Nunca Vou Deixar Você Partir
20 Investigação - Parte 1
Notas iniciais
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Desculpem por continuar deixando vocês com curiosidade sobre a Katy e seu mistério lá u.u, mas eu tenho que deixar algumas coisas claras. No próximo cap (EU PROMETO) que ela vai fazer descobertas. Tentem entender ! :/
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Tem uma parte no cap que tem um flashback, é a encenação do teatro, ok?
POV: Katy.
— Hey, acorda, Katy! — chacoalhou-me Lily, me acordando. — Você tá bem?
Me sentei na cama.
- Eu tô só com dor de cabeça... Não precisa se preocupar comigo. — menti passando a mão na testa. Percebi que estava quente.
- Não tá não... Você tossiu de vez em quando de noite e você tá muito quente! — protestou.
Será que eu estou doente doente?
Me levantei da cama e fui pegar um termômetro na minha necessáire e coloquei na minha axila e me sentei na cama.
Lily me olhava preocupada.
Ontem, quando estavamos fechando a loja, as outras funcionárias foram embora mais cedo. Pedi para Alex levar Lily para o apartamento enquanto eu fechava a loja.
Depois que tudo estava pronto para mim fechar a loja, começa a chover, mas, ainda assim, eu fui fechar a loja, tomando chuva. E depois de todo esse tempo que eu usei para fechar a loja (que não foi pouco) fui procurar um taxi, que só depois de muito tempo, encontrei um, e provavelmente, eu ficaria doente depois de tomar tanta chuva.
Os "bips" do termômetro me tiraram dos pensamentos. 38,9 graus.
- 39 graus. Você está doente! — disse Lily.
- Que novidade! — disse irônicamente.
Ela deu um risinho.
- Pelo menos você não vai para a faculdade! — disse Lily.
- Por que? Você não quer que eu vá? — perguntei, surpresa.
- Não é isso. É que aquela mulher que cuida de mim, a Addie — começou Lily. — não liga pra mim.
- Como assim?
- Ela só me deixa na sala assistindo desenho.
Respirei fundo.
- Ok, você quer ficar com as meninas da loja? — perguntei.
- Eu quero sim! — respondeu alegre.
- Tudo bem, eu vou ligar para a Addie. — disse me levantando.
Fui até o telefone e liguei para ela.
- Alô, Addie?
- Oi, Katy! Tudo bem?
- Tudo sim, e você?
- Ah, sim, comigo tá tudo sim!
- Bem, eu liguei para avisar que você não vai precisar mais olhar a Lily por enquanto. — começei. — Eu tô gripada e eu não vou poder ir pra faculdade. — falei dando uma "meia mentirinha".
- Ah, que pena!... Pode ficar tranquila, Katy. Melhoras!
- Obrigada! Tchau!
- Tchau!
Desliguei e fui colocar água para ferver no microondas. Logo, Alex acordou.
- Bom dia, Linda! — disse Alex indo para a cozinha. — Tudo bem?
- Eu tô gripada. — respondi. — Á propósito, bom dia!
- Eu sabia que você ia ficar gripada. — disse Alex. — Vai precisar faltar a faculdade hoje.
- Eu vou para a faculdadade! Não precisa faltar só por que — tosse — só por que estou doente!
- Ok. Você vai sair mais cedo para comprar remédios?
- Vou. — respondi. — E vou aproveitar e deixar a Lily para as meninas da loja a olharem. Addie não dá atenção para Lily.
Alex nada respondeu.
Peguei a água no microondas e coloquei um sachê de chá e coloquei açúcar em seguida. E depois, bebi.
Depois de beber o chá, fui ao banheiro, peguei meu celular e enviei uma mensagem pro Judeu.
Sorri pensando em mim o chamando de Judeu. Meu Judeu.
"Bom dia, Judeu que eu amo!
Você pode me encontrar no meu apartamento agora.
De: Katy
Para: Kyle."
Esperei um tempinho e logo ele respondeu:
"Bom dia, minha Perfeição!
É claro, minha linda, eu estou pegando o taxi agora.
Eu te amo.
De: Kyle
Para: Katy."
Dei um sorriso e me despi para tomar banho. Depois do banho, fui me arrumar e arrumar minha bolsa.
Lily apareceu.
- Pegou a Melissa? — perguntei.
- Não. Já vamos sair?
- Aham.
Ela saiu do quarto e foi para a sala pegar sua boneca em passos rápidos.
De repente, a porta da sala é aberta.
- Bom dia, Kyle! Tudo bem? — pergunta Alex o cumprimentando.
- Ah, eu estou bem! — respondeu. — Onde está a Lily?
- Eu tô aqui! — respondeu Lily correndo, provavelmente indo o abraçar.
Lily ficou um momento rindo e depois parou.
- Onde está a Katy? — perguntou Kyle, é óbvio.
- Ela tá no quarto dela. — respondeu Lily.
Passos largos vão se aproximando do meu quarto, até que ele abre a porta e me dá um sorriso.
- Bom dia, Perfeição! — diz.
Dou um sorriso corando e olho para o outro lado tentando parar de corar.
Ele fecha a porta e vem até mim.
- O que vamos fazer, meu amor? — pergunta.
- Nós vamos na farmácia. — tosse. — Eu estou gripada.
Ele dá um sorriso.
- Parece que eu vou ter que cuidar de alguém... — diz.
- Não precisa. Eu sei me cuidar.
Ele me dá um selinho demorado.
- Só passar na farmácia então? — perguntou.
- Não. Passar na loja e deixar Lily lá. Ela disse que Addie não dá atenção para ela. — respondi. — Me prometa que não vai contar isso para a Addie.
- É claro que eu não faria isso.
- É bom mesmo.
Três batidas na porta nos tiram da atenção.
- Katy! Você ainda vai na farmácia? — perguntou Alex.
- Estou indo! — disse me levantando e Kyle fazendo o mesmo.
Fomos até a sala. Lily já estava á nossa espera. Não perdemos tempo e já pegamos um taxi.
Quando chegamos na loja, deixamos Lily lá e fomos na farmácia. Na farmácia, comprei uns dois remédios e fomos para a faculdade.
- Hey! Onde vocês estavam? — perguntou Stan.
- A gente foi deixar a Lily na loja e comprar uns remédios pra mim. — respondi.
- Porque? — perguntou Stan.
- Tô gripada.
- Pelo que parece, não é assim tão forte.
Tossi. Todos rimos. Depois entramos e eu e Kyle fizemos a nossa "rotina".
Na sala, o professor entrou e disse:
- Bom dia, turma!
- Bom dia, professor Langdon! — dissemos antes de rir.
O professor corou.
- Muito bem, alunos, hoje vou deixar mais um tempinho para ensaio da dramatização, e depois, apresentaremos. Quem precisar de roupas ou fantasias, peguem na sala perto da sala de achados e perdidos. — disse o professor. — Ah, estava esquecendo de complementar. Não coloquem o raciocínio, ok?
Nos reunimos em um canto da sala.
- Oi gente, v... — tosse. — Vamos ensaiar?
- Legal, a Sra. Englantine está doente! — disse Chloe rindo.
Sra. Englantine é o meu personagem na dramatização.
- Ok, vamos dar um último ensaio lá fora! — disse.
Depois de ensaiar tudo, nos trocamos e fomos apresentar.
Flashback on:
Tudo começou, quando Pietra Hudson se casou com Pierre Englatine.
Pierre Englantine era um importante membro do Parlamento.
Pietra Hudson, era filha de uma família magnata.
Depois de uma semana...
- Gerald Hudson! — exclamou Janete Hudson. — Você tem que aceitar o casamento de sua filha! Pierre Englantine não é um rapaz de má indole. Você já não conversou com a família dele?
- Os argumentos da família dele não me convencem. — respondeu o Sr. Hudson. — Não vou deixar minha filha se casar com um rapaz imaturo!
- Como assim ele é imaturo, Gerald! O rapaz é um importante membro do Parlamento britânico!
- Não importa! — exclamou Gerald. — Eu não quero discutir sobre isso! Eu mesmo resolverei esse problema! — e então, se levantou da poltrona que estava sentado e saiu de lá.
Verônica, a filha mais nova que estava presente durante a discussão dos pais, se aproximou da mãe.
- O que você acha que vai acontecer, mamãe? — perguntou Verônica.
- Eu não sei, filha. — respondeu a mãe. — Eu só queria que seu pai entendesse a situação.
Três dias depois...
- Oh meu Deus... — reclamou Janete Hudson apavorada. — Gerald! Venha aqui, rápido!
Gerald Husdon correu até a sala, onde sua esposa estava sentada lendo os jornais.
- O que houve, Janete? — perguntou o marido, preocupado.
- Olhe só isso! — Janete se levantou da poltrona e mostrou a manchete para o marido.
Ele deu uma olhada primeiro e depois pegou o jornal das mãos de Janete.
- Coitada de Pietra! O que a coitada deve estar passando? Ela amava tanto o marido! — exclamava Janete, em prantos.
Logo, Verônica, apareceu na sala.
- O que houve, mãe? — perguntou Verônica.
O pai a passou o jornal. Verônica leu a manchete e logo começou a empalidecer.
- Venha, querida, vamos tomar uma água com açúcar. — disse a mãe pegando Verônica pelos ombros e a levando para a cozinha.
Pietra não suportava a idéia que seu marido morrera. Ela amava tanto o marido.
Pietra levantou do chão e foi até a janela, com seus olhos inchados. Crianças deixavam rosas brancas no portão de sua casa.
Pietra estava alimentando em seu coração um sentimento vingativo. Ela decidiu procurar o responsável pela morte de seu marido, custe o que custar.
- Vou chamar um detetive. — disse Pietra pegando um de seus chapéus e saindo de sua casa.
Foi até a Scottland Yard.
- Quero um de seus detetives mais competentes. — disse.
- Desculpe, senhora, aqui só há plágios de Tom Jones. — disse outro homem, á sua esquerda.
- Eu acho os detetives da Scottland Yard bastante competentes. — deu sua opinião.
- Podemos apostar que Jones pode desvendar seu mistério antes que qualquer cão daqui.
- Sem apostas. — disse a mulher.- Seria uma ofensa se nosso serviço fosse por causa de uma aposta. — disse o detetive. — Sou Brian Thomas esticando a mão.
- Prazer. Pietra Englantine. — disse a mão para cumprimentarem.
- Então é você a viúva do jornal?
Pietra não respondeu.
- Vou chamar o Sr. Jones. Ele mora aqui pertinho. — disse o homem saindo da Scottland Yard.
Pietra e o detetive ficaram ali, apenas trocando olhares curiosos até o Sr. Jones chegar.
- Bom dia, para todos. — disse o Sr. Jones. — Sra. Englantine. Que prazer em vê-la aqui.
- O prazer é todo meu, Sr. Jones. — disse Pietra. — Podem começar a investigar o caso?
- Claro, claro. — respondeu o detetive. — Preciso apenas de conversar com você em uma sala separada.
- Começando por você. Quem ri por último, ri melhor. — disse Thomas com ar de desdém.
Sr. Jones guiu Pietra até uma sala mais particular. Lá, Jones começou a interrogar Pietra. Depois, Sr. Thomas perguntou apenas qual foi a última vez que vira seu marido, e foi até o lugar, ele dissera que ia demorar até um pouco mais, esperar um pouquinho para o Sr. Jones pegar o caminho certo, pois ele já desvendara o mistério.
Contudo, a investigação começou, sem a união dos dois detetives.
Um dia depois, Sr. Jones veio até a casa de Pietra.
- Sra. Englantine, tenho uma notícia que é do seu interesse. — disse o detetive.
Eles entraram e se acomodaram.
- Eu sei quem foi o assassino de seu marido. — começou o Sr. Jones. — Seu pai o matou.
Os olhos de Pietra se arregalaram.
- Seu pai não gostou de Pierre desde seu casamento. Seu pai, sua mãe e sua irmã mantiam isso em segredo para não deixá-la magoada. Quando você se casou, seu pai estava inconformado com sua decisão. Ele achava seu marido o rapaz incorreto para você. Contudo depois de três dias, ele o matou. A facadas.
- Não pode ser meu pai! Eu não consigo acreditar nessa sua acusação, Sr. Jones!
Ele decidiu provar. Foram até a casa de Sr. Hudson. Sr. Jones entrou e foi até uma sala particular dscutir esse assunto com ele. Pietra entrou pela janela e ficou do outro lado da porta, para escutar a conversa.
- Eu sei seu segredo, Sr. Hudson. — começou o Sr. Jones. — Devo admitir que o senhor não foi nada prudente ao tomar essa decisão.
- Do que você está falando, Sr. Jones?
- Do crime que você cometeu com o marido de sua filha.
- Não sei do que você está falando. — disse, por fim, Sr. Hudson.
- Como não, Gerald Hudson? — disse Sr. Jones aumentando o tom da voz. — Tudo indica que é você. Você odiava o rapaz.
Houve um silêncio momentânio.
- Quer saber de uma coisa? — começou Gerald. — Sim, fui eu quem matou Pierre Englantine, fui eu! Gerald Hudson! Eu odiava aquele rapaz, e dei graças a Deus quando vi sua ultima respiração!
Pietra abriu a porta.
- Papai? Você fez isso mesmo? — perguntou Pietra.
Gerald empalideceu.
De repente policiais entraram na sala.
- Isso é obra sua, Jones? — perguntou Pietra forçando um sorriso.
- Sim, eu mandei a polícia nos seguir para prender seu pai. — respondeu Sr. Jones.
A policia entrou e prendeu o pai de Pietra. Logo, Sr. Thomas entrou na sala, supreso.
- Afinal, o que esta acontecendo aqui? — perguntou o detetive da Scottland Yard.
- Ele, o Sr. Jones, encontou o assassino. — respondeu Pietra.
Sr. Thomas parecia decepcionado.
Flashback off.
- Excelente! — disse o professor batendo palmas.
A nossa apresentação deu certo. Ainda bem.
- Poderiam me falar quem é quem aí, por favor? — perguntou o professor.
- Eu, Rodrigo, sou o detetive da Scottland Yard. A Srta. Marshal é a moça assassinada. O Sr. Gregory é o detetive que não é da Scottland Yard. E as Srtas. Parker e Smith são a Sra. Englantine e Verônica Englantine. — disse Rodrigo.
- Muito bem. — disse o professor. — Poderiam nos dar o raciocínio?
Dei um passo á frente.
- Bem, professor, acabamos dando o raciocionio sem querer. — disse. — Mas, o pai de Pietra não gostava do marido de sua filha, pelas razões que, ele achava que ele era irresponsável, era de má índole, era apenas uma criança, etc. E como ele amava muito a filha, ele decidiu matar o Sr. Englatine para poupar a filha de ser mal falada na cidade, afinal, os Hudson era uma familia magnata e bastante popular.
- Muito bem, podem ir se trocarem. — disse o professor.
Saimos da sala rindo.
- Até que não foi tão ruim a nossa apresentação como pensei que ia ficar. — disse Tommy. — Pensei que ia ficar uma novela mexicana.
- E até que, para uma personagem principal gripada, você foi bem! — disse Chloe.
- Atá... — disse irônica.
- É sério! — disse Chloe.
Ficamos conversando assim até pegarmos nossas roupas em nossos armários e irmos aos banheiros nos trocar.
Trocamos de roupa e eu fui para a sala acompanhada dele.
Chegamos na sala, nos despedimos e eu entrei e sentei no meu lugar. O professor estava explicando sobre crimes que parecem ser muito fáceis, como, o assassino estar na cara, que nem sempre é assim, tão facil. Ele levou a aula inteira para explicar isso.
No finalzinho da aula, recebemos um aviso que o restante da semana não vai ter aula, pois a escola vai ser detetizada.
Quando acabou a aula, Kyle não veio me buscar. Talvez ele estivesse guardando seu material ainda. Fui até a porta da sala, esperar os outros.
Kyle só chegou depois de Alex.
Quando todos chegaram, fomos embora. Eu puxei o braço do Kyle para trás para conversar comigo.
- Onde você estava em todo aquele tempo? — perguntei.
- Lugar nenhum, Katy, juro! — respondeu.
Tinha alguma coisa na voz dele que escondia alguma coisa, e eu ia descobrir.
- O que quer que isso seja, eu vou descobrir. Não duvide de mim. — alertei-o.
Andei apressadamente até chegar em um taxi e ir para a loja.
Na loja, Lily me abraçou e eu fui trabalhar, após tomar um comprimido para a gripe.
Resolvi olhar nos meus e-mails. Tinha outro anônimo lá.
" Olá novamente, Senhorita Marshal.
Sei que depois daquele dia, você ficou bastante intrigada. Mas darei um único aviso: VÁ PARA SOUTH PARK IMEDIATAMENTE.
Os bilhetes que eu dou são uma ordem, e ordens não tem que ser demoradas para cumprir.
Se demorar para cumprir, as consequências serão feias.
Anônimo."
Empalideci, de repente.
Saí de meu escritório.
— Marlene? — chamei.
Ela veio até mim.
- Sim, chefinha. — disse.
- Preciso que me faça um favor. — começei. — Entre por favor.
Entramos em meu escritório. Peguei meu livro na minha bolsa e coloquei na página que tinha uma lista de materiais que tinha que comprar.
- Preciso que compre esses materiais para mim. — disse. — Aqui está meu cartão de crédito. — dei para ela meu cartão. — Lembre-se, se você gastar alguma coisa que não seja desse livro, vai ser descontado do seu salário. E outra coisa: Preciso desses materiais o mais rápido possível!
- Sim, chefinha. — disse ela pegando o livro e correndo do meu escritório.
Voltei ao serviço. Estava tão concentrada no serviço que nem percebi que ela voltou três horas depois com os materiais.
Depois de organizar todos os materiais, fecho meu escritório e vou embora.
- Alex, preciso que você cuide da Lily durante esse tempo. — disse para Alex. — Não tenho muito tempo para me despedir, tenho que ir para um lugar imediatamente.
- Mas Katy, você est...
E fui andando até o aeroporto, que era próximo.
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