Não Mexa Com O Clássico.
2 Quando as coisas se desajeitaram.
Notas iniciais
Luiza- Eu vou ver a bebê.
Souza- Não precisa se preocupar, ela está bem.
Luiza- Mesmo assim. Não confio em ninguém para tomar conta da nossa filha, além de você é claro.
Souza- Tá bom. Eu vou cuidar das coisas aqui. Mas não se estresse ninguém vai nos descobrir.
Luiza- Eu não estou estressada, eu só estou preocupada.
Ela pegou a coroa que havia caído no chão e foi andando com passos de raiva no chão.
“Como ele não se preocupa com a própria filha?” Pensou. Ela deve estar chorando.
Entrou no quarto com bastante cuidado e foi até o berço. Sua filhinha adormecida ali permanecia. Sem choro, só dormindo. Um anjo. A rainha se encostou ao berço sem acordar a menina.
- Rainha. A senhora tem que ir deitar. Está tarde.
Luiza- Obrigada por me avisar, mas eu ficarei aqui pela noite.
- Mas majestade, a senhoria tem que ir deitar. São as regras.
Luiza- Quem inventou essas regras? É uma inutilidade!
- Foi o rei. Hahaha, caham! Quero dizer, vá deitar.
Luiza- Posso leva-la comigo?
- Infelizmente não. Ela tem que descansar. E a senhora também.
Luiza- Mas eu quero ficar cuidando da minha filha.
- A majestade é muito teimosa. Vamos logo! Toca a deitar.
Luiza- Me deixa aqui.
- Vá!
Luiza- Está bem, hoje eu faço o gosto do senhor.
Quando ela saiu e foi para o seu quarto, os guardas que ali estavam, começaram a falar:
- Como aquele rei aguenta essa princesa?
- Ela parece um leão. Precisa de alguém experiente para acalmar essa fera.
- Ela precisa se comportar mais como uma rainha.
- Nessa terra mágica tudo é diferente. Temos algumas coisas meio “avançadas”.
- É mesmo. Já ouviu falar do violão?
- O rei inventou? Esse violão é novo.
- O rei disse que ainda não sabe usar.
- Inconcebível! Quando alguém cria uma coisa, tem que saber usar.
- Vamos ficar quietos. A rainha pode acordar e ficar teimosa de novo.
- É mesmo, ninguém merece.
A rainha estava acordada, escutando o desaforo dos guardas. “Ingratos, meu rei faz tudo por eles e eles ficam zombando de nós dois”. Ela tem coragem para ir lá e bater nos guardas até eles se desculparem, mas resolveu se acalmar. Além disso, ser chamada de “leão” é melhor do que “assassina”.
Trocou de roupa e colocou uma de dormir. Deitou na sua cama e pensou, “por que o meu príncipe está sempre ausente?”. Talvez ele saísse por que havia problemas no “mundo dos brutos”. Mas será que os “brutos” não soubessem amar? Ou talvez seja só outra desculpa para nós não sairmos.
Ela adormeceu rápido. Sem jeito de fazer outras coisas era a única coisa para se fazer. Acordou sem disposição. Percebeu que ainda era de madrugada. Abriu os olhos e viu seu príncipe se vestindo. “Ele ia sair? De novo?”
Luiza- Você vai sair?
Souza- Acordou meu amor?
Luiza- Me responda primeiro.
Souza- É que houve um problema no...
Luiza- No mundo dos brutos? Eu posso ir junto?
Souza- Não, tenho que ir sozinho.
Luiza- Posso te fazer uma pergunta?
Souza- Claro amor.
Luiza- Existem... Mulheres nesse mundo?
Souza- Érr... Existem.
Luiza- E você conhece alguma?
Souza- Não, você não confia em mim?
Luiza- Confio, mas...
Souza- Mas? Mas o que?
Luiza- Você nunca me deixou ir ao mundo desses brutos.
Souza- Mas...
Luiza- Mas? Mas o que?
Souza- Lá não é um lugar para rainhas.
Luiza- E onde eu deveria estar? Diga-me.
Souza- Você deve ficar aqui. Por favor, eu não gosto quando a gente briga.
Luiza- Acontece meu bem, que você sempre fica ausente. Tenho medo de ficar sozinha.
Souza- Me desculpe por estar sempre ausente. Mas é que eu preciso entenda...
Luiza- VAI LOGO! DEIXA-ME.
Souza- Por favor, entenda.
Ele saiu e deixou-a sozinha com suas lágrimas só para ela. Por que ela sempre briga com ele? Provavelmente por causa da teimosia dela. Ou talvez ele sempre estivesse ausente e ela precisasse de atenção. Tanto faz, conta à história que ela continuou chorando até ficar de manhã.
Uma das suas súditas entrou e viu ela naquele estado. Ela largou a bandeja de café no chão e correu para ajuda-la. Ela ainda estava chorando.
- Minha rainha. O que aconteceu?
Luiza- Eu ele...
- Calma, está tudo bem agora. Eu sei que o rei nunca está com você. Calma.
Luiza-Eu estou calma.
- Não você está tendo um ataque.
Luiza- Ele e eu, brigamos.
- Calma isso já é normal.
Luiza- Nós brigarmos?
- Sim, ás vezes eu acordo e escuto vocês conversando. E a propósito, eu te apoio. Eu não quero marido ausente.
Luiza- Snif snif. Você é minha melhor súdita Lili.
Lili- Obrigado majestade, agora vá tomar um banho.
Luiza- Está bem.
Lili- Deixa-me escolher um vestido de seda para a majestade.
Luiza- Claro. Pode escolher.
Limpou o rosto com os punhos e foi ao local. Depois de algum tempo, saiu de lá com os cabelos úmidos e mãos enrugadas. Ela se secou com uma toalha. Viu um vestido rosa bebê na cama. Ela pegou e o vestiu. Ficou perfeitamente perfeito. Os sapatos estavam em cima da cama. Ela pegou e os colocou nos pés delicados.
Saiu do quarto com pose de durona. Mas um coração de geleia. Foi direto para os guardas da entrada do castelo e deu bom dia.
- A senhora está bem?
Luiza- Melhor impossível meu caro.
- É que nós escutamos seu choro.
Luiza- Devem ter confundido de quarto. Eu não chorei.
- É claro, você deve ter suado pelos olhos.
Luiza- Nada de gracinha com a rainha. Vou ver minha filha.
- Pode ir.
Ela foi até o quarto de sua filha e lá estava, Lili cantando para ela. Luiza chegou mais perto para acaricia a cabeça de sua filha.
Lili- Ela é incrível, com Um mês já tem dentinhos.
Luiza- Eu sei, ela já comeu?
Lili- Já. Ela comeu papinha de banana.
Luiza- Nham nham né bebê?
Lili- Ela adora. Mas então? E seu rei?
Luiza- Ele saiu e não ainda não voltou...
Souza- TODOS DA FAMILIA PARA A PASSAGEM SECRETA!!!!!
Luiza- Souza você já voltou?
Souza- Vamos amor. Rápido! Pegue a nossa filha e leve com você.
Luiza- Está bem, eu já vou.
Ela pegou uma cesta e colocou a criança dentro. Pegou o colar que estava na cabeceira e colocou junto na cesta. Pegou também o violão. Pegou o cartão que dizia o nome e idade de sua filha.
Luiza- Vamos!
Ele pegou a mão dela e a levou correndo para o saguão principal. Abriu um quadro que estava na parede. Falou para ela entrar e não olhar para trás. Deu um beijo em sua bochecha e fechou o quadro.
Luiza- Agora somos só eu e você Mônica. Se alguma coisa acontecer com nós duas, você deve se lembrar de mim, se eu te deixar. Mas eu não quero. Não vou te deixar.
Continua
Fale com o autor