Nunca Vou Deixar Você Partir
13 Surpresas Desagradáveis
Notas iniciais
PDV: Katy.
Eu e Kyle dormimos olhando um para o outro.
Quer saber? Agora eu sinto certeza de duas coisas: Primeira, eu estou completamente, perdidamente, confusamente, infinitamente, irrevogalmente, loucamente e incondicionalmente apaixonada por ele; E Segunda: Derek não iria me perdoar nunca, apesar de eu ainda amar ele só que com menos intensidade.
Ontem foi o melhor dia da minha vida, e acho que hoje também pode ser. Infelizmente, esses dias de ouro estão acabando porque a faculdade começa no dia 3, em uma segunda-feira.
Olhei para o Kyle, vi a luz do sol batendo delicadamente em seu rosto e iluminando cada parte dele. E seu cabelo, bem, apesar de ser "meio" bagunçado, é lindo.
Me levantei e tomei um banho. Depois do banho, decidi acordar-lo para ver seus olhos outra vez.
- Kyle! Acorda aí! — disse chacoalhando ele.
Ele foi abrindo seus olhos verdes devagar.
- Bom dia. — disse sorrindo para ele.
Ele corou e depois se espreguiçou.
- O que temos de bom pro café? — perguntou.
- Você só pensa em comer, é? — perguntei sorrindo.
Rimos.
- Vai tomar um banho e eu preparo o seu café. — pedi.
- Ok, me dá uma toalha?
Abri meu guarda roupa e lhe dei minha toalha azul clara.
Saí do quarto.
POV: Kyle.
Peguei a toalha, entrei no banheiro e me despi antes de entrar no box.
Peguei o shampoo dela e cheirei. Era de camomila. Passei no cabelo massageando o couro cabeludo. Depois de enxaguar, era hora de passar o creme. Antes de passar o creme, também o cheirei. Tinha cheiro de morangos. Passei no cabelo e depois enxaguei bastante para não ficar o cheiro. Depois, me lavei, fechei a torneira, me enxuguei e fui trocar de roupa no quarto dela. Vi que havia roupas limpas para mim usar. Coloquei elas.
POV: Katy.
Enquanto Kyle foi tomar um banho, vi que em cima do sofá havia um monte de roupas e um blhete em cima.
"Katy,
Ontem, vocês não voltaram para o restaurante. Ficamos preocupados, mas não deixamos de ir para a boate, porque Kenny dizia: "Eles não estão sozinhos e não são mais crianças! Eles sabem se defender! E além do mais, quem ia violentar alguém em pleno ano novo?" e a gente confirmava. Quando voltei pra casa, entrei no seu quarto e vi vocês dois dormindo um virado para o outro. Liguei para Stan despreocuoando ele do paradeiro de vocês dois. Saí daqui ás sete e fui buscar roupas pro Kyle no apartamento dele e depois fui dar uma saidinha.
Espero que você tenha uma excelente explicação pelo fato de não ter mais voltado mais pro restaurante.
Alex."
Peguei a roupa e coloquei em cima da cama para ele ver que há roupa limpa para ele usar.
Após fazer isso, fui até a cozinha e preparei uma taça com o pudim da Alex pra ele e para mim.
Logo, ele saiu do quarto com a roupa limpa e me perguntou:
- Você foi até o meu apartamento?
- Não. Foi Alex que deixou. Ela passou lá e pegou uma roupa para você.
- Como ela sabia que eu tava aqui?
- Ela viu a gente dormir.
Ele assentiu e se sentou na mesa.
- Olha, temos uma coisa que eu acho que você vai gostar muito... — e então peguei as taças com os pudins e coloquei na mesa antes de me sentar
Ele pegou a colher e exprimentou. Também comi o meu.
- É bom! — comentou comendo ainda mais rápido.
Ele parecia uma criança quando gostava de um doce e comia ainda mais rápido.
Dei um risinho.
- O que foi? — perguntou.
- Nada não.
Ele deu de ombros e continuou a comer.
Após terminarmos de comer os pudins, fomos assistir TV.
Logo o telefone tocou.
Fui atender, e me surpreendo:
- Oi amorzinho! Como foi seu ano novo? — perguntou Derek.
Respirei fundo.
- Foi bem legal... — disse me lembrando do beijo que Kyle me deu.
- Bem, eu liguei pra avisar que eu acabei de chegar em Nova Iorque.
- Você tá mentindo né Derek?
- Tô falando sério! Eu tô no aeroporto.
Levei minha mão na boca.
Kyle de repente, pega suas coisas e sai. Coloco a mão no telefone onde eu ia falar e disse ao Kyle:
- Ah! Fica aqui Kyle! Por favor!
- Não, é melhor eu ir embora. — disse isso ao sair.
Tirei a mão do telefone e disse irritada:
- É bom vir logo, pois temos uma conversa séria para tratarmos.
- Eu sei, eu sei...
- Vou te buscar no aeroporto. E é bom você ficar onde eu possa vê-lo.
- Hey! O que aconteceu? Você ficou brava de uma hora para outra!
- Apenas faça o qu eu digo!
Após respondê-lo, desliguei o telefone. Me deixei cair no sofá bufando.
Por que quando tudo está indo bem tem que ter alguém ou alguma coisa para deixar a situação ruim?
Depois, peguei meu celular e fui até o aeroporto atrás de Derek.
Resolvi ligar para o Kyle:
- Alô? Kyle?
- É. Oi Katy! Aconteceu alguma coisa?
- Não. Na verdade, o Derek acabou de chegar em Nova Iorque e eu vou buscar ele. Infelizmente.
Ele respirou fundo.
- Mais alguma coisa? — perguntou.
- Eu queria saber se esta tudo bem com você, você saiu sem se despedir de mim. Eu ia ficar com você no seu apartamento o dia inteiro.
- Mas agora que o Derek chegou, você vai ter que dar atenção á ele, né?
Ele respirou fundo novamente.
- Katy, eu espero que me perdoe sobre... aquilo.
- Kyle, entenda, foi sem querer, e além do mais, é claro que eu vou te perdoar. Nós não resistimos ao clima do momento... — disse após rir.
Eu ria de uma situação séria. Se Derek descobrisse sobre o beijo, eu e Kyle estávamos fritos.
- Bem, até logo então. — disse ele antes de desligar o telefone.
Respirei fundo e entrei no elevador. Quando as portas se abriram, corri pela recepção até chegar a porta do hotel e encontrar um taxi ali.
- Poderia me levar até o aeroporto? -perguntei ao motorista após entrar no taxi.
- Claro. — disse dando partida no carro e começando a dirigir.
Senti uma parte do meu coração fazer contagem regressiva para ver o Derek e outra para fugir para o apartamento do Kyle.
No aeroporto, paguei o taxista e fui ao encontro de Derek, que estava conversando com um taxista do lado do seu carro!
- HEY! — disse correndo para me aproximar dele.
Ele me viu, me abraçou e entramos no taxi. Após ele falar para o motorista nos levar para o nosso hotel, ele me encheu de perguntas.
- E então? Como passou a vida durante a minha ausência?
- Passei melhor do que você poderia imaginar. Eu estava tentando me divertir para esquecer um pouco a sua ausência.
- Aonde você foi durante todo esse tempo com seus amigos?
- Fui a restaurantes jantar fora, a cinemas, piqueniques, dar umas voltinhas pela cidade. Nada demais.
- Novidades?
- Não.
- Algo ruim pra contar?
Pensei em contar sobre o meu emprego, mas preferi ficar quieta, pois o motorista estava escutando a nossa conversa.
- Não.
- Imagino que seus passeios com seus amigos deveriam ser algo mais para esfriar a cabeça.
- É, foi como eu disse, nada demais.
Depois de tudo isso, ele ficou em silêncio.
- Tô parecendo um namorado ciumento, não é? — perguntou.
- Na verdade, está parecendo um namorado curioso também. — disse após sorrir.
- Bem, eu tenho o direito de saber o que se passa com a minha namorada, não é?
- E se você tem esse direito, eu também tenho. E já que estamos falando sobre isso, o único que tá fazendo perguntas aqui é você.
- Pergunte o que quiser. — disse dando de ombros.
- O que ficou fazendo todo esse tempo?
- Apenas estudando e indo pra biblioteca.
- Acompanhado, imagino.
- É, eu estava acompanhado com meus amigos.
- Deve ter alguma amiga aí no meio, não é?
- Agora você está agindo como se tivesse com ciúmes!
- Bem, é como você disse, eu também tenho o direito de saber o que se passa com o meu namorado.
Ele respirou fundo, como se estivesse sido obrigado a contar a verdade.
- É, tem uma amiga no meio. Não se preocupe, eu e ela não temos nada. Ela é extremamente feia. — disse após rir.
- Se está dizendo isso para me confortar, está fazendo do jeito errado. Pare de mentir, Derek! A garota é bonita. Nenhum menino iria querer ser amiga de uma garota feia, não acha?
- Tá com ciúmes, não é?
- Não, é que eu faço essas perguntas caso você ouse aprontar alguma coisa. Assim, eu já vou ter outra pessoa.
Ele ficou em silêncio. O taxista parecia interessado na nossa conversa.
- Fico imaginando o que a fez fria durante todo esse tempo. — comentou.
- Na verdade, eu não sou fria. Eu apenas abri os olhos.
Ele ignorou essa e me abraçou. E então, beijou minha testa.
- Essa é a minha detetive! — disse.
Uma parte do meu coração revirava os olhos e a outra parecia satisfeita.
No meu apartamento, ele pagou o taxista, pegou suas malas e levou pro meu apartamento. Ele ia ficar comigo por alguns dias.
Ele cumprimentou a Sra. McPhill que fez isso secamente e depois foi pro meu apartamento tomar um banho. Enquanto ele tomava banho, o telefone tocou.
- Alô? Srta. Marshal? — disse o homem.
- Sim, quem fala?
- Aqui é o Mike Black.
- Aconteceu algo errado?
- Muito pelo contrário. Descobrimos uma coisa que você gostaria de saber.
- Me conte tudo.
- Bem, pedi ao meu agente, Robert Hudson para ir até Berlin em um avião supersônico. Lá, ele estava andando com alguns amigos, mas quando estava sozinho, planejava assassinatos. Há nos documentos duas vítimas dele, aqui há, Sr. e Sra. Marshal. Ele deve ser algum tipo de psicopata. E não se preocupe porque ele não fez nada de ruim em Berlin. Tudo isso está na ficha dele que, se você quiser, eu posso mandar fazer um boletim de ocorrência. Perdoe-me pelas palavras, Srta. Marshal.
Lágrimas escorriam sem cessar do meu rosto.
- Tudo bem, Sr. Black, afinal era o seu trabalho descobrir isso. Não precisa fazer um boletim de ocorrência.
- Espero que você também saiba que ele chegou.
- Eu sei, não se preocupe.
Ele respirou fundo e logo pediu:
- Eu gostaria de lhe pedir um favor.
- Diga.
- Prometa que vai contar isso á ele na hora certa, e o detetive é anônimo.
- Prometo.
- Muito bem. Adeus.
E então ele desligou o telefone.
Sentei no sofá e começei a chorar descontroladamente.
Como ele pode me decepcionar desse jeito? Ele jogou todo o meu amor por ele fora, por mais que meu amor por ele seja pouco, poderia crescer, mas não. Agora é tarde demais.
Ele então, saiu do meu quarto e me viu naquele estado e se sentou do meu lado.
- Derek, eu quero terminar com você. — disse me levantando.
- Mas o que eu já fiz?
- Não precisa perguntar, pois você já sabe.
- Quer saber? Sendo o que for, eu não quero terminar com você e eu não vou.
- Mas EU quero, e se é você me ama de verdade, gostaria de me ver livre, não gostaria? Quer fazer o favor de pegar suas coisas e ir embora daqui antes que eu mesma faça isso?
Ele começou a chorar. Se levantou do sofá, pegou suas coisas e saiu.
Uma parte do meu coração se sentia aliviado, a outra parte gritava para ele não ir embora.
Ele fez uma coisa errada. Ele matou meus pais. E eu não vou perdoa-lo tão cedo por isso.
Fui até a sacada. Depois de alguns instantes, lá estava ele de maia e cuia, colocando suas malas no porta-malas do taxi e depois indo embora para sempre das minhas vistas.
Três batidas na porta me tiram a atenção. Vou atender, e é obvio, a Sra. McPhill.
- Espero que tenha uma excelente explicação para tudo isso! — disse entrando e se sentando no sofá.
- E eu tenho, mas espero que entenda. — disse me sentando do lado dela.
Expliquei para ela tudo, praticalmente, me desabafei. A expliquei sobre meus sentimentos sobre o Derek e o Kyle, meu emprego, minha vida, etc. Eu até estava soluçando de tanto chorar. Quando terminei, ela parecia triste.
- Calma, querida. Eu entendi. Não precisa se preocupar com aquele canalha. — disse me abraçando. — Olha, agora você está livre! Livre de compromissos, vai poder beijar muito, paquerar muito, tudo isso sem se preocupar com homem nenhum te controlando. É, eu sei que ele enganou a todos nós, eu mesma achava ele um garoto exemplar, mas você precisa perdoar ele. Sendo os motivos de ter assassinado seus pais injustas ou injustas, você, uma hora ou outra vai ter que perdoar ele.
- Vai ser dificil perdoar aquele filho da mãe mas eu vou tentar.
- Você vai conseguir, querida. Eu acredito em você. Não se esqueça: Não repreenda as coisas.
- Ok, ok...
Ela respirou fundo.
- Vou indo. Você vai sair? — perguntou.
- Provavelmente não.
- Ok. Vou trabalhar. — disse dando um beijo na minha testa e saindo do meu apartamento.
POV: Kyle.
Quando eu cheguei no meu apartamento, ninguém estava acordado.
Fui no meu quarto, me deixei jogar na minha cama. Aquele beijo não saia da minha cabeça.
De repente, a porta é aberta e Stan entra no meu quarto.
- Eaí cara! — disse se sentando na minha cama.
Me sentei do lado dele e respondi:
- Eaí.
- Tudo bem?
- Tudo sim.
- O que aconteceu ontem?
Expliquei toda a situação pro Stan.
- Eu avisei sobre ela, cara. — disse Stan.
- Eu sei, Stan, mas é que eu não pude evitar.
- Eu também sei disso, mas eu não estou jogando toda a responsabilidade em cima de você.
- Não?!
- É claro que não! O amor acontece quando menos esperamos, não é?
- Pior que é verdade...
- Eu vim aqui pra te convidar pra ir buscar a Addie. Ela tá no aeroporto. Ela veio pra ficar com a gente.
- Ela vai fazer a faculdade com a gente?
- Não, é outra faculdade dessa cidade.
- Ela quer fazer o que?
- Ela quer fazer faculdade de história.
- Ela é louca. Quem ia querer fazer uma faculdade tão chata dessas?
- Eu sei.
- Vamos então pro aeroporto?
- Vamos.
Peguei meu celular e então fomos pro aeroporto.
Lá encontramos Derek. Fomos cumprimentea-lo. Eu estava á espera que ele falasse alguma coisa da Katy.
- Oi Derek! E aí! — disse Stan. — Quanto tempo hein!
- Poisé, Stan. — disse ele. — E aí Kyle?
- Eu tô bem. — respondi secamente.
- O que você tá fazendo aqui? Pensei que tivesse fazendo a faculdade em Berlin! — perguntou Stan.
- Na verdade, eu tô ainda. Só vim visitar a Katy, que... não é mais a minha namorada.
Bem, ela me disse que ia terminar com ele por causa de uma ligação, mas tenho certeza que ela só estava desconfiada, só isso.
- Sinto muito. — disse Stan.
- Você sabe porque?
- Não. Quando eu cheguei lá, fui tomar banho e depois ela me chamou para conversar já chorando e disse que queria terminar comigo, mas não me disse o motivo.
- Até onde eu conheço ela, ela nunca iria fazer isso. Ela ama você de verdade. Tem certeza de que você não fez nada?
- Absoluta.
- Vai voltar pra Alemanha?
- Vou. Vou ver se eu consigo arrumar as passagens hoje.
- Tá cara, desejo tudo de bom pra você. Tchau! — disse Stan se despedindo.
Quando nos afastamos dele, Stan olhou para mim:
- Não acredito que você fez a Katy se apaixonar por você!
- Não! Eu juro que não fui eu! Ela me disse que já estava pensando em terminar com o cara!
- Quero ter a plena certeza de que eu posso confiar em você.
- E você pode! Por favor, Stan!
- Ok, ok...
De repente, conseguimos achar a Addie. Stan beijou a namorada quando viu ela.
- Como foi a viagem, meu amor? — perguntou Stan.
- Foi agradável. Afinal, dormi a viagem inteira. — respondeu após antes de rir.
- Você vai ficar com a gente, né?
- Não exatamente. Arrumei um outro apartamento.
- Que pena! — comentei.
E então, Stan e sua namorada começaram a conversar. Eu resolvi mandar uma mensagem pra Katy:
"Katy, me responda uma coisa: Você terminou com ele por minha causa?
De: Kyle
Para: Katy."
Eu precisava perguntar isso. Vai ver que é verdade: ela terminou com ele por minha causa. Mas foi só um beijo, e nada mais...
De repente, ela responde:
"Calma, Kyle! Vou te explicar, mas é segredo, ok? Eu terminei com ele porque ele matou meus pais.
De: Katy
Para: Kyle."
Então era isso? Estava quase explodindo de raiva naquele momento.
" Me espere aí que eu vou ir até aí!
De: Kyle.
Para: Katy."
- Taxi poderia parar no prédio Sunshine? — pedi.
- Claro! — disse o taxista.
- Onde você vai, cara? — perguntou Stan.
- Eu preciso conversar com a Katy. Ela me disse o motivo.
- E qual é?
- Ela não me disse para contar para você.
- Quem é essa Katy? — perguntou Addie.
- É a garota que eu tô apaixonado. Por favor, não conta isso pra ninguém.
- Claro que não, Kyle! — disse sorrindo.
De repente, o taxista pega um atalho e para na frente do hotel.
- Stan, pega essa nota e usa pra pagar o taxista depois. — disse dando para ele uma nota de vinte e saindo do carro.
Entrei no hotel correndo e fui até o quarto dela.
Bati na porta, ela atendeu e me abraçou. Ela me explicou toda a situação e depois fomos almoçar fora. Depois do almoço, fomos dormir novamente no quarto dela, olhando um para o outro novamente.
Queria poder contar para ela o quanto eu tô apaixonado por ela, mas ainda é cedo.
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