Nunca Me Deixe Sozinho novamente
14 Alguém Inesperado
Notas iniciais
Sayuri conhecia Benji melhor do que ninguém e sabia que se ele já tivesse visto aquele jornal, não ia ser nada bom.
Enquanto Misugi tentava acalmar Benji que estava nervoso, a vontade dele era matar quem fez aquele artigo e Schneider.
Por mais que ele não tivesse nada haver com aquela matéria era ele que estava nas fotos.
Enquanto isso Schneider não movia um dedo pra desmentir aquele artigo, imaginar que aquilo fosse verdade pra ele era muito bom. Quem sabe ele até não voltasse à briga.
- Sayuri...como eu queria te ver... – ele suspirava deitado na cama.
Sayuri foi até a casa de Benji para falar com ele.
- Querida, ele saiu...foi na casa do Misugi.
-Ah sim, entendo! Muito obrigado dona Kyoko!
-De nada.
Enquanto isso na casa de Misugi.
- Eu sei que é só um artigo, mas mesmo assim eu...
- Cara, presta atenção, você sabe que isso aí é furada, jornal sempre faz esse tipo de coisa.
- Esse não é o problema.
Nesse momento a campainha toca.
Misugi vai abrir a porta e vê Sayuri toda suada e ofegante.
- Entra Sayuri.- diz Misugi com um sorriso.
Benji nem a olhou não tinha coragem para isso.
-Obrigada.
Sayuri viu Benji com uma cara de "poucos amigos" e na mesinha o jornal.
Ela logo sacou porque da cara de Benji estar daquela forma.
Mas ela não sabia o que dizer, talvez se ela tentasse falar alguma coisa a situação apenas pioraria, mas se não falasse nada a situação não ia melhorar.
- Benji, sobre o jornal...
- Eu sei que é mentira, não precisa me dizer nada. – Benji disse em um tom meio grosseiro.
- Por ser só um artigo você me parece muito nervoso. – Sayuri não havia gostado daquele tom de voz e meio que inconsciente fez à mesma coisa.
- Não estou nervoso. – a expressão de Benji dizia justamente o contrário.
- Ah não, sou eu que estou! Você sabe que é mentira e mesmo assim fica desse jeito, você ainda está duvidando que é só um artigo.
Benji por sua natureza era nervozinho, ele não conseguia ignorar aquele artigo mesmo que quisesse, aquelas imagens pareciam tão reais, mesmo que fossem era antes deles namorarem, então por que ele estava nervoso? Por que ele não aceitar aquele fato?
Ele não tinha aquele direito, afinal ele nunca havia lutado realmente por ela, foi ela que foi atrás e que se declarou pra ele, mesmo sem razão ele disse:
- E se eu não acreditar? O que você vai fazer?
- Eu não posso fazer nada, se você sabe que é mentira e não quer acreditar no que você mesmo diz eu dizendo alguma coisa isso vai mudar?
Sayuri estava ficando vermelha, estava com raiva e desapontada.
Benji não disse nada, de fato ela tinha razão.
- Se você não é capaz de admitir algo assim acho que não temos nada a fazer a não ser... terminar.
A palavra terminar chocou Benji, ele sabia que Sayuri era extremista, e não iria admitir algo assim.
Benji só percebe as coisas depois que disse, ele sabia que aquela desconfiança desnecessária machucou muito Sayuri, ela ainda foi esclarecer e o que recebeu de volta?
- Eu...imaginava que seria diferente...nada desse jeito... – as primeiras lágrimas começaram a sair dos olhos de Sayuri. – eu não queria que terminasse dessa maneira.
Sayuri tapou o rosto com um das mãos, e sem dizer mais nada saiu correndo.
Benji ia sair atrás dela, mas é segurado por Misugi.
- Agora ela não vai mais te ouvir, você devia ter medido as palavras antes. – Misugi se senta no sofá.
- Eu sei, é que o Schneider ainda me provoca ciúmes, ele tem é muito melhor que eu, não é nada difícil eu ser trocado.
- Então é isso? Sabe o amor não compara pessoas, a Sayuri gosta de você independentemente disso, pra ela você é infinitamente melhor do que ele,a prova disso é que ela veio aqui tentar explicar aquele artigo. Mas, por hora é melhor você deixa-la quieta, você já fez a besteira agora, tente arrumar depois que ela se acalmar.
- Acho que você tem razão, mas acho que depois do que eu disse, ela não vai querer mais olhar pra minha cara.
- Ela disse em terminar, mas logo ela irá ter se arrependido do que disse.
- Será?
Como Sayuri havia corrido sem rumo, havia descoberto que tinha se perdido.
- Agora tô perdida, que ótimo...
- Sayuri?
- Sayuri se vira pra ver quem havia chamado-a.
- V-você? –Sayuri parecia realmente surpresa.
- Que cara é essa? Eu não sou assombração!
- Eu sei ! Mas...você disse que não ia mais voltar pro Japão sem contar que faz muito tempo que eu não te vejo.
- Isso é verdade, mas então porque estava chorando? Sayuri – chan.
- Não me chame assim, é por causa do Benji...
- Ah quer dizer então, que vocês brigaram de novo?
Sayuri explicou o que havia acontecido.
- Ele é mesmo um cabeção, não liga pra ele! Você tem a mim, pena que você nunca aceitou namorar comigo.
- Santana! – diz envergonhada.
- Ah mas é verdade! Você sabe que eu sempre gostei de você, então não tem nada de mais, aquele japonês imbecil, vou faze-lo engolir aquele jornal.
- Pare com essas brincadeiras!
- Tá bom, tá bom! Ah mas você é minha melhor amiga, não vou permitir que aquele desgraçado faça você chorar.
- Para um jogador robô você mudou bastante.
- É foi o Tsubasa que me fez entender as coisas, mudei muito depois da partida contra ele.
- Mas falando sério, o que você faz aqui?
- Na verdade eu estou morando aqui.
Sayuri ficou surpresa, morar no Japão, não era o que esperava.
- Por quê?
- É verdade eu não te contei ainda, eu vou jogar aqui.
Sayuri ficou tão surpresa, por ser a melhor amiga dela, devia saber antes, bem mas Santana era Santana.
- Em que time?
- Pra falar a verdade eu ainda não sei, acontece que eu ia jogar no Tsukioka, iam fechar contrato... mas apareceu o Wadaki que mostrou muito interessado e agora estão pensando com quem vão fechar contrato, mas como vou jogar por aqui mesmo eu decidi vir.
- Mas sério, não chore mais por causa daquele babaca, depois ele vai reparar que fez besteira e vai vir pedir desculpas.
- O Benji? Você acha que ELE vai pedir desculpas?
- É tem razão, ele é cabeça dura mesmo, mas ele vai ficar arrependido.
Sayuri se sentiu muito melhor conversando com Santana, claro ainda estava magoada, mas sem ele ela estaria pior.
Sayuri se lembra quando eles se conheceram...
Flash Back.
Sayuri estava com mais ou menos com 15 anos, estava no Brasil, ia fazer uma apresentação e em um dia de passeio foi ver o treino de futebol.
Santana ainda estava naquela fase de ser o jogador sem sentimentos, foi assim que Sayuri o conheceu.
O amigo de Santana o Leo, tentava fazer ele voltar a ser o que era antes, mas não adiantava.
No intevalo Leo notou a presença de Sayuri por lá e foi falar com ela.
- Oi! O que está achando do treino?
- Muito bom. – Sayuri respondeu com um sorriso. Só que aquele jogador parece meio desanimado. – olhando para Santana.
- É, eu queria muito que ele voltasse a ser como antes.
Leo explicou o que havia acontecido com Santana, sobre os avós, e o treinador maluco, por causa dele Santana havia se transformado no jogador robô.
- É uma pena, o futebol devia fazer as pessoas ficarem mais felizes. – Sayuri olhou mais uma vez para Santana.
Santana notou que ela o olhou, mas não fez nada.
No final do treino Leo foi falar com Santana.
- Aquela garota é muito legal! Acho que você ia gostar de conhece-la!
- Por quê?
- Porque ela é legal, não parece mas ela entende bastante de futebol!
- Do jeito que ela é, parece que entende de boneca.
O conceito dele mudou quando estava indo para o treino e a viu jogando futebol com os garotos.
Não que ela fosse excelente, mas sabia o que fazer com a bola.
Bem nem sempre ela sabia o que fazer, chutou a bola na cara de um garoto que estava na arquibancada.
- Desculpa! Foi sem querer! – ela foi correndo se desculpar.
Depois ela revezou com um garoto, e ficou sentada, nessa hora ela reparou que ela a olhava, era um olha diferente, era frio, mas ao mesmo tempo curioso.
Ele não desviava o olhar, queria saber de alguma coisa, não estava nem aí com o que ela poderia estar pensando, mas alguma coisa nela o incomodava.
Depois de alguns dias ter se passado Santana resolveu ir falar com ela.
Não foi uma conversa muito interessante, mas foi um começo.
Com um tempo sem perceber tinham virado amigos, foi algo que surpreendeu até mesmo o próprio Santana.
Entretanto no campo ele continuava igual, sem demonstrar qualquer sentimento.
Sayuri entendia um pouco, afinal o psicológico dele estava detonado, como se tivessem feito lavagem cerebral.
E ela não podia fazer nada, não sabia lidar com essas coisas, mas foi significativa a amizade dela, como ela foi embora antes da partida contra o São Paulo não pode notar a diferença.
Fim do Flash Back
- Então, ele te ensinou a sonhar...
- Digamos que sim...
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