Nudez Mortal

20 Mais uma peça no jogo.


Notas iniciais
OI meninas...
Ai vai mais um capítulo. Nesse vai aparecer mais um personagem que vai ser importante na série e na vida da Bella, mesmo que ela negue.
Boa leitura e nos encontramos lá embaixo.

FINAL DO CAPÍTULO ANTERIOR

- Isso não vai afetar de nenhuma forma as investigações e nem a minha atuação nela. Se quiser me tirar do caso vai ter que tirar meu distintivo também.

Carlisle olhava para ela fixamente tentando se acalmar.

— Tenha absoluta certeza de que Edward Cullen esteja fora dessa lista, se não você terá que autuá-lo nas próximas quarenta e oito horas para interrogatório oficial. E depois se faça uma pergunta.

— Eu já me fiz essa pergunta. – Ela relaxou por saber que ele não ia tira-la do caso – Como o Secretário soube onde eu passei a noite? Eu estou sendo monitorada. Quem deu a ordem para me seguirem? Volturi ou Stanley? Ou então deram um jeito de avisar para o Secretario para que eu tivesse minha credibilidade desestabilizada ou mesmo a investigação?

— Descubra isso logo Swan. – Ele apontou para a porta – Agora tente se manter firme na coletiva hoje à tarde.

******

Bella e Charlie não tinham dado cinco passos para fora da sala quando ele explodiu.

— Que diabos você pensa que está fazendo, Bella? Deus...

— Eu não planejei nada disso, ok. – Ela apertou o botão para chamar o elevador. – E você ver se não torra o meu saco também.

— Ele está na nossa lista de suspeito e eu ressalto que ela já está bastante curta. Ele é talvez uma das poucas pessoas que viu Jéssica Stanley viva. Tem mais dinheiro que todos os humanos juntos e pode comprar tudo o que quiser inclusive o direito de se manter longe de toda essa sujeira.

— Ele não se encaixa no perfil, Charlie – Ela entrou no elevador e falou o número do seu andar – Eu sei o que estou fazendo e onde estou me metendo.

— Não sabe não! Em todos esses anos que nós somos parceiros e que eu conheço você eu nunca a vi sequer ter uma caidinha por algum suspeito e agora você simplesmente leva um tombo e transa com um deles.

— Foi apenas sexo, ok. Nem tomo mundo tem uma vida estável como você, uma vida confortável com um parceiro bom. Eu queria ser tocada por alguém e ele estava afim também. Não é da sua conta com quem eu transo ou deixo de transar.

Ele a segurou pelo braço antes que ela corresse quando a porta do elevador abriu.

— Pare de dizer besteiras, Bella. Eu me preocupo com você poxa.

Bella tentou se acalmar por ter seus sentimentos questionados e por ter seus assuntos pessoais invadidos. Ela virou e falou baixo para que as pessoas que estavam em volta não ouvissem.

— Eu sou uma policial boa, Charlie?

— A melhor que eu já vi. É por esse motivo que...

— O que faz um bom policial?

— Inteligência, instinto, paciência, coragem e sangue-frio. – Ele suspirou.

— Minha inteligência e meus instintos dizem que não foi Edward Cullen. Todas as vezes que eu tento acusa-lo de algo eu esbarro em uma parede. Não foi ele, Charlie. Tenho paciência de sobra para continuar no caso e descobrir quem foi o assassino.

— E se você errar dessa vez, Bella? – Ele perguntou preocupado.

— Se eu errar, eles não vão precisar pedir meu distintivo. Se eu estiver errada sobre isso, sobre ele, eu estarei acabada. Por que se eu não sirvo para ser uma boa policial eu não sirvo pra nada.

— Nossa, Swan, não precisa...

— Pesquise a lista de policiais para mim, por favor! – Ela saiu pelo corredor. — Tenho algumas ligações para fazer

******

Entrevistas coletivas deixavam Bella com uma sensação ruim no estomago. Estavam em pé sobre um palanque armado por Volturi, que estava com uma gravata patriótica e um alfinete com um símbolo de sua campanha. Com seu jeito de pai carinhoso sua voz mudava o tom enquanto ele lia a declaração que foi preparada.

Uma declaração cheia de mentiras e meias verdades, pensou Bella. Segundo Volturi, ele não iria descansar enquanto não colocasse o assassino de Lua Star atrás das grades.

Quando foi perguntado se a morte de Lua Star tinha relação com a morte de Jéssica Stanley ele negou.

Ele errou ao afirmar isso, e não seria o seu último erro, Bella pensou.

Ele mal havia terminado de responder a pergunta, quando ele foi questionado pela competente e enérgica repórter do Canal 90, Ângela Webber.

— Secretário Volturi, eu tenho informações precisas de que o homicídio de Lua Star está ligado ao caso Stanley, não só por que as duas mulheres tinham a mesma profissão.

— Minha querida, Ângela – ele sorriu como um pai faz quando seu filho apronta alguma na frente de convidados no jantar – Todos sabemos que algumas informações que são repassadas para vocês repórteres não são de fontes seguras. Por essa razão que eu no meu primeiro mandato criei o banco de dados verdadeiros. Vá lá e verifique, você verá que suas informações estão incorretas.

Bella conseguiu segurar um sorriso, mas o olhar aguçado de Ângela não deixou passar esse gesto, então ela continuou nesse caminho.

— Minha fonte me comprova que a morte de Jéssica Stanley não foi acidental, como está lá no banco de dados, e sim um assassinato. As duas mulheres foram mortas da mesma forma e pelo mesmo homem.

Essa declaração acarretou uma verdadeira algazarra nos reportes que começaram fazer várias perguntas ao mesmo tempo. O Secretário começou a suar frio e tentava se desvencilhar das perguntas dando respostas evasivas.

Ele berrou para que todos ouvissem.

— O departamento mantém a afirmação de que não há ligação entre os casos e que estamos apoiando inteiramente os investigadores do caso.

Bella notou que a atenção toda foi voltada para ela e que agora seria sua vez de enfrentar as perguntas.

— A Tenente Swan ficara feliz em responder os seus questionamentos.

Enquanto Bella dava um passo à frente para ficar na linha de fogo, o Volturi ia lá para trás para ouvir uns conselhos de um homem baixinho.

As perguntas foram feitas ao mesmo tempo e ela ia ouvindo todas até que ouvisse uma que fosse possível responder sem enganar ninguém.

— De que maneira Lua Star foi assassinada?

— Não posso informar o método usado na morte de Lua Star por que isso pode atrapalhar as investigações, mas eu posso dizer que ela, uma jovem de 18 anos que trabalhava como acompanhante licenciada foi assassinada de forma violenta e bem organizada. As provas indicam que foi um dos clientes dela.

Aquela resposta fez com que a balburdia parasse por alguns instantes enquanto eles entravam em contato com os seus jornais para repassar as informações.

— Foi um crime que se pode chamar de sexual? – Alguém gritou.

— Acabei de informar pra vocês que ela era uma prostituta e que um dos clientes foi o criminoso, junto um mais um.

— E Jéssica Stanley? Também foi morta por algum cliente? – Ângela perguntou com ar questionador.

Bella olhou para ela e manteve o olhar fixo ao responder.

— O Departamento não informou que ela havia sido assassinada.

— Minha fonte me assegura que a senhorita é a principal investigadora dos dois casos. Isso está correto?

Terreno perigoso, Bella pensou.

— Sim. Sou a principal investigadora de muitos casos que estão ainda abertos.

— Por que motivo eles colocaram você, uma policial veterana e muito competente para um caso de um simples acidente que levou a morte de Jéssica Stanley?

— Você quer que eu me explique agora de como funciona a burocracia do Departamento que eu trabalho? – Bella perguntou e fez alguns repórteres rirem, mas Ângela não perdeu o foco.

— O caso Stanley ainda está aberto?

Qualquer resposta dada poderia ser transformada em algo sem tamanho, mas Bella preferiu a verdade.

— Sim. Ele está aberto e vai permanecer assim até que eu esteja satisfeita com todos os resultados que eu obtiver para fecha-lo. Porém, não vou dar o melhor de mim apenas no caso Stanley, farei isso com todos os meus casos incluindo o de Lua Star. Eu não ligo para posição social da vítima ou se ela tem ou não parentes influentes. Lua Star não tinha nada disso, mas logo que chegou a minha cidade ela foi morta e eu vou dar o melhor de mim para lhe fazer justiça.

A tenente olhou para todos os repórteres ali presentes, mas fixou o olhar em Ângela Webber.

— Você quer uma boa historia senhorita Webber. Eu quero o assassino que fez isso. Na minha humilde opinião, o que eu quero é mil vezes mais importante do que você quer e, portanto é só isso que eu tenho a informar.

Ela saiu dando as costas para todos, mas não antes de olhar com ódio para o Secretario Volturi.

Ela ainda ouvia o grito dos repórteres lá atrás fazendo perguntas enquanto ela seguia para o seu carro.

— Swan! – Ângela corria com seus sapatos de salto baixo, mas bem estilosos, para tentar alcança-la.

— Não tenho mais nada para responder. Vá e pergunte ao Volturi.

— Olhe só, se eu quiser algo sem conteúdo eu vou lá naquele banco de dados e pego, mas eu não quero. Aquilo que você disse lá foi bem forte, não pareceu nada com uma declaração feita por algum secretário do Volturi.

— Eu gosto de pensar e falar por mim mesma. – Bella chegou ao carro e quando ia destranca-lo Ângela tocou o seu ombro.

— Você gosta de jogar dentro das regras e eu também. – Ângela falou – Nós duas trabalhamos de formas diferentes, mas nós queremos o mesmo objetivo. – Ela sorriu quando Bella parou para ouvir. – Eu não vou usar aquela velha história de que nós temos que dar a verdade ao publico.

— Que bom, por que não iria funcionar comigo. – Bella respondeu.

— O que sei é duas mulheres apareceram mortas em menos de duas semanas. Minha fonte e meu instinto me dizem que ambas foram assassinadas, mas eu sei que você não vai me confirmar nada disso.

— Acertou em cheio.

— Então vou te propor um acordo. Você vai me dizer se eu estou seguindo no caminho certo e eu vou manter comigo qualquer informação que possa estragar a sua investigação. Quando você tiver algo bom em suas mãos, você me dar um sinal verde e eu faço uma cobertura para a prisão do assassino.

— E o que eu vou ganhar com isso? A sua amizade eterna?

— Não. Mas eu vou te passar tudo o que minha fonte já conseguiu.

— Inclusive o nome dessa fonte.

— Não. Eu não posso fazer isso por que eu também não sei o nome da fonte. O que eu tenho Swan é todos os dados dos seus relatórios, inclusive as autopsias das vitimas. E tenho também vídeos com duas mortes horrendas. Tudo isso foi deixado lá na redação e foi imposto que só quem poderia abrir era eu.

— Vai enganar outro, Ângela. Se você tivesse tudo isso nas mãos você já teria colocado isso na mídia.

— Eu pensei em colocar – Ângela falou – mas eu quero mais, Swan. Quero a história completa. Quero algo que me renda um prêmio internacional e que me torne a melhor repórter do meio.

Os olhos dela brilhavam ao imaginar o prêmio que ela ganharia coma matéria, mas logo ficaram sombrios.

— Além de tudo, Bella. Eu vi o que fizeram com aquelas mulheres. Eu sei que a história é importante, mas não é tudo. Eu tentei colocar o Volturi na parede e tentei colocar você também. Gostei de como você fugiu, mas o lance é esse ou eu tenho a sua ajuda ou eu vou seguir sozinha.

— Então combinado, Ângela. – Antes que ela começasse a sorrir de alegria Bella cortou o barato dela. – Mas se você me enrolar, Ângela, se você pensar em me enganar pode se considerar uma repórter morta.

— Isso é justo.

— Então me encontre daqui a meia hora no Noturno’s Bar.

******

A multidão que estava no bar no turno da tarde era bem calma e lenta em comparação com os visitantes da noite.

Bella entrou e seguiu para uma mesa reservada. Ela pediu uma massa e uma Coca gelada. Ângela chegou e foi até onde ela estava e pediu uma um prato com frango e uma porção de batatas fritas sem óleo.

— O que você tem para me dizer? – Bella foi logo ao assunto.

— Uma imagem vale mais do que mil palavras. – Ângela tirou um pequeno computador da bolsa e junto dele um pequeno disco. Bella queria gritar enquanto via seus relatórios passando na tela do computador. Depois chegou os dados do Código cinco, que eram todos os relatórios dos legistas, ela parou de assistir quando os vídeos dos assassinatos começaram a passar.

— Está tudo certo ai? – Ângela perguntou.

— Está.

— Então o homem curte armas antigas, é um gênio em sistemas de segurança e ainda curte sair com acompanhantes licenciadas.

— Está tudo ai no relatório. Esse é o perfil dele.

— E você já conseguiu diminuir sua lista de suspeitos?

— Não muito.

Ângela esperou os pratos serem servidos e depois continuou a conversa.

— Deve está sendo ruim para você com a pressão do Senador Stanley.

— Não gosto de joguinhos políticos.

— Mas o seu chefinho faz. – Ela colocou uma porção do frango na boca e fez uma careta – Nossa! Isso é horrível. – Ela passou a atacar somente as batatas – Eu vi hoje como ele estava querendo abafar o caso Stanley. Não é segredo que eles dois querem subir de cargos nessas campanhas.

— Até agora, não é oficial a ligação entre os dois casos, mas eu não estava mentindo lá. Não me importo se o avô de uma delas é um cara fodão. Eu vou descobrir quem matou as duas.

— E quando você o encontrar ele vai ser condenado pelas duas mortes ou só pela de Lua Star?

— Isso vai depender do promotor que cuidar do caso. O que eu quero é ver esse cara executado.

— Esta ai a diferença entre nós duas. Você quer pouco e eu quero muito. Quando você o pegar e eu soltar a história o promotor não vai ter como distinguir os dois casos. Os estragos que eu vou fazer vai deixar o Senador fora da sua campanha por um bom tempo.

— Quem está fazendo jogo politico agora é você. – Bella falou sorrindo.

— Ei, não sou eu que estou fazendo a história ficar assim tão boa. Essa historinha tem de tudo. Sexo, poder, violência e dinheiro. E ainda tem o nome do Edward Cullen envolvido.

Bella fez um enorme esforço para não se entregar.

— Não existem provas que o ligue aos crimes.

— Ele conhecia Jéssica Stanley. Era o dono do prédio que ela morava. Tem uma coleção de armas imensa e dizem que ele sabe como usar todas elas. – Ângela falava sem respirar.

— Só que os rastros das armas não levam a ele e ele não tem nenhuma ligação com Lua Star.

— Pode até ser que o que você disse seja verdade, Swan. Mas mesmo assim, só o nome dele aparecendo na história já dar uma manchete de capa. E não é segredo pra ninguém que ele e o Senador não se suportam. Edward Cullen tem gelo correndo naquelas veias no lugar de sangue. Eu não duvidaria nada que ele estivesse envolvido nesses dois assassinatos, mas por outro lado eu não consigo ver um homem que preza tanto por sua privacidade entregando de bandeja informações para uma repórter. Se ele fez isso ele queria sair impune dessa.

— Isso é uma teoria bem interessante! – Bella já sentia que uma dor de cabeça daquelas já começava a surgir. Ela se inclinou na mesa e chegou bem perto da reporter. – Vou te dar outra teoria, mas agora feita por uma policial experiente. Quer saber quem é a sua fonte fiel?

— É lógico que eu quero Swan. – os olhos dela brilharam.

— Sua fonte é o próprio assassino. – Bella viu o brilho dos olhos dela se apagar. – Se eu fosse você tomaria cuidado, amiga.

Bella levantou da cadeira e foi andando rapidamente para trás do palco na esperança de encontrar Rose em seu pequeno camarim. Ela precisava de um rosto conhecido agora.

Ela a encontrou toda enrolada em uma manta grossa e espirrando muito.

— A porcaria de um resfriado conseguiu me pegar. – Rose reclamou – Devo estar mesmo maluca por está usando só uma tinta no corpo, com todo esse frio que está fazendo.

Mantendo distancia dos espirros da amiga, Bella perguntou.

— Você está tomando algum remédio?

— Estou tomando todos os que são permitidos. – Ela apontou para uma porção de frascos de remédio que estavam em cima da mesa. – Isso é o grande lance das indústrias farmacêuticas. Eles conseguiram acabar com quase todas as doenças que existem. Eles com seus pesquisadores mega inteligentes só não conseguem acabar com a droga de um resfriando e sabe por que Bella Swan?

Bella não conseguia prender o riso e esperou que sua amiga parasse de espirrar para continuar.

— Por que eles precisam vender a porcaria dos seus remédios. Sabe quando custam uns míseros comprimidos contra sinusite, Bella? Eles são mais caros do que a injeção anticâncer.

— Vá ao médico e peça receitas de remédios para diminuir os sintomas.

— Eu já fui e a porcaria do remédio só funciona por seis horas. E agora eu só posso toma-lo oito da noite, mas a minha apresentação começa às sete.

— Você devia ir pra casa em vez de ficar aqui nesse lugar.

— Estão dedetizando todo o andar do meu apartamento. Você acredita que um palhaço falou que viu uma aranha carregando uma barata para sua toca. – Ela espirrou mais uma vez e Bella ficou com pena da amiga por vê-la assim tão arrasada por causa de uma doença. – E você Bellinha, o que está fazendo aqui?

— Tinha uns assuntos para tratar com alguém aqui. Vou pra casa agora. Descansa e se possível a gente se ver mais tarde.

— Não. Fica mais um pouco, não gosto de ficar sozinha quando estou doente, tenho medo de morrer sem me despedir. – Ela fez uma cara que fez a amiga rir mais um pouco. – Ei, que blusa linda é essa? Ganhou um aumento ou algo do tipo?

— Algo do tipo.

— Vem amiga, senta aqui. Eu ia ligar pra você, mas eu estava sem voz depois do show. Aquele homem que veio aqui no meu humilde local de trabalho era o Edward Cullen?

— Era. Aquele era o Edward.

— Quase troquei a letra da musica quando fiz menção em desmaiar. O que está acontecendo, você está ajudando ele com algum lance de segurança policial?

— Dormi com ele. – Bella falou baixo na esperança da amiga não ouvir. Mas Rose ouviu muito bem e começou a engasgar com um remédio verde gosmento que estava tomando.

— Você... ele... – Ela começou a chorar de emoção pela amiga. – Bella! Você nunca dorme com ninguém nessa vida e quando você decide quebrar essa regra, você quebra com Edward Cullen.

— Bem, nós na verdade não dormimos.

— Não. – Rose soltou um gritinho. – Por quanto tempo?

— Não sei exatamente. Passei a noite toda lá. Nove ou dez horas.

— Horas... E você aguentou sem reclamar.

— Aguentei firme.

— Ele é muito bom amiga? Mas que pergunta idiota a minha, é claro que é, por que se não você não teria passado a noite lá. Mas que bicho mordeu você amiga, a não ser ele é claro?

— Foi uma burrice que eu fiz. Não devia ter acontecido. Eu não sabia que podia ser... eu não queria que fosse assim tão intenso...foi...

— Meu anjo. – Rose pegou a mão dela e começou a fazer uma massagem. – Você esconde suas necessidades atrás de uma barreira que ninguém conseguia traspor, por causa de uma coisa que nunca mais vai se repetir. Agora existe alguém capaz de derrubar esse muro e você tem mais é que ficar feliz.

— Mas isso o coloca no comando não é?

— Esquece isso. Sexo não é pra ser uma guerra ou uma corrida de poder e comando. Sexo é pra ser legal, e se a gente tem sorte ele se torna especial.

— Talvez você tenha razão. – Bella falou e fechou os olhos. – Rose, eu estou colocando a minha carreira em jogo.

— Como assim?

— Edward está envolvido em dos casos que eu estou investigando.

— Porcaria. – Rose falou e espirrou ao mesmo tempo. – Você não vai ter que prende-lo certo?

— Não. Não mesmo. Mas se eu não agir rápido e ajeitar logo essa história bem direitinho eu estou ferrada, acabada. Tem alguém me usando. Tem alguém deixando um caminho livre e bloqueando outros.

— Você vai ter que descobrir quem está fazendo isso não é? – Rose falou com toda a confiança que tinha na sua amiga.

******

Bella ia descobrir nem que fosse a ultima coisa que fizesse na vida. Já passava das onze da noite quando entrou na portaria do seu prédio. Tinha recebido uma advertência do gabinete do secretário por ter desviado do comunicado feito por eles.

Ao entrar em casa foi direto verificar seus e-mails. Ela sabia que estava sendo uma tola por está esperando alguma mensagem do Cullen.

Não tinha nenhuma mensagem dele, mas a que havia ali a deixou com as pernas bambas.

A mensagem em vídeo veio sem remetente e de um local público. A garotinha, o homem morto e o sangue.

Bella reconheceu a gravação oficial da policia feita na cena do crime. Depois entrou o áudio. Os gritos da garotinha, ela se anunciando antes de entrar e todas as outras coisas que fizeram aquele horror.

— Seu maldito. – Ela falou com a voz baixa pelo ódio. – Você não vai conseguir me derrubar usando essa menininha.

As mãos dela estavam tremendo quando ela saiu do e-mail.

Bella ainda teve que resolver o problema de um dos seus vizinhos. O senhor do andar de cima foi encontrado morto com a cara dentro de uma torta. Sua esposa não estava em casa, mas quando voltou tinha visto a cena e pedido ajuda.

Já passava da uma da manhã quando ela conseguiu voltar para o seu apartamento de novo. Deitou na cama completamente nua. E pediu aos céus que tivesse uma noite limpa e sem sonhos.

Mal conseguiu fechar os olhos quando o seu telelink tocou ao lado da cama.

— Que queime no fogo do inferno quem quer que esteja me ligando. – Ela murmurou, mas se virou para pegar o telelink e cobriu seu corpo com o lençol quando solicitou imagem e áudio ao telelink.

— Tenente. – Edward apareceu sorrindo na tela – espero não ter acordado você.

— Quase você me acorda. Ainda não tinha pegado no sono. – Ela notou que o áudio estava sofrendo uma leve interferência espacial. – Pelo que eu estou notando você conseguiu chegar ao local do seu compromisso.

— Sim. Pensei em ligar antes de você dormir, mas a viagem atrasou um pouco.

— Queria me ligar por algum motivo importante?

— Sim. Por que eu gosto de olhar pra você, Bella. – Ele fechou a cara ao notar o ar de cansaço no rosto dela. – Você está com algum problema?

— Tive um dia ruim que terminou com um dos seus inquilinos aqui do prédio morrendo com a cara enfiada em uma torta de maçã.

— Existem varias maneiras de se morrer, essa é bem estranha. – Ele falou com uma pessoa que estava do lado dele e depois pediu para ficar só. – Estava dispensando minha secretária por que queria ficar só e perguntar se você está usando algo por baixo desse lençol?

Ela levantou o lençol e olhou para baixo. Olhou para ele e levantou uma sobrancelha.

— Acho que não.

— Por que não tira esse lençol e deixa-me olhar pra você?

— Mas nem pensar. Eu não vou satisfazer seu tesão reprimido através de uma transmissão interespacial. Trate de usar a sua imaginação.

— Estou usando agora para pensar no que vou fazer com você quando colocar as mãos em você de novo. Espero que você descanse bem tenente, por que quando eu voltar...

— Eu preciso muito falar com você quando você voltar, Edward.

— Nós vamos conversar sempre. Gosto muito de conversar com você, mas agora você precisa dormir.

— Ok. A gente se ver depois, Edward.

— Pense em mim Bella.

Ele desligou a transmissão, mas continuou com o telelink nas mãos olhando fixamente para a tela. Tinha alguma coisa no olhar dela. Ele já conhecia bem demais aqueles olhos que tentavam esconder algo.

Esse algo era preocupação.

Ele girou a cadeira e ficou olhando para o espaço cheio de estrelas lá fora. Ela estava muito longe e ele não podia fazer nada a não ser especular o que ela tinha.

E mais uma vez ele pensou por que ela era tão importante para ele.

Notas finais
E ai????? O que vocês acharam???????
Ângela Webber entrou pra ficar na série...ela vai aparecer muito ainda e vai ser uma boa ajuda para a Bella.
Comentem...