Não Me Morda Muito Forte

2 Capítulo 2 - Ele é meu.


Notas iniciais
Então, desculpem a demora eterna. Juro que vou atualizar!

Existem muitas poucas coisas no mundo pelas quais eu agradeço. Uma delas é o fato das banshees não conseguirem olhar através das paredes.

Eu encarei Derek enquanto ele erguia o rosto na direção da voz, podendo ver um vulto se movendo rapidamente pelas frestas da parede falha de madeira. O lobisomem soltou um rosnado alto e gutural, seus olhos brilhando num azul tão frio e sem vida que me fez sentir arrepios. As mãos dele seguraram minha cintura, me jogando para trás como se fosse me proteger do vilão. No caso era uma menina de um metro e meio que gritava alto pra caramba.

Stiles?

─ NÃO ENTRA AQUI! ─ Berrei sem fôlego, tentando recolocar minhas roupas enquanto notava o lobisomem pelado e excitado entrar numa espécie de posição de combate, encarando a porta como se esperasse ela ser arrombada.

─ Sua namorada não vai conseguir te proteger. ─ Ele provocou, seu tom de voz malicioso e presunçoso como sempre.

─ Ela não é minha… Espera, você pensa isso da gente? Ela te disse algo?

STILES? ─ Eu virei meu rosto na direção da voz de Scott. Ótimo, outro lobisomem que pode cheirar sexo. ─ Ele te machucou?

Não… ─ Engoli em seco, encarando as bolas dele pendendo entre as pernas. ─ Mas eu realmente agradeceria se vocês entregassem um par de calças antes de entrar. ─ O silêncio que se formou me deu quase mais medo do que os olhos azuis de Derek.

Quê?

Um par de calças, Scott. Do tipo que impede você de ver o pênis de um lobisomem louco e amaldiçoado pelado porque ele simplesmente decidiu que é nudista a partir de agora.

Ahn… Certo.

Derek olhou para mim com uma sobrancelhas levantada, e em seguida abaixou o olhar para o próprio corpo. Eu realmente queria que ele não tivesse sorrido ao se avaliar, como se gostasse do que ele estava vendo. Ou gostasse do fato de que eu estava vendo também.

─ Eu sempre gostei desse seu lado cômico. ─ Ele murmurou, erguendo as sobrancelhas enquanto se virava e voltava a caminhar na minha direção, voltando a me despir com os olhos.

─ Ahn… SCOTT? ─ Tentei me afastar novamente, correndo para o lado oposto da cabana e pegando o pedaço de pau para me proteger.

MADEIRA, CARALHO.

─ Stiles, eu não costumo andar com um par de calças extras. ─ Encarei o lado de onde a voz vinha, notando que um dos vultos parecia se aproximar da cabana. Ele aproximou o rosto de uma das frestas, e eu pude ver ele arregalando os olhos ao notar toda a cena.

Scott, você realmente precisa entender que o lobisomem em questão está completamente nu e não é uma visão muito agradável.

─ Não? ─ Perguntou Derek, o tom quase decepcionado. Ele colocou uma das mãos sobre o meu peito. Eu fechei os olhos e escutei a parede sendo destroçada ao mesmo tempo em que um grito agudo e o som do ar sendo cortado ocorriam.

Quando reabri os olhos, um Scott lobisomem, uma Lydia aflita e uma Allison que preparava uma flecha avançavam quase que em câmera lenta na direção do lobisomem amaldiçoado que já possuía uma flecha cravada em sua perna. Até que eles notaram o pênis de Derek, e olharam para qualquer outro lugar.

─ Vocês não tem esse direito. ELE É MEU! ─ Berrou Derek, Lydia retirando o casaco que usava e o jogando na direção dele, tentando esconder suas partes íntimas.

─ O tranquilizante não vai durar muito. ─ Anunciou Allison.

Scott assentiu e se aproximou de Derek, dando um soco tão forte que fez com que ele desmaiasse.

Existem poucas coisas mais constrangedoras no mundo do que estar no banco do carona de um conversível com as roupas completamente rasgadas e um chupão no pescoço enquanto um lobisomem amarrado se debatia no porta-malas gritando “Ele é meu!”. Infelizmente eu não consigo me lembrar de qualquer uma dessas coisas para te dar um exemplo.

─ Então ele… Te agarrou? ─ Encarei Lydia, o tom de voz dela um pouco surpreso enquanto os dedos da banshee batiam nervosamente nas laterais do volante. Eu fiquei em silêncio, assistindo as árvores passarem rapidamente pela estrada. ─ Styles, está tudo bem. Nós sabemos que Katianna marcou um alvo nas suas costas, provavelmente Derek está obcecado com você por causa de algum feitiço. Algum link que ela fez entre vocês dois.

─ Eu invoco o meu direito constitucional de ficar calado. ─ Lydia me olhou rapidamente, como se analisasse os rasgos nas minhas vestes e as marcas vermelhas de arranhões que se espalhavam por todo o meu corpo.

Stiles… Ele te tocou?

─ OK. ─ Olhei para trás, encarando o carro de Allison se aproximando e procurando por qualquer sinal de Scott estar prestando atenção na conversa. ─ Acho que realmente precisamos esclarecer o fato de que eu não fui abusado por um lobisomem nessa noite. ─ Respondi de forma séria.

Então ouvi a risada de Derek vindo do porta-malas.

Lydia ergueu as sobrancelhas, pressionando os lábios numa linha fina enquanto entrava na pequena rua da clínica veterinária e estacionava na sua frente. Derek começou a se debater com força no porta-malas. Um Scott meio frustrado apareceu logo em seguida pelo meu lado do carro, coçando abaixo do olho enquanto encarava o porta-malas que tremia violentamente e a voz de Derek surgia extremamente alta.

STILEEEEES!

Scott me encarou.

Eu vou chamar Deaton.

─ Ai.

─ Fica quieto.

─ Ai.

─ Fica quieto, Stiles.

─ Estou tent… AI! ─ Balancei meu braço com força, tentando fazer com que Lydia afastasse a mão dela com as malditas gases imersas em álcool.

Stiles, se eu não limpar isso direito vai infeccionar.

─ Ele vai ficar bem, os cortes não foram muito profundos… ─ Murmurou Deaton enquanto ajudava Scott a passar outra volta de correntes ao redor do corpo de Derek. O lobisomem dormia tranquilamente, mas seria estranho se não dormisse com os dois litros de tranquilizantes que o veterinário injetara nele.

─ Mas nem por isso significa que ele deveria ficar cheio de cicatrizes, ele não é um lobisomem então não pode se curar como o Scott ou o Derek. Ele precisa de cuidados. ─ Ela reclamou, apertando a gaze contra um corte na minha coxa e me fazendo soltar um miado de angústia enquanto me tremia todo.

─ Eu prometo que assim que chegar em casa vou tomar um banho antibactericida e passo pomada, mãe. ─ Lydia me encarou de forma feia, jogando a gaze no lixo e bufando.

Eu desci da mesa, me aproximando de Derek e formando um círculo com os outros ao redor dele. Todos encaravam o rosto inconsciente até que Scott ergueu o olhar para Deaton.

─ Então… Você pode curar ele?

─ Eu não sei. ─ Respondeu o veterinário. ─ Uma maldição não é algo que qualquer um consiga quebrar, ainda mais quando é realizada por alguém tão poderosa quanto Katianna. Sem falar que não sabemos ainda a razão dela estar atrás de Derek ou a fixação dela com Stiles.

─ Então… ─ O olhar de Scott veio até mim.

─ Nós precisamos de um plano.

Notas finais
Goxtou? Comente, quando houverem 5 comentários eu posto o cap 3, se pá.