Nyah! City
11 Não atravesse a rua usando o celular
Notas iniciais
Fevereiro de 2005
Mike caminhava pelas ruas de sua cidade em direção a uma livraria enquanto digitava em seu celular. Seu único pensamento era aquela garota. Havia algo nela que ele não sabia explicar.
Com isso em sua mente e usando o celular ele se desconcentrou e quando ia atravessar a rua...
PAM! PAM!
Mike vira o rosto e pode ver um caminhão se aproximando dele. Nessa hora algo pula em cima dele e o joga contra a calçada.
— Ai... – falou. De repente o rapaz percebe que alguém estava em cima dele. Seus óculos tinham caído então ele só conseguia ver um vulto feminino. Em seguida o vulto dá um salto para trás, como se só tivesse notado a cena naquela hora.
— AI DESCULPA! NÃO É NADA DISSO QUE... – Mike reconhece a voz. Ele olha para o lado e vê seus óculos milagrosamente intactos no chão. Assim que ele os coloca sobre o rosto Mike percebe quem tinha lhe salvado.
— Mi... Mitsu?
— Oi! Desculpa tá. Eu vi que o caminhão ia te atropelar então...
— Não precisa se desculpar! Eu que errei em atravessar a rua sem olhar. – ele se levanta e retira o pó de sua camiseta – Quer ajuda?
— Ah não. Obrigada. – ela pega do chão aquele mesmo livro que Mike tinha visto a segurando na aula.
— O que tem nesse livro que você o leva a todo canto?
— Olha quem fala. Já perdi a conta de quantas vezes vi você lendo aquele mangá ontem. Ele é legal mas é sério, você lê aquilo em uma hora.
Os dois dão risada.
— Para onde você estava indo? – pergunta Mitsu.
— Para a livraria.
— Então vamos juntos. Minha mãe trabalha lá.
— Ok. – Mike dá um sorriso.
Os dois atravessam a rua (desta vez sem olhar para o celular) e poucas quadras dali já estava a livraria. Enquanto conversavam a garota com que Mitsu falava no dia anterior os observava ao longe.
— Jun? – a garota vira de costa e vê atrás dela seu namorado.
— Ah, oi Tony. – disse enquanto se debruçava na parede.
Tony olha para frente e vê Mike e Mitsu conversando.
— Sua irmã, não é?
— Sim.
— Está com ciúmes, é? – disse dando risada.
Ela o puxa pela gravata.
— Eu... estava... brincando... – falou quase sendo sufocado. Jun o solta.
— Não é isso. Só acho que ela não sabe quanto é perigoso ela ficar conversando com qualquer um daqui. Ela sabe que temos que nos proteger.
— Mas você fez o mesmo comigo, que eu saiba eu não sou perigoso, não é? – falou ao lado de seu ouvido.
— Você eu sei, mas ela não pode se expor muito. A SAV está por toda a parte, não sei em quem podemos confiar. – falou enquanto seus cabelos cobriam seus olhos – Bom, pelo menos eu sei que eu tenho você para nos ajudar não é? – ela põe a mão sobre seus ombros e dá um leve beijo na boca do rapaz.
Ela vira os olhos em direção a irmã.
“Mesmo que aquele garoto não seja perigoso e os outros?”
Dias atuais em Nyah! City...
— Quem é ela, Kori? – pergunta Vivian.
— A estátua! É a Misaki!
— Bom, você falando agora até que faz sentido, mas ela não é só um personagem criado pelo Seiji?
— Pois é, acho que deve ter muita coisa por trás disso ainda.
— DE QUEM VOCÊS ESTÃO FALANDO?! – grita Maemi sem entender nada.
— Misaki? É o símbolo do site. Espera, acho que tenha uma imagem no meu celular.
Kaline mexe em seu bolso e pega seu celular.
— Aqui. – ela entrega o celular a Maemi.
— É... é ela... essa garota que eu vi em meu sonho! – disse Maemi.
— Gente! Achei uma coisa. – falou Hiroshi.
As quatro garotas se dirigem ao centro da sala onde Hiroshi segurava o livro numa página aberta.
— Aqui “Se alguém nascido em Nyah! City atravessar o portal e quebrá-lo você só conseguirá consertá-lo com 3 meio-nyahs.”
— Meio-nyahs? – pergunta Kaline.
— “Um deles deve abrir um portal na Terra e o outro em Nyah! City. O terceiro que deve ser originário da Terra terá que de dentro do portal unir os portais dos outros dois.”
— Só isso? Não explica mais nada? Nem o que são meio-nyahs? – pergunta Kori.
Hiroshi folheia as páginas seguintes.
— Não. Aqui não diz nada.
— Droga.
— Vamos pensar. Os únicos Nyahs que conhecemos são o Seiji e a Misaki, certo? Então, provavelmente esses meio-nyahs devem ter alguma ligação com eles.
— Talvez.
— Mas mesmo que seja isso, onde vamos encontrá-los? – pergunta Hiroshi.
— Se o Seiji realmente tem uma ligação com isso devíamos falar com ele.
— Mas ele não sai daquela sala por nada, não vai adiantar.
— Então podemos tentar conversar com sua mãe, Maemi. – disse Kori.
— Minha mãe?
— Minha tia?
— Se aquele sonho que você teve realmente tem alguma ligação com a realidade devíamos falar com ela, já que ela é a única que sabemos que interagiu com a Misaki.
— Bem, se for para ajudar o Shini, concordo.
— Ok, então próxima parada, casa da Maemi. – disse Vivian.
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