Não apenas um bromânce
11 Asas negras do equívoco
— Desgraçado! — exclamei irritado, ignorando por completo o machucado em meu pescoço, eu não ligava se iria doer e arder, eu precisava por para fora isso.
Eu nem sequer sabia como agir, eu estava meio perplexo diante de tudo isso. Eu não sabia se pensava e me arrependia do beijo, se me arrependia de ter deixado Wade tirar minha máscara com tanta facilidade, ou se me arrependia de tudo o que tinha acontecido, não era muito bom para a minha pessoa ser atacado logo após ter a iniciativa de vir aqui e finalmente beijá-lo.
Para melhorar, Wade agora permanecia completamente estático, sua katana estava em punho, mas ele parecia completamente obsoleto do que estava acontecendo. Eu tinha quase certeza de que ele estava pensando e dialogando com aquelas vozes na cabeça dele. Era realmente desconfortável ficar ali.
Brigar com ele ou não brigar, eis a questão.
Respirei fundo e olhei para os lados. A cagada já havia sido feita, não teria como piorar muito mais, porque é claro que tem como piorar. Ele já havia visto o meu rosto e me atacado, e agora estava "calmo", então, não há muito mais no que se pensar.
Olhei para Deadpool de novo, já clareando minhas ideias e pensamentos para formular alguma resposta, mas agora ele não estava completamente estático, ele estava mexendo sua cabeça e sussurrando.
Como se não pudesse ficar um pouco mais estranho. Ótimo.
— Não é muito legal você atacar uma pessoa... logo depois de beijá-la, sabe! — comentei elevando meu tom de voz, na esperança de fazer com que Wade estagnasse seu diálogo, ou monólogo, tanto faz.
— Eu acho que ele falou com comigo, dá para dar um tempo? — Wade fala, olhando para o chão. — Eu já resolvo isso, okay?! — Deadpool termina essa frase e levanta seu rosto, olhando para mim. — O que você disse?
Reviro os olhos e suspiro.
— Eu disse que você é um babaca idiota e que eu te odeio! — respondi ríspido.
Peter Parker, você adora mentir, não é mesmo?
— Eu duvido disso, se me odiasse, não teria me beijado. — Wade sorriu malicioso, o que me fez ficar aturdido e confuso.
Ele me beijou, me atacou, ficou discutindo com ele mesmo, e agora age como se estivéssemos completamente bem?
Fiz a maior expressão de que porra está acontecendo aqui? que eu podia fazer, abrindo minha boca em formato de O e balançando levemente minha cabeça para os lados.
— Eu te odeio... — murmurei completamente confuso.
— Você já disse isso, e sabe que é mentira. — Deadpool deu mais um sorriso e começou a se aproximar de mim. — Porra, quando você estava com o uniforme, você era tipo, o meu sonho sabe, mas agora eu vejo que você é ainda melhor, porque né, você é gato para caralho! Eu quero muito mais agora foder você, como diria o Capitão, eu poderia fazer isso dia todo. Todos os dias, em todas as posições possíveis. Na verdade, eu queria matar o Parker sim, mas achava ele bem comível também, e eu achava o Aranha muito comível, e agora eu descubro que vocês são a mesma pessoas, quer dizer que transforma você em extremamente comível.
Graças ao meu corpo totalmente humano e ridículo, sinto que minhas bochechas já começavam a corar de vergonha, o que me irrita ainda mais. É claro que eu havia ficado encabulado com o que Wade havia dito, mas não precisava demonstrar isso!
Sim, eu estava completamente abismado e ainda confuso, sem dizer ultrajado com o que Wade disse, tudo bem que eu até me senti um pouco bem com o que ele falou, mas a forma como ele expressou isso havia sido bem ofensiva.
— Será que você consegue ser mais idiota ainda?
— Você não faz nem ideia, Spidey. — Wade torna a sorrir novamente, mas agora seu sorriso carrega algo que me dá até um pouco de medo. — Mas, infelizmente, fodas, fodas, negócios à parte, sabia que me ofereceram dez milhões só para matar você? Cara, eu não sei o que você fez, mas deve ter fodido bonito a vida de alguém.
— É, eu costumo fazer muito isso...— murmuro mais para mim, começando a andar com passos lentos para trás, a mesma medida que Wade andava até mim.
— É realmente uma pena, eu queria realmente foder você, mas pensando bem, dá para fazer isso com você já morto também...
— Ai, porra, por que você disse isso? — fecho meus olhos e balanço minha cabeça, aquela ideia havia entrado em meu cérebro e me oferecido uma horrível imagem, que eu realmente não queria nunca ter imaginado. — Eu sei que você é meio louco, mas eu agradeceria se não dissesse tanto coisas desse tipo!
— Okay, eu estou procrastinando. Eu não queria, Spidey, mas se tem algo que eu gosto mais do que uma foda, essa coisa é dinheiro. — mal termina de dizer isso e já investe sua katana em minha direção.
Em minha defesa, eu estava confuso e um pouco assustado, então dependi por completo do meu sentido aranha, mas, como todos sabem, principalmente sem a máscara, eu sou Peter Parker, e sorte não era algo que acontecia em minha vida. Movi meu corpo rapidamente para trás, batendo com força no parapeito do prédio.
Idiota!
Agarrei com as mãos o parapeito, que era da altura da minha cintura, e virei a parte de cima do meu corpo para a esquerda. Também devo ressaltar que fechei meus olhos com força e abaixei minha cabeça, o que doeu para caralho devido ao movimento do meu pescoço.
Fiz tudo isso ao som da lâmina de Deadpool cortando o ar, pude senti-la passando rente ao lado do meu corpo, mas para minha surpresa — e sorte? Ela se alojou no concreto do parapeito ao meu lado.
Só quando a katana ficou presa ao meu lado eu relaxei, e então percebi o quanto apavorado e receoso estava. Meu coração estava a mil, e minha respiração agora era corrida, pelo fato de eu ter segurado o ar nos momentos anteriores.
Fui abrindo meus olhos devagar, correndo meu olhar pelo chão, pelo corpo de Wade, até finalmente chegar em sua máscara, que ainda permanecia erguida. Ele não estava mais sorrindo, parecia assustadoramente sério, na verdade. Suas duas mãos estavam ao redor da katana, que agora tinha sua lâmina alojada no parapeito.
— Eu não... quero. — sussurrou baixo.
— Então não faça... Eu iria ser eternamente grato. — comentei, ainda meio estático. Não que eu fosse me render fácil, mas, ser perseguido até ser morto por um ser imortal com regeneração não me parecia algo legal.
Wade largou a katana e suspirou, dando uma pequena volta pelo terraço, e depois voltando a parar em minha frente.
— O que eu faço? Não, eu não posso e nem quero fazer isso. Nem comecem a gritar como antes, não vou ouvir, matar não é a solução para tudo, só para muitas coisas! — olho para Wade, que estava ocupado com sua discussão e começo a me arrumar devagar, ficando ereto novamente, e soltando o parapeito. — Tá, tá, mas o que eu faço?
— Deixe o garoto viver...— digo e recebo a atenção de Wade.
Sinto meu rosto avermelhar novamente, tudo pelo fato de Wade estar me encarando agora. Sinto seu olhar queimar minha pele, como se ele analisasse cada centímetro de mim.
— Então, Peter Parker... Nome legal esse, quase tão legal quanto o seu corpo.
— An, obrigado... — agradeço, mas sem estar totalmente lisonjeado com o comentário.
— Caralho, você tem que concordar comigo, isso é muito informação para processar, você é o fotógrafo que eu quero matar, e é o herói que eu quero comer também, não sei como reagir a isso. Eu deveria te matar, ou aproveitar que estou vendo seu rosto, e você está todo perdido, para beijar você, e quem sabe, né... te foder. — Deadpool falava rápido e, mesmo que parecesse que ele estava perguntando algo, na verdade ele estava em um verdadeiro monólogo grosseiro. — Okay, tive uma ótima ideia. A gente transa e eu deixo você viver! Parece muito bom, nada complexo e bem fácil de entender.
— Eu não vou transar com você! — exclamo indignado, vendo Deadpool começar a se aproximar de novo. — Quem você acha que eu sou? Uma aranha qualquer que fica dando em cima de prédios para qualquer um?
— Primeiro, eu não sou qualquer um, segundo, se você faz questão, eu levo você até um motel cinco estrelas, mas saiba que eu vou achar você muito esnobe e fresco depois disso. — Wade aproxima-se ainda mais de mim, mas eu não desvio, apenas colo meu corpo novamente ao parapeito.
— Acho que você não entendeu muito bem, EU NÃO VOU PARA A CAMA COM VOCÊ!
— Pode ser no chão, ou em um balcão, cadeira, sofá...
— EU NÃO VOU TRANSAR COM VOCÊ, DEADPOOL!
— E isso é tipo um talvez?
— Isso é tipo um eu vou matar você se você não se afastar!
— Eu adoraria ver você tentar fazer isso. — disse dando uma risada depois, bufei irritado.
— Okay, agora você já sabe quem sou eu, a gente já se beijou, dá para eu ir embora?
— Tá brincando? Agora eu já sei que você é fodidamente lindo e que beija muito bem, óbvio que não vou deixar você ir embora. E outra coisa, sobre a gente transar...
— Cala a boca! Eu não vou transar com você, deu!
— Mas você me beijou...
— Você é que me beijou!
— Não, não, não, não... — Wade balançou sua cabeça negativamente e se aproximou mais, quase colando seu corpo ao meu. Eu já estava me fundindo com o parapeito, quase sentando nele também. — Você é que veio aqui, me prensou na parede... — Deadpool disse isso e me apertou contra o parapeito, pressionando seu corpo de encontro ao meu, e logo depois apoiando suas mãos no parapeito, uma de cada lado do meu corpo. — E praticamente me implorou para eu beijá-lo.
— E-eu não me lembro, d-disso... — porra, péssima hora para gaguejar, Parker!
— Pois eu me lembro muito bem disso, e vou lembrar para o resto da minha vida. — sussurrou a última parte, com seu rosto próximo ao meu.
Eu sei que havia acontecido uma droga de confusão, mas era complicado raciocinar com o corpo de Wade colado ao meu, emanando calor e desejo. Eu já tinha uma bela noção de como era ótimo o beijo dele, e isso não melhorava para o meu lado são.
E os nossos uniformes eram tão finos, finos a ponto de eu achar que Wade poderia sentir a minha pele caso se aproximasse mais, e esfregasse seu corpo no meu.
No momento em que nossos lábios iriam se encontrar, uma silhueta pareceu nascer do chão, voando para cima, enquanto deixava seu corpo ficar a mostra, sem o prédio para atrapalhar a visão.
Olhei a abismado para aquilo, dando uma leve empurrada para o lado em Wade, permitindo que eu visse bem aquilo.
O que quer que fosse aquilo, voou para o alto e em certo momento parou, abrindo e alongando duas asas enormes, fazendo sua silhueta se tornar algo surpreendente e primoroso no céu.
Se Wade disse qualquer coisa à minha pessoa no tempo em que eu estava olhando para aquilo, foi em vão, eu não conseguia mais prestar atenção em nada.
Mas meu deslumbro cessou quando o ser começou a voar em nossa direção, permitindo posteriormente, que a luz ali presente, o brilho da lua, e a aproximação, expusessem suas características verdadeiras.
Era um homem, um homem um tanto velho, com poucos resquícios de cabelos grisalhos preenchendo sua cabeça. Suas feições eram sérias, seu rosto possuía incontáveis rugas e em seu olhar, mesmo com suas expressões não tão duras, trazia um quê de raiva e insanidade.
O homem parecia ser idoso e frágil, com um corpo nada robusto e amedrontador, mas ele se movia com precisão, e seus braços sustentavam suas duas assas, movendo-as.
As asas eram algo a ser admirado, eram enormes e negras, sua cor escura só deixava tudo mais sinistro. Mas suas particularidades, elas as deixavam até lindas. As asas negras possuíam detalhes em verde escuro, e realmente pareciam penas de verdade, penas peculiares, mas reais.
O resto do seu corpo era tapado por um uniforme também preto e verde, poderia ser engraçado, se não fosse tão assustador. Em vez de cômico, a roupa carregava um tom sério e sombrio. Tudo isso junto dava a visão mais assustadora e estranha que eu já tinha visto.
Enquanto eu permanecia atônito encarando aquilo, o velho chegava cada vez mais perto, até que deu um voo rasante em nossa direção. Apenas senti duas mãos me agarrarem e puxarem para o chão, depois senti meu corpo colidindo duramente com o concreto.
Olhei para o lado e Deadpool também estava no chão, mas não me permiti ficar dando uma de trouxa de novo, rapidamente levantei-me e olhei para trás. O homem agora planava no céu, batendo levemente suas grandes asas, rindo como um maníaco. O homem mexia aquelas asas de forma estranha e dissonante, e agora que ele estava relativamente perto, eu podia ouvir um zumbido irritante emanando dele.
— Aproveite bem a diversão, Homem-Aranha, seus dias estão contados! — exclamou, dando um grande sorriso, mas mantendo sua testa franzida, como se estivesse com raiva.
Logo depois de dizer isso, o homem para de bater suas asas e deixa seu corpo cair. Vou até o parapeito e olho para baixo, bem a tempo de ver ele emergindo. Seu corpo e suas asas passaram rentes ao prédio enquanto subiam, quando ele ganhou uma grande altitude, abriu suas asas, parando dramaticamente no ar, e depois voou para longe.
— Puta que pariu... A gente não vê uma coisa dessas todo dia, ein. Apesar de eu já ter visto coisas bizarras para caralho! — ouvi a voz de Wade e me virei para ele, vendo ele me encarar logo depois.
E foi ai que eu percebi.
— Porra! Caralho! Não... — fechei meus olhos e botei minhas mãos em meu rosto, apertando elas contra minha face e dando um pequeno grito de raiva.
Eu estava sem máscara!
— Que foi? — ouvi Deadpool perguntar, mas ignorei.
— Eu não sei por que eu não coloco a foto do meu rosto nos jornais e estampo ela em revistas e prédios também, já que todo mundo já sabe quem eu sou mesmo. — reclamo irritado retirando minhas mãos do meu rosto. Olho pelo terraço e procuro minha máscara.
— Ata, seu rosto, entendi. Porra, eu não queria ser você, aquele cara parece velho, mas aquelas asas são sinistras, eu não faço ideia do que ele pode fazer, mas não parece que ele quer e pode fazer carinho em você com aquele treco. Boa sorte. — encaro Wade sério, desejando que eu pudesse explodir seu cérebro usando o poder da mente, como Sheldon havia tentado fazer em The Big Bang Theory, mas, como ele, infelizmente não obtive sucesso.¹
— Cala a boca, por favor. — peço e encontro minha máscara no chão, abaixo-me e a pego.
— Já que você pediu com jeitinho. — Wade diz irônico. — Olha, aquele velhaco estragou o clima, então eu vou deixar você hoje, e a gente se resolve amanhã, okay?! — enquanto seguro minha máscara, encaro Wade, que vem em minha direção. — Só mais uma coisinha, você pode me emprestar um desses seus lançadores de teias maneiros? Eu não estou muito a fim de andar, sabe, e acho que mereço.
— Você é realmente ridículo às vezes. — digo apenas.
— E isso quer dizer: é óbvio que sim, meu amor?!
— Tchau, Wade. — falo e começo a por minha máscara, mas sou impedido por Deadpool, que segura meu braço.
— Por favor, Petey, eu devolvo amanhã, eu prometo.
— Petey? — franzo minha testa e encaro Wade.
— Bem fofo, não é?! Eu tenho um certo dom para dar apelidos, um dom invejado pelo Logan, se quer saber.
— Tá, qualquer coisa, só me solta e mantenha distância. Eu não preciso que mais algum vilão apareça agora, veja meu rosto e ache que eu sou gay.
— Mas você é.
— Beijar você não me faz gay.
— Mas o resto sim, meu amor. — bufo e tento puxar meu braço, mas Wade mantêm firme. — Por favor.
— Não.
— Por favor.
— Não. — eu sentia que explodiria de irritação a qualquer momento, mas em vez de parar, Wade se aproximou mais ainda de mim, empurrando-me em direção à parede.
Quando o meu corpo encostou-se no concreto, Wade aproximou mais seu rosto do meu. Eu queria empurrá-lo e ficar mais irritado, mas só consegui suspirar e entreabrir minha boca.
— Por favor, Petey... — murmurou e logo depois me beijou, pressionando meu braço direito na parede, e mantendo meu corpo preso com suas pernas, enquanto sua mão direita passeava pelo meu braço esquerdo.
Sua língua adentrou quase de imediato em minha boca, e eu desarmei meu corpo quase que por completo quando ele fez isso. Contra a minha vontade, para ser claro. Eu queria me manter são, mas eu não podia negar que o beijo de Wade era viciante e uma bela distração.
Eu já imaginava bem o que ele faria, mas eu não podia negar que queria mais um beijo, então não foi novidade quando sua mão começou a adentrar em meu uniforme, esfregando o tecido da sua luva na pele do meu pulso esquerdo.
— Não faz isso... – murmurei entre o beijo, sentindo Wade sorrir.
— Eu já fiz. – Wade tira o meu lançador, pondo rapidamente em seu pulso. Tento puxar seu braço, mas já era tarde demais.
Wade se afasta do meu corpo, já deixando ele com desejo novamente. Abro meus olhos a tempo de ver Deadpool por sua máscara, tampando seu sorrisinho irritante. Vejo ale ajeitar a manga do uniforme, ir para a ponta do prédio, pegar sua katana, sem esforço algum — devo ressaltar — e depois subir no parapeito, de frente para mim.
— Amanhã a gente se vê, amorzinho! — exclama e logo depois se joga.
Sozinho no terraço, reviro meus olhos e suspiro. Olho para máscara em minha mão e tento recapitular o que havia acontecido. Todavia, toda a situação havia sido muito confusa.
— Eu acho que... Foi uma boa reação... – coloco minha máscara e a ajeito bem, já sentindo saudade do vento fresquinho que batia em meu rosto quando eu estava sem ela. – Podia ter sido pior, afinal...
Pior do que pura confusão, o roubo de um lançador de teia e ainda um corte em meu pescoço. Toco novamente o machucado, agora por cima da máscara, e sinto a mesma dor. Faço uma careta e dou uma última arrumada na máscara, tendo cuidado com o ferimento.
Aproveito também para ajeitar a manga do meu uniforme, praguejando baixo, tanto por causa de Wade, quanto por causa de eu ter sido tão trouxa hoje. Depois de terminar, começo a me dirigir para perto do parapeito, para finalmente poder ir para casa, mas antes que eu chegue ao meu propósito, meu olhar é capturado por algo no chão.
Paro no lugar onde estou e olho melhor, algo pequeno, semelhante ao um papel preto, permanece jogado no chão, mas o maior detalhe é algo prateado, que refletia um pouco a luz e permitia ser notado de longe.
Abaixo-me e pego o objeto, que se parecia muito com o cartão que eu havia encontrado no quarto de tia May, com exceção de que esse era preto, mas a fonte das palavras era igual. Analisei-o dos dois lados, e me arrependi disso muito mais do que de ter deixado Wade tirar minha máscara.
O que estava escrito ali não era uma ameaça aberta e direta, não era uma sentença de morte confirmada, não era um aviso de perigo, não propriamente, pelo menos, entretanto, aquelas palavras foram o suficiente para que um mal-estar se apoderasse completamente do meu corpo, fazendo meu coração disparar de uma forma dolorida, e lembranças se apoderarem da minha cabeça.
Lembrar o aparecimento do homem estranho, e pensar que aquele cartão não estava ali antes e nem fora deixado sem querer ali, só deixava as coisas ainda piores.
Mesmo sem coragem, reli aquelas palavras.
Indústrias Oscorp
Venha nos fazer uma visita!
O horror visível tem menos poder sobre a alma do que o horror imaginado.
(William Shakespeare)
Fale com o autor