Nunca Vou Deixar Você Partir
22 Eu Te Odeio
Notas iniciais
Boa leitura! ^^
POV: Katy.
Nova Iorque, finalmente. Dessa vez, nem jet lag tive.
Quando cheguei, fui em uma lanchonete do aeroporto fui comer um pouco.
De repente, meu celular toca. Esqueci de desligá-lo. E advinhem quem é?
- Oi, Kyle. — disse com o maior desânimo do mundo.
- Katy? Onde você tava? — perguntou preocupado quase berrando.
- Não importa isso agora. — respondi. — O que importa são duas coisas: uma que eu não vou falar e o que você está escondendo de mim.
Ele bufou.
- Eu já te disse que não estou escondendo nada.
- Está sim, Kyle. — disse. — Poxa, você me fez dizer o que diabos está acontecendo comigo, disse que pretende passar a eternidade comigo, mas você não faz o mesmo. Qual é a sua?
- Não estou escondendo nada! Já te disse!
- Você está mentindo! — disse. — Você age como se fosse um estranho perto de mim. Você pensa que eu não percebo?
Ele suspirou.
- Eu vou até o seu apartamento para a gente conversar,o...
- Eu não quero conversar com você. — disse o interrompendo. — Eu não quero te ver e não quero te ouvir. Só se você me dizer o que está escondendo.
- Aqui por telefone não dá.
- Como não dá? Não tem ninguém ouvindo aqui! — exclamei. — E com certeza, pro Stan, pro Cartman e pro Kenny você já contou. Mas para mim, que sou a SUA NAMORADA você não conta. — após dizer isso, desliguei o celular.
Não estava começando a ficar triste com ele. Estava começando a ficar brava, muito brava. Isso é bom, para ele, porque ainda assim ele vai poder se desculpar comigo e eu vou voltar a ficar feliz, digamos.
Fui pagar a conta e voltar para o meu apartamento, mesmo tendo dúvidas que ele iria para lá.
No apartmento, fui recebida com abraços de Lily e Alex.
- Como foi a viagem? — perguntou Lily. — Alex me contou que você foi até Miami para comprar seus materiais de detetive. Posso ver?
Dei um olhar de "obrigado" para Alex e olhei para ela.
- Mais tarde. Preciso tomar café e ver umas coisas. — respondi.
Ela assentiu e foi pegar a Melissa.
- Como estava a sua avó? — perguntou Alex.
- Melhorando. Os médicos disseram que ela está melhorando. Mas pode piorar muito a qualquer momento.
- Você quer dizer que ela pode...
- Morrer, sim... — respondi.
- Posso perguntar uma coisa? — perguntou Alex cruzando os braços. — Como você recebeu um aviso, alerta, sei lá para ir visitar a sua avó, hein?
O-oh.
- O hospital havia me mandado um e-mail. Eu havia deixado meu e-mail com a minha avó quando fui em South Park da outra vez.
Ela assentiu desconfiando.
Fui até a cozinha e peguei um biscoito e levei até o meu quarto. Após entrar, a tranquei.
Peguei o quadro na minha bolsa e coloquei em cima da cama. Depois, peguei minha lanterna e, digamos que "iluminei" cada superfície do quadro, mas não havia nenhuma mensagem. Peguei a lupa e olhei cada parte do quadro. Nada de minúsculas mensagens também. Peguei o quadro e começei e a estudá-lo melhor.
Tenho que saber onde fica essa mulher, a Claire Thomas... Mas, ao mesmo tempo, eu tenho que conhecer sobre essa mulher. Esse nome não me é estranho...
Flashback On:
- Mãe! — chamei. — Quem é essa mulher aqui? — perguntei apontando para uma parte da árvore genealógica que ficava na casa da minha tia Margareth.
— Ela era a minha avó.
— E essa aqui?
— Ela é como se fosse... a falsa avó de seu pai.
— Como assim?
— Tá vendo esse homem aqui? — começou a explicar mamãe. — Esse homem se casou com essa mulher. — e apontou para uma outra parte. — Mas esse homem teve um filho fora do casamento, e foi onde surgiu o vovô.
— Essa mulher ainda tá viva?
— Infelizmente não. — respondeu. — Mas a filha dela está morando em Nova Iorque.
— Qual é o nome da filha dela?
— Olivia Thomas.
Flashback Off.
Dei um risinho. Como eu era curiosa.
Coloquei o quadro embaixo da cama e sai do quarto.
- Alex, você conhece alguma Olívia Thomas? — perguntei.
- Não. Por que?
- Eu preciso conversar com ela. — disse indo para a recepção.
Eu me vi correndo para encontrar com uma mulher que eu nem conheço. Mas ela deve ter informações importantes.
- Sra. McPhill! — chamei. — A senhora conhece alguma Olívia Thomas?
- Conheço! Eu sou amiga dela.
- Pode me levar até a casa dela?
- Katy, eu não posso sair do trabalho desse jeito!
- Por favor! — implorei.
- Ok, para que você quer a Olívia?
- No caminho eu te explico. — respondi.
Fomos até um taxi, e a Sra. McPhill deu os comandos.
- Posso saber finalmente o que está acontecendo? — perguntou a Sra. McPhill.
- Eu recebi um e-mail, anônimo, de alguém que me conhecia e eu tenho certeza que tem a ver com a morte dos meus pais. — respondi. — Ele está me dando dicas até chegar ao assassino.
- E você acha que Olivia é a responsável?
- Não, eu só quero interrogá-la. — respondi. — A família dela faz parte da árvore genealógica.
Ela fez uma menção de que estivesse entendendo tudo e preferiu ficar quieta. Fizemos uma viagem silenciosa até a casa de Olívia. A Sra. McPhill.
Paramos na frente da casa.
- Sra. McPhill. — chamei. Ela olhou para mim. — Eu sou uma detetive particular, ok?
Ela assentiu balançando a cabeça positivamente e bateu na porta da casa dela.
Uma mulher de cabelos castanhos claro nos atendeu.
Quando caí em mim, foi daí que eu percebi. Ela é a mãe do Derek. Agora eu tinha provas convictas de que Derek era o assassino.
- Luize! — disse a mulher. — Como vai? Essa aí é a sua filha?
Pelo que parece, ela nem me reconhece.
- Oi, Olívia. — disse a Sra, McPhill. — Eu estou bem. Essa daqui não é minha filha, ela é uma detetive particular de uma moradora do prédio.
Ela assentiu tentando esconder o quanto estava surpresa e apavorada com aquela visita. Ela nos deixou entrar e eu me sentei no sofá macio bege dela.
- E então, o que quer saber? — perguntou Olívia se sentando em uma poltrona de frente para mim.
A Sra. McPhill se sentou em uma poltrona á esquerda dela.
- Minha cliente me deu ordens para investigar o assassino de seus pais. — respondi. — Perguntei para ela sobre a família dela, e ela me apresentou sua árvore genealógica. Lá, estava a mãe da senhora, a Sra. Claire Thomas.
Ela parecia que ia desmaiar.
- Não se preocuope. Vim aqui somente para interrogá-la sobre o assunto. — disse a acalmando.
Ela pareceu ficar um pouco mais tranquila.
- Continue. — pediu.
- Quero saber de tudo sobre a sua família, digo, a que você criou. — perguntei para mim ter afirmações de que realmente era o Derek.
Ela suspirou fundo e começou.
- Me casei com John O'Conner. Tive dois filhos gêmeos. Derek, o mais velho, e Patrick, obviamente o mais novo. Mas na época, nós não tinhamos condições de cuidar de Patrick, e então, colocamos ele no orfanato. — havia angústia na voz dela. — Quando John arrumou um emprego melhor, fizemos de tudo para achar Patrick, e ainda estamos, mas ele só manda cartas dizendo o quanto nos odeia por termos abandonado ele, e agora, ele quer viver uma vida longe da gente. Derek é um amor de pessoa, nesse pouco tempo, ele estava namorando com a Srta. Marshal, mas eles terminaram não sei por qual motivo. Patrick é uma pessoa vingativa, cheia de ódio, mas ele se dá muito bem com o irmão, muito bem mesmo. Não sei se você percebeu, mas na árvore genealógica havia um filho bastardo que gerou uma família com o nosso nome, não é mesmo? — balancei a cabeça positivamente. — Meu filho matou esse filho bastardo. Ele quer acabar com cada pessoa dessa família. Ele diz que isso está desonrando a família, e ele se preocupa muito com a reputação. — após dizer isso, ela respirou fundo. — Queria tanto que isso acabasse.- e então, se desatou a chorar.
Não pude me controlar, fui até ela e a abraçei.
- Desculpe, Sra. — disse. — É o meu trabalho. Mas vou fazer o máximo possível para trazê-lo de volta. Mas não prometo nada que eu vou conseguir.
Nos soltamos e ela ficou me olhando, ainda com lágrimas nos olhos.
- Obrigada. — agradeceu. — Você está sendo como um anjo para mim.
Dei um sorriso e ela me soltou. Olhei para a Sra. McPhill, que apenas olhava aquela cena naturalmente
- Era somente isso que você gostaria de me perguntar? — perguntou enxugando as lágrimas dos olhos.
- Na sua família, digo, seu pai e sua mãe, seus avós e tias, etc. Tinha alguém com uma personalidade vingativa, ou que está relacionada a matança?
— Não.
- Onde seu filho está hospedado?
- Ele está em São Francisco.
- Ah, obrigada. — respondi. — Era só isso. Desculpe por tudo isso.
- Não, não há porque se desculpar só porque eu chorei. — testemunhou. — Você só está fazendo seu trabalho.
Dei um sorriso e nos despedimos. A Sra. McPhill também se despediu.
Agora, eu tinha plena convicção de que eu tinha que me desculpar com o Derek. Tinha a impressão, á partir daquele momento, de que ele não era o assassino. A própria mãe dele o elogiou, e ela não ia mentir para um detetive, ia? Ela parecia ser tão sincera.
Saimos da casa e andamos em direção do apartamento até achar um taxi.
A Sra. McPhill não comentou nada sobre a visita. Fiz o mesmo de não tocar no assunto e continuar o silêncio.
Quando cheguei na recepção, disse:
- Depois eu converso com seu chefe.
Ela assentiu.
Fui andando até o elevador, até que uma mão quente agarra meu braço, eu me viro.
- Afinal, eu já não te disse que não quero olhar para você? — perguntei, sarcástica.
- Mas eu quero.
- Olha... — respirei fundo. — Eu tô cansada disso. Eu vou te dar a liberdade de me falar ou não as coisas. Se você quiser falar, ótimo, se não quiser, melhor ainda. Só não quero que fique bravo comigo depois se eu esconder algo de você.
Ele assentiu.
- Mas eu quero te falar. Eu não sei por quanto tempo mais eu vou esconder isso de você. Não quero fazer mistérios e nem rodeios. — disse.
Fomos para o elevador em silêncio, e sem encostar um no outro. Minhas mãos sentiam falta de segurar as dele, mas as controlei cruzando os braços.
No meu quarto, a primeira coisa que eu fiz, foi me sentar na cama e ele ficar em pé, na minha frente, para me explicar
- Ok, se você realmente quiser contar, o momento é esse. — disse.
Ele respirou fundo e começou a explicar.
A Rebecca está na mesma faculdade que a gente. Ela já o beijara três vezes, e estava planejando separar nós dois, porque ela queria o Kyle. Ele me contou tudo o que ela já fez com ele e tudo o que ela já disse.
- Bem, se quiser ficar com ela, é uma escolha sua. — disse me levantando e indo para a janela. — E me desculpe por te tratar daquele jeito.
Senti mãos me abraçarem por trás e sua respiração ofegante no meu ouvido.
- Eu nunca mais quero ver ela na minha frente. Nunca. — disse. — Eu quero passar toda a minha vida com você. E além do mais, eu também devo desculpas por esconder isso de você.
- E eu quero cumprir seu pedido. — disse. — Só porque eu te amo.
- Eu também te amo, Perfeição. — ele me virou e me beijou.
Foi um beijo que começou quente e agitado, com o passar do tempo, fomos ficando sem ar e o beijo foi ficando mais suave.
Quando nossos lábios se soltaram, ele me pegou no colo.
- Me solta! O que você tá fazendo? Eu sei andar, sabia? — exclamei.
- Eu também tenho que cuidar do que é meu, não é?
Dizendo isso, ele me colocou na minha cama e se deitou do meu lado.
- Quero contar para todos que estamos namorando. — disse. — Estou farto de guardar isso em segredo.
- Então tá. — disse sorrindo. — Vamos marcar de jantar todos juntos, essa noite.
- Mas eu não sei se devo convidar o Stan... — disse Kyle. — Ele esta brigado com a namorada.
- Vamos convidar os dois. Vai ver que eles se reconciliam.
- Ok. Que horas?
- Ás sete.
- Onde?
- Em um restaurante perto do Empire State. — disse brincalhona. — A comida lá é muito boa, e caso eu precise matar alguém ou a mim mesmo, não é? Nunca se sabe...
- Muito engraçado da sua parte, tá? — disse enquanto eu ria. — Eu não vou deixar você se matar.
- Então eu posso matar alguém?
- Pode, desde que não seja você mesma. — disse dando de ombros. — Afinal, vou te pedir em namoro novamente, na frente de todos. Se você se matar, não vou ter a que, fazer esse pedido, e nem quem, porque eu vou me matar logo em seguida;
Engoli seco. Na frente de todos?
Se tinha uma coisa que eu odeio é chamar a atenção.
- Você não vai fazer isso. — teimei. — Você não vai fazer o pedido novamente, e na frente de todos ainda!
- Por que não?
- Se tem uma coisa ridícula é querer chamar a atenção.
- Quero ver você me impedir.
- Você duvida?
- Duvido. — disse desafiador, o que me fez ficar com o sangue fervendo. — Vou mandar uma mensagem para os caras.
- Vou avisar as meninas e já volto. — disse me levantando da cama.
Abri a porta e encontrei as meninas fazendo brigadeiro.
- Oi! — disse. — Tenho um convite para vocês.
- Aé? — perguntou Alex. — Qual?
- Temos uma surpresa para vocês. Vamos jantar no restaurante perto do Empire State, ás sete. — respondi. — Até voce tá convidada, Lily.
Ela deu um sorriso.
- Todas de vestido ás seis e meia, ok? — disse saindo.
Quando cheguei no meu quarto, ele já estava levantando.
- Onde você vai? — perguntei.
- Vou me arrumar. — respondeu.
- Você não precisa se arrumar, você já é lindo.
- Mas eu tenho certeza que você vai querer um judeu bonitão para te pedir em namoro no restaurante. — disse piscando, o que me fez quase matá-lo. — Prometo que vou voltar.
- Até lá, quero vocês de vestido. Aquele é um restaurante formal, vocês tem que saber disso. — disse. — E talvez, eu até possa cumprir aquele planinho de me jogar do Empire State... — disse provocativa.
- Não faça isso. — alertou, sério, apontando o dedo para mim.
Ele se aproximou de mim e me deu um selinho antes de sair. Quando ele saiu, me arrumei rápido, com um vestido azul marinho longo e mangas compridas.
Depois, peguei o notebook e vi se tinha algum e-mail.
"Muito bem, Katy.
Deve estar pensando quem sou eu e se eu sou o assassino, a resposta para a ultima pergunta é não e prefiro manter a minha identidade em anônimo.
A coisa agora vai piorar. Quero que você seja uma detetive experiente.
Logo mandarei mais mensagens,
Anônimo."
Graças á Deus esse cara não matou meu pais. Espero poder confiar nele.
Pelo menos ele me elogiou uma vez.
De repente, a porta é aberta, coloco o quadro debaixo da cama depressa.
- Katy, me ajuda a me arrumar? — pediu.
- Isso aí é com a Alex, mas já que você quer a minha ajuda... — disse.
Ela fechou a porta e eu peguei a bolsa dela. Tinha um vestido igual ao meu — grande e com mangas compridas — coloquei nela esse vestido e depois, coloquei minha maquiagem que eu não uso faz tempo nela.
- Você está ficando bonita. — comentei.
- Nunca vou chegar nos seus pés. — disse. — Você é muito mais bonita do que eu.
- Não, você não vai chegar nos meus pés, vai passar deles. — disse sorrindo. — Você não vai me achar bonita quando eu for uma velhinha.
- Mas você já tem meninos que gostam de você, eu não.
Respirei fundo e olhei nos olhos dela.
- Lily, você ainda tem seis anos. Dê um crédito a si mesma! — disse. — Eu acho horrível ter meninos que gostam de mim, é sério! Ele fica em cima de você e eu odeio isso. Aproveite, porque eu queria ter a sua idade.
- Mesmo sendo feia?
- Você não é feia. É linda.
Ela fez um sorriso forçado e terminei de passar maquiagem nela.
Logo, todas estavamos pronta. Fomos no restaurante e lá encontramos todo mundo.
- Você disse que ia voltar, não é? — disse dando um soco no ombro dele.
- Desculpe. — disse para mim. — Vamos nos sentar!
Nos sentamos em uma mesa, e eu, é claro, sentei do lado dele. Do meu lado estava Alex, que ficou do lado do Kenny, do lado do Kenny estava o Cartman, do lado do Cartman estava o Stan e do lado dele estava a Addie. Ela e Stan pareciam estar se reconciliando aos sussurros.
Começamos a conversar. Tivemos uma conversa longa e animada. Logo, chamamos as comidas e eu na expectativa do Kyle não berrar: "Olhem aqui todos! Eu estou aqui para pedir Katy Marshal em namoro. Você gostaria de aceitar namorar comigo? um judeu idiota...". Ele podia dizer entre todos da mesa, que nós estavamos namorando, só isso. Eu já estava pensando em me levantar e fingir ir no banheiro, enquanto eu ia lá no Empire State me matar.
Depois de todos comermos, eu ia dar uma fugidinha, mas escutamos alguem bater na taça com uma colher. E, obviamente era ele, o Kyle. Meu sangue ferveu, de repente, e o pior é que o restaurante inteiro começou a prestar atenção nele. Eu deitei a minha cabeça na mesa e ninguém havia reparado.
- Desculpe a intromissão, mas eu gostaria de fazer um pedido aqui, em público, para todos serem testemunhas. — disse Kyle. — Eu tô amando uma garota já faz um tempo. Em tantos dias que saimos juntos, foi só nele que eu descobri a verdade: Eu ão conseguia me ver amando ninguém, pelo resto da minha vida, a não ser ela. Não importa o quanto eles interfiram, é pra valer... — nesse momento, tenho certeza de que ele estava falando da Rebecca. — Indo logo no assundo, Katy Marshal, quer namorar comigo?
Alex ficou surpresa de alegria. Ela poderia explodir de tanta alegria naquele momento. Me levanteu da mesa e fui ao encontro dele, que já estava ajoelhado, atrás de mim, com uma caixinha e com um anel dentro.
- Kyle, isso não é um pedido de casamento. — sussurei.
- Dane-se, é para mostrar pros meninos que você já tem dono. — sussurou sorridente.
Respirei fundo.
- Eu aceito. — respondi.
Ele deu um sorriso e me beijou.
Enquanto todos do restaurante batiam palmas, nossos amigos pularam da mesa gritando: "AEEE!" e vieram nos abraçar.
Kyle desgrudou os seus lábios dos meus e vimos Alex e Stan na nossa frente.
- Diga que eu estava certa o tempo inteiro. — disse Alex.
Flashback on:
– Sabe, Katy, acho que você devia ir conversar com eles. Para ver se há uma trégua nessa guerra, pelo amor de Deus, eu já estou cansada de ver vocês dois se encarando.
– Desculpe, Alex, mas eu não vou falar nem um "A" para ele. Ele me odeia e eu odeio ele, e vivems totalmente felizes odiando um ao outro.
– Mas você sabe que os opostos se atraem né?
– Ah, pelo amor de Deus, Alex! Eu não acredito nisso. Acho que no nosso caso, é uma excessão.
– Essa "lei" nunca falha, Katy.
– Mas não estou dizendo que está falhando, estou dizendo que é uma excessão no meu caso.
– Então tá. Mas no final eu gostaria que você dissesse que eu estava certa o tempo todo.
– Por que?
– Por que você vai ficar junto com o Kyle.
Flashback Off.
- Ok, ok, você estava certa o tempo inteiro. — disse revirando os olhos.
POV: Kyle.
- Sua vez, Kyle. — disse Stan. — diga que eu tinha razão o tempo inteiro também.
Flashback on:
– Hey, Kyle, acho que você deveria ser mais maleável com essa Katy Marshal.
– Por que eu deveria?
– Oras, sempre me disseram que duas pessoas que mais se odeiam é quem vai fazer um belo casal no final.
– Isso é impossível. Não tem como provar.
– Tem sim, e eu vou provar.
– Quando?
– No final.
– Aff Stan, para de ser um babaca.
Flashback off.
— Tá bom, você tinha razão o tempo inteiro. — disse revirando os olhos, por mais que eu tivesse odiado ter que dizer isso. — Só em uma coisa que não.
- No que?! — perguntou assustado.
- Ainda não é o fim.
- Ah é.
POV: Katy.
Rimos e eles se sentaram.
Kyle pegou o anel e colocou no meu dedo. Era um anel com um diamante em formato de coração. O tamanho do diamante era médio.
- Esse anel deve ter custado uma fortuna! — comentei.
- Disso eu não sei. — começou.- Esse anel, minha avó tinha me dado quando eu estava na sétima. Eu e ela ermamos muito íntimos, eu contava tudo para ela, e ela parecia ser a única pessoa que me entendia. Ela me deu esse anel dizendo: "Olha, meu filho, eu vou te dar esse anel de quando seu avô me pediu em namoro para você dar para a sua verdadeira namorada." e então eu perguntei: "Como assim?" e ela respondeu: "A mulher que você realmente amar. A que você sentir que ficará com ela para sempre. Você entendeu, né? Não vou ficar dando uma de poeta aqui!".
Ri.
Ele deu um sorriso.
- Você gostou do anel?
- É claro! Ele é lindo! — exclamei.
- Que bom que tenha gostado. — comentou. — Só espero que ainda não se jogue do Empire State. Quando você se levantou da cadeira, eu já peguei a taça e bati a colher nela.
— Como eu te odeio! — exclamei.
Ele riu.
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