Notas iniciais
Bom dia, chuchus do dia! Vamos começar esse domingo com um capítulo que talvez abale suas lindas estruturinhas! Então, sobre o nome do capítulo, ele se refere sim a uma pessoa especial (óbvio que é ele mesmo, Wade chuchu Wilson), mas também se refere a todas as outras pessoas que irão aparecer aqui. Nesse capítulo vamos ver o Peter dando uma geral na vida dele, dando aqueles famosos passinhos para trás para observar a sua vidinha e ver que marmota dá para fazer. E já aviso desde já que teremos um tiro. Capítulo ao som do clichê romântico In my veins. Boa leitura ;-D

Nada acontece como planejado

Tudo vai quebrar

As pessoas dizem adeus

Em sua própria maneira especial

Tudo em que você confia

E tudo o que você pode fingir

Vai deixar você na parte da manhã

Virá te encontrar durante o dia

Você está em minhas veias

E eu não consigo te tirar

(In My Veins — Andrew Belle)

Tinha se passado um dia desde que Wade havia se declarado para mim e eu simplesmente havia o deixado ir. E isso ainda permanecia na minha cabeça, se repetindo incontáveis vezes. Mesmo que eu tentasse pensar em outra coisa, distraísse minha mente com qualquer outra coisa aleatória, ainda sim a mesma cena vinha e dominava completamente todos os meus pensamentos.

Nesse momento nem as ruas movimentas de Manhattan que eu via passarem rápido pela janela do táxi onde eu estava conseguiam fazer com que eu esquecesse. Mas eu sabia que isso era impossível, Wade é importante demais para mim para que uma simples vista fizesse com que ele desaparecesse da minha cabeça.

De repente o táxi parou e eu vi que tinha chegado ao meu destino. Como ele já estava pago, apenas agradeci e saí. Enquanto o carro se afastava eu olhava para a casa a minha frente. Fazia algumas semanas que eu não ia ali, mas parecia que haviam se passado anos. Meu coração se encheu de um fluxo de sentimentos que se misturavam e inundavam o meu corpo. O principal deles era saudade.

Sem mais esperar, fui em direção à porta e bati. Alguns segundos se passaram e então tia May apareceu na porta. Ela me olhou surpresa.

― Peter?

― May. ― Sem esperar mais nenhum segundo, dei um passo à frente e a puxei para um abraço, um abraço com intensidade e força que tenho certeza que era até incómodo. ― Eu senti tanto a sua falta, tia... Desculpe! Desculpe por ter sido um idiota, desculpe por não ser alguém melhor, desculpe por não me importar o suficiente, desculpe pelo tio Ben, desculpe por simplesmente desaparecer, desculpe! Eu achei que era o que eu precisava, me distanciar de tudo, deixar minha vida antiga para trás e esquecer, mas eu estava enganado! Eu preciso de você, preciso da minha faculdade, preciso das minhas memórias, eu preciso da minha vida de volta!

Deixo que as minhas palavras saiam rápidas e logo lágrimas começam a sair dos meus olhos e agarro-me mais a minha tia. Eu sentia os meus sentimentos transbordarem. Eram fortes e incontroláveis. Eu sentia todos os anos com os meus tios, eu sentia a morte de tio Ben, eu sentia minha vida sendo Homem-Aranha, eu sentia meus anos na escola, eu sentia Gwen, eu sentia Harry, eu sentia tia May. Eu sentia tudo e todas as coisas. Todos os anos e todas as dores, todos os sorrisos e todas as lágrimas, todos os momentos incríveis e todos os momentos de angústia. Tudo me atingiu com uma força abundante.

Mas eu estava com a minha tia agora, e, ao mesmo tempo em que todos esses sentimentos quase me nocauteavam, ela me segurava. Ela me dava força e servia de porto seguro.

― Peter... ― sua voz saiu com compaixão e ela começou a passar a mão em meus cabelos enquanto continuou a falar: ― Eu não tenho como desculpar você por nada, porque não há nada para se desculpar! Você é uma das melhores coisas que já aconteceram na minha vida, Peter, e eu te amo com todo o meu coração, nunca se esqueça disso! Você cometeu erros sim, Peter, mas todo mundo comete. E você me dá tanto orgulho, Peter! Cada vez você se torna uma pessoa melhor, em todos os aspectos! Mesmo com todo o sofrimento na sua vida, você nunca deu as costas a nada e sempre se reergueu, não importa o quanto foi colocado no chão. Em todos os meus anos de vida, pode ter certeza, nunca encontrei alguém tão bom e forte quanto você. E eu sei que não importa o quanto você esteja sofrendo agora, você mais rápido do que pode imaginar, irá se recompor e continuar sendo essa pessoa maravilhosa que eu sei que você é!

Tia May então me afastou e me encarou, seus olhos estavam levemente úmidos e brilhantes, e um sorriso terno era estampado em seu rosto. Ela colocou a mão em meu rosto e eu sorri.

― Eu sei que tudo vai dar certo, Peter. Confie em mim. Eu prometo. ― Com isso eu dei mais um rápido abraço.

― Eu confio, tia May. E eu também prometo ― digo lembrando do meu sonho com Gwen, lembrando de suas palavras lá e também no dia de formatura.

Nesse momento então eu tomo uma decisão. A pessoa que eu mais podia confiar no mundo estava ali comigo, e eu sabia que poderia confiar nela para qualquer coisa, e ela me apoiaria seja qual fosse minha decisão.

― Tia... Eu preciso te contar uma coisa ― falo me afastando um pouco dela e reunindo toda a coragem que eu pudesse ter ainda.

― Sabe que pode me contar qualquer coisa, Peter. Mas antes entre, essa casa estava com saudade de você. ― Entro na casa e dou uma boa olhada nela, continuava a mesma. Doou um sorriso ao ver um dos quadros de tio Ben. ― Agora sim, o que quer me contar, Peter?

Volto-me para minha tia e a encaro. Eu sabia que podia contar qualquer coisa à ela, mesmo assim era complicado, o que eu queria dizer não é algo comum e nem fácil de se falar. Respiro fundo mais uma vez.

― É que... Eu preciso lhe contar uma coisa, Tia May. E é tipo, bem... Delicado. Olha... Isso pode ser um choque. ― Quando digo isso tia May arregala um pouco os olhos, mas se mantêm firme.

― Então, é verdade ― diz como se já esperasse e só estivesse constatando alguns fatos.

— O quê? ― questiono um pouco confuso.

— Está... Está tudo bem, Peter. Eu meio que desconfiei. O filho da Sra. Cardoman acabou de sair do armário, e ele está tão mais feliz agora. Está até falando em se casar com o... Companheiro dele, acho que é assim que vocês chamam. ― Dessa vez sou eu que arregalo os olhos. Ela realmente disse aquilo? Ela realmente achava que eu era... Gay? E ela desconfiava?

― Quê? Não, não, não... ― Ao pensar melhor na minha situação atual, escolho melhor minhas palavras. Afinal, eu não podia ignorar alguns fatos. ― Não é disso que eu estou falando.

― Ah... Então o que é, Peter?

Encaro minha tia e lembro-me da minha máscara guardada no meu bolso. Eu tinha que falar, eu precisava. Mas não sabia como, não estava com tanta coragem assim. Vamos logo, Peter!

Tia May me analisou bem e notou o meu nervosismo, então no momento seguinte pareceu entender tudo o que me afligia. Lentamente, ela chegou por trás de mim. Os seus dedos finos se fecharam em um pedaço de pano vermelho que saía do bolso de trás da minha calça. Ela puxou e arrumou o tecido até a estampa em forma de teia aparecer.

Ela segurou a minha máscara de Homem-Aranha e encaramos aquele tecido que havia em suas mãos. Então ela deu um sorriso e voltou seu olhar para mim.

— Peter – começou ela –, eu sei disso há tempos ― ela falou com uma voz calma.

Senti mais algumas lágrimas escorrendo pelo meu rosto e sorri para ela.

— Você não é tão sorrateiro quanto pensa, rapaz. ― A abracei e ela correspondeu. Eu sentia uma paz enorme e também um grande peso saindo das minhas costas. Eu não estava sozinho.

― Sei disso, tia, sei disso...

. . .

Quando arrumo a segunda e última caixa com as minhas coisas, sento na cama para dar uma descansada. Olho em volta para conferir se faltava alguma coisa, mas eu quase não havia trazido muitas coisas e nem havia espalhado elas. Minha mochila jazia perto da porta, já pronta para partir, assim como eu. Eu já havia falado com o dono do apartamento, e apesar de ele achar que eu estava deixando um ótimo negócio, ele apenas disse para eu recolher tudo, limpar o apartamento e devolver a chave ainda naquele dia. Não que eu achasse completamente justo, mas já havia feito uma pequena limpeza no lugar enquanto recolhia minhas coisas.

Eu me sentia muito feliz de estar dizendo adeus aquele lugar, não só porque ele era um lugar nada aconchegante, mas sim porque significava que aquela parte da minha vida realmente estava acabada. Eu já havia pegado todos aqueles documentos que eu peguei com os planos de Zolton, picotado tudo e jogado fora. Não queria mais nem pensar naquilo.

Iria voltar para a minha casa, com a tia May e voltar com a minha vida aos eixos. Mas não voltar ao que era antes, e sim voltar para o começo e recomeçar. E para recomeçar, eu precisava encerrar tudo.

Levanto da cama e fecho as caixas, as empilhando, mas quando me abaixo para pegá-las o meu sentido aranha faz com que eu vire para trás rapidamente. Levo um pequeno susto ao ver uma figura de vermelho ali.

― Demolidor ― cumprimento me voltando completamente para ele.

― Peter ― devolve de forma cortês. E sim, era estranho ver ele falando o meu nome. Isso fez com que a frase da minha tia ressoasse na minha cabeça... Você não é tão sorrateiro quanto pensa, rapaz.

― Posso perguntar o que uma presença tão ilustre faz no meu aconchegante e lindo antigo cafofo?

― Então você realmente está indo embora daqui?

― Sim, não tem mais porque de eu estar aqui. E ele não é muito charmoso para me dar vontade de continuar por essas bandas ― digo enquanto olho em volta.

― E você, está bem?

Olho para Demolidor e analiso sua pergunta. Sua voz indicava que ele realmente queria saber, e isso fez com que eu me sentisse bem. Havia pessoas que se preocupavam comigo, isso era agradável. Mas também a pergunta que ele havia feito era complicada. Eu não queria mentir, entretanto, também não queria me justificar e abrir todo o meu coraçãozinho aqui e agora para um, tecnicamente, estranho.

― Vou ficar ― respondo simplesmente.

― Fico feliz que decidiu seguir em frente, e sinto muito por tudo isso. Dava para notar que você ainda se importava com aquele seu amigo.

Lembrar de Harry faz com eu fique um pouco mais desarmado e sensível, todavia, tento ser firme.

― Eu me importava mesmo, mas eu acho que as coisas aconteceram como tinham que ser ― minha voz sai com dor, porém, não sai trêmula, digo tudo com veemência. Eu realmente acreditava nisso. ― E muito obrigada, sem a sua ajuda acho que as coisas teriam sido bem mais desastrosas.

― Eu fiz o que tinha que ser feito, meu dever é proteger as pessoas daqui, mas... De nada. ― Dou um pequeno sorriso e vejo que ele o retribui. O sorriso dele foi pequeno, e poderia ter sido causado por causa do vento, mas estava ali. ― Eu passei aqui para checar o lugar, mas creio que os seus amigos da S.H.I.E.L.D fizeram um bom trabalho, creio que não teremos mais problemas com eles.

― Se o nosso santo for forte... Ou, demônio no seu caso. ― Dou uma risada e me sinto um idiota. ― Desculpe.

― Vejo você por ai, Peter ― diz com sua voz firme de sempre e se vira para ir embora pela janela. Sua voz denunciava que ele não havia ficado nenhum um pouco incomodado com a minha brincadeira.

Quando ele já está totalmente fora, me aproximo da janela.

― Até mais, vamos combinar de tomar um chocolate quente qualquer dia desses!

Após dizer isso, volto e pego minhas coisas. Saio do apartamento e o tranco. Olho para a porta mais uma vez e por um momento tudo o que eu vivi ali volta à tona. Todos os momentos de angústia, mas também todos os momentos que me mudaram completamente.

Dou um pequeno sorriso e sigo meu caminho.

. . .

Passaram-se duas semanas desde o dia em que eu estive no hospital. Muitas coisas aconteceram e eu realmente me vejo recomeçando.

Tony havia me chamado para conversar, ele sabia de tudo o que aconteceu, tudo mesmo. Então ele me ofereceu ajuda e apoio, e eu vi que por baixo de toda aquela arrogância e de todo aquele sarcasmo, havia alguém que realmente se importava com as pessoas. Principalmente com as pessoas próximas a ele.

Ele me ofereceu um emprego nas Indústrias Stark e também disse que o contrato vinha com uma bolsa integral na faculdade que eu escolhesse. Eu fiquei hesitante no começo, achava aquilo demais. Porém, eu precisava e aquilo era incrível, e Tony fez com que eu sentisse que eu merecia tudo aquilo. Então oficialmente eu trabalho para Tony e era um estudante de Química. Ele também me recomendou um psicólogo e disse que eu podia contar com ele para qualquer coisa.

E então, incrivelmente, ou não, ele me abraçou. Isso mesmo. Foi rápido e surpreendente, mas foi um abraço.

Eu podia confiar nele. E confiaria.

Depois de duas consultas no psicólogo, ele me disse que acreditava que eu tivesse ansiedade generalizada e estivesse passando por uma depressão por causa de toda a minha situação. Eu não precisei esconder nada dele, ele era como o psicólogo dos super-heróis e agentes. Ele me ofereceu a opção de ir ao psiquiatra ou me tratar apenas com as consultas. Eu escolhi a segunda opção, eu já me sentia bem melhor do que algumas semanas atrás. E tinha pessoas comigo para me ajudarem, finalmente parecia que eu entendia isso.

Mas eu ainda tinha algumas coisas para fazer. Precisava superar mais algumas coisas e dar um fim a outras. Por isso nesse momento eu me encontro caminhando em direção ao túmulo de Gwen. Isso é algo horrível de se pensar. Ela está morta, enterrada em um túmulo e apenas com uma lápide amostra. Ela que era jovem, não tinha sequer vinte anos.

Ela era a prova de que todo mundo nasce, mas nem todo mundo envelhece.

Quando chego na frente da sua lápide a encaro. Eu já havia vindo aqui várias vezes antes, uma época onde eu não consegui não vir aqui. Mas já havia se passado algum tempo.

É muito difícil pensar que Gwen agora está aqui, que ela não se mexe mais, não sorri mais, não fala mais... Em um momento você está com alguém, dois corações pulsando, dois futuros em frente e no outro... No outro resta apenas um corpo imóvel e frio. Nada mais.

Mais nenhuma palavra, sorriso, lágrima. Nenhum sonho e mais nenhum futuro.

Isso era algo que eu ainda não compreendia, era algo que o meu ser parecia não aceitar. Mas eu precisava.

Com uma rosa vermelha na mão e lágrimas nos olhos, fito a lápide de Gwen enquanto me preparo para falar.

― Olá, Gwen. Já faz um tempo que eu não venho aqui, mas eu acho que você sabe o porquê. Achei que isso ficaria mais fácil com o tempo, mas acho que ainda vai demorar muito ― minha voz sai baixa e com dificuldade, mesmo assim continuo. ― Sabe, eu sinto tanto a sua falta, tanto... Eu ainda não acredito que você se foi assim. Eu queria que tudo tivesse sido diferente. Eu queria tanto que você ainda estivesse viva... Mas eu não posso mudar o que aconteceu. Eu só quero que você saiba que eu sempre te amei e sempre vou te amar. Você foi uma das coisas mais maravilhosas que já me aconteceram e eu nunca, nunca vou te esquecer. Você vai estar sempre comigo, sempre no meu coração. Eu prefiro guardar só os nossos melhores momentos, e acho que você apoia essa ideia.

Olho para a lápide e recebo apenas o silêncio como resposta, mas eu sinto que não estou sozinho, sei que ela está comigo.

― Eu gostaria de poder ficar aqui com você e apenas relembrar nossa vida e pensar no que poderia ter acontecido se você... ― Não consigo terminar a frase. Preciso parar de falar e respirar fundo, para só depois continuar. ― Mas isso não é o que você iria querer. Você disse para não vivermos a vida de outro, para sempre termos esperança, disse que o que faz a vida valer a pena é que ela termina. Então eu vou manter a minha promessa, você sempre estará no meu coração, mas será apenas como uma bela memória. Infelizmente, você está no meu passado, Gwen, não no meu futuro.

Paro mais uma vez e tento controlar as lágrimas que agora saem sem nenhum controle.

― Trouxe essa rosa para você, ela é tão linda quanto você era. ― Abaixo-me e coloco a rosa perto de sua lápide. ― Eu te amo muito, Gwen, mas eu preciso te deixar.

Coloco a mão na lápide e vejo seu nome escrito lá. Fecho meus olhos e então sussurro:

― Adeus, Gwen.

Abro meus olhos e me levanto, dando as costas à lápide e ao cemitério. Quando chego aos portões olho para cima. O céu estava azul claro, com nuvens brancas o pintando.

― Eu te perdoo, Harry ― falo para o alto e como na lápide de Gwen, recebo apenas o silêncio como resposta. ― Adeus, amigo.

Então saio dali e realmente imagino Harry e Gwen lá atrás, apenas me deixando partir.

. . .

Então só resta ele. Só resta o homem que entrou na minha vida e fez com que eu fizesse algo que eu não me imaginava fazendo. Fez com que eu me apaixonasse de novo.

Faz um mês que não o vejo e nem tenho notícias suas. Eu não o procurei ainda e nem ele a mim. Dei uma trégua em ser o Homem-Aranha, não é definitivo, mas eu sinto que mereço um descanso. E esse mês me fez realmente pensar que eu gosto de ajudar as pessoas, mesmo com todos os problemas, isso é o que eu realmente sou. E nunca abandonaria isso.

Mas há outra coisa que agora faz parte de mim, não importa o quanto eu tentei negar, o quanto pareceu ter demorado para que eu percebesse. Wade faz parte de mim agora.

Hoje eu tenho certeza que ele faz parte do meu presente e que eu quero muito que ele seja o meu futuro. E nem todos os contras do mundo vão fazer com que eu repense isso.

Eu demorei a perceber, mas eu sinto que foi no tempo certo. Sinto-me triste pelo que aconteceu no hospital, porém era algo que eu tinha que fazer. Aquele não era o nosso momento.

Enquanto estou sentado no parapeito de um prédio, encaro o pôr-do-sol. Um vento fresco atinge meu rosto e eu sinto uma paz que há tempos não sentia.

― A dona aranha subiu pela parede... ― Ouvi a sua voz e dei um sorriso. Exatamente no nosso momento certo.

― Sabia que você viria ― digo ainda encarando o céu à minha frente.

― É porque você me conhece muito bem.

Viro em direção a Wade e o vejo lá, exatamente como ele sempre está. Com o seu uniforme vermelho e preto, suas armas e apetrechos em volta do seu corpo e o seu sorriso irônico que transcende sua máscara.

Ainda não ― respondo me levantando e me aproximando dele. Eu estava com uma roupa comum e sem máscara. Simplesmente eu.

― Você já sabe o que quer? ― pergunta Wade, realmente interessado na minha resposta.

― Sei sim ― digo e dou mais um passo à frente.

― E o que seria?

― Você – respondo e acabo com espaço entre nós, levo minhas mãos ao seu rosto e puxo sua máscara um pouco para cima. Olho diretamente para os seus olhos e digo algo que eu tenho certeza absoluta: ― Eu te amo, Wade.

Vou com a intenção de beijá-lo, mas então ele me para e eu o olho confuso. Então para minha surpresa, Wade começa a tirar sua máscara. Quando ele a tira por completo, ele olha para baixo e dá um sorriso, depois olha diretamente para mim.

― Eu acho que gostaria de ouvir você dizendo isso olhando realmente para os meus olhos.

Encaro ele e dou um sorriso, e fitando intensamente seus olhos azuis, digo mais uma vez:

― Eu te amo, Wade. ― Então finalmente o beijo, e dessa vez ele aceita e retribui, colocando suas mãos na minha cintura.

Nesse momento eu sinto o meu coração tão realizado que seria capaz de sair voando por ai. E sinto as malditas borboletas também descontroladas dentro de mim. É como se tudo estivesse certo no universo e, ao mesmo tempo, eu não ligasse nenhum um pouco para isso. Só o que me importava era Wade, só o que me importava era esse momento, só o que importava era nós.

Nós nos separamos e Wade me fita.

― Eu também te amo, Petey.

Deixo que um sorriso grande tome conta do meu rosto e simplesmente o puxo para mais um beijo. Sim, nesse momento eu realmente tenho certeza do que eu quero.

Notas finais
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA E ai, e ai, e ai, e ai!!!!!!!!!!! Acho que não tenho nada a declarar por aqui, o capítulo merece um minuto de silêncio. Mas depois não esqueçam de dividir aqui com a minha pessoa o que acharam desse capítulo bafônico. Só avisando que o próximo meio que vai ser o último, mas não sendo. Palma, palma, não priemos cânico, eu explico. O próximo capítulo vai ser o último, porém depois teremos um mini capítulo para encerrar, meio que uma cena pós-crédito, só para deixar com um gostinho de quero mais. Rá! E o próximo está quente. Só direi isso. Até lá! Beeeeeeeeeeeeijos s2