Nudez Mortal
10 Se entregando ao desejo.
Notas iniciais
Estou gostando de ver como vocês estão ficando envolvidas com fic. Obrigada a todas.
Ai vai mais um capítulo.
FINAL DO CAPÍTULO ANTERIOR
- Você não acha que essa casa é muito grande para um homem sozinho? – Ela perguntou interessada.
— Não acho. Eu acho que o seu apartamento é que muito pequeno para uma mulher como você. – Ele olhou para a cara de assustada que ela fez. – Tenente, você sabe tanto quando eu que eu sou o dono do prédio em que você mora, não faça essa cara de desentendida.
— Você precisa mandar alguém dá uma olhada nos elevadores de lá, detesto quando fico presa naquele forno.
— Vou providencia isso o mais rápido possível.
— Você não tem elevadores por aqui?
— Tenho mais prefiro usar as escadas. Os meus empregados é que o usam mais.
— Ainda não vi nenhum androide por aqui.
— Tenho sim alguns, mas eu prefiro humanos. Chegamos.
Ele colocou a palma da mão esquerda em um scanner e digitou um código no painel. As portas foram liberadas e o que Bella viu lá dentro não era nem um terço do que imaginava.
Aquilo era um lugar que cultuava a violência.
******
Em toda a sua vida a Tenente Swan nunca tinha se impressionado tanto. Ela sentia raiva e decepção ao olhar todo aquele arsenal. Havia armas de todos os tipos. Revólveres, espadas, facas de vários tamanhos, flechas, entre outros brinquedos mortais.
— Santo Deus. Por quê? – Foi a única coisa que ela conseguiu perguntar.
— Isso é uma coisa que sempre me encantou. Pesquisar e estudar as armas que matavam pessoas durante toda a história. – Ele tocou em uma espécie de armadura que estava em cima de uma mesa. – Os Cavaleiros antigos usavam isso para se proteger da morte, mas as armas eram letais quando encontravam partes do corpo sem proteção. Você já ouviu a expressão calcanhar de Aquiles? – Ele clicou em alguns botos em um pequeno painel e abriu uma caixa de vidro e de lá tirou uma pequena faca com mecanismos. – Essa era uma das armas preferidas por gangues no período que houve mais mortes, isso no final do Século XXI. – Ele guardou a arma no mesmo local e virou-se para ela.
— Mas acho que você está interessada em outra arma não é? Se não me engano é uma Smith & Wesson, calibre trinta e oito.
Ela olhava para ele enquanto ele circulava no meio de todas aquelas armas e só então percebeu. Toda aquela violência combinava perfeitamente com ele. E isso a atraiu mais do que nunca. Bella, você não está bem. Ela pensou com raiva do que estava sentindo.
— Quanto tempo você levou para reunir todas essas armas?
— Trezes anos. Eu consegui meu primeiro revolver quando tinha dezoito anos de idade e ele estava sendo apontado para o meu peito.
Ele sorriu com a lembrança, mas antes que ela pudesse perceber se tornou frio novamente. Ele não pretendia compartilhar aquela lembrança com ela.
Você está ficando mole Edward. Ele pensou. O que essa mulher está fazendo comigo?
— Bom. Parece que ele errou o tiro não é verdade? – Ela perguntou assustada, imaginando que ela podia não está falando com ele agora.
— É. Ele perdeu um pouco o foco depois que quebrei o nariz dele com um chute. Ela era contrabandeada da Rússia e foi assim que as Indústrias Cullen nasceram. A partir da distração de um ladrãozinho.
Ele abriu um armário que ficava em outra seção de armas.
— Aqui está ela. Creio que você vai querer segurá-la e ver se ela não foi usada recentemente.
Bella afirmou com a cabeça. Havia apenas quatro pessoas que sabiam que a policia estava com arma do crime. Ela, Charlie, o Comandante Carlisle e o assassino.
A mente da Tenente trabalhava de forma veloz enquanto ela se aproximava para pegar a arma. Ou ele realmente não era o assassino ou estava atuando muito bem. Ela tentava avaliar se ele não era as duas coisas.
— Obrigada por sua colaboração com a policia. – Ela pegou um saco dentro de sua bolsa usado para guardar provas. Levantou a mão na direção da arma que era idêntica com a que já estava em posse da justiça. Mas ela conseguiu perceber no mesmo momento que não era para está arma que ele estava apontando.
Ela olhou para ele e viu que ele não perdia um detalhe sequer dos gestos que ela fazia. Ela voltou seu olhar para as armas e as avaliou.
— Qual é mesmo a arma? – Ela perguntou.
— Esta aqui. – Ele apontou para a arma de calibre trinta e oito.
Ela pegou a arma e a guardou dentro do saco de provas e o colocou dentro da bolsa.
— Tenente. Ela se encontra descarregada, mas eu tenho algumas munições se você quiser levar para testa-la, caso vocês façam uma reconstituição.
— Obrigada. Falarei da sua cooperação em meu relatório.
Ele pegou uma caixa de munições e entregou para ela.
— Só isso que você vai falar de mim em seu relatório?
— Falarei tudo o que eu achar necessário. – Ela guardou a caixa de munição também dentro da bolsa e pegou seu computador de mão.
Ela começou a digitar seu número de identificação e a descrição dos materiais que estava levando para serem avaliados. Digitou a data e entregou para ele o recibo que o computador estava imprimindo.
— Ai está o seu recibo. Esse material será avaliado e devolvido para você o mais rápido possível. Mas se eles forem considerados como prova eu notificarei você.
Ele pegou o papel e sem olhá-lo o guardou dentro do bolso e lá ele tocou em um objeto que estava guardado como uma forma de amuleto.
— Agora eu quero leva-la para a sala de música. Lá a gente pode tomar um café e terminar nossa conversa. Tudo isso na companha de uma boa música.
— Olha Cullen. Acho que não temos o mesmo gosto para músicas.
— Tenente não me subestime. Eu posso surpreender você. Posso mostrar a você o que temos em comum. – Ele murmurou e levou a mão até o rosto dela. Acariciou- o levemente e deslizou os dedos até que eles tocassem a nuca dela. – Ou eu posso mostrar pra você o que a gente pode compartilhar daqui pra frente.
Ela se tornou rígida e tentou retirar a mão dele da sua nunca, mas ele impediu segurando firmemente o pulso dela.
Ele estava sério, com os olhos firmes a encarando.
Ela podia muito bem derrubá-lo no chão e torcer o braço dele por tocá-la daquela forma, mas ela simplesmente se deixou ficar ali, o sentindo acariciando sua pele.
— Bella. Eu sei que você não é covarde. Eu sei que você quer.
Ele sussurrou enquanto aproximava os lábios do dela. Sentindo a respiração ofegante dela. O Beijo estava suspenso. A mão que ela levantou para detê-lo e que estava sendo segurada por ele perdeu a força e então ele a soltou e entrelaçou os dedos das mãos dela com os seus.
Ela se inclinou em direção a ele, em direção aquele beijo. Ela queria sim, queria mais que tudo. Ela precisava sentir. Ela não se permitiu pensar em mais nada, por que sabia que estava quebrando as regras.
A boca dele era macia. Não havia nada de rude e nem havia posse ali. Ele a persuadia. Ele mordiscou o lábio inferior dela para que ela abrisse aquela boca e desse passagem para o encontro de suas línguas. Sim. O sabor dele era magnifico.
Ele sentiu o calor se instalar em seu peito antes mesmo de as mãos que estavam em seus quadris subissem e se insinuassem por baixo do suéter dela. Ele sentiu que podia morrer ao tocar a pele dela por baixo da blusa. Uma pele macia, sedosa que fazia sua mente voar.
Ela começou a se sentir úmida com aquele toque em sua pele. Ela estava prestes a se lançar em um abismo que não mais teria volta.
Bella se grudava a ele como se a sua vida dependesse desse contato. Ele sentia que ela vibrava e apreciou quando ela tremeu ao tomar posse do pequeno e firme seio em suas mãos. Ela o beijava de maneira tão intensa que ele achou que ia enlouquecer.
Ele ansiava abrir mão de toda paciência e todo o controle que conquistara em toda sua vida. Queria toma-la ali de forma urgente e animal.
Ele achava que precisava apenas daquela boca, daquele beijo. Mas viu que precisava dela por completo.
Ele iria lança-la ao chão e possuí-la ali mesmo se ela não tivesse lutado e se afastado dele ofegante e trêmula.
— Edward. Isso não pode acontecer. Isso não vai acontecer. – ela falou tentando manter a calma. Tentando inutilmente acalmar seu coração.
— Ao inferno que isso não vai acontecer Bella. – Falou ele com raiva.
Bella viu toda a raiva naqueles olhos. Viu nele o perigo que o rodeava. Naquele momento ela percebeu que ele podia ser mais perigoso do que todas aquelas armas que os cercavam.
Ela já conheceu muitos homens que usavam de vários métodos para ter o que quer. Mas ali em sua frente estava um homem que simplesmente tomava posse do que queria.
— Você tem que entender que eu simplesmente não posso me entregar por completo a esses sentimentos. Eu sou uma policial.
— Fodam-se essas regras, Bella.
Ele foi em direção a ela e se ela tivesse fugido ele teria o maior prazer de ir atrás dela e toma-la da forma que ele desejasse. Mas ela não fugiu, ela o encarou firmemente.
— Eu não posso por esse caso e a investigação em risco por me envolver fisicamente por um suspeito. Simplesmente não posso. – Ela falou.
— Mas que inferno Bella. Eu não matei Jéssica Stanley.
Bella pela primeira vez viu o controle dele desaparecer. Ela sentiu a fúria naquelas palavras e viu o desespero nos olhos dele. E ela sentiu que acreditava nele. Dentro dela ela sabia que precisava acreditar nele.
— Olha só. Só a sua palavra não é suficiente. Eu tenho um dever a cumprir. Com a vítima, com o sistema, eu simplesmente...
Não posso. Pensou ela. Nunca vou conseguir.
Eles continuaram a se olhar até que foram interrompidos pelo comunicador dela que tocava dentro da bolsa.
Ela deu as costas para ele e o pegou.
Ela viu o código da Central no display e digitou seu número de identificação.
— Swan. Tenente Bella. Comunicação sem som, só imagem.
Edward estava vendo Bella apenas de perfil, mas conseguia ver perfeitamente como ela mudava a expressão do rosto enquanto lia a mensagem.
Ele viu quando o olhar dela se tornou frio e ela ficou rígida. Viu também quando ela mudou sua expressão ao se virar para ele.
— Tenho que ir. Entrarei em contato com você quando tiver que devolver seus pertences.
— Você é muito boa nisso. Boa em se transforma de mulher em uma tira implacável.
— É o que eu faço de melhor. Não precisa me acompanhar, eu sei onde fica a saída.
— Bella.
Ela virou para ele.
— Vamos nos ver novamente. – Ele afirmou isso com todo o poder que tinha.
— Pode contar com isso. – Ela falou antes de sair.
Quando se viu sozinho na sala ele enfiou a mão no bolso em que havia colocado o recibo e de lá tirou o pequeno botão de uma roupa.
O botão que tinha caído da roupa dela no dia do enterro de Jéssica Stanley.
Ele ficou acariciando o botão como se pudesse sentir a pele dela ali. E pela primeira vez na vida se sentiu um bobo. Um bobo que não tinha a menor intenção de devolver para ele o seu mais novo amuleto.
******
Bella viu que um policial guardava a entrada do apartamento de Lua Star. De cara ela percebeu que ele era um novato, isso tudo pelo uniforme impecável que ele usava.
— Policial. – Ela falou mostrando o distintivo.
— Senhora... Oficial. Desculpe. – Ele estava nervoso. Em toda a pouca experiência que já teve como policial, nunca tinha visto uma cena como aquela.
— Reporte a situação.
— O dono do prédio estava gritando na rua quando viu nossa viatura e se jogou na frente dela. Paramos antes de atropela-lo e ele nos informou que havia uma mulher morta aqui.
— E você tem certeza de que ela esta mesmo morta... – Ela olhou a identificação dele na farda. – Policial Jhon?
— Sim Senhora. Ela está morta. – ele lembrou a cena e novamente começou a tremer.
— E como foi que você determinou que ela estivesse morta? Você fez alguma avaliação como verificação do pulso?
— Não senhora. A confirmação foi feita apenas visualmente. Todas as medidas de segurança foram tomadas. A cena do crime não foi tocada e eu notifiquei a Central.
Como ela queria que ele se sentisse seguro e mais calmo ela começou a fazer perguntas que poderiam muito bem ser feitas depois.
— Policial Jhon, você pode me informar se o dono do prédio chegou a entrar no apartamento da vítima?
— Não. Ele apenas falou que um cliente que estava marcado para se encontrar com ela as oito não teve seu encontro e então ele teve que abrir a porta para ver se algo havia acontecido. Então ele a viu Tenente e então aconteceu tudo aquilo que eu já informei.
— Você não abandonou o seu posto não é policial, nem para ir ao banheiro?
— Não Senhora. Pensei que não fosse conseguir ficar lá depois da cena que vi, mas acho que eu consegui. Mantive-me firme em meu posto.
— Muito bem. Você agiu muito bem. Bom trabalho policial Jhon.
Ela pegou o material de trabalho e passou o spray selante nas mãos e nas botas.
— Por favor, policial, entre em contato com o legista e com o laboratório. Mande que eles venham o mais rápido possível.
— Sim senhora. Posso deixar meu posto agora?
— Espere a chegada do legista e do pessoal do laboratório. Depois você está liberado para fazer o sue relatório. Posso te dar um conselho?
— Claro Senhora.
— Depois daqui vá direto para casa. Não passe por bares e nem por outro lugar. Vá se encontrar com quem você ama.
— Sim Senhora. Obrigado pelo conselho.
— Avise ao dono do prédio para me aguardar que já vou tomar o depoimento dele. – Ela falou já entrando no apartamento.
Ela entrou e fechou a porta e mesmo com todos esses anos no trabalho como policial não conseguiu evitar a ânsia de vômito.
Sentiu raiva e depois sentiu pena.
Ela era uma criança, ela pensou.
*******
Ela trabalhou a noite toda no caso. Entrevistando as pessoas que moravam por perto e tentando achar algo que o assassino tivesse deixado. Qualquer prova.
Às seis da manhã ainda estava trabalhando e tirou apenas um cochilo na sua sala de trabalho.
— Ela era uma criança sim Bella, mas ela também era uma profissional. – Charlie falou enquanto pesquisava os registros pessoais da vitima.
— Sim. Ela tinha só dezoito anos e já estava envolvida com esse mundo. Poxa ela parecia uma líder de torcida e ainda tinha bonecas em casa. – Ela lembrava todas as coisas que teve que olhar naquela casa enquanto a vítima continuava estendida sem vida em cima daquela cama.
— A autopsia do corpo mostrou que ela estava morta já havia vinte e duas horas entes do corpo ser encontrado. – Bella falou tentando focar sua mente no trabalho. – Você já conseguiu identificar a arma do crime?
— Sim. É uma SIG 2-12. É um gigante entre as armas. Fabricada na Alemanha durante a década de 70. Ela possuía um silenciador que só foi utilizado por que o apartamento não era a prova de som. O da Jéssica Stanley era.
— Ele não deu o alarme dessa vez. – Ela falou.
Bella olhava para a mensagem que estava em cima da sua mesa.
DUAS DE SEIS
— Uma por semana. Ele não está perdendo tempo e está fazendo com que a gente corra e cometa erros. – Ela falou preocupada.
— Estou aqui analisando a agenda dela de clientes e todos os registros dela. Ela se encontrou com um novo cliente no dia da morte dela. Se a hora que a autopsia confirmou for a mesma deste cliente, pegamos o nosso cara Bella. – Charlie falou animado.
Notas finais
Bjinhos.
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