Nárnia - Um Conto De Terror
4 Parte 4 - Nos Braços de Um Lobo
Notas iniciais
Assim que chegamos à cabana, Caspian se dirigiu ao quarto e se vestiu enquanto eu esperava na sala. Ele voltou vestido apenas com uma calça jeans rasgada no joelho e sem camisa. Percebi que em seu braço esquerdo havia três cortes profundos paralelos feitos provavelmente pelas garras de um dos lobos que o atacou.
– Você tá ferido... –eu disse me aproximando.
– Não foi nada... –ele respondeu em um tom rude e segurando o cotovelo.
– Precisa de ajuda... –o segui enquanto ele andava até a pia.
– Não preciso eu me viro. –disse lavando os cortes com um pano molhado.
Assim que encostou o pano no ferimento, ele gemeu de dor. Depois esticou o braço bom até uma chaleira de água quente e despejou a mesma na pia logo adicionando ervas a mesma. Voltou a lavar o ferimento e pareceu ter dificuldade pra fazer a tarefa, então revirei os olhos e andei até ao seu lado, e meti minhas mãos na pia pegando panos.
– O que tá fazendo Lucia? –ele me encarou com aquela cara de mandão.
– Ajudando você...
– Já disse que não precisa. –ele tentou retirar o pano das minhas mãos.
– Deixa de ser teimoso... –segurei firme entre meus dedos. – Me deixa ajudar, vai ser mais fácil se aceitar minha ajuda.
– To acostumado a cuidar de mim mesmo... –continuou ele me encarando com aquela expressão de ranzinza.
– Foi por minha causa que eles te machucaram, então larga a mão de ser turrão e me deixa ajudar. –o encarei.
Caspian ficou em silencio só me olhando com aqueles olhos castanhos escuros, como se fosse me bater por estar sendo insistente demais, e desobedecendo a suas ordens mais uma vez. Mas eu ignorei e não me deixei influenciar por aquele olhar zangado, e continuei molhando o pedaço de pano na água com ervas. Depois torci o mesmo e levei até o ferimento dele, e ele gemeu pela dor. Segurei firme e disse só pra irritar:
– Não seja chorão... Meu pescoço foi quase dilacerado pelo seu irmão e eu não nem chorei... –eu sorri, mas ele só me lançou aquele olhar turrão.
– Você é muito teimosa garota. –reclamou.
– É eu sou sim! Agora para de reclamar... –voltei a molhar o tecido e o encarei. – E não adianta me olhar com essa cara de lobo mal por que ela não mete medo em ninguém.
Ele resmungou qualquer coisa virando a cara para o outro lado, mas não protestou mais. Depois que limpei o ferimento, ele parou de sangrar, e eu apontei para a poltrona, enquanto secava minhas mãos com outro pano maior.
– Senta ali, eu vou fazer um curativo.
Caspian fez o que eu disse, e se sentou no braço da poltrona enquanto mexia nos cortes e os analisava. Aproximei-me com uma faixa de tecido limpa e seca coberta apenas com algumas ervas secas, e dei um tapa na mão dele.
– Não mexe ou vai sangrar de novo. –ele me lançou aquele olhar zangadinho de novo. – Parece criança.
Envolvi o braço dele com a faixa, fazendo um curativo muito mais bem feito do que o que ele tinha feito no meu pescoço, aliás. Eu estava sentada na poltrona enquanto amarrava com cuidado para não apertar demais, os dois laços do tecido. Caspian manteve seus olhos em mim o tempo todo o que me deixou sem graça. Então ergui o rosto e o encarei dizendo:
– Prontinho!
Ele não disse nada, apenas ficou me olhando com aqueles olhos negros lindos, então passou seu braço ferido para trás das minhas costas e me puxou pela nuca aproximando a boca dele da minha e me beijou. Fechei os olhos sentindo meus pés forçarem o chão abaixo deles para que eu ficasse na altura em que melhor recebesse o beijo. Toquei o peito quente de Caspian com a ponta dos meus dedos tateando toda aquela área. O beijo dele era tão quente, senão mais do que seu corpo, e seus lábios eram macios e ao mesmo tempo firmes e se moviam de forma a dominar totalmente minha boca. Sua língua buscou espaço se entrelaçando com a minha em giros suaves e sensuais. Foi o melhor beijo que eu já tinha dado na minha vida. Não que eu tivesse beijado muitos rapazes, na verdade tirando meu noivo Peter, e agora o próprio Caspian eu só havia beijado um rapaz da minha vila quando tinha quinze anos, e foi horrível. A mão de Caspian que tocava minha nuca se envolveu nos meus cabelos, revirando–os enquanto ele se inclinava na minha direção e tocava minha cintura com a outra mão. Seus dedos me apertaram de uma maneira gostosa, me fazendo sentir um arrepio que passou por toda minha espinha até chegar ao meu pescoço. Acho até que me tremi um pouquinho. Senti os dedos firmes dele invadindo minha roupa, devagar. Caspian tocou meu corpo desde a cintura, deslizando os dedos pela minha barriga, me fazendo erguer-me alguns centímetros do sofá pelo friozinho que senti no estomago, e subiu novamente pela lateral indo em direção aos meus seios. Mas antes de tocar um deles, Caspian me soltou e se afastou logo se levantando como se estivesse tentando se controlar, levando sua mão aos cabelos e passando-a sobre os mesmos.
– Me desculpa... –disse ele. – Eu não sei o que me deu... –disse se virando e me encarando.
– Tudo bem... –por que ele estava se desculpando, eu também queria.
– Não devia ter tocado em você. Eu sinto muito. –ele se afastou rapidamente e andou em direção ao quarto.
– Caspian. –eu levantei e o segui, logo segurando sua mão diante da porta. – Tá tudo bem... Eu quero.
– Eu não posso... –disse me encarando. – Não quero machucar você.
– Não vai... Eu confio em você.
– Não devia... –ele se afasta e ergue a cortina.
Eu passo por ela também, e o vejo diante da cama, de costas com uma das mãos na cintura e a outra provavelmente tocando o queixo, como se estivesse preocupado com o que tinha feito. Andei até ele, e toquei suas costas com a palma de minhas mãos suavemente acariciando-a. Caspian respirou fundo, e virou apenas o rosto para trás. Eu aproximei meus lábios da pele dele e beijei delicadamente mostrando que eu estava desejando-o. Depois envolvi minhas mãos em seu tórax enquanto continuava tocando-o com meus lábios. Ele respirava profundamente de costas para mim, e tocando uma de minhas mãos que agora acariciava seu peito. Então ele se virou bruscamente para mim, me puxando pela mão e ficando colado frente a frente comigo. Caspian segurou meu queixo com sua mão e me olhou nos olhos. Depois me puxou com força pra si e me beijou dessa vez com mais fúria e ardente. Ele envolveu seus braços a redor do meu corpo, e sem demorar, desceu suas mãos até as minhas pernas e me ergueu tomando-me em seus braços quentes e longos. Eu envolvi minhas pernas ao redor da cintura dele enquanto segurava seu rosto com ambas às mãos, então ele andou até a lateral da cama, e caímos sobre ela. Caspian tomou minhas mãos enquanto me olhava nos olhos, e as posicionou nas laterais do meu corpo, de forma que meu corpo ficasse em uma posição de cruz. Ele segurou firmes meus pulsos enquanto trazia seus lábios até meu decote e beijava meus seios. Fechei os olhos e respirei fundo, enquanto já me contorcia embaixo dele, desejando mais. Ele deslizou suas mãos pelos meus braços e os levou rumo a minha cintura, passando pelos meus seios, e depois umbigo. Eu estava vestida com duas peças de roupas, que ele tinha guardada na cabana e deu a mim quando cheguei para que eu me trocasse. Caspian colocou seus dedos por baixo da peça de cima, erguendo a blusa e beijando minha barriga. Ele mordeu ao redor do meu umbigo, e depois a volta de minha cintura o que me fez gemer baixinho. Levei minhas mãos até os cabelos dele e os despenteei com meus dedos. Senti as mãos dele desamarrando as amarras da minha saia, e então ele a retirou devagar. Caspian subiu novamente pra cima de mim, e tirou minha blusa, me deixando com os cotovelos sobre a cama. Ele beijou meu pescoço, enquanto tocava meus seios agora descobertos e mordia o nódulo da minha orelha e puxava-o entre seus dentes me causando uma dor prazerosa.
– Lúcia... –ele sussurrou ao meu ouvido enquanto descia seus dedos em direção ao centro de minhas pernas.
– Caspian... –eu mordi meu lábio inferior e fechei os olhos.
Apertei a nuca dele enquanto ele beijava o canto do meu pescoço e depois minha boca. Sua mão invadiu minha calçinha e acariciou minha região intima com agilidade e suavidade. Ele pressionou seus dedos onde eu mais sentiria prazer e moveu a palma da sua mão sobre ela, me fazendo gemer baixo. Segurei o rosto dele com uma das mãos enquanto ele me beijava e mordia meu lábio. Caspian chupou minha língua me causando uma sensação imediata que se manifestou lá embaixo, entre minhas pernas, quando me senti molhada. Ele introduziu dois dedos na cavidade intima do meu corpo, enquanto seu polegar acariciava meu ponto G. Eu comecei a gemer, e a sentir uma sensação leve no corpo como se ele fosse uma pena pronta para planar sobre a cama. Abri os lábios e fechei os olhos enquanto me agarrava às costas nuas dele. Senti minhas costas sobre o colchão enquanto Caspian me olhava e me estimulava.
– Ah... –eu gemi e abri os olhos. – Eu quero você Caspian... –eu dizia em voz fraca e sussurrada sem conseguir manter minha boca fechada.
Então Caspian retirou minha calçinha e abriu o zíper de seu jeans, enquanto ficava de joelhos entre minhas pernas. Eu me ergui sentando na cama e levei meus dedos até a cintura da calça e disse olhando em seus olhos:
– Deixa... Eu quero fazer. –ele me encarou enquanto respirava fundo e então afastou as mãos, e tocou meu rosto.
Abaixei suas calças deixando-o nu diante dos meus olhos. Depois segurei os quadris dele, e aproximei meus lábios de sua barriga, beijando-a devagar enquanto descia parcialmente tocando-o devagar. Senti que seu membro ficava mais rijo conforme ele sentia meus lábios, então uma ideia maluca veio a minha cabeça. Eu segurei aquela parte em particular com a ponta dos meus dedos e o levei até minha boca. Eu nunca tinha feito tal coisa na minha vida, e nunca pensei que faria. Sempre achei aquilo vergonhoso, quando ouvia minhas amigas falarem no assunto, e como faziam. Mas com Caspian eu senti vontade de fazer, então o introduzi dentro da minha boca mesmo sem saber como faria aquilo dar certo e comecei a sugar o mesmo como se fosse um pirulito docinho. O gosto não era tão ruim assim, como me disseram, talvez por que Caspian era muito asseado. Simplesmente era como chupar o próprio dedo, só que bem mais grosso. Era um pouco salgadinho, mas dava pra degustar. Caspian começou a gemer conforme eu o lambia e chupava e segurava meus cabelos mas sem se mover. Fiquei com medo que ele fizesse isso e eu me engasgasse, mas ele não se moveu, apenas gemeu meu nome enquanto tocava minha cabeça. Ele ficava mais duro conforme eu o tocava, então sentindo minhas mandíbulas doloridas e cansadas eu o soltei, e foi quando Caspian me jogou para trás e ergueu minhas pernas nas laterais do seu corpo e me invadiu rapidamente. Gemi alto quando senti aquela delicia me violar, e me agarrei a ele. Caspian gemia e se movia de dentro pra fora em cima de mim, me levando a uma sensação extraordinária. Enquanto ele respirava feito um animal cansado ao meu ouvido, eu gemia arranhando suas costas, e às vezes gritava. Então alguns minutos depois de toda aquela fricção gostosa que me levava ao céu, e ao inferno ao mesmo tempo, eu senti algo se aproximar, e fazer gritar mais alto em um A de alivio e satisfação. Caspian gemeu comigo, expelindo algo entre minhas pernas que me encheu por dentro e vazou um pouco para fora. Senti o liquido quente e viscoso escorrendo pelas minhas coxas, e respirei profundamente abraçada a ele, enquanto ele beijava meu pescoço.
– Eu disse que você não ia me machucar. –eu disse ao ouvido dele.
– Eu me controlei. –disse ele sussurrando diante de mim. – Se eu tivesse me soltado cem por centro poderia machucar você.
– Você tava se controlando? –eu ri de nervoso.
– Modestamente! –ele riu.
– Uau! –não pude deixar de comentar.
Caspian saiu de dentro de mim, e deitou-se ao meu lado. Depois me puxou para seu peito, onde eu me deitei e fiquei acariciando sua pele. Estava cansada e minhas pernas tremiam involuntariamente. Enquanto ele fazia cafuné em meus cabelos eu adormeci. Na manhã seguinte, quando acordei lá estava ele deitado abaixo de mim e me olhando com um sorriso lindo nos lábios.
– Oi! –eu disse sem graça.
– Oi! –ele tocou meus cabelos. – Dormiu bem?
– Muito! –sorri.
– Tá com fome?
– Não! –algo veio a minha mente então fiquei séria e baixei os olhos.
– O que foi?
– Eu preciso te dizer uma coisa...
– O que?
– Eu estou noiva... –disse olhando em seus olhos. – O nome dele é Peter.
Caspian ficou sério, e continuou mexendo nos meus cabelos, mas bem devagar. Ele respirou fundo após um tempo em silencio pensativo. Depois disse:
– Ele é um cara de sorte. Vai ficar feliz quando você voltar pra casa. –disse se levantando.
– E se eu... –me sentei. – E se eu não quiser mais voltar?
– Você precisa... –disse olhando por cima do ombro.
– Mas eu não quero... –disse tocando seu ombro. – Eu quero ficar aqui, com você.
– Aqui não é seguro pra você Lucia. –ele se sentou diante de mim. – Seu lugar não é aqui. Aqui você corre perigo. Eu não vou poder proteger você pra sempre...
– Deve haver um jeito... –disse sentindo um aperto no peito. – Eu quero ficar Caspian.
– Não Lucia... –ele se levantou. – Você precisa voltar. Não pode ficar aqui.
– Por quê? Você não quer que eu fique?
– Não. –disse me encarando com o mesmo olhar sério e frio da noite anterior.
Ele se virou e saiu do quarto passando pela cortina. Senti uma vontade imensa de chorar, e chorei. Mas então percebi que ele só tinha dito aquilo para me convencer a ir embora. Ele estava certo, não tinha como eu ficar mas... Levantei-me vesti uma de suas camisas e corri até a sala.
– Você pode ir comigo. –disse vendo-o em pé escorado de frente para a pia.
– Eu não posso sair daqui Lucia. –ele disse sem se virar. – Ninguém sai daqui. Eu nasci aqui, pertenço a esse lugar. O único que poderia me enviar pro seu mundo não está mais aqui...
– Tem que ter um jeito, eu não quero deixar você Caspian. –disse abraçando-o por trás.
– Mas você vai. –ele desfez meu abraço e me segurou pelos ombros. – Se eu tentar atravessar o portal eu vou morrer. E se você ficar também morre. Eu não vou deixar isso acontecer... Quando encontrarmos a chave, você vai partir... Sem discussões.
– Eu não queria deixar você... –disse chorando.
– Eu também não queria que você fosse, mas não tem outro jeito... –disse me puxando pra si e me envolvendo em seus braços longos.
Caspian era bem maior do que eu, e eu me senti tão pequena abraçada a ele, como uma criança assustada. Seus braços longos me envolviam quase por duas vezes, enquanto meu rosto recostava em seu peito. Seu queixo tocava o topo de minha cabeça, e com uma das mãos ele mexia nos meus cabelos. Eu não queria deixá-lo, faria qualquer coisa pra poder ficar com ele. Aonde quer que fosse.
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