Nuestro Amor
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Fazia exatamente cinco semanas que uma certa xerife loira apareceu na grande e vazia mansão, uma noite onde nenhuma das duas mulheres conseguia colocar suas pareces pra cima. Elas já haviam tomado alguns drinks, Regina em sua casa e Emma em algum lugar da cidade, mas por uma estranha razão nesse dia em especial ambas estavam definitivamente pensando uma na outra. Emma simplesmente não podia mais parar de pensar em Regina, desde que voltara da floresta encantada ela percebeu que nutria sentimentos pela mãe de seu filho, mas ela tinha medo e por isso não deixava esses sentimentos surgirem. Nessa noite tudo estava diferente e quando a loira e a morena finalmente deixaram tudo de lado algo completamente mágico aconteceu, algo que nenhuma das duas mulheres sabia explicar e que decidiram então nunca mais falar, essa foi a primeira e única noite que a Evil Queen e a Salvadora se tornaram apenas quem sempre desejavam ser: Regina Mills e Emma Swan.
Agora cinco semanas depois daquela única noite Regina se encontra em seu imaculado banheiro olhando para alguns dos vários testes de gravidez que comprara na farmácia. A morena começou a desconfiar que algo estava errado uma semana antes, mas acreditava ser impossível e por isso decidiu deixar a questão de lado só que uma semana depois seus enjoos só pioraram e as tonturas igualmente, por isso ela foi até a farmácia e com um pouco de ajuda mágica comprou vários testes de gravidez que pareciam ser apenas itens básicos de higiene pessoal. Ela não poderia correr o risco de boatos se espalharem pela cidade porque se estivesse de fato correta logo a outra mãe de meu bebê bateria a sua porta e assim sua última chance de felicidade seria tirada dela, Emma Swan, a linda xerife loira que povoava seus sonhos e a outra mãe de seu filho era também a pessoa responsável por tirar seu filho dela e ela temia que acontecesse o mesmo com essa criança que poderia está em seu ventre e a morena sabia que não sobreviveria caso tirassem essa criança que ela nem sequer havia conhecido ainda. Logo que chegou em casa Regina foi correndo para seu banheiro e lá abriu o primeiro teste que três minutos depois apontou o primeiro resultado, ela estava grávida. Ainda sem acreditar a morena fez mais onze testes e todos confirmaram o que o primeiro apontara, ela definitivamente estava grávida. Esse simples pensamento fez com que lágrimas começassem a brotar nos olhos da morena, ela estava apavorada com o que acabara de descobrir e nem ao menos conseguiu se alegrar ao saber que carregava um bebê porque tudo que conseguia pensar era em como ela o perderia também, não que houvesse realmente perdido Henry, ele passava um final de semana a cada quinze dias com ela na mansão, mas isso não importava tudo que a morena sentia era uma enorme tristeza e grande solidão sozinha naquela grande casa. Ela ficou totalmente perdida com seus pensamentos e não notou quando seu filho chegou em casa para passar o final se semana com ela, a morena não percebeu quando o seu filho subiu e nem quando ele se aproximou.
– Mamãe? – chamou o menino ao procurar por toda a casa e não notar nenhum sinal de sua mãe. – Mãe eu já cheguei. – falava enquanto procurava sua mãe pela casa, foi quando ele entrou na suíte e percebeu a luz do banheiro acesa, ele então foi até sua mãe e percebeu que seus olhos pareciam sem foco e ela tinha lágrimas manchando seu rosto. – Mãe, o que aconteceu? – perguntou já ajoelhando e foi então que percebeu todos os doze testes de gravidez jogados pelo chão, a princípio não sabia do que se tratava, mas logo lembrou de suas aulas de educação sexual e uma luz se acendeu. Ele então mais uma vez tentou chamar a atenção de sua mãe e dessa vez conseguiu um pouco de atenção. – Mãe, o que a senhora tem?
– Henry? – falou a morena que ainda estava lutando contra seus medos mais profundos. – O que você está fazendo em casa? Não era para você chegar só depois da aula?
– A escola terminou mais cedo, liguei pra Emma e avisei que estava vindo pra casa. – começou a explicar o menino. – Quando cheguei vim lhe procurar e a encontrei aqui. O que aconteceu? Porque está chorando? – questionou o menino assustado, ele nunca havia visto sua mãe em tal estado. – A senhora está grávida? – foi a pergunta final, que fez a morena mais uma vez se assustar e recomeçar a chorar.
– Eu posso explicar... Eu... Henry, eu... – tentava falar a morena em meio as lágrimas que teimavam em cair, ela nunca chorava na frente de seu pequeno príncipe, mas agora era simplesmente impossível. – Eu estou grávida, Henry. – finalmente falou a morena. – Eu vou ter um bebê, mas Henry eu preciso que me prometa que não vai contar a ninguém. Por favor, não diga nada. – falava a morena suplicante. – Eu não quero que ninguém saiba, não posso deixar que saibam Henry ou então eles vão tirar ele de mim igual me tiraram você. – desabafou a morena que logo depois teve mais uma crise intensa de choro.
– Mãe, a senhora tá me assustando. – disse o menino surpreso com o estado de sua mãe, ela nunca tinha chegado a esse ponto. Regina nunca demonstrava tamanha fraqueza e quando ele realmente olhou pra sua mãe viu o quanto ela estava assustada e com medo, e foi então que juntou as peças outra vez, esse bebê o seu irmão só podia ser filho da sua outra mãe, ele sentia isso e sabia que não poderia ser de outra pessoa, ele ainda se lembrava do dia que Emma chegou em casa tarde da noite, ele acordou com o barulho causado por ela e ele sentiu mesmo que muito levemente o inconfundível perfume de sua mãe. Ele não era burro e antes de todos percebera o quanto as duas mulheres lutavam pra se afastarem, no começo achou que Regina provocou toda a situação, mas com o tempo viu o que mais ninguém era capaz de perceber, amor.
– Henry, me desculpe... Eu sinto muito. – disse a morena que conseguiu se recompor um pouco. – Não quero te assustar, mas eu estou com medo, Henry. – confessou a morena que não via mais nenhum motivo pra esconder o que sentia da única pessoa em quem ainda podia confiar.
– A senhora não tem que se desculpar, tá tudo bem mãe. – disse o menino que agora estava ao lado de sua mãe no chão do banheiro. – Eu prometo que não vou contar nada até que a senhora esteja pronta, mas quero que saiba que Emma nunca faria mal a senhora e que ela nunca levaria meu irmãozinho ou irmãzinha pra longe. – finalizou o menino que agora abraçava sua mãe.
– Como? – foi tudo que a morena conseguiu pronunciar.
– Eu só sei. – foi a resposta do menino.
O tempo depois da grande descoberta foi um muito agitado, Regina mal conseguia se alimentar, ela enjoava com qualquer coisa e sentia leves tonturas. Henry que ainda estava em casa se mostrou muito preocupado, mas sua mãe sempre lhe assegurava que era normal e ele por hora aceitou. O final de semana terminava e era chegada a hora da morena voltar a ficar sozinha, seu pequeno príncipe logo retornaria pra casa dos Charmings e ela teria que suportar todos os enjoos, a solidão e seus medos sozinha, mas ela não esperava por uma atitude de seu filho, o menino naquela tarde pediu pra sair, disse que queria algo da Granny’s e a morena que desde o dia anterior mal tinha forças pra se levantar permitiu. Horas mais tarde Henry voltou e com companhia de Emma, ela pensou então que o seu filho já estava de saída e foi nesse momento que teve uma surpresa.
– Regina, podemos conversar? – pediu a loira que notara a aparência da morena, mas acabou por deixar passar.
– É claro, Miss Swan. – disse a morena tentando usar seu tom habitual, mas falhando. – O que você deseja?
– É sobre o Henry, ele quer voltar a morar aqui. Hoje a tarde ele foi até a estação e me pediu pra voltar a morar aqui de vez, me disse que sente falta das coisas dele e que cansou de ir e vir, que não gosta de ficar no apartamento, mas que ele tentou seguir o que foi determinado. Disse também que queria tentar vê se dava certo a nossa maneira só que agora ele cansou. – falou a xerife de uma só vez. – Eu realmente não acho que seja uma boa ele voltar, mas sei que é o desejo dele e vou aceitar.
– Eu não sabia, o Henry não me falou nada disso. – disse a morena surpresa com a mudança dos acontecimentos.
– Então, está de acordo com essa nova mudança? Podemos fazer um novo acordo? – questionou a loira que ficava inquieta na presença da morena. Ela sentia algo que não sabia bem definir, mas que a deixava nervosa.
– Se é o que ele deseja então estou de acordo. – respondeu a morena.
Quatro semanas depois de descobrir a gravidez e de Henry voltar a morar na mansão Regina percebeu que era hora de ir a um médico, mas não podia arriscar que descobrissem seu segredo e por isso acabou por ir a Boston, lá ela não seria reconhecida. A morena então passou a procurar por médicos obstetras até que encontrou um com boas referências, ligou e agendou uma consulta. Ela sairia bem cedo, logo depois de deixar Henry na escola e voltaria no começo da noite, pra todos os efeitos ela estaria em casa, a única pessoa que sabia de tudo era seu filho que agora a ajudava no que podia. Henry finalmente percebeu que sua mãe nunca foi a Evil Queen pra ele, que ela sempre o amou e que nesse momento só precisava de um pouco de apoio e era isso o que ele fazia então foi por isso que ele a questionou e perguntou se ela não deveria fazer algum tipo de consulta ou algo assim. A morena respondeu que tinha medo e ele veio com a ideia dela ir pra Boston desde que ela não seria afetada ao atravessar a linha da cidade e foi assim que Regina decidiu ir a essa viagem.
A consulta foi tranquila, o bebê estava bem e a médica receitou algumas vitaminas para ajudar no desenvolvimento do feto e no fortalecimento da mãe, marcou uma nova consulta pra dali a um mês e pronto, depois disso Regina saiu do consultório mais tranquila e finalmente pôde sorrir e comemorar o fato de que ela estava carregando um bebê saudável de nove semanas. Ela decidiu que passaria em alguma loja de roupinhas de bebê e comprou um lindo par de sapatinhos brancos, era o primeiro presente que seu filho ganharia. Quando voltou para Storybrooke no final do dia Regina estava mais tranquila, saber que seu bebê estava bem foi um alívio momentâneo para toda a insegurança que sentia por ter eu cuidar de um bebê agora que todos se lembravam de tudo, ela sabia que seria uma tarefa muito mais complicada que quando era só ela e o Henry.
Ao vê que sua mãe havia voltado da consulta Henry logo tratou de questioná-la sobre tudo, ele estava muito animado e preocupado também, o menino temia que ela ou o bebê não estivessem bem, mas foi acalmado por sua mãe que lhe informou que seu irmão ou irmã estava bem assim como ela e logo ele voltou a ser só animado, o menino mal podia esperar para ser um irmão mais velho, ele sabia que esse bebê seria uma chance de se reconectar com sua mãe e de finalmente deixar o passado pra trás e começar a ser verdadeiramente feliz e dessa vez nada ficaria no caminho de sua felicidade real, não a que imaginou que deveria ser a que tentava sentir com Emma e os Charmings quando estava longe da sua casa. Depois de um tempo conversando com sua mãe o menino foi dormir e pela primeira vez em muito tempo teve apenas sonhos normais sem contos de fadas ou maldições, apenas ele e sua família.
As duas semanas seguintes foram tranquilas, Henry que agora morava em tempo integral na mansão passava algumas tardes por semana com Emma, mas nunca dormia fora de casa, ele temia deixar sua mãe sozinha sabendo do seu estado e apesar de ser só uma criança sentia que deveria protegê-la e por isso sempre se recusava a ficar muito tempo ausente, o menino assumira de vez o papel de irmão mais velho protetor e isso deixava Regina feliz e Emma que nada sabia cada dia mais sentia ciúmes dessa nova relação estabelecida, ela que antes nuca fora rejeitada pelo seu filho agora só o via poucas vezes e influenciada pelos seus pais resolveu dá um basta nessa situação e com essa determinação se dirigiu até a mansão, ela decidiu que nesse dia levaria Henry para o apartamento e que ele ficaria com ela durante o fim de semana.
– Emma, o que faz aqui? – questionou o menino ao abrir a porta, algo que nunca fazia, mas que nesse dia em especial não teve escolha uma vez que sua mãe estava mais indisposta que antes.
– Eu vim te levar pra passar o final de semana comigo e com seus avós, faz tempo que você não fica com a gente e já tá na hora de voltar. – disse a xerife que não conseguia conter o ciúmes de sua voz.
– Mas eu não quero ir, vou ficar em casa com a minha mãe. – respondeu o menino.
– Kid, eu sou a sua mãe e você vai passar o final de semana comigo. Sem discussão. – respondeu a xerife que ainda se encontrava na porta. – Eu acho que você tem passado muito tempo aqui e sei que se for comigo pra casa vai perceber que não é bom e que deve ficar com a sua família pelo menos um pouco mais.
– Eu estou em casa e com a minha família, Emma. – respondeu o menino já ficando chateado com essa atitude de sua mãe loira.
– Kid, você desde que voltou a morar aqui mal tem ficado comigo, sinto sua falta e seus avós também. – dizia a xerife quando fora interrompida pela morena que secretamente povoava seus sonhos.
– Miss Swan, acredito que meu filho não quer dormir fora de casa, então faça o favor de se retirar. – disse a morena com raiva pela intromissão e com medo de que a qualquer momento a xerife descobrisse o seu segredo, ela já não se sentia bem e essa pequena intromissão só a deixou pior.
– Regina, não sei qual feitiço está usando no meu filho, mas hoje ele vai comigo e você não vai me impedir. – retrucou a xerife também mais nervosa.
Essa pequena discussão estava começando a sair do controle e Regina podia sentir sua magia se manifestando, não muito tempo depois os três ocupantes da casa foram surpreendidos ao ouvir um vaso quebrando na sala e outro na sala de jantar e nesse mesmo instante Regina começou a sentir que algo estava muito errado com seu bebê, ela mal conseguia distinguir o que estava a sua frente. Henry que até então observava suas mães percebeu quando sua mãe morena ficou mais pálida e no mesmo momento correu até ela e sussurrou em seu ouvido.
– Mãe, a senhora precisa se acalmar agora. Lembra que meu irmãozinho tá aí e pode ser ruim pra ele, acho que a magia faz mal. Por favor, deixa que eu resolvo isso e vai descansar. – disse o menino enquanto envolvia sua mãe em um forte abraço na tentativa de acalmá-la. Ele percebeu que no momento que os vasos começaram a quebrar que ela ficou mais pálida e logo associou a magia com o bebê.
– Emma, eu não estou amaldiçoado e vou continuar em casa, agora quero ficar sozinho com a minha mãe e, por favor, deixa que eu resolvo com quem quero ficar. Boa noite, te amo. – disse o menino enquanto levava sua mãe loira atordoada porta fora, ele nesse momento só ligava pra sua mãe morena.
A xerife saiu da mansão furiosa com Regina e com ainda mais ciúmes dessa nova dinâmica entre seu filho e a morena, ela não entendia exatamente o que mudara só sabia que era algo ruim pra ela e não estava disposta a deixar assim tão fácil as coisas.
Quatro semanas após o incidente com Emma a rotina na mansão Mills continuava a mesma, Henry apesar da insistência de sua mãe se recusava a passar mais tempo que o necessário com Emma, o menino ficara decepcionado com a atitude de sua mãe loira e mal falava com ela, ainda passava algumas tardes com ela porque Regina o obrigara a cumprir a rotina, mas ele cada vez mais ficava apegado a sua mãe morena, no período em que se afastou ele perdeu muita coisa e sentia que esse era o momento ideal para retomar a boa relação que tinham antes do livro e de todo o resto. Tudo corria bem e mais uma vez era chegada a hora de Regina ir para Boston, seria sua segunda consulta e como da vez anterior estava nervosa por ter que viajar, dessa vez optara por ir a noite, ela sabia que Emma sentia falta de ter Henry no apartamento e viu assim uma oportunidade de fazer seu filho voltar a ter contato com a xerife, ela sabia o quanto doía ficar longe dele e não queria que Emma sentisse o mesmo, apesar de ter sido só uma noite e do medo que ainda sente de que um dia a loira desapareça com seu pequeno príncipe a morena ainda sente algo a mais por ela e por isso optara por fazer essa escolha.
A consulta em Boston fora mais uma vez muito bem, a morena fez sua primeira ultrassom e ouvir o coração do seu bebê foi mágico, ela mesmo tentando não conteve as lágrimas de alegria e naquele momento seu coração ficou mais leve, ela estava olhando na tela um milagre que se formava em seu ventre e esse milagre seria seu novo começo, ela seria mãe mais uma vez e agora não cometeria os mesmos erros de antes, ela iria fazer de tudo para que seu bebê se sentisse amado e seguro e nunca deixaria ninguém tirá-lo dela.
As duas semanas seguintes foram iguais a todas as outras, Regina ainda escondia sua gravidez apesar de já está mostrando os sinais de que há um bebê crescendo em ventre, mas apesar de ninguém notar em Storybrooke as coisas estavam começando a mudar, a rainha dos corações agora estava pronta para colocar seu plano em ação e esperou uma noite fria de sexta para da o que imaginava ser o golpe final, o que acabaria com sua filha e a deixaria pronta para se aproximar, o que ela não previra era que Regina passava todas as noites em sua cama, ela parou de vigiar uma semana antes e foi o período exato em que a prefeita deixou de sair, ela estava se sentindo pior e por medo de ser descoberta tirara uns dias de folga. Por não saber dessa mudança Cora colocou seu plano inicial em prática, se disfarçou como sua filha e fez questão de deixar uma testemunha ao entrar no escritório da única pessoa que realmente conhecia sua filha, lá ela o sequestrou e deixou um cadáver igual a ele no chão, e numa nuvem de fumaça roxa desapareceu no ar. No dia seguinte o corpo do Archie, ou o que acreditavam ser ele foi encontrado e logo as suspeitas recaíram sobre a ex- rainha, Emma a princípio tentou não acreditar, mas influenciada por seus pais e com uma ajuda da magia foi até Gold que a fez usar um apanhador de sonhos no Pongo e assim ela viu o que acreditava ser a mulher por quem tinha profundos sentimentos matar a sangue frio e com uma poderosa magia um Archie indefeso. Após vê as memórias ela se dirigiu enfurecida até a mansão e sem esperar muito entrou na casa e foi logo acusando a morena.
– Regina eu acreditei que você poderia mudar, mas eu vi que estava errada, você ainda é o mesmo monstro de antes. Eu tentei deixar que o meu filho ficasse aqui, tentei não vir e simplesmente o tirar de suas garras, mas foi um erro. O meu filho nunca mais vai chegar perto de você, você é uma péssima mãe e nunca mais o verá. – gritava a xerife com muita raiva. – Não sei o que o Archie fez pra você o matar daquele jeito!
A morena no começo não conseguia ainda entender o que a xerife falava, ao ouvir que Archie estava morto seu coração começou a ficar apertado, mas quando ela percebera que Emma estava ameaçando tirar seu filho dela ela instintivamente usou sua magia para empurrar a xerife pela porta da frente, não conseguindo se controlar ela ainda começou a sufocar a mulher mais nova, porém imediatamente se arrependeu e por medo acabou por fugir em uma nuvem de fumaça violeta. Henry ainda estava dormindo e só acordou quando era tarde, ele apenas encontrou sua mãe loira parada e com um olhar que nunca vira antes, ela ao perceber o menino de pé perto dela foi com tudo outra vez e saiu acusando a morena.
– Henry, você vem comigo pra casa. Não posso deixar você morando com uma assassina. – dizia com muita raiva e um toque de decepção em sua voz.
– Do que esta falando, Emma? Cadê a minha mãe? – questionou o menino confuso.
– Kid, sua mãe matou o Archie, eu vi nas memórias do Pongo como ela usou algum tipo poderoso de magia. Sinto muito. – disse mais calma.
– O que? Quando? – começou a questionar curioso, ele sabia que sua mãe não estava nem saindo de casa por se sentir mal o tempo todo, ela estava assim há quase duas semanas e nesse meio tempo nunca mais usara magia, pois da última vez percebeu o quanto afetou o bebê.
– Ontem a noite, eu vi Henry e Ruby também. – respondeu a xerife que esperava outra reação do seu filho, ela tinha certeza de que ele acreditaria nela como tantas outras vezes.
– Emma, a minha mãe não fez isso. Onde ela está? O que aconteceu mais cedo aqui? Ela usou magia? – disparou o menino cada vez mais nervoso e preocupado.
– Kid, eu vi. – respondeu a xerife.
– Não importa o que você viu, não foi a minha mãe. Ela passou a noite aqui e ela nem pode usar magia. – retrucou o menino. – Ma, você precisa encontra-la agora. Eu preciso contar uma coisa, minha mãe tá grávida, Emma. Ela não pode usar magia porque depois fica muito doente e se ela realmente te atacou e sumiu ela deve tá muito mal, por favor, encontra a minha mãe e não deixa que nada aconteça com o meu irmãozinho. – terminou de falar o menino que agora chorava sem parar. A xerife só o olhava atordoada com as palavras.
– Kid, o que você tá dizendo é verdade? – questionou ainda confusa.
– Por que eu mentiria, Ma? Minha mãe precisa de ajuda, por favor, vá procura-la. – disse o menino que ainda chorava.
– Ok, kid. – veio a resposta da xerife. – Você sabe onde ela pode está?
– Acho que no mausoléu, ela sempre me disse que lá se sente segura e é um lugar onde ela pode se proteger, ela disse também que fica tranquila lá. – respondeu o menino que secava as lágrimas agora.
Emma sem perder tempo então pegou o seu bug e foi para o cemitério, lá prontamente foi até o mausoléu e fez o que Henry lhe explicara para entrar, sem perder tempo e com a adrenalina em alta correu em busca da morena em todos as salas até que parou em frente a uma de onde escutava um barulho diferente, entrou e percebeu que ali era a sala dos corações, mas o que mais lhe chamou a atenção foi a morena no caída canto com as mãos protetoramente em seu ventre. A xerife então correu até ela e se assustou como que encontro nos belos olhos cor de chocolate.
– Regina? – chamou a xerife. – Regina, acorde! – quando a morena abriu os olhos e percebeu quem estava ali tentou se levantar, mas estava muito fraca e um pouco fora de si e tudo que conseguia falar foram palavras incoerentes aos ouvidos da salvadora.
– Não leva meu bebê, por favor, eu não fiz nada. Não leva ele pra longe de mim, não leva meu bebê como fez com o Henry. Me deixa ir, eu vou ser boa. – chorava a morena semi consciente.
Emma ainda perdida não entendia o significado de tais palavras, mas seu coração quebrou ao perceber o quanto aquela bela mulher havia sofrido e decidiu que não a deixaria perder mais nada e com esse pensamento pegou delicadamente a prefeita nos seus braços e a levou até o hospital. Chegando lá contou rapidamente o sabia e viu quando levaram Regina para uma sala de exames, meia hora depois Drª. Cruz, obstetra do hospital voltou com notícias.
– Xerife Swan? – chamou a médica. – Xerife, nós temos notícias sobre o estado de saúde da Regina e do feto, mas não sabemos a quem contar porque ela não tem nenhum contato de emergência, o que devemos fazer? Precisamos de alguém responsável por ela, as notícias não são das melhores. – finalizou a médica após ter a atenção da xerife.
– Eu me responsabilizo por ela, agora a senhora pode me dizer o que aconteceu?
– Acreditamos que o alto uso de magia afetou a criança, não é possível saber com certeza, mas quando a paciente deu entrada os batimentos dela e do bebê estavam num ritmo muito baixo, agora se estabilizaram, mas o feto continua com os batimentos abaixo do esperado e ela apresentou contrações espaçadas e por isso acreditamos que o feto possa não sobreviver. Precisamos de 48 horas para ter certeza, esperamos que nas primeiras 24 horas os batimentos do feto subam e se nesse período eles subirem ainda precisaremos de mais 24 horas para termos certeza de que eles permanecerão estáveis, depois disso reavaliaremos a paciente e só então ela será liberada. Ela não pode também em nenhuma hipótese ser submetida a estress, o corpo dela está muito frágil, mas sabemos como ela é e por isso precisamos de alguém que possa ajuda-la. Se me der licença mais tarde voltarei para vê se ela já acordou. – disse a médica que explicara detalhadamente o que constatara no exame.
– Obrigada, doutora. Eu gostaria de ficar com ela, pode ser?
Quando Emma chegou no quarto a morena ainda dormia pacificamente, mas alguns minutos depois começou a abrir os olhos e ao notar a loira ali começou a entrar em pânico e falar coisas sem sentido outra vez.
– Você veio levar o meu bebê? – perguntou a morena muito assustada. – Deixa ele comigo, eu não fiz nada, juro que não matei ninguém, por favor, não tira o nosso bebê de mim igual fez com o Henry. Não tira esse bebê de mim também, eu vou cuidar bem dele. – chorava a morena que tentar se levantar da cama, mas que ao fazer sentiu uma pontada em seu ventre e quase caía no chão e só não o fez porque foi amparada pelos braços fortes da xerife.
– Regina, você precisa se acalmar, não é seguro para o bebê que se levante e nem fique agitada. Eu não vou levar o nosso bebê, eu prometo. – falava a xerife apesar do susto de finalmente perceber que essa criança era também sua.
– Você vai, eu sempre fico sozinha e sei que assim que seus pais descobrirem vão pegar o meu filho. – chorava a morena que estava visivelmente em pânico e que só piorou ao sentir uma nova pontada em seu ventre.
– Regina, eu não vou fazer nada com você ou com o bebê. Posso não saber o que aconteceu ou como, mas agora que sei que está grávida e o filho é meu vou prometer que nunca você vai ser separada dele e ninguém vai me impedir de cumprir essa promessa. Eu poderia não saber sobre nada disso e nem entendo como aconteceu, mas vou cuidar de vocês. – disse a loira que agora segurava a morena em um forte abraço, ela precisava se assegurar que ela não tentaria mais sair.
– Você promete? – pediu a morena ainda muito assustada.
– Eu prometo, Regina. – respondeu a xerife. – Agora precisamos conversar e eu preciso que fique o mais calma possível pelo nosso bebê, confia em mim? – pediu a xerife que sabia que precisaria contar logo o que a médica lhe dissera.
– Ok. – foi tudo que a morena respondeu.
Depois disso a xerife explicara tudo que a Drª Cruz lhe dissera, a morena entrou em pânico outra vez, mas Emma estava ao seu lado para garantir que nada aconteceria e que ela não ficaria sozinha. Apesar das coisas estarem fora de controle e de saber apenas alguns minutos que seria mãe de um bebê com Regina e xerife estava feliz e nesses breves momentos ela percebeu o quanto o sentimento que tentava esconder era forte, ainda não sabia nomeá-lo, mas sabia que faria o impossível para nunca mais vê tanto medo e tanta dor naqueles olhos fascinantes. O mesmo acontecia com a morena que apesar dos últimos acontecimentos do medo de perder seu bebê pra Emma no começo agora se sentia segura, seria difícil afastar todas suas inseguranças, mas no fundo do seu coração ela sabia que Emma nunca a machucaria e com isso aquele sentimento que enterrara tão bem começava a vir a tona. Talvez não fosse tão ruim assim ter alguém em quem confiar.
– Claro, xerife. Quarto 302.
Notas finais
Evil kisses :*
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