Nudez Mortal
4 Presentinho surpresa.
Notas iniciais
Nos vemos lá em baixo.
FINAL DO CAPÍTULO ANTERIOR
Edward Cullen. Cabelos dourados e curtos. Olhos verdes. Um metro oitenta e três de altura. Setenta e nove quilos.
Bella, não conseguiu disfarçar o tremor que sentiu ao ver a imagem dele tá tela, uma imagem de um homem que emanava poder! A descrição falava de olhos verdes, mas o verde daquele olhar era intenso, como se despisse você apenas com seu poder.
Ali estava na sua frente à imagem de um homem que tinha tudo o que desejasse, não importa os que meios que utilizasse para isso. Um homem que era capaz de matar...
– Acho que você terá uma visitinha minha Edward Colem! — Bella falou saindo de sua hipnose causada por ele.
*****
Depois de rever todos os discos de segurança umas três vezes Bella decidiu ir para casa, viu que não ia conseguir nada se continuasse com a mente bloqueada pela fome. Enquanto seguia em direção ao seu carro no estacionamento da Central de polícia tentava mais uma vez lembrar-se de onde tinha esquecido suas luvas e seu cachecol, o frio parecia que vindo de um frigorífico.
- Juro que vou arranjar coragem e paciência para comprar uns vinte pares de luva só para nunca mais ter comprar outros.
Bella não era muito consumista e detestava perder tempo com compras e de coisas que achava que não tinham a menor necessidade.
- Ligar aquecedor em nível médio! – Falou ao entrar no carro. – Ah, qual é? Droga de aquecedor que sempre para de funcionar quando mais precisamos dele. Ok se é assim que você quer pode escrever, não peço mais nada para você.
Bella foi o caminho todo para casa resmungando, mas logo ao chegar à porta do seu apartamento se alegrou só de pensar na comida que ia colocar para dentro e saciar a fome que sentiu a tarde toda.
Porém toda a raiva foi esquecida ao ver o envelope no chão, pelo lado de dentro da porta. Ela tirou a arma do coldre e saiu pelo apartamento em busca de alguém e só a largou quando verificou todos os cômodos. Verificou o envelope e viu um pequeno disco dentro. Seguiu em direção ao seu quarto e colocou o disco para rodar no computador enquanto retirava sua bota e seu casaco.
- Cretino! Você quer me provocar não é?
Jéssica Stanley aparecia nua, como veio ao mundo, de joelhos na cama. Ela olhava para uma câmera que estava sendo apontada para ela.
- Vem, vamos fazer de novo. Você quer que eu me acaricie hein... — Jéssica falava enquanto se tocava intimamente.- Uhm, que delícia! Mas eu quero você... E pelo visto você também me quer. – Disse ela, arfando enquanto se penetrava com seus dedos. – Já sei! Você quer brincar não é? Tudo bem. Faço tudo o que você deseja. — Ela passava a mão em seu corpo em uma dança sensual de provocação. – Oh não! Por favor, não atire. – Enquanto colocava as mãos para cima e sorria para a câmera. — Vem aqui meu bandido, vem me estuprar, vem enfiar essa arma em mim. Quero que você abuse do meu corpo enquanto aponta sua arma para mim...
Bella se assustou com o som do primeiro tiro. Viu quando Jéssica foi jogada para trás pela força do impacto da primeira bala bem no meio da cabeça. Os outros tiros não assustaram tanto. Bella viu quanto sangue jorrava e sentiu uma náusea profunda, mas não se permitiu tirar os olhos das imagens. Ela conseguia ouvir uma respiração no vídeo, a respiração do assassino. A imagem ia vagarosamente mostrando a vítima bem de perto, todos os detalhes dos ferimentos causados pelas balas. De repente a vítima estava como foi encontrada por ela e por Charlie. No fim do vídeo a mensagem: UMA DE SEIS.
Ela reviu mais duas vezes o vídeo na tentativa de encontrar alguma falha que denunciasse quem estava por trás da câmera, notou rapidamente que a câmera tremeu ao ser dado o primeiro tiro. Fora esse detalhe não encontrou mais nada.
- O que você quer com isso hein? Mostrar o quanto você é esperto, o quanto você é capaz?
Tudo isso ela já sabia, mas ela percebeu uma algo a mais que a preocupou. Ela percebeu que ele pode encontra-la na hora que quiser e que já sabia que ela estava na investigação do caso.
Bella seguiu para a cozinha depois de ter feito uma cópia do disco e ter guardado o original para usar como prova. Preparava um café enquanto pegava o tele link e discava o código da linha direta do seu comandante.
- Boa noite senhora McQueen, aqui e a Tenente Bella Swan e preciso falar com o capitão McQueen com urgência.
- Boa noite. Tem certeza que tem tanta urgência assim, estamos esperando a visita de pessoas importantes e não seria conveniente que Carlisle fosse importunado agora.
- É de suma importância senhora e mais uma vez desculpe.
Bella viu a mulher saindo com cara de poucos amigos e logo depois viu surgir o seu capitão. Carlisle McQueen era um homem já na casa dos seus cinquenta anos e tinha uma feição de seriedade que às vezes assustava. Porém Bella já estava acostumada a bater de frente com ele quando precisava e isso acontecia quase na maioria das vezes. Ele por sua vez passou a respeitá-la por sua força e determinação. Ele via nela o que há muito tempo não via em nenhum outro policial, dignidade, ética e acima de tudo coragem para enfrentar o que aparecesse em seu caminho.
- Swan, espero realmente que seja importante, por que aborrecer minha esposa hoje não estava nos meus planos.
- Quero enviar algo para o senhor e precisava ser em sua linha pessoal. – Ela falava enquanto pensava que policial que se presasse tinha que permanecer solteiro.
- Ok. Pode enviar.
Enquanto revia todas as imagens durante o envio Bella pensava qual seria a reação do comandante depois avaliar todas elas.
- Por Deus Swan! Onde raios você conseguiu isso?
- Já estava em meu apartamento quando cheguei. Ele sabe comandante! Quem eu sou, onde me encontrar e que estou no caso. Ele está se divertindo com isso.
- Esteja as oito em ponto amanhã na minha sala Tenente. – Ele falou e encerrou a transmissão.
Após a ligação Bella derramou na pia o café que tinha colocado no copo e nem sequer chegou a tocar. Tinha perdido a fome.
Ela acordou a duas da manhã ainda tremando e sufocando por causa do pesadelo. Mais um e dos fortes.
Não conseguiu emitir o pedido para que as luzes fossem acesas e se encolheu na cama esperando que os últimos vestígios do sonho fossem embora. Ela atirou no homem, mas ele continuava vindo, vindo. Ela pedia que não fosse a culpada pela morte da garotinha.
Ela atirou para matar, mas ele continuava vindo, só que agora a cena era outra. Ela estava nua em uma cama, na mesma cama de Jéssica Stanley. Ele estava com uma arma apontada para ela enquanto ela pedia que ele a tomasse e fizesse sexo com ela, mas ele não era homem que tinha matado um dia atrás, o homem armado era Edward Cullen e ela o desejava, mesmo depois do primeiro tiro sentido em sua cabeça ela ainda o desejava, enquanto ele a olhava com aqueles olhos verdes intensos.
- Por que vocês não me deixam em paz, por quê? – Perguntava ela enquanto se entregava ao choro.
As oito em ponto Bella estava na sala do comandante Carlisle com o disco em mãos. Ela estava abatida e com profundas olheiras, tinha amarrado o cabelo em um coque preso por que não tivera coragem de pentear os cabelos antes de vir para a central.
- Swan, preciso perguntar. Você ainda aceita permanecer neste caso? – De acordo com o protocolo o investigador não pode está envolvido com o caso além do permitido e ela já estava mais do que ele podia imaginar.
- Não senhor. Agora preciso ir até o fim.
- Não vou insistir com você e vamos tentar ao máximo manter esse fato escondido. Você é uma de nossas melhores detetives e eu sei que não existem argumentos legais para afastá-la.
- Obrigada por confiar em mim para esse trabalho.
- Swan, o apartamento que você mora me parece não ser mais tão seguro. — Afirmou ele com um tom de preocupação que não passou despercebido por ela.
- É verdade, mas vou permanecer por lá por que eu sei que é isso o que ele quer. Ontem fui verificar as imagens do meu prédio para ver se eu conseguia alguma coisa. As imagens estavam com uma falha de cinco minutos, ou seja, o tempo que ele teve para entrar e colocar o disco na minha sala. Esse homem é um gênio em eletrônica! Pelo pouco que sabemos temos o perfil de um homem que sabe editar vídeos como ninguém, manusear câmeras e claro, armas com perfeição. – Ela descrevia o relatório metodicamente que havia feito pela manhã enquanto entregava o relatório impresso.
- Estamos com um campo de busca bem reduzido. Não temos quase nada sobre esse assassino e isso me preocupa. Ela foi só a primeira, ainda temos mais cinco vítimas e temos que correr para acabar logo com esse joguinho. – Carlisle falava e circulava pela sala indo em direção à janela que tinha a imagem da cidade de Nova York. Ela já conhecia Carlisle McQueen desde que entrara para a Divisão de Homicídios na Central de Polícia de Nova York e sabia que isso era um sinal de havia sido dispensada.
- Swan. Você gosta de política? – Ele perguntou antes dela chegar à porta.
- Para ser sincera, esse não é o meu forte.
- Pois então trate de fortalecer esse seu lado. O Senador Stanley está vindo para cá e deseja falar diretamente com o investigador do caso. Ele passou por cima da minha autoridade e tratou diretamente com o Secretário de Segurança. Você vai ter que ser simpática e cooperar com o que ele precisar.
- Eu não vou passar nem um dado que possa comprometer o andamento da investigação, não importa que ele seja o senador ou mesmo o presidente do país.
- Eu já contava com isso. Vamos fazer um trato. Eu não ouvi você dizer o que acabou de falar e nem você me ouviu dizer que você só deve repassar o que for necessário. – Falou ele com um sorriso no rosto. – Lembre que ele é um idiota que não sabe porcaria nenhuma do andamento de uma investigação, mas ele é um idiota com poder. Tome cuidado.
- Isso eu devo esquecer também comandante? – Perguntou ela com ar divertido.
- Só não a parte do tome cuidado. – Falou ele virando novamente para a janela.
O Senador Anthony Stanley era realmente um homem idiota. Essa foi a conclusão que Bella tirou ao passar alguns minutos na companhia dele.
Aparentava ter uns setenta anos, mas tentava esconder sua idade através de várias operações tratamentos de beleza. Tinha por volta de setenta quilos e um metro e sessenta e cinco.
Veio na companhia do seu assessor que era todo sorrisos. Talvez ele sorrisse tanto assim para contrabalançar o ar de arrogância do seu chefe. Michael Steve era magro e tinha por volta de um metro de oitenta.
— O que foi feito até agora para que fosse descoberto o assassino da minha neta? – Perguntou irritado.
— Até agora fizemos o necessário. – Ela falou tentando manter-se calma até o fim dessa entrevista.
— Ou seja, quase nada! Você já teve vinte quatro horas para fazer alguma coisa e não fez porcaria nenhuma. – Falou gritando e se virou para o comandante. – por que raios você só designou a droga de dois policiais para esse caso?
— Por questão de segurança! Trata-se de um caso em Código Cinco e a Tenente Swan só pode se reportar a mim, o que ajuda no sigilo das investigações.
— Então me diga tenente, o que foi conseguido até agora?
— Temos dados da arma do crime estamos entrevistando todos os vizinhos e pesquisando todos os clientes da sua neta. Estamos tentando fazer o passo a passo do último dia de vida dela.
— Quem em sã consciência já não teria a certeza de que quem matou minha neta foi um dos seus clientes. – Ele falava em alto e bom som.
— O último cliente que constava na sua agenda possui um álibi para a hora do assassinato. Foi verificado que não havia clientes marcados para as sete horas antes da morte.
— Quero ver todos os arquivos de agendas e registros dos encontros dela, quero todas as cópias.
— Isso não será possível. Todas as provas são confidenciais.
— Comandante esse documento permite que o Senador tenha acesso a todos os dados da investigação da morte de Jéssica Stanley – falou pela primeira vez o assessor Michael. – O Secretário de Segurança pediu para que fosse entregue a você.
— Irei falar pessoalmente com ele e se ele mantiver o que está escrito nesse documento eu passarei todos os dados para o Senador. – Carlisle falou sem nem se dá ao trabalho de pegar o documento.
— Eu servi mais uma década da minha vida a esse estado e se eu perceber que vocês não estão fazendo tudo o possível para colocar o desgraçado que fez isso atrás das grades, eu farei com você seja demitido do seu cargo comandante. – O Senador falou com ódio nos olhos direcionados a Carlisle. – E você tenente Swan, correrá atrás de bandidos de mãos leves nas ruas pelo resto da sua vida.
Notas finais
Já mereço recomendação???????
Me falem pessoas....
Qualquer dúvidas que vcs tiverem perguntem que eu responderei com todo carinho.
Alguém por ai sabe fazer capa????? Façam uma pra mim....por favorzinho....
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