escolha a não ser sair e deixa-la. Não dormi naquela noite, pior, não dormi mais naqueles dias.
O que Ariel tinha na cabeça para me aprontar uma coisa daquelas? Aquilo quase custou meu casamento. Minha admiração por ela foi toda por água abaixo, eu estava me sentindo uma completa idiota por ter sido fã de uma pessoa como ela.
Emma passou a dormir no quarto de hóspedes desde então. Acordava, tomava seu café e ia embora para trabalhar antes mesmo de eu levantar. Quando chegava em casa me ignorava como se eu não existisse. Perdi as contas de quantas portadas na cara levei toda vez que pedia para conversarmos. Aquilo estava de mais, eu não estava suportando nem conseguindo trabalhar direito. E pensar que a exagerada da relação na maior parte das vezes fui eu. Era muito triste pensar que Emma não acreditava em mim. Se era para viver daquele jeito eu preferia que não houvesse mais casamento.
Então um dia peguei minhas coisas e fiz uma mala. De coração partido liguei para minha mãe em Portland avisando que chegaria no próximo dia. Até minha carta de demissão do Los Angeles Diário eu havia preparado.
Emma apareceu na porta do nosso quarto olhando aquilo e preocupada me perguntou:
— O que que você está fazendo?
Olhei firme para ela.
— Eu tentei explicar, tentei fazer você entender de todas as formas o que aconteceu. Você não acreditou em mim. O que acha que vou fazer?
— Você não pode ir embora.
— E o que é que eu vou fazer aqui se você não acredita em mim, se você me odeia tanto?
— Eu não odeio você.
— Mas você não acreditou em mim.
Swan pareceu inquieta.
— Eu estava muito nervosa. Mas pra mim eu tinha te visto beijando ela. No meu lugar você também pensaria assim.
— E de qualquer jeito não quis me ouvir. Desculpa, Emma, não posso mais viver assim, não com alguém que não acredita em mim.
Emma ficou com os olhos vermelhos de quem ia chorar, só que antes disso veio na minha direção e me tomou nos braços.
— Me perdoa. Por favor, me perdoa. — se apertou em mim desesperadamente me impedindo de ir para qualquer lugar.
— Emma... Eu... — tentei dizer.
— Por favor, me perdoa eu fiquei cega, eu tenho tanto medo de perder você... eu amo tanto você... — ela suplicou.
Peguei seu rosto para olhar em seus olhos e a vi vermelha, chorando muito. Aquilo me deu tanta pena. Enxuguei suas lágrimas com meus polegares assentindo devagar, foi quando ela me beijou de uma forma quente, voraz, cheia de vontade. Não pude recusar.
— Emma... — mal pude dizer seu nome. Swan me jogou na cama, empurrando a mala para longe.
Tudo aconteceu muito depressa. Suas mãos arrancaram minha roupa e arranharam minha pele. Ela montou em cima de mim enlouquecida, eu não sabia se era de raiva ou paixão. Acho que eram as duas coisas. Ela afundou seu rosto em meu pescoço, subindo sua boca até meu lábios para começar a me explorar por ali. Agarrei em seus ombros, braços o que conseguia tocar enquanto ela me tocava com seus dedos intrusos que terminavam de me despir.
Quando ela terminou, naquele desespero, lutando para ver quem ficava por cima, puxei sua camisa e desci sua calça de dormir, estávamos nuas juntas, febris de vontade. Nós estávamos com saudades uma da outra.
Arfante, Emma pousou sua coxa entre as minhas e forçou contra meu sexo, procurando minha boca outra vez com seus lábios e dentes. Seu beijo feroz desceu pelo meu queixo, pescoço e busto até tomar conta do meu seio esquerdo, maltratando-o.
Irredutível ela me castigava com suas mordidas e beliscões nos meus seios enquanto lá embaixo eu roçava em sua coxa torneada, rebolando.
Impaciente Emma trocou a coxa pelos próprios dedos se enfiando em mim bruscamente, sem permissão alguma. Me contorci ao senti-la dentro de mim daquela forma. Voltou ao meu pescoço e o mordeu, chupou me deixando com marcas. A voracidade de suas mãos também me marcou e quando aquilo acabasse eu sabia que estaria toda roxa, mas não importava naquele momento.
Eu gemia alto quando Emma pôs mais um dedo dentro de mim, eu estava fácil, molhada, extremamente excitada. Seus três dedos se demoraram numa massagem brusca e maldosa no meu sexo. Agarrei em seus cabelos, ela me olhava de forma selvagem me pedindo para jorrar o prazer em seus dedos e foi o que fiz, trocando olhares com ela.
Gritei sentindo a onda de orgasmo vir e me arrebatar.
— Oh, meu Deus... — disse antes de Emma me calar com seus dedos molhados do meu gosto.
Ela desabou ao meu lado e suspirou. Começamos a rir olhando para o teto. O que havia acontecido? Se aquela era uma nova forma de pedir desculpas, eu queria brigar com ela todos os dias.
— Tô perdoada? — ela me perguntou.
— Você acredita em mim agora? Acredita que eu jamais ficaria com outra pessoa? E que não importa o quanto alguém me chame a atenção, eu te amo mais do que tudo nessa vida?
— Acredito.
— Então está perdoada. — falei e ela voltou a subir em cima de mim, me roubando beijos mais doces. — Acho que preciso ligar pra mamãe avisando que não vou mais voltar para casa. — quando eu disse isso rimos juntas e rolamos umas vinte vezes até cansarmos ali. Ariel causou uma baita confusão na minha vida, mas que isso fez um bem danado para mim no fim, isso fez.
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