Era uma visão que Draco vira muito tempo atrás, e causou-lhe um arrepio.Não até que estivessem fechados dentro da limusine e o chofer deu a partida, Draco Falou:— Pelo amor de Deus, o que houve, Harry? Por que você estava gritando?

— Porque aquela mulher... — Ele apertou as mãos, percebendo a impossibilidade de contar a Draco qualquer coisa sobre aquela conversa. — Não consigo conversar com ela sem me aborrecer.

— Você acha que ela foi à festa de propósito? — perguntou Draco.

— Oh, sim. Ela sabia que nós estaríamos lá.

— E quanto ao instrutor de ginástica? O namorado dela?

— Ela o deixou em Nápoles. Aparentemente, está tudo acabado.

— Então, ela voltou para sempre? — perguntou Draco com receio de ouvir a resposta.

— Gina agora tem um apartamento em Roma, e está falando em recomeçar a vida.

Draco assentiu.

— Era isso que ela queria lhe dizer que o deixou tão furioso?

— Não, foi uma outra coisa. Mas não me pergunte — disse ele. — Eu não posso responder.

O tom dele foi abrupto porque se sentia embaraçado pelas palavras de Gina. Ressentia o jeito que ela se intrometera nos delicados sentimentos que vinham crescendo entre ele e Draco recentemente. Era algo que nunca tinha conhecido antes, totalmente diferente da paixão que sentira por Gina um dia, a qual havia atravessado o céu como um cometa antes de morrer abruptamente.

Sabia agora que seu amor por Gina tinha sido quase que inteiramente físico, sem levar em conta a pessoa que ela era. E quando descobrira a pessoa, o amor tinha acabado. Com Draco, era o oposto. Ele valorizava-lhe o jeito carinhoso e gentil, a compreensão, o senso misterioso de que ele tinha o mundo nas mãos e poderia compartilhá-lo com ele. Desejá-lo fisicamente tinha acontecido depois.

Ele era a pessoa que Harry queria. Doze anos atrás, teria sido cedo demais. Agora, o tempo era certo para os dois.Ou pelo menos, para ele. Quanto a Draco, estava incerto. Para Gina, tinha negado o fato instintivamente, apavorado pela maneira que o cinismo dela manchava algo tão precioso. Mas, secretamente, ainda estava esperando saber a verdade.

Draco tinha ficado silencioso e Harry percebeu que seu próprio tom devia ter soado desdenhoso.

— Perdoe-me — murmurou gentilmente. — Eu não deveria ter falado assim com você. Não sei o que estou dizendo. Eu apenas desejaria que pudesse voltar o relógio para antes desta noite.

Ele deu-lhe um sorriso fraco.

— Não adianta — sussurrou. — Eu sempre quis voltar o relógio.

— Sim, eu também. Mas nunca pude decidir o quanto para trás.

— Para o último momento de felicidade? — perguntou Draco. — Ou para o último momento antes de cometer um terrível engano? Ou talvez, não importe, e nós cometeríamos o mesmo erro novamente. Porque você não poderia olhar para o futuro e ver o que esperava, não mais do que podia da primeira vez.

— Draco, você está falando em enigmas. Que erros você possivelmente poderia ter cometido?

Ele meneou a cabeça com tristeza.

— Não preste atenção em mim, Harry. Estou falando bobagens.

Harry inclinou-se para mais perto, tentando ver-lhe o rosto, querendo saber se o meio sorriso de Draco era real, e, se fosse, o que significava.

— Você nunca fala bobagem — disse ele. — Sempre significa alguma coisa. E é sempre alguma coisa sobre a qual eu quero saber.

Draco meneou a cabeça de novo.

— Agora, sou eu que não posso lhe contar. Você deve permitir que eu mantenha os meus segredos.

Mas ele também meneou a cabeça.

— Não, eu quero saber seus segredos. Cada um deles. Quero saber o que você está pensando e sentindo. Eu quero... eu quero você.

Harry tinha jurado a si mesmo que não diria aquilo, mas não estava mais no comando de si mesmo. Sabia que não deveria pegá-lo nos braços e beijá-lo, mas nada poderia detê-lo.Tinha consciência agora que queria que aquilo acontecesse desde a noite do casamento de Ted, a noite que tinha sido interrompida por Astória.

Desde então,qualquer coisa que estivesse fazendo, a qualquer hora do dia ou da noite, pensava em Draco, precisava dele, queria-o. Para Draco, aquele era como mil beijos em um. Estava acontecendo aqui e agora,mas era também cada beijo que Harry já lhe dera em seus sonhos. Mas então, despediu-se dos sonhos: memórias fantasmagóricas, fantasias nostálgicas. Elas não tinham realidade contra o homem quente e sólido em seus braços, cobrindo-lhe a boca com lábios exigentes.Seus próprios lábios moviam-se contra os dele, explorando-os mais intensamente,sorrindo quando Harry respondeu com uma urgência que era uma promessa.

Um flash de luz de um carro vindo da direção oposta os relembrou de onde estavam e da presença do chofer.

— Nós chegaremos em casa logo — prometeu Harry com a voz levemente rouca.

— Sim — murmurou ele, aconchegando-se ao corpo dele e descansando a cabeça no ombro largo.No momento, era tudo que queria, estar com ele em paz e tranqüilidade. Logo iria querer muito mais, mas era o que Harry queria também, e tal conhecimento fazia parte da alegria momentânea. Draco estava se sentindo tão feliz e calmo que quase cochilou, até que o ouviu dizer sobre sua cabeça.

— Chegamos.

Eles saíram do carro em silêncio, tentando manter sua chegada um segredo do resto das pessoas da casa. Do lado de dentro, Harry não acendeu nenhuma luz, mas ficou olhando-o no fraco brilho que vinha do abajur do hall. Havia uma pergunta nos olhos dele, a qual Draco respondeu tocando-lhe os lábios com os seus por um breve momento.

— Venha — sussurrou Draco, pegando-o pela mão e conduzindo para a escada.

Ninguém os viu quando passaram pelo corredor em silêncio, entraram no quarto dele e fecharam a porta.

— Não acenda a luz — sussurrou Harry. — Não precisamos de luz.

— Não — concordou Draco. — Não precisamos de nada, exceto isso.

E Draco beijo-o novamente. Depois de corresponder ao beijo Harry se afasta levemente.

— Você tem certeza? — perguntou Harry suavemente.

Com o coração disparado e o sangue correndo nas veias, Draco conseguiu sussurrar.

— Sim.— murmurou ele. — Venha para mim.

Draco começou a tirar sua própria roupa. E Harry vendo Draco retirando a roupa, momentaneamente ficou estático com a visão de dele nu a sua frente. Em seguida começou a retirar a sua roupa com agilidade. Draco veio por trás de Harry e tomou seu pescoço enroscando seus braços nele, juntando assim seus corpos ainda de pé. Draco tomou a boca do outro que virou o rosto de lado para retribuir o beijo com vontade. Harry esfregava seu corpo em Draco empinando-se para trás, fazendo com que este sentisse sua bunda tocando em seu pau já desperto. Draco interrompeu o beijo quando o ar faltou.

__ Vou te dar o melhor sexo que você já teve em sua vida, Harry.

E antes que o outro respondesse mordeu seus lábios, sorrindo com malícia diante do olhar cheio de tesão de Harry.

__ Você sabe que promessa é divida.__respondeu, Harry.

Draco mandou Harry colocar as duas mãos na parede. E Desceu sua boca pelo corpo do outro, dando beijinhos e leves mordidas, a joelhando-se segurando com as duas mãos uma banda de cada lado da bunda de Harry as afastando, e antes que o outro pudesse se preparar, para o que estava por vir,passou a língua molhada na sua entrada, sorrio quando escutou Harry arfar e gemer.

__ Draco. __ Urrou, Harry.

Antes que pudesse dizer algo a mais, Draco voltou a lamber com vontade, sentindo Harry empinar a bunda ainda mais de encontro a seu rosto. Draco morde uma das nádegas de Harry, passado a língua novamente, levou o dedo a boca para umedecê-lo. Harry vira o rosto para trás e o vê chupando o próprio dedo para penetrá-lo. Isto faz com que Harry senti-se uma fisgada em seu próprio pênis já ereto.

Draco o penetra com o dedo devagar vendo Harry gritar de prazer enquanto flexionava os dedos na parede.

__ Gosta assim, Doce? _ perguntou Draco.

__ Sim, anjo.__respondeu, Harry com dificuldade__ Mas preciso de você dentro de mim __ pediu, Harry soltando um novo gemido quando sentiu mais um dedo o invadindo.

Draco começou a usar seus dedos num vai e vem, e sentiu que Harry estava enlouquecendo quando ele começou a rebolar contra seus dedos. Draco levantou-se sem interromper os movimentos com os dedos e inclinou-se sob o corpo de Harry para que este sentisse o quando seu pau estava duro e excitado somente com a preparação de Harry. Draco mordeu levemente sua orelha e dando beijos em sua nuca. Fazendo Harry virar o resto para beijá-lo.

__Draco, me fode. __ disse, Harry entre o beijo com a voz enrouquecida.

Isto fez com que Draco ainda deseja-se torturá-lo mais aumentando os movimentos com os dedos. Agora fazendo o movimento de tesoura associado ao vai e vem.

__Harry, vou pegar uma camisinha.

Draco abre a gaveta do móvel próximo a eles e pega a camisinha e o lubrificante com uma das mãos. Pois a outra ainda esta dentro de Harry. Draco passa o lubrificante na entrada de Harry já bem dilatada e em seu pênis, retirou sua mão da entrada de Harry para em seguida colocar a camisinha.

__ Vou entra.Se doer, me fala que eu paro.

__ Draco, enfia logo, não aguento mais esperar.

O pau de Harry já está todo babado de pré-gozo, devido não só ao preparo de Draco em seu ânus mais também a fricção peniana na parede com os movimentos de Draco ao estocá-lo.. Draco vendo o estado de Harry que já começava a tremer as pernas devido a fraqueza causado pelos estímulos. Resolve penetrá-lo em uma única estocada, atingindo direto seu ponto de prazer.

Quando Draco o penetra, sentiu quanto Harry era apertadinho, o escutando gemer arrastado quando entrou nele, começando logo um vai e vem bem devagar, aumentando o ritmo e começando a foder com vontade.

Harry já tivera vários parceiros na vida, seja homem ou mulher, mas nenhum era igual a Draco. Quando Draco passou a falar o quanto ele era apertadinho, que estava sugando seu pênis como se fosse uma iguaria. Harry já não aguentava mais, os estímulos físicos e verbais de Draco simultaneamente. Draco vendo que Harry estava quase caído no chão. Este retira seu pau de Harry e o vira para si, o levanta e o encosta novamente na parede agora com as pernas em volta de si. E o volta a penetrá-lo e a estocá-lo. Draco o faz quicar em seu pau se enterrado cada vez mais fundo em Harry. O movimento rápido e ritmado o faz gozar somente com o estimulo dado pela penetração associado a fricção de seu pênis no abdômen de Draco. Harry contrai internamente seus músculos devido ao gozo apertando o pênis de Draco que também goza praticamente ao mesmo tempo de Harry.

Draco escorrega as costas na parede sentando no chão, levando Harry no colo consigo.

__Agora não estou mais sentindo as minhas pernas. __Disse, Draco.

__ Sorte sua.__respondeu, Harry.__ Eu parei de sentir a minha desde que você começou a me lamber.

Draco, solta uma gargalhada e Harry o acompanha.

__Vamos para cama para termos o segundo round?Porém desta fez você irá me foder.Bem gostoso,forte e fundo como eu gosto.

Harry acorda sobressaltado com a voz de zombaria de Gina em seus sonhos.“Você precisa de uma esposa ou esposo rico, e não há muitos homens mais ricos do que Draco Malfoy.”Ele havia rejeitado as palavras, mas continuaram em sua mente.

Harry virou a cabeça devagar para onde Draco ainda estava deitado e dormindo na parca luz da madrugada. Através do fino lençol que o cobria, Harry podia ver o contorno da linda nudez, oferecida a ele na noite anterior. Porém, mais adorável ainda era a visão do rosto de Draco, lindo e vulnerável sobre o travesseiro.

Um marido rico!Era horrível, porém, a mais pura verdade. Na noite anterior, tomado tanto por amor quanto por desejo, tinha conseguido acreditar que a disparidade entre eles não era importante. Contudo, na luz fria do dia, sabia que importava. O que poderia dizer a Draco? Falar de amor enquanto escondia a verdade de sua situação financeira?Sua alma voltou-se com o pensamento.Ou que tal: "Oh, case-se comigo. A propósito, eu preciso de algum dinheiro?"

Draco sabia das dívidas dele, mas não da súbita crise das demandas de Gina. A verdade apenas o convenceria de que o passado estava se repetindo, e nada era melhor do que antes.Durante a noite longa e cheia de paixão, Harry tinha ficado espantado pelo que descobrira sobre Draco. O carinho e generosidade que faziam parte dele no dia-a-dia também se estendiam para o ato de amor. Seus dons eram abundantes, e em resposta, todo o ser de Harry, não apenas o corpo, mas também o espírito, tinham obtido uma liberação simplesmente magnífica.

Ficara assustado com a força dos próprios sentimentos, tão mais intensos do que a pequena afeição que tinha sentido por ele doze anos antes, e tão mais profundos do que sua paixão cega por Gina.

Todavia, o amargo fato era que não havia um meio honesto de se aproximar de Draco. Tinha descoberto a verdade apenas quando era tarde demais.Harry saiu da cama e vestiu-se, movendo-se silenciosamente. Quando terminou, aproximou-se e se ajoelhou ao lado da cama, o rosto perto do de Draco. Ele estava deitado como antes, a expressão tão gentil e confiável como a de uma criança. O beijo que ele depositou-lhe na testa foi tão leve que não o acordou.

— Sinto muito — sussurrou. — Tente me perdoar.