Notas iniciais
OIIII amores, ficou curtinho desculpa, é que agora tenho semana de provas e to estudando então não tenho tido muito tempo para escrever, juro que o próximo vai ser maior, tá? Desculpem mesmo Espero que gostem

Observei aqueles brilhantes, um tanto amarelados e severos, aqueles não eram os olhos de meu namorado, muito menos aquela mão que se erguia para mim, observei-a se aproximando, a minha cabeça processava tudo em câmera lenta, mas, há milimetros de meu rosto, ela parou, sem me tocar.
Soluço desabou com tudo, apagou de repente. Me ajoelhei ao lado de seu corpo inerte, ele respirava, havia apenas desmaiado, graças aos deuses. Tentei despertá-lo, ele não reagia Verena colocou-se ao meu lado e pos a mão sobre a garganta do irmão, por um segundo, pensei que ela iria esganá-lo, mas ela apenas tocou seu pescoço. Uma luz dourada fraca começou a ser emitida, como se viesse de dentro da garganta de meu namorado. Verena se assustou e retirou a mão rapidamente, automaticamente a luz se apagou.
– O que é isso, Verena? — perguntei.
– Eu... eu não sei... — a garota sua mão contra o peito. — Nunca vi isso aconter...
– Então, como fez? — questionei.
– Eu nunca fiz isso, só senti que devia fazer, tive uma sensação estranha...
Senti algo se movimentar perto do meu joelho, Soluço estava se mexendo. Suas pálpebras começaram a oscilar e seus olhos foram se abrindo lentamente. Eles não tinham mais aquele brilho insano, muito menos o tom amarelado, estavam verdes e lindos, como o de costume.
– Ué? Eu desmaiei? — perguntou meu namorado.
– Vo... você não se lembra do que aconteceu? — perguntei, meus olhos lacrimejavam e meus reflexos fizeram eu me afastar um pouco dele ao falar.
– Eu não, por que você está falando assim, Astrid? Tá tudo bem? — ele ergueu a mão lentamente, para tocar meu rosto, eu recuei.
– Astrid, o que houve? — ele perguntou novamente.
– Soluço, acho que devemos conversar bastante sobre o que aconteceu... — disse Verena.


***


– Deuses, eu não fiz isso! — Soluço apoiou a cabeça nas mãos. Eu mantinha os braços sobre o peito, olhava para o chão, não queria encará-lo naquele momento.
– Sim Soluço, por mais impossível que seja de acreditar, você fez isso... — Verena falou.
– Não era eu! Eu... eu, nunca faria isso em um bilhão de anos!
– Era você, mas só fisicamente, bem, pelo menos é o que eu acho... — disse sua irmã.
– Como assim?
– Você não estava agindo conscientemente, alguma energia estava controlando seus movimentos, eu consegui senti-la quando o toquei. — a garota explicou, levantei a cabeça.
– Aquela luz... — comentei.
– Sim, creio que seja algum feitiço, algo do gênero. Alguma força estava te controlando como uma marionete. Já ouvi falar em magias to tipo, hipnose, dominio cerebral, mas a forma de manifestação dessa é novidade. Não costuma funcionar assim, bem, a pessoa que domina o feitiço, normalmente, precisa estar bem próxima da vítima para controlá-la. E, obviamente, nenhum de nós é capaz de lançar algo assim, e mesmo se fosse, não o faria. E não havia ninguém além da gente aqui.
– Mas quem foi então? — perguntei.
– Eu tenho uma suspeita...


***


– Depois de Erick você não teve mais nenhum namorado? — Alvina me perguntou.
– Não. — respondi, simplesmente.
– Ah. Mas você deve estar gostando de algum garoto daqui... — ela fez aquela carinha de malícia.
– Não, sério. O pessoal daqui é bem legal, não me entenda mal, mas eles são meio malucos. — eu ri. — Bem, tem o Perna-de-Peixe, ele é todo tímido, é querido e inteligente, mas não falo com ele quase, o Cabeça Dura é um completo psicopata, ele e a irmã, Cabeça Quente, são muito doidões não levam nada a sério. E tem o Melequento... — ao pensar no garoto dei uma gargalhada alta. — Ele é engraçado, com certeza, quando botar os olhos em você vai vir dar em cima, é o jeito dele, exibido e atirado, mas é todo atrapalhado.
– O tal do Soluço é namorado daquela menina loira?
– A Astrid, sim eles namoram.
– É, da pra ver no jeito que eles se olham — ela soltou uma risadinha.
– E você? Tem namorado? — perguntei.
– Bem, digamos que eu não nasci para ter namorado, não levo muito jeito com garotos — ela riu. Eu sorri de volta.
– Entendo perfeitamente. — um silêncio calmo permaneceu entre nós durante um tempo, até eu mudar de assunto.
– O que fez você querer montar no seu dragão?
– Quando eu era criança, uns onze anos, por aí, circulavam muitos boatos pelas redondezas, sobre um cavaleiro de dragões mascarado, que voava por aí sobre suas feras majestosos. E na cabeça de uma criança, isso era mais do que absolutamente incrivel! Então mantive essa ideia de voar por um longo tempo até, ocasionalmente, encontrar meu dragão no bosque. Ele era muito filhote para ser montado, então cuidei dele escondida, o alimentei até ele crescer o suficiente para eu poder subir, depois de muitas quedas acabei pegando o jeito. E me senti livre pela primeira vez...

Notas finais
Comentem please