Não Podemos Saber Tudo
10 Uma Dor Suportável
Notas iniciais
Atrasada como sempre né minha gente! Sou muito grata pela paciência de vocês, viu?
Então gente vocês sabia que HTTYD2 ganhou o globo de ouro de melhor animação? Eu fiquei feliz demais, vocês não tem noção do berro que eu soltei aqui em casa kkk Ganhou de Operação Bighero ( merecido na verdade), não me levem a mal, AMEI operação bighero, é perfeito demais, mas cá entre nós HTTYD2 é MUITO melhor.
Então gente desculpa a enrolação espero que gostem.
P.S.: Ta aí o hiccstrid que vocês pediram tanto.
P.S 2.: Leiam as notas finais
Quando acordei a primeira coisa que vi foram dois pares de olhos verdes, preocupados, olhando para mim. Um par de um tom mais amarelado e brilhante o outro levemente mais escuro, da cor que ficam as folhas das árvores na primavera.
A dor na lateral do meu corpo era insuportável e fazia meus olhos lacrimejarem, mas eu estava viva, né? Mas além da dor também sentia uma ardência sufocante, como se tivessem injetado ácido de Transformasa no meu tronco.– Astrid? — chamou o dono dos olhos verdes, Soluço. Sua voz carregada de preocupação doía mais que a minha ferida.– O... Ai... Oi. — murmurei, falar só me agoniava ainda mais. Meu namorado agarrou minha cabeça entre as mãos e me beijou com força.– Deuses, Astrid! Nós quase tivemos um troço! — falou a garota dos olhos amarelados, Verena.– O q... Argh! Isso dói mui...To! O que aconteceu? — me esforcei para perguntar.– Amor, você precisa descansar agora... — começou Soluço, o seu tom de voz estava me matando, eu o interrompi:–Contem, por favor. — sussurrei.– Um soldado de Drago atirou em você quando estávamos voltando, não tínhamos visto ele no meio das nuvens! Só que, a ponta da flecha estava embebida em veneno de Transformasa. -Viu? Nessa parte eu acertei.- E você caiu de Tempestade, Soluço e Banguela pegaram você segundos antes de atingir o mar. Te trouxemos para a Anciã bem a tempo, se tivéssemos demorado mais algum segundos você não teria tido nenhuma chan... — minha cunhada se interrompeu quando percebeu a expressão do irmão. — Você tem muita sorte na verdade, a flecha não atingiu nenhum órgão vital, ah e você ficou desacordada por três horas. — Uou!– A Anciã não sabia preparar o remédio na verdade, e olha que ela sabe de tudo! Na teoria, né... Mas Graças aos Deuses Verena soube prepará-lo em segundos.- falou Soluço.– Sério? Obrigada. — olhei agradecida para Verena.– Que nada! Fiz um biquinho de Curandeira em Osman Lambert. — disse e sorriu. — Você acha mesmo que eu ia deixar minha mais nova e super legal cunhada ir assim? – Você é demais Vere. — falei.– Eu sei! Brincadeira. — eu ri, doeu muito, mas uma dor um pouco mais suportável.– Agora você tem que repousar, e se ameaçar sair daí juro que te amarro na cama. — falou Soluço, só então percebi que estava no meu quarto.– E eu ajudo! Sou ótima com nós cegos! — apoiou Verena dando uma piscadinha.– Como se eu conseguisse sair daqui tão cedo. — também reparei que havia uma atadura envolvendo minha cintura.– Está tão mal assim? Ai, Astrid... — ia dizendo meu namorado.– Para com isso, Soluço! Eu estou bem tá? Sem drama! Podia ter sido bem pior, ok? – Tá tá tá! — cede ele suspirando em seguida. — Estou feliz que esteja bem, não sei o que eu faria sem você.– Também não sei o que eu faria sem você.– Tudo bem vocês são muito fofos e tal, mas assim não dá, estou quase vomitando aqui! — interrompeu Verena nos fazendo rir, como sempre. Alguém bateu na porta e uma cabeça morena surgiu na porta, acompanhada de olhos castanhos.– Oi! O pessoal está desesperado lá em baixo querendo saber como a Astrid tá, e me mandaram vir perguntar... — falou Naldo.– Eu estou bem Naldo, pode falar para eles não se preocuparem, tá? — falei.– Ah você já acordou, que bom! Vou falar para eles... — Naldo fez menção de sair.– Espera, Naldo. Vou com você. — falou Verena se levantando, Naldo sorriu e ela devolveu o sorriso. — Sem exageros vocês dois! Astrid ainda está bem machucada viu! — ela exclamou.– Verena! — ralhou Soluço. A garota soltou uma gargalhada alta, muito parecida com a da mãe, e saiu, com a mão de Naldo em sua cintura. Soluço se levantou da cadeira onde se encontrava e se sentou ao meu lado na cama, apoiei a cabeça em seu ombro.– Acho que você não podia querer uma irmã melhor. — falei.– Tem razão, pena não ter conhecido ela antes. — sorriu. — Eu fiquei muito preocupado mesmo, Astrid, promete para mim que não vai mais me assustar assim?– Eu prometo que vou me esforçar.– Astrid!– Que foi? Não vou prometer algo que eu talvez não possa cumprir, oras. Qualquer coisa que fazemos é uma situação de risco, você sempre confiou em mim, porque agora seria diferente.– Eu confio em você, só não quero que isso aconteça de novo.– Não vai acontecer.– Promete?– Prometo. Da próxima vez eu vejo se consigo fazer com que a flecha atinja minha perna, braço ou algo assim.– Acho que Verena está influenciando demais no seu humor.– E isso é ruim?– Não, um pouco mais de alegria não faz mal a ninguém.– É. Ele passou o braço pelos meus ombros e me trouxe junto para si. Beijou minha testa, em seguida minha bochecha e finalmente os meus lábios. Um beijo doce e demorado, foi bom estarmos juntos sem ninguém por perto, não temos tido muito tempo a sós ultimamente. Eu passei os braços ao redor do seu pescoço, o movimento causou uma pontada de dor, mas não me importei. Ele ameaçou tocar na minha cintura, mas acho que se lembrou da ferida, então decidiu passar as mãos pelo meu cabelo. Beijei-o com mais intensidade e ele retribuiu, os pequenos fios de barba que teimavam em aparecer no seu rosto arranhavam levemente minha pele, seus lábios retomaram minha bochecha e depois meu pescoço.
Sempre que fico com ele tudo o mais deixa de importar, Drago, os ataques, é uma sensação boa demais para ser descrita, como se os problemas não existissem, como se fosse apenas só nós dois juntos como um só, e o fogo ardendo no meu peito pedindo apenas mais disso. Nos beijamos mais um pouco até perdermos completamente o fôlego.– Verena, falou que você não tomou café da manhã, deve estar morrendo de fome. – Soluço quebrou o silêncio.– Na verdade estou sim.– Vou buscar alguma coisa para você comer, frango? – sugeriu, dirigi-lhe um sorriso. – Tal dragão tal dona. – falou meu namorado revirando os olhos.– Soluço...- chamei antes de ele fechar a porta.– Sim?– Eu te amo demais.– Eu te amo mais. – respondeu. Abri a boca para retrucar mas ele me interrompeu:– Não discuta! – Ele saiu com o sorriso nos lábios, fazendo-me sorrir por um bom tempo também. Muitas coisas acabam se mostrando valer a pena quando se ama alguém, e eu acho que estou no caminho certo.
Notas finais
Gente não se preocupem tá eu JAMAIS, em hipótese alguma, mataria a Astrid, tá? NUNCA
Bem o que eu queria dizer mesmo é na verdade um aviso. Meus amores, não criem expectativas para nenhum hot hiccstrid, ok? Eu não irei escrever cenas pesadas nem muito "calientes" digamos assim. Além de eu não ser boa em escrever esse tipo de texto, não gosto muito de aplica-lo a esse casal especificamente, por pertencer à um desenho cujo público alvo são crianças, tá bom?
Desculpe se vocês esperavam algo mais hot, mas não vai rolar mesmo.
Deixem seus reviews, adoro vocês demais!
Bjs
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