Nunca Acaba

9 Capítulo 9 - Coração partido.


As duas pegaram um táxi em frente ao salão pra irem pra faculdade...

M: eu estava lá, parada, te esperando, quando de repente ouço alguém me chamar. Eu me virei e tinha um menino todo estranho, alto, magro e com uns óculos fundo de garrafa...

C: mikey.

M: como sabe?

C: só pela descrição.

M: bom, continuando, eu olhei pra ele e perguntei se ele me conhecia e sabe o que ele disse?

C: não!

M: que sim. Eu fiquei bem surpresa, pois eu não me lembrava dele. Então o Gerard chegou e começou a dizer coisas com coisa do tipo que você deu uma foto minha pra ele que mandou pro irmão dele.

C: eu mandei foto pra ele? Gerard está ficando louco.

M: é, foi o que eu pensei. Você não mandaria uma foto minha pra ele sem minha permissão e sem ter tirado uma, pois eu não trouxe nenhuma foto minha pra faculdade. Só as dos meus pais e meu irmão.

C: que coisa louca. To sem entender...

M: eu também.

O táxi chegou em frente ao campus e depois de pagarem as duas subiram pros seus quartos.

C: agora me diz por que aquela cara na festa.

M: eu estraguei tudo Carla.

C: onde você estava?

M: ele me levou pra um quartinho lá atrás.

C: sei, e fizeram o que em?

M: nós nos beijamos e foi tudo lindo. Estava tão bom, nem estava acreditando Carla. Foi ai que no meio do beijo eu me senti tão feliz que acabei falando em voz alta aquilo.

C: aquilo o que?

M: eu disse que o amava.

C: o que?

M: é, eu disse eu te amo à ele.

C: pirou?

M: eu não sei o que houve, mas me subiu algo dentro de mim, uma emoção tão grande. Eu não queria que ele soubesse, mas não sei, eu falei, saiu sem querer. Foi o momento.

C: e o que ele fez?

M: disse que tava com sede e quis voltar pra festa.

C: nossa! Você estragou mesmo tudo.

M: é Carla. Adeus Gerard.

C: os homens não gostam de mulheres assim, eles se sentem ameaçados quando a mulher é a primeira a dizer. Não sei por que, mas eles fogem de todas quando sabem que ela está afim dele. Deve ser o ego deles. Ainda mais se for muito cedo pra se dizer isso. Vocês só ficaram duas vezes minha querida.

M: eu sei, mas não foi de propósito.

C: é Mary, agora é só esperar pra ver.

M: na hora que o irmão dele apareceu lá, ele disse que éramos ficantes.

C: bom, se ele disse isso, é por que ele não ligou.

M: é. Amanhã eu vou falar com ele.

C: se quiser eu falo.

M: não, valeu. Mas isso sou eu que tenho que resolver.

No dia seguinte, Mary acordou e ficou no refeitório tomando café e aguardando que Gerard aparecesse. Mas ele não apareceu. Quando voltava pro seu quarto, acabou encontrando com ele na escada.

M: Gerard!

G: bom dia Mary. – disse ele sério.

M: será que eu posso falar com você?

G: eu tenho que sair agora pra resolver algumas coisas.

M: é rápido.

G: ok, fale. – disse se encostando ao corrimão.

M: eu só queria te pedir desculpas por ontem. Eu não queria dizer aquilo. Eu só...só estava empolgada demais com todo aquele nosso beijo. Eu estava adorando a gente ali juntos, por isso acabei falando aquilo. Foi um impulso maior do que eu, mas não fique com medo de mim, eu só disse aquilo por que...sei lá o por quê. O que eu quero dizer é que...estou te pedindo, ou melhor, implorando pra que não fique chateado pelo que aconteceu.

G: eu não estou.

M: está sim. Eu vi como ficou depois disso. Não quis nem continuar comigo.

G: olha Mary, a questão não é você. Sou eu.

M: como assim?

G: não podemos ficar juntos.

M: Mas por que? por ontem? Pelo que eu disse?

G: não. Já te disse que não é nada com você. Você é linda, meiga, divertida, inteligente, mas mesmo assim, não podemos ficar juntos. – Mary o olhou desapontada quase que chorando. – não posso continuar com isso. Não podemos. é impossível. Isso nunca vai dar certo.

M: eu não entendo por que Gerard.

G: me desculpa. Não fique magoada.

M: agora já é tarde. – disse cruzando os braços e quase chorando.

G: me desculpe. – ele deu as costas e continuou descendo a escada deixando ela ali sozinha parada.

Mary subiu as escadas chorando e quando chegou no quarto se deitou em sua cama toda encolhida.

C: Mary? – Carla acordou com o choro e se levantou e foi até a cama de Mary.

M: ele terminou tudo.

C: quem? O Gerard?

M: eu ainda tinha uma esperança, mas ele disse que ficarmos juntos é impossível.

C: oh Mary, eu sinto muito. – disse a abraçando.

No dia seguinte Mary se arrumava pra ir pra sua aula quando alguém bateu na porta com força. Quando Mary abriu se deparou com seu irmão que saiu entrando no quarto chegando-a a empurrar pra sair do caminho.

M: josh. – falou com desanimo.

J: e como foi seu final de semana? – perguntou ironicamente.

M: foi péssimo se quer mesmo saber.

J: o que aconteceu dessa vez?

M: não foi nada.

J: fala Mary, o que rolou naquela festa?

M: estou muito triste pra lembrar da festa ou do final de semana inteiro.

J: Triste com o que? comigo? Se arrependeu de não ter ido?

M: não. Estou com o coração partido.

J: quem é o garoto?

M: esquece Josh.

J: quem é o garoto? – gritou ele com raiva.

M: não grite comigo!

J: foi o Gerard? – Mary o olhou surpresa. – foi ele não foi?

M: não! – mentiu. Ficou com medo de que ele fosse fazer algo com Gerard.

J: então quem foi?

M: esqueça, por que não vou te contar. – pegou a mochila em cima da cama e saiu o deixando no quarto sozinho.

Quando Mary chegou na sala de aula viu Gerard que assim que ela entrou na sala a olhou, mas desviou seu olhar quando a viu o olhando.

Um mês depois...

Mary andava muito mal, não conseguia nem comer direito depois que Gerard havia terminado tudo que tinham acabado de começar. sentia febre todos os dias e quase não ia mais à aula. Carla estava imensamente preocupada com ela que não queria falar com ninguém sobre isso. Josh a importunava todos os dias pra saber quem fez isso com ela e prometeu levá-la de volta pra casa se ela continuasse naquele estado. Então Mary, resolveu se fazer de forte e levantou da cama e voltou à suas atividades normais.

Ela pegou seus livros e cadernos e colocou na mochila. Vestiu um casaco e desceu. Foi atrás do campus e se sentou embaixo de uma árvore. Ali estava ótimo, estava vazio então ninguém iria lhe importunar. Isso até alguém aparecer. Ela estava escrevendo quando alguém chegou perto. Quando ela viu aquelas botas pretas, parada perto dela, já sabia de cara quem era.

M: o que faz aqui? – perguntou continuando a escrever algo no caderno fingindo não se importar com a presença dele.

G: vim pra conversar com você.

M: foi a Carla que te mandou aqui?

G: não. Ela veio conversar comigo, mas eu vim por que eu quis.

M: pra que?

G: estava preocupado com a sua saúde. Ficou quase que um mês sem ir às aulas. Soube que estava de cama.

M: é sim, mas já passou. Estou bem agora. – disse sem tirar os olhos do caderno. Na verdade ela estava louca pra olhar pra ele e sorrir e poder abraça-lo de novo, mas não queria dar o braço a torcer.

G: que bom. Eu pedi muito pra que ficasse boa.

M: não sabia que rezava.

G: Mary, eu preciso conversar com você.

M: estou estudando.

G: Mary. – ele se agachou e tirou o lápis da mão dela.

M: me devolve o lápis.

G: só depois que você me ouvir.

M: não tenho mais nada pra ouvir de você. Tudo que tinha pra ser falado, você disse naquele dia na escada.

G: eu sabia que estava com raiva disso.

M: e como você queria que eu ficasse depois daquilo?

G: não quis te magoar.

M: mas magoou. Machucou muito ouvir aquilo de você. Sabe por que? por que eu te amo Gerard. é, eu te amo de verdade. Eu disse que foi coisa de momento, mas não. Eu te amo mesmo. Não sei quando isso começou, mas sinto dentro de mim um amor imenso por você. Esse amor é maior do que eu. Maior do que qualquer outro sentimento por qualquer outra pessoa. Desde a primeira vez que eu te vi eu te amei. Não consegui mais te tirar da minha cabeça. Eu tenho sonhos com você. Tudo está ligado à você Gerard.

G: Mary, você sabe quem sou?

M: do que está falando? É lógico que eu sei. É o Gerard, que eu amo desde que o vi pela primeira vez aqui no campus.

G: eu vou te contar uma historia.

M: sobre o que? a tal menina que ficou noivo e depois ela te largou ou morreu?

G: eu a amava muito Mary. Era a pessoa mais importante deste mundo pra mim. Eu era pobre e ela bem rica e seus pais me odiavam. Até que ela largou tudo o que tinha, todo o conforto pra viver comigo. Nós vivíamos felizes. Simples, mas felizes. Eu trabalhei duro pra comprar-lhe um anel de noivado. Lembro-me do sorriso dela quando a pedi em casamento. Depois descobrimos que íamos ser pais. Nossa vida mudou completamente naquele dia, ficamos ainda mais ligados. Aquela criança era fruto de todo nosso amor e nós a amávamos tanto...éramos tão felizes... – dizia com os olhos cheio de água e algumas lágrimas caiam.

M: e o que aconteceu Gerard? o que aconteceu com ela e seu filho?

G: os pais dela conseguiram. Tiraram ela de mim.

M: mas como?

G: eu tenho que ir. – disse se levantando e indo a direção ao campus.

M: Gerard! – ele não virou e nem voltou mais.

Quando Mary voltou ao quarto, Carla foi logo a interrogando.

C: você está melhor? o que houve com o Gerard? ele falou com você?

M: me contou sobre sua antiga noiva. É por isso que ele não quer ficar comigo. Ele ainda a ama.