Notas iniciais
Gente linda, na história tem uma parte do POV do Kyle escrita Flashback on/Flashback off - é pra representar o sonho do Kyle, ok?
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Bem, esse cap não tá tipo THE PERFECT CAP, não, ele tá um pouquinho misterioso e um pouquinho triste. E a surpresa não foi qual vocês esperavam que fosse (eu acho)
Boa Leitura :P

POV: Katy.

– Hey! Katy! — acordou-me Alex. — Tudo bem com você? Escutei você chorar a noite inteira...

Abri os olhos e me sentei na cama.

– Mais ou menos, Alex. — respondi.

– O que aconteceu?

– Ontem, eu fui jantar fora com o Kyle. — disse. — E, ele me disse que... que estava gostando de outra garota, e havia me pedido ajuda para conquistá-la.

Ela respirou fundo.

– Sinto muito, Katy. — disse. — Eu sei o quanto você amava ele.

O silêncio começou a pairar no ar.

– E você? — perguntei.

– Bem, eu me demiti.

– Porque?

– Bem, o serviço não estava sendo bom. Entrou algumas meninas que não se deu bem comigo, como eu não fui com a cara delas também.

Dei um risinho.

– Que foi? — perguntou.

– Bem, nada não. Eu arrumo uma vaga para você na minha loja, não se preocupe.

– Sério?! Você faria isso por mim?

– Você tem dúvidas?

Ela me abraçou até começar a me sufocar.

– Você é a melhor amiga que eu tive durante todo esse tempo! — exclamou.

Logo ela me soltou e deu aquele sorriso.

– Bem, já que você acha isso. Eu acho justamente o contrário: Uma amiga nunca deixa a outra.

– Não importa. Estamos aqui, unidas novamente, é isso que importa.

– Já que você pensa assim... — disse me levantando. — Vou tomar um banho e depois arrumar umas coisas.

– Para onde você vai? — perguntou.- Pensei que estivesse magoada com Kyle.

– E estou. Eu vou para South Park.

Ela arregalou os olhos, surpresa.

– Vai fazer o que lá? — perguntou.

– Vou ver minha avó. Já que ela ficou com a minha velha casa.

– Mas é depois de amanhã que começa a faculdade!

– Nao se preocupe. Eu vou chegar lá, ficar um dia e depois voltar. Não vou demorar muito.

– Você vai sozinha?

– Eu gostaria.

– Bem, então tá. Vou ficar olhando o apartamento. — disse. — O que digo para Kyle se ele vier?

– Diga que não sabe para onde fui e que desisti de sair com você. — disse sorrindo.

– Você ia sair comigo hoje?

– Menti para ele ontem dizendo que ia sair com você hoje, só para não sair com ele.

– Tem alguma coisa errada nessa história, Katy.

– Bem, se tem ou não tiver, isso agora não importa. — disse pegando uma toalha e indo para o banheiro. — Afinal, ele conseguiu me magoar.

– Isso importa sim! Porque ele te ama e você ama ele! — a esse ponto eu já fechei a porta do banheiro. — E talvez você tenha entendido as coisas totalmente errada, Inspetora Marshal!

Após ela dizer isso, ela saiu do quarto.

Abri a torneira do chuveiro. Talvez Alex tinha razão, mas se realmente fosse por mim que ele estivesse gostando, ele teria falado para mim o que ele sente por outra, não é mesmo?

– Eu... eu tô gostando de uma garota.

– E você quer conquistá-la, certo?

– Sim.

– E ela é bonita?

– Pra caramba.

– E qual é o problema? Ela tem namorado?

– Bem... Tinha.

– E daí?

– Acho que depois dela ter aquele namorado, ela não vai querer mais nenhum.

– Você já conversou com ela?

– Já. Converso com ela todo dia.

– E nunca se declarou?

– Não. Acho que, apesar dela parecer retribuir, seja só... uma quedinha.

Ela sente uma quedinha pelo Kyle, eu sinto amor de verdade. É percebível isso, e ele já deve ter feito o favor de perceber isso. Mais uma prova de que não sou eu que ele estava se referindo.

Depois de terminar meu banho e me arrumar, peguei uma mala e coloquei algumas coisas necessárias para a viagem. Depois me despedi de Alex e fui para o aeroporto.

A viagem iria demorar um bom tempinho.

POV: Kyle.

– Imagine eu e você, eu imagino. Eu penso em você dia e noite. É certo pensar na garota que você ama? Eu... Eu não consigo me ver amando mais ninguém a não se você em toda a minha vida. Nós dois juntos para sempre, não importa o resto, isso tem que ser. A única para mim é você e ninguém mais...

– OMG! Kyle, acho que você nasceu para ser poeta! — exclamou Addie. — Ficou perfeito!

Eu estava ensaiando o que eu diria para a Katy, quando eu a encontrar novamente.

– Kyle, você tá parecendo um lunático. — disse Stan brincando. — Acho que você deve assistir com o Kenny seus programinhas básicos para voltar ao normal.

Dei um risinho. Addie deu um tapinha no braço de Stan.

– Você já deu alguma pista para ela que você gostava dela? — perguntou Addie.

– Mais ou menos. Bem, ontem eu falei para ela que eu estava gostando de uma garota e que eu não sabia como conquistar ela. Mas essa "garota" é a Katy.

Ela respirou fundo e balançou a cabeça negativamente.

– Você não fez certo ao dizer isso, Kyle. — disse Addie.

– Por que não?! — perguntei surpreso.

– É complicado. — disse. — Acho que você deveria ir conversar com ela.

– Me explique, por favor!

– Bem, ela pode ter ficado magoada, Kyle. Sei lá, depois de tudo o que vocês passaram, evidentemente, ela deve estar sentindo uma pontinha de amor por você. Eu posso estar enganada.

Fiquei surpreso novamente.

– Mas eu simplifiquei as perguntas para ela perceber que era ela.

– Kyle, muitas das garotas passam por situações iguais. — disse Addie.

– Vai logo pedir desculpas pra Katy, Kyle! E seja sincero dessa vez! Não use a poesia! — disse Stan.

Peguei um casaco e fui para o elevador. Tinha que conversar com a Katy. Addie começou a brigar com Stan e a dar tapas no ombro dele, que ria fervorosamente.

Infelizmente, hoje eu demorei para achar um taxi. E esse taxi demorou mais ainda para chegar no hotel da Katy porque o pneu tinha furado e tinha acabado a gasolina.

Quando cheguei lá, para a nossa alegria:

– Desculpe, Kyle, a Katy não está. — disse Alex.

– Como assim? Para onde ela foi?

– Eu também não sei. Ela saiu bem cedinho..

Tirei meu chapeu e passei a mão pela grande cabeleira. Depois coloquei ele de volta.

– Você só pode estar de brincadeira né? — disse.

– Por que você quer falar tanto assim com ela? — perguntou.

– Eu... eu queria pedir desculpas para ela.

– Já fez o favor de magoar ela, Kyle?

– Foi sem querer!

– Eu sei, tudo isso foi que foi porque você tá apaixonado por ela.

Me sobressaltei surpreso. Como ela poderia saber uma coisa dessas?

– Como você sabe disso?

– Oras, dá pra perceber.

Respirei fundo.

– Acha que o celular dela está ligado? — perguntei.

– Provavelmente não.

– Alex, posso te pedir um favor? — pedi.

– Claro!

– Não fala pra ela que eu tô apaixonado por ela, por favooooor!

– Ah! — bufou Alex. — Tudo bem, mas já vou admitindo que isso é uma idiotice. Por que homens sempre escondem seus sentimentos? Isso é tão infantil...

– Então está bem. — disse. — Até mais, Alex. — disse saindo.

Alex não disse nada, apenas continuou a reclamar.

POV: Katy.

Quando dou o primeiro passo na "imensa" South Park, inalo todo o ar frio que posso, relembrando dos velhos tempos.

Então vou para a minha casa por meio de taxi. Pude ver a pequena mudança daquela cidadezinha. Ao chegar no destino, paguei o taxi e bati na porta.

Uma menina de cabelos castanhos encaracolados até a cintura, de olhos azuis e clarinha, de aproximadamente sete anos atendeu:

– Quem é?

– Sou Katy Marshal. A dona Celine Edwards está? — Celine Edwards é a minha avó.

Ela sorriu e deu passagem. Ao entrar na casa, sou abraçada pela minha avó, que até chorou ao me ver e depois me sentou no sofá.

– Querida! Como é bom vê-la depois de tanto tempo! — dizia minha avó.

– Também fico feliz. — disse.

– Lily! Já cumprimentou sua prima? — perguntou vovó.

– Lily? — perguntei.

– Filha de sua tia Margareth.

Titia Margareth... Quanto tempo eu não via a irmã de meu pai!

Ela veio até mim e me abraçou:

– É um prazer conhece-la! — disse.

Após o abraço, ela me deu um lindo sorriso.

– Deixe-me levantar, preciso tomar um copo de ág... — disse após perceber que estava pisando em uma boneca de pano.

– Cuidado com a Melissa! — disse ela pegando a boneca de baixo dos meus pés.

– Liana Smith! Já não te avisei para não deixar seus brinquedos esparramados? — disse vovó colocando as mãos na cintura, já de pé.

– Desculpe, vovó, eu estava cuidando de Melissa aqui na sala. — desculpou-se Lily.

– Venha comigo até a cozinha, Katy. — disse vovó.

Me levantei do sofá e acompanhei ela até a cozinha.

– Margreth pediu para mim ficar com Lily nas suas férias antes de voltar para a escola. — disse vovó. — Eles iam tratar dos assuntos de trabalho em Londres e tinham que deixar Liana comigo.

– Ah! Ela é uma gracinha!

– E parece que eu também não vou poder ficar muito tempo com ela. — disse vovó. — Preciso de alguém para ficar com ela. Estou com um problema de saúde.

Abracei ela.

– E qual é esse problema? — perguntei.

– Estou com um problema seríssimo no coração, querida. O médico disse que é preciso eu fazer uma cirurgia urgentemente, mas eu não vou ter com quem ficar com ela.

– Pode deixar que eu fico com ela e sinto muito por isso.

– Tudo bem, querida, afinal, eu já estou ficando velha, não é mesmo? A minha hora está chegando.

Eu prefiria não escutar isso. Resolvi mudar de assunto:

– Será que titia Margareth vai deixar ela ficar comigo?

– Querida, você tem certeza que aceita pegar essa responsabilidade?

– É claro! Eu quero ajudar vocês o máximo que eu posso!

– Eu vou ligar para a sua tia.

E então ela saiu da cozinha e foi direto para a sala.

Subi as escadas e fui até meu quarto, que estava sendo ocupado por Lily. Ela estava sentada em cima da cama penteando os cabelos de sua boneca.

Bati a porta do quarto e entrei.

– Olá! — disse suavemente.

Me sentei na cama e ela me deu um sorriso.

– Oi. — respondeu.

– O que você está fazendo?

– Estou arrumando a Courtney para ir para um baile com seu namorado Kenneth. — lembrei do Kenny na hora e ri um pouco. — Quer brincar também?

E então, ficamos brincando de boneca até vovó nos chamar para almoçar. Devo admitir que sinto falta da minha infância. De não ter responsabilidade.

No almoço, vovó disse que titia deixou eu ficar com a Lily, se não for me incomodar. Lily, que estava ouvindo a conversa, ficou eufórica. Depois que eu almoçamos, eu e ela fomos até o aeroporto comprar as passagens. Depois, voltamos de novo e fomos a um parque de diversões.

POV: Kyle.

Cheguei em casa arrasado. Agora a culpa me corroía por dentro novamente. Stan e Addie tentaram me acalmar, mas tudo o que eu precisava era ficar sozinho.

Entrei no meu quarto, fechei as janelas e me deixei cair na cama.

Flashback on:

Lá estava eu, sentado no sofá do apartamento de Katy. De repente, ela chega e eu me levanto para ver ela.
— Finalmente você chegou! Precisamos conversar! — digo.
Mas ela parecia que não estava escutando, me ignorou e começou a chamar Alex. Eu também não conseguia ouvir sua voz. Só ouvia a minha.
De repente, Alex aparece e ela dá um abraço na Katy, que chora durante o abraço. Fiquei triste na hora. Depois do abraço, Katy foi pro seu quarto.
— Katy! Por favor, eu preciso conversar com você! — disse a seguindo.
Quando chegou no seu quarto, ela trancou a porta se sentou na cama e começou a olhar para o chão.
— Olha, eu sei que você deve estar magoada comigo e eu preciso esclarecer algumas coisas. Não existe outra pessoa que eu ame a não ser você. — disse de frente para ela.
Vi que de seu rosto saia lágrimas sem parar. Ela estava soluçando de tanto chorar.
Tentei pegar ela e abraçá-la, mas era como se eu fosse um fantasma e não conseguia. Ela pegou uma foto minha e uma faca que havia perto.
— Katy! Nem pense nisso! Por favor! Você é a minha vida! Não faça isso, por favor! — gritava.
Mas ela não me escutava. Ela pegou a faca e penetrou na sua mão até jorrar sangue.
Ela fazia uma expressão de estar satisfeita com a dor. Ela chorava e gritava.
A porta, de repente, começou a estremeçer. Não conseguia ouvir o barulho de alguém estava batendo na porta com toda sua força tentando abri-la. Provavelmente era Alex, preocupada com a amiga.
Katy viu que fora percebida, e então penetrou a faca no seu peito e caiu no chão

Flashback off.

Acordei e vi que alguém estava batendo na porta. Provavelmente Stan. Me levantei e abri a porta.

– Cara, você tá suado. O que aconteceu? — perguntou preocupado.

Foi aí que eu senti um arzinho frio bater nos locais que eu estava soado.

– Nada, eu só tirei um cochilo. — respondi.

– Você não vai jantar?

– Estou sem fome.

– Hum, ok então. Boa noite.

– Boa noite.

E então, fechei a porta e fui dormir novamente. Dessa vez, foi um sono sem sonhos.

POV: Katy.

Quando chegamos em casa, a vovó havia preparado uma torta como janta. Como era bom poder comer novamente as famosas tortas da vovó.

A última vez que eu havia comido, fora quando eu tive nove anos. Depois disso, nunca mais voltei a vê-la novamente.

Depois da janta, fui dormir no quarto com Lily, que na verdade, é meu quarto.

Me lembrei que eu ficava naquela janela por horas para a fria brisa balançar meus cabelos. Fui até lá.

– Você já esteve aqui? — perguntou Lily.

– Sim, esse quarto era meu. — respondi.

– Quer dizer que você fugiu daqui?

– Não vamos falar disso. — disse me deitando na cama ao lado de qual Lily estava deitada. — Boa noite.

Ela, por vencida, desligou o abajour e caiu no sono.

Me levantei silenciosamente e fui até o banheiro, me olhei no espelho e me vi com a camiseta do Mickey que vovó havia me emprestado para dormir. Ficou como um vestido para mim. Dei um risinho e fui até a sala, e da sala para a cozinha para beber um copo de água.

Enquanto bebia a água, começei a olhar para cada detalhe da cozinha. Vejo de repente, um papel que brilhava contra a luz em baixo da geladeira. Pego esse papel.

Era uma foto. Uma foto minha quando criança. Virei a foto e atrás estava escrito:

"Sótão"

Afinal, o que o sótão havia de comum com essa foto? Será que lá tem mais?

Peguei uma vela e ascendi com um esqueiro vermelho, sem fazer nenhum ruído, e depois fui para o sótão.

No sótão, no velho, empoeirado e fedido sotão, havia várias caixas. Pude reconhecer algumas pelo o que estava escrito: "CDs", "Roupas de Bebê da Katy", "Brinquedos Velhos da Katy" e finalmente "Fotos". Fui até aquela caixa e abri.

Na verdade, não tinha várias fotos, havia apenas uma. Nessa foto havia algumas gotas de sangue, estava eu e meus pais na frente da casa. Meu coração foi á mil. Atrás estava escrito:

"Tudo o que Deus dá, Deus tira.
Mas de alguma forma, quando Deus tirou, uma pessoa machucou profundamente.
Ela está perdida por dentro, pedindo por piedade e salvação.
Deus, agora, deve ter sorrido para essa pessoa de alguma forma.
Como um raio de luz na escuridão."

Essas palavras me tocaram de uma forma intensa. Deixei uma lágrima escapar.

Me levantei, decidida para ir embora e pegar a foto para mim.

Fui novamente até o banheiro do meu quarto e limpo as marcas de sangue da foto com pouca água, chorando sileciosamente, com as palavras ainda na minha cabeça.

Depois de limpar, deito na cama e coloco a foto embaixo no travesseiro.
Quem escreveu aquilo atrás da foto? De quem era o sangue?


Notas finais
Tadinho do Kenny kkkkkkkkkkkkkkkkkk'
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Eaí? De quem será o sangue na foto? Quem escreveu aquela mensagem na foto?