Nychtas Aeterna - Entre Deuses e Reis

5 Capítulo III - Parte 2: Tempos de paz - Stella


Notas iniciais
Olar queridos ;3 Já tem um tempinho neh~ (kek) Enfim, espero que gostem bastante, por que eu gostei~ ^u^ ❤~

ENTRE DEUSES E REIS

Capítulo III — Parte 2: Tempos de paz — Stella

Lucian se encontrava agora na sacada de seu quarto, meditando sobre a reunião que terminara a pouco. A decisão foi tomada: depois de tantos anos, tantas batalhas para defender seu povo, e tantos sacrifícios em nome da supremacia e da liberdade de Synesthia, aquela guerra finalmente teria um fim. Não deixava de estar contente pelo fato de que aquelas perdas finalmente se encerraram, mas teriam de entregar boa parte de seu povo para Yohtunheim.

Seu povo.

Seu lar.

Tudo o que foi ensinado a amar e proteger desde pequeno.

Ao menos, as guerras iriam acabar. Seu povo não teria mais de se sacrificar. Homens e mulheres, todos os bravos guerreiros que foram aos campos de batalha poderiam voltar para suas famílias. Estava tranquilo de fato.

—Ainda pensativo, Luce? — o interrompeu Keira, sua irmã, com uma bandeja que aparentava ter algo para ele.

—É, com certeza. — encarou bem a bandeja.

—Vai querer café? Do jeito que você gosta.

—Claro, porque não? — tomou a xícara nas mãos e tomou um pouco do líquido, ainda quente.

—Ainda está pensando nisso não é?

—Hum. De fato.

—O que te incomoda? Você parecia estar aliviado quando a reunião acabou.

—Eu sei, mas… Não entendo. Tinha tanto tumulto ontem mesmo, e hoje… Essa tranquilidade de repente… Não sei, eu não consigo parar de pensar nisso…

—Entendo. Não é algo que nós esperávamos de qualquer forma. — disse Keira, enquanto mirava a belíssima paisagem a sua frente, ao lado de seu irmão. — É lindo, não é?

—O quê? A cidade?

—Sim. Pense, 200 anos de guerras e Somnium ainda continua intacta. Tudo isso se manteve pela força de nossos ancestrais e do nosso cristal.

—Só espero que não tenha sido um sacrifício em vão.

—Se foi em vão ou não, vai depender de você, Luce.

—Certo, certo. — disse com um sorriso no rosto o príncipe, de imaginar que todas aquelas pessoas dependeriam de sua liderança e de seu comando logo em breve, o deixava temeroso e também ansioso.

—E a propósito… aparentemente agora voltamos a estaca zero. Você irá se casar com Stella e trará a paz aos nossos reinos. Não que isso seja um sacrifício pra você, não é mesmo pombinho? — disse sarcástica a princesa.

—Hahaha, engraçadinha não é? — disse devolvendo com tom sarcástico, mas perdendo o humor logo em seguida. — Stella também me preocupa, um pouco.

—Mas por que? — questionou a morena confusa.

—Não sei ao certo. O fato de terem colocado Stella como parte do “acordo”, talvez.

—Bom, todos fomos pegos de surpresa. Tem razão se diz que precisaremos tomar cuidado com o que o império realmente quer com esse tratado. — virou-se para se retirar do local. — mas por enquanto, relaxe. Você tem um casamento para preparar. — já com a xícara vazia em suas mãos, a princesa fez sinal de que iria se retirar do recinto.

Lucian ficou mais alguns segundos apreciando a paisagem a sua frente, e por uns instantes, pôs-se a fitar o céu estrelado daquela noite. Mirou a constelação de Aris, sob a qual nascera. A luz vinda daquelas estrelas o tranquilizava. Assim que se virou para acompanhar sua irmã, sentiu a tontura chegando, e como de costume, não pode reagir ao que viria a seguir.

—Keira… — soou como um sussurro de socorro, mas foi o suficiente para que Keira escutasse.

Foi quando ouviu-se o som agudo da porcelana trincando contra o chão que compreendeu o que aconteceria. Virou-se bruscamente e viu o que já era o esperado: seu irmão desfalecendo, já desacordado, acabando por deixar cair o recipiente antes que batesse com tudo no solo. A princesa correu o mais rápido que pode para socorrer seu irmão.

—Luce! — conseguiu segurá-lo antes que batesse com a cabeça no chão, essa era a única coisa que não poderia acontecer enquanto estivesse naquele estado. — Ah, santa Nyx tem misericórdia…

—Princesa, aconteceu alguma coisa? — uma empregada do palácio, que provavelmente ouviu o incidente, adentrou no recinto.

—Está tudo bem, só outro sono instantâneo. Traga uma jarra com água morna e um pano limpo. Eu levo ele até a cama.

—Claro, como desejar, alteza. — e assim, foi providenciar o que lhe foi ordenado.

—Argh… esses sonos instantâneos…

*Quebra de tempo*

~No dia seguinte: Dystophilia — 08:30 AM~



O dias seguintes foram bem turbulentos em outra parte do hemisfério. A mensagem e a proposta de paz de Yohtunheim já havia percorrido por toda Scardia. A ex-princesa de Dystophilia, e também noiva do príncipe Lucian estava neste momento descendo a escadaria de seu palácio, em direção a saída, mesmo sendo proibida por seu irmão de deixar seus aposentos temporariamente, precisava fazer aquilo, precisava saber se ele estava bem. Estava acompanhada pelo mensageiro de Nyx, Saga, uma noctua de penas negras e penugem esbranquiçada, uma ave muito similar a uma coruja que Nyx sempre enviava a todos os seus avatares como guias, juntamente de sua irmã Java. Não importava quanto tempo fosse obrigada a ficar longe de Lucian, sua segurança e sua vida eram sua prioridade, eram sua missão. Dentro de sua casa, a albina usava roupas simples e casuais, sem muita preocupação, já que provavelmente não receberia visitas, principalmente por ter tido seu reino completamente tomado pelas forças imperiais, mas não se importava com isso. Aquele era seu castelo, seu povo, seu reino, e nada lhe tiraria isso.

—Milady, eu deixei a porta falsa aberta para a senhorita. — disse uma serviçal que estava a acompanhar a princesa.

—Muito bem. Obrigada, Etsy.

—A senhorita vai mesmo sair? — mencionou com preocupação.

—Não se preocupe, não irei longe. Já estou de volta.

Quando disse isso, foi surpreendida por soldados de seu reino, juntamente com dois fuzileiros magitech, claramente enviados pelo império, que impediram a passagem da princesa para seu local de destino. Assim que notou que fora surpreendida, escondeu Saga o mais rápido possível, dando a ele a carta que planejava enviar a realeza synesthiana.

—Não fui claro quando lhe disse para não deixar seus aposentos, Stellaris? — e de trás daqueles soldados, surgiu-lhe uma figura familiar. Era Etian, seu irmão mais velho, e por consequência, herdeiro do trono de Dystophilia, ao menos antes de serem forçados a se anexarem a Yohtunheim. Agora era comandante de Yohtunheim e possuía uma boa parte da infantaria magitech a seu dispor para lhe servir, mas para sua irmã, não passava de mais um assassino que agia pelo império em troca de sua “liberdade”.

—É a hora sagrada. Preciso ir até o templo de Nyx para meditar, Etian.

—Suas mentiras já foram mais convincentes, Stellaris. — aproximou-se bruscamente da irmã, a olhando com tentativa de amedrontá-la, porém sem sucesso. — Onde está Saga? Ele não está com Java como deveria.

Nesse momento, Stella desviou o olhar para uma báscula que se encontrava entreaberta nas paredes de vidro cristalizado ao seu lado, dando ao príncipe visão de que fora enganado, e que ela, mesmo sendo impedida, cumpriu com o que fora fazer ali. Saga poderia sair para entregar a mensagem da princesa a seu destinatário, como havia planejado.

—Impeçam aquela ave agora! — ordenou Etian.

—Se não quiser ter que lidar com a ira de Nyx, irmão… Sugiro que não atente contra a vida de Saga.

Assim que mencionou essas palavras, Etian tomou a irmã pelo braço, subiu as escadas com a mesma e a levou para seu quarto, onde foi ordenada a ficar pelos próximos dias, até que lhe fosse permitida a saída.

—Agora você passou dos limites, Stella…

—Você não pode me colocar limites, irmão. Sua autoridade não te permite me impor regras, por mais que se ache no direito de me comandar!

—Acho que não entendeu direito, irmãzinha. O império ordenou que ficasse quieta neste quarto até a viagem para Synesthia, e a propósito, sou responsável por você, e até que compreenda, eu sou seu soberano.

—Enquanto estiver com o império, você nunca será meu rei!

—Escute aqui, mocinha… — e assim, ele apertou o antebraço da mais jovem a sua frente.

—Se pretende ver o dia de amanhã, irmão… É melhor que me solte agora.

—Você realmente ousa desafiar o seu rei, Stellaris?

—Você não é rei, Etian. Ao menos, não o meu.

—E quem seria seu rei então? O homem a quem você foi entregue como objeto no passado? O filho do rei que nos abandonou e de tão apavorado, se acovardou atrás de seu trono e nos deixou a nossa própria sorte?

—Se não teve força para defender seu reino, não culpe aqueles que se sacrificaram para proteger o seu!

—Assim como Friedrich, Lucian não passa de um covarde que te abandonou as custas de seu próprio destino! — assim que mencionou essas palavras, Etian nem sequer pode ver o vulto da mão de sua irmã a se chocar com seu rosto. Ela lhe desferiu um tapa, e mesmo conseguindo segurar sua mão posteriormente, não revidou o ataque.

—Nunca mais se refira a Lucian com essas palavras Etian. Ele é um príncipe honrado… diferente de você.

Etian bufou com o comentário da irmã, e soltou sua mão agressivamente, logo se virando para partir.

—Não sairá desse quarto até a viagem para Synesthia, Stellaris! E para o seu próprio bem, vou providenciar uma guarda para te manter aqui até segunda ordem. — e assim, se retirou dos aposentos de Stella, fechando a porta, deixando-a novamente sozinha com seus próprios pensamentos sem permissão para ser livre novamente.

~Do lado de fora~

Já na porta do quarto da princesa, Etian ordenou que dois de seus soldados ficassem de guarda em frente ao quarto de Stella, onde ela só poderia sair para cumprir com seus deveres como Avatar e para se alimentar, nos horários previstos.

—Não deixem que ela saia daí por razões alheias. Amanhã eu voltarei para checar a conclusão de sua tarefa. — disse o príncipe, antes de se retirar completamente dali.

~Synesthia- Dias seguintes~

Os dias conturbados retornado. Em meio a tantas viagens e reuniões, Lucian teve pouco tempo para si mesmo nos últimos dias, mas agora teria seu tempo livre. Como não tinha mais nenhuma obrigação para fazer, o príncipe se alojou no conforto de seu quarto e voltou a ler os livros que tanto apreciava. Em momentos assim, poderia estar se divertindo com sua irmã, mas no momento precisava ficar sozinho. Não importava quantas vezes lesse aqueles livros, sempre pareciam ter mais alguma informação, alguma novidade, sempre algo o chamava para se deliciar daquelas incríveis histórias que sempre estavam ali para ele, não importava onde estivesse.

Parava uns instantes para pensar naqueles que o haviam deixado por motivos que se sucediam a guerra que havia chegado. Seu melhor amigo teve de ir para os campos de batalha, e seu conselheiro não ficava mais na cidade por sempre ter de participar de reuniões com os outros membros do conselho de Synesthia. Seu mestre havia se tornado tenente-coronel e estava ainda comandando seu batalhão, ajudando no retorno de seus homens para seus devidos lares. E Stella…

Não conseguia mais parar de pensar em sua amada noiva. Diversas lembranças e memórias tomavam seus pensamentos naquele momento, porém uma lembrança se fazia especial…

Flashback — 11 anos atrás, em Dystophilia.

As viagens de negócios entre Synesthia e Dystophilia estavam se tornando cada vez mais frequentes. Depois de Dystophilia e Synesthia terem assinado um acordo de parceria, visto que Dystophilia começara a ser afetada pela ameaça imperial, várias medidas defensivas e ofensivas teriam de ser organizadas para proteger as cidades fora do alcance direto da realeza dystophilense. Em viagens assim, era costume de seus respectivos reis deixarem com que o jovem príncipe Lucian e a pequena princesa Stellaris ficassem livres para conversarem, se divertirem e se conhecerem melhor, visto que já havia sido arranjada uma união matrimonial entre eles para que pudessem oficializar o tratado entre Synesthia e Dystophilia.

Em meio a formalidades e negociações, as inocentes crianças corriam por todo o pátio, brincando, sendo vigiados por Java, que agia agora como tutora e protetora da pequena Stella. Foi quando a princesa levou o jovem Lucian para uma das sacadas do palácio, onde poderiam ver o lindo céu estrelado daquela noite amena com clareza.

—Venha, Lucian! — dizia animada a pequena princesa, guiando seu companheiro até o local desejado.

Quando chegaram onde queriam, Stella soltou a mão de Lucian, e assim, assentaram-se no banco de mármore que se encontrava no local e passaram a apreciar as estrelas.

—Olha… Você já viu o céu tão bonito assim? -perguntou a albina ao príncipe.

—Uau, quantas estrelas! Eu não sabia que tinham tantas assim!

—Está vendo aquelas ali? — a pequena apontou para uma das constelações que podiam ser vistas com mais nitidez daquela altitude. — aquela é a constelação de Aris, a deusa da boa morte e dos finais felizes. São as estrelas mais bonitas que eu já vi.

Lucian não compreendeu completamente o que a jovem dizia, mas ainda estava curioso sobre aquelas tímidas estrelas que lhe forneciam um brilho tão especial. Aquelas estrelas eram diferentes para ele. Desde muito pequeno, somente aquelas estrelas, e somente daquela direção, vinha uma luz suave que emanava pureza e tranquilidade.

Já perguntara o porquê de vê-las de forma diferente das outras pessoas, mas nunca recebeu respostas. Era como se estivessem ali apenas para ele.

—Diga-me, Lucian… Você também pode ver, não é?

—Posso ver o quê? — questionou o moreno, confuso.

—As luzes… Você pode vê-las?

Lucian finalmente compreendeu. Então existia mais alguém. Alguém que compartilhava da mesma dúvida que ele.

—Aquelas estrelas… Elas também brilham pra você, Stella?

—Sim. Mamãe me disse que aquelas estrelas me devolveram a vida quando eu nasci. Disse que quando eu era bebê, a morte quis me levar antes do tempo, mas que a deusa Aris não permitiu, porque os deuses já haviam preparado um futuro para mim. Ela me disse que os deuses tem um propósito grandioso para mim, e que com aquelas estrelas, a deusa Aris me guiaria para que um dia eu encontrasse meu final feliz.

-Puxa… Então seja que… eu vou ter um final feliz também? — disse encantado o pequeno príncipe.

—Se você quiser, eu tenho certeza de que as estrelas o guiarão para o seu final feliz, assim como eu… — a jovem princesa tornou a fitar o céu estrelado, descansando seus olhos violetas no vasto horizonte. — sabe Lucian… e se nós encontrarmos nosso final feliz juntos? — dessa vez, encarou o jovem Lucian de forma doce e encantadora.

Lucian não sabia quando ou como havia se perdido naqueles lindos olhos ametistas, mas seu jovem coração, mesmo confuso, já sabia que aquela era uma estrada sem saída. Uma queda sem chance de retorno.

~Dias atuais~

Lucian por uns instantes, pôs-se a apreciar as flores de lunaria que lhe foram presenteadas por Stella a muitos anos. Sempre fez questão que cuidar daquelas flores com total apreço, e a forma como o respondiam com sua durabilidade o impressionava de fato. Retornou a realidade quando, ainda distante, pode ouvir o bater de asas de uma ave muito familiar. A felicidade tomou conta de seu coração.

—A quanto tempo, Saga… — cumprimentou a ave negra que pousou em sua janela. Vendo que havia com Saga uma carta que provavelmente era destinada a ele, dirigiu-se ao mesmo e tomou o envelope nas mãos, abrindo-o logo em seguida.

Já havia bastante tempo que Lucian e Stella não trocavam mais cartas como de costume, por conta de suas responsabilidades como príncipe e também de Stella como avatar, mas eles não se culpavam por isso, eram seus deveres, afinal.

Assim que abriu a carta, pôs-se a ler todo o seu conteúdo:

“Meu querido Lucian,

Estou feliz que vamos finalmente poder nos encontrar novamente depois de todos esses anos.

Sei que seus últimos dias foram bastante turbulentos, assim como os meus, e espero ansiosamente que esse clima ruim se dissipe logo.

A proposta imperial chocou a mim e a todos no mundo inteiro, então compreendo se você estiver duvidoso quanto a isso assim como eu, mas espero que minhas preocupações sejam apenas por conta da surpresa, e que Dystophilia e Synesthia finalmente sejam livres para serem aliadas novamente.

Quero saber como você está. Você está bem? Espero que não tenha se ferido durante as batalhas, mesmo eu conheça bem a sua capacidade de proteger e de lutar o seu povo, me preocupo com seu desempenho.

Espero ansiosamente que logo possamos estar juntos de novo, e que nosso casamento possa trazer paz não só a nós dois, como também ao nosso povo.

Não sabe o quanto eu sinto sua falta, Lucian. Espero que você também sinta o mesmo por mim.

Eu estarei rezando pela sua vida. Espero que minhas preces cheguem até você.

Com amor, sua Stella”.

Não pode evitar um sorriso enquanto lia a mensagem enviada por sua amada. Queria enviar a ela algo a altura, mas sabia que não era muito bom com palavras, então tentou fazer a ela algo significativo.

Assim que fizera o que planejava enviar, Lucian entregou a noctua negra que ainda pousava em sua janela, que tomou o conteúdo em suas garras e tornou a voar de volta aos cuidados da princesa Stella, que passou a ser seu novo destino.

~Dystophilia — 06:40 PM~

Já era início da noite em Dystophilia, a lua ainda se punha a nascer no horizonte. Em meio a seu “cativeiro”, Stella agora estava em seu piano, no conforto de seus aposentos, a tocar uma melodia, enquanto sua mente se mantinha distante, focada em uma pessoa em especial: Lucian. (N.d.a: Vá até as notas finais e clique no link da musica~)

Esperava que ele já tivesse recebido a mensagem que lhe havia enviado, e que seus sentimentos tivessem chegado até ele.

Foi quando ouviu a porta de seu quarto ser aberta, e sua mensageira com uma bandeja adentrar em seus aposentos.

—Saga pediu para que eu entregasse a senhorita, lady Stellaris.

Assim que se aproximou de sua informante,Stella pode reconhecer claramente de quem era aquele presente. Claramente era de seu amado. Eram suas tão apreciadas flores de lunaria em um pequeno buquê com três belas flores, com um papel enrolado em torno do buquê amarrado a um fino laço.

“Eu recebi a sua benção, querida. Saiba que sinto tanta saudade quanto pensa.

Não faz ideia do quanto eu quero poder te ver de novo. Vai ser difícil ter esperar ainda mais.

Espero podermos conversar pessoalmente quando isso tudo acabar. O que eu mais queria agora era poder ouvir sua voz.

Eu te amo, Stella. Até o mais breve possível”.

A princesa não pode segurar uma lágrima de emoção, que percorreu seu rosto timidamente. Levou o pequeno buquê até seu peito, feliz e aliviada por saber que ele ainda continuava o mesmo. O homem por quem havia passado a amar mesmo sem perceber, agora finalmente seria seu para sempre.

~De volta a Synesthia~

Lucian, em meio ao ocorrido, nem mesmo percebeu que havia recebido uma mensagem em seu celular, até que o verificou. Era uma mensagem de voz de alguém que conhecia muito bem, mas que por muito tempo não pode manter contato.

—Chaise… — era uma mensagem de seu melhor amigo, que por muito tempo não pode se comunicar por estar nos campos de batalha, assim como muitos outros que haviam sido convocados, apesar de sua juventude.

—”Ei cara. Quanto tempo né? Bom, cê já deve saber que a guerra acabou, afinal foi seu pai que concordou com o tratado de paz né. Enfim, agora eu tô voltando pra casa.

Não se preocupa, eu tô inteiro, haha. Quer dizer, não perdi nenhuma perna, se tiver preocupado.

Assim que eu chegar, vou passar aí no castelo. Manda um abraço pro rei pra mim ok? Até logo Luce”. — e assim a mensagem de voz se encerrou.

Continua. . .

Notas finais
Tá bom? Tá ruim? Erros? Críticas? Comentem ;u; Música tocada por Stella no piano (só a parte do piano): https://youtu.be/hY30VblIsDk Look de Stella: https://pin.it/tpyje6h56xglsb