Nudez Mortal
32 Encerrando o caso, começando a vida!
Notas iniciais
Agradecer as 99 leitoras que me aturaram nesse começo de jornada.Enfim, chega de papo e ai vai o ultimo capítulo e o final do caso.
FINAL DO CAPÍTULO ANTERIOR
Ela tinha muita coisa para fazer. Tinha que parar de pensar nele por que precisava encerrar um caso e arrumar suas contas. Talvez ela fosse tomar um banho quente para se acalmar e relaxar antes da reunião que teria amanhã.
Deixou o gato na cozinha comendo e foi para o seu quarto. Os instintos dela já cansados depois de um dia logo e cansativo, só funcionaram poucos segundos depois.
Sua mão já estava em sua arma quando ela notou o movimento no seu quarto, mas suas mãos baixaram quando ela viu um cano de um revolver apontado para ela.
********
Era um Got I. Colt 45. Um modelo que ela já havia visto em filmes antigos de velho oeste.
— Isso não vai ajudar em nada ao seu patrão Michael.
— Não concordo com você. – Ele saiu devagar detrás da porta e colocou um sorriso nos lábios. – Pegue sua arma devagar e a jogue para longe de você. – Ele falava e mantinha a arma apontada para ela.
Ela mantinha os olhos fixos nele. Sua arma era rápida, mas não tão rápida quanto uma 45 engatilhada. Ela não queria ter um buraco feito em seu peito então jogou a arma no chão.
— Chegue mais pertinho de mim. Não, não... – Ele falou quando ela colocou a mão no bolso. – Jogue o comunicador também. Eu prefiro uma coisa bem intima. Boa garota. – Ele falou quando ela jogou o comunicador também.
— Podem existir pessoas que achem bonita essa sua lealdade ao Senador, Michael. Eu não penso assim. Eu acho isso uma burrice. Mentir para encobrir e ajudar a ter um álibi é uma coisa, mas ameaçar uma policial é totalmente idiotice.
— Você é uma mulher admirável Tenente. Muito inteligente. Porém isso aqui não tem nada a ver com Stanley ou a minha lealdade a ele. Tire o seu casaco por gentileza.
Ela manteve os olhos nele e com movimentos lentos ia tirando o casaco, quando foi tira-lo completamente, ligou o gravador que estava nele.
— Se apontar essa arma para mim não tem nada a ver com sua lealdade ao Stanley, eu não sei o que é. Pode me explicar?
— Tem algo a ver com autopreservação e um certo prazer. Eu já queria há muito tempo matar você Tenente, mas eu não sabia como encaixar você no plano.
— E eu posso saber esse plano?
— Por que você não senta? Na cama... Isso. Tire os sapatos, por favor.
— Meus sapatos?
— Sim. Isso vai me dar à oportunidade de conversar sobre tudo o que venho realizando. Os sapatos... Tire os sapatos.
Ela foi para o lado da cama que estava mais perto de seu telelink.
— Você trabalha junto com o Stanley nisso desde o começo não é?
— Você quer destruí-lo. Ele poderia ter sido o nosso Presidente. A sorte estava do nosso lado, mas você destruiu isso.
— Ele poderia ter tudo isso e você estaria ao lado dele?
— Claro que sim. Comigo ao lado dele nós mudaríamos o país e depois o mundo. O mundo tomaria uma direção correta. Onde a moral prevaleceria.
Ela levou algum tempo com o sapato na mão antes de deixa-lo cair e desamarrar o outro.
— Moral, defesa... Como naquele seu antigo grupo?
Ele sorriu e Bella sentiu um frio na espinha.
— Esta nação foi comandada por diplomatas por muito tempo. Nossos generais discutem e agem em vez de comandar. Com o meu apoio, Stanley ia mudar isso. Mas você queria derruba-lo e eu iria junto. Agora ele não tem mais chances à presidência.
— Ele é um molestador sexual, um assassino...
— Um governante. E você nunca vai coloca-lo atrás das grades.
— Ele vai para o tribunal e lá vai ser condenado e mesmo que você me mate nada disso ira mudar.
— Não, mas o seu caso vai está destruído com ambas as mortes. Quando eu o deixei há três horas ele estava em Washington, em seu gabinete. Fiquei ao lado dele enquanto ele escolhia uma arma e morria com um tiro na cabeça como um verdadeiro patriota.
— Deus... Um suicídio.
— O homem abatido por sua própria arma. Eu falei para ele que era a única saída que ele tinha e ele concordou. Ele não iria suportar o peso da humilhação. Quando o corpo dele for encontrado e o seu também a reputação dele estará limpa. Ficara provado que ele já havia morrido antes de você e que ele não poderia tê-la matado. E a maneira como eu irei matar você será como as outras, depois matarei as outras duas e as provas não estarão mais contra ele. Ele será aclamado e eu mesmo liderarei a horda de indignação contra o que fizeram.
— Não se trata de politica. – Ela levantou e gritou já se preparando para levar o tiro e agradeceu mentalmente por ele ter usado o punho para fazê-la cair. Ela caiu sobre a mesinha e derrubou o abajur que tinha em cima.
— Levante-se!
Ela gemeu com a dor. Ela ficou com a visão embaçada. Fez força para levantar e se colocou lentamente em frente ao telelink que ela conseguiu ligar.
— Que bem fará a você me ver morta?
— Um bem enorme. Você era a principal investigadora, esta envolvida sexualmente com o primeiro suspeito dos crimes. Sua reputação vai ser avaliada. Sabe que é um erro confiar um trabalho tão grande a uma mulher.
— Você não gosta de mulheres, Michael? – Ela perguntou enquanto limpava o sangue da boca.
— Elas têm lá suas qualidades, mas no fundo são sempre umas prostitutas. Talvez você não tenha vendido seu corpo ao Edward, mas ele a comprou. A sua morte, para ser sincero não ira quebrar o meu padrão.
— Seu padrão?
— Você realmente achou que Stanley seria capaz de elaborar um plano tão perfeito e colocar em prática todos esses assassinatos? – Esperou até que ela compreendesse o que ele estava falando. – Sim, ele matou Jéssica. Foi na verdade um impulso dele, eu nem sabia que ele queria fazer isso, mas quando o fez ele entrou em pânico.
— Você estava com ele? Na noite em que ele matou Jéssica?
— Eu esperava por ele no carro. Em todos os encontros que ele tinha com ela eu ia junto e o esperava. Apenas eu sabia desses encontros.
— A própria neta. – Ela não queria se arriscar e olhar para ver se realmente o telelink estava ligado. – Você não sentia repulsa por ele esta fazendo isso?
— Ela me enojava. Ela o usava, sabia que ele era fraco e o usava. Todo homem tem uma fraqueza, mas ela se utilizava disso e o usava. Depois que ele a matou eu entendi que foi muito melhor assim. Aquela vadia era capaz de espera-lo virar presidente para depois destruí-lo.
— Então você o ajudou em tudo.
— É lógico que sim. – Ele sorriu. – É tão bom estar conversando com você sobre isso, eu detestava fazer tudo e não levar os créditos pela minha grande obra.
Ego. Ela lembrou o que a doutora Renné falou. Ego e vaidade.
— Você teve que pensar bem rápido. Foi uma ideia brilhante.
— Sim. Ele me ligou no telelink do carro e pediu para que eu subisse. Ele estava muito nervoso e se não fosse por mim ela o teria arruinado naquele momento.
— Você ainda a culpa?
— Ela era uma prostituta. Uma mulher suja que estava morta. – Ele manteve a arma apontada para enquanto conversava. – Eu o acalmei e limpei tudo. Expliquei para ele que a morte dela faz parte de um todo. Ele tinha que entender que a profissão dela seria a fraqueza dela. Tudo se resumiria em adulterar as câmeras de segurança. E como o Senador gosta de filmar todas as suas relações sexuais eu resolvi usar isso como um padrão.
— Sim. – Os lábios dela estavam doloridos. – Genial.
— Limpei tudo, a arma e o lugar. E ainda bem que ele tinha pegado uma arma sem registro, isso facilitou para que eu a deixasse lá e formasse outro padrão.
— Então você o usou. Ele e a Jéssica.
— Só os idiotas perdem tempo e oportunidades. Ele já estava calmo quando fomos embora do local. Eu consegui organizar todo o restante do plano. Ele deixou vazar informações conforme o meu plano. Infelizmente ele só lembrou dos diários muito tempo depois e eu tive que correr o risco de voltar lá e procurar. Mas ela era uma vadia esperta e não os guardava lá.
— Então você matou Lua Star e Lucinda Bekers somente para encobrir o assassinato de Jéssica Stanley.
— Exatamente. Mas ao contrário do Senador eu adorei fazer aquilo. Foi tudo uma questão de planejar, escolher quem e quando.
Era estranho agora ela se vangloriar por saber que estava certa e o computador errado. Dois assassinos.
— Você sequer as conhecia?
— E para quer conhecer? – Ele riu alto com essa pergunta. – Quem elas eram não importava, apenas o fato de serem prostitutas já me enojava. Mulheres que usam seu corpo para enfraquecer os homens me ofendem. Você me ofende Tenente.
— E por que os discos? – Onde estava Charlie? Por que ele não mandava logo uma unidade para ir ajuda-la? – Por que você mandava os discos para mim?
— Gostava de vê-la dando voltas e não achando nada. Uma mulher que pensa que pode agir e raciocinar como um homem. Eu te coloquei no caminho que levava ao Cullen, mas você deixou que ele te desviasse. Típico de uma mulher, ser fácil. Você foi muito fácil Tenente, deixou que a emoção te dominasse nas mortes e também com aquela garotinha que você não conseguiu salvar. Mas você deu sorte, conseguiu achar o caminho e é por isso que eu estou aqui, para tirar sua sorte.
Ele foi andando com a arma apontada até chegar perto de onde a câmera estava montada.
— Tire a roupa. – Ele ordenou.
— Você pode até conseguir me matar – Ela sentiu o suor escorrer por suas costas e sentiu seu estômago embrulhar. – Mas você nunca vai me estuprar.
— Você vai fazer o que eu quiser. Todas vocês fazem. – ele apontou a arma para a barriga dela. – Com as outras eu atirei primeiro na cabeça, mas se você não colaborar eu posso fazer diferente, você vai implorar para que eu a mate. – os olhos dele brilharam de expectativa. — Tire a roupa. Agora!
Bella deixou as mãos penderem ao lado do corpo. Ela poderia encarar a dor, mas não poderia passar por todo o pesadelo de novo. Nenhum dos dois percebeu o momento em que o gato entrou lentamente no quarto.
— A escolha foi sua, Tenente, agora tem que enfrentar a dor. – ele se assustou no momento em que o gato se enroscou em suas pernas.
Bella aproveitou a distração e o cabeceou com toda sua força no estômago, o empurrando contra a parede.
******
Charlie deu uma parada em frente à máquina de café enquanto comia um sanduiche de soja gorduroso. Começou a conversar com alguns policiais que estavam ali. Jogaram conversa fora e ele decidiu tomar um pouco de café antes de dar o dia por encerrado.
Quase passou direto por sua sala sem entrar. Ele só pensava em encontrar sua mulher acordada para lhe fazer um pouco de carinho, mas como por instinto ele resolveu entrar e verificar se o seu amado computado estava desligado e bem protegido contra os enxeridos da DDE. Foi quando ele ouviu a voz de Bella.
— Ei Swan, o que você... – ele abriu a porta e viu que estava vazia. – Devo estar realmente cansado. – Então ele ouviu de novo.
— “Você estava com ele? Na noite em que ele matou Jéssica?”.
— Ai droga! – Ele gritou.
Ele viu pouca coisa na tela, as costas de Bella e a cama ao lado. Michael estava fora do campo de visão, mas ele reconheceu a voz. Ele estava rezando desesperadamente, pedindo que ela aguentasse mais um pouco enquanto ele entrava em contato com a emergência.
******
Bella ouviu quando o gato berrou com o pisão que ela deu em sua calda. Ouviu também quando a arma dele caiu no chão. Michael era mais alto e muito mais pesado que ela e se recuperou muito rápido do golpe que ela deu. Colocou em pratica todo o seu treinamento militar.
Ela lutou com todas as suas forças, mas ele era rápido e sempre a atingia. Ela usou suas unhas e os dentes.
Ele deu um soco certeiro em suas costelas e ela sentiu sua visão escurecer por conta da dor. Ela sabia que iria cair, mas ela o levaria com ele. Eles caíram no chão e por mais que ela tenha tentado girar no chão ele acabou por cima dela.
Ela gritou quando ele bateu a cabeça dela com força no piso do chão.
Ele apertava a garganta dela impedindo que ela respirasse. Ela tentou arranhar os olhos dele, mas errou. Deixou cortes profundos no rosto dele que berrou de dor. Se ele tivesse dado um soco nela com a mão livre ela estaria acabada, mas ele só tentava recuperar a arma. Com a mão em punho ela deu um soco no cotovelo dele que o fez perder a força no braço que a estrangulava. Lutando desesperadamente ela girou para tentar pegar a arma, mas ele conseguiu recuperar antes dela.
*******
Edward colocou o embrulho que carregava embaixo do braço no momento em que entrou no saguão do prédio em que Bella morava. Ele gostou quando Richard falou que ela o procurou e ele não queria que ela perdesse o hábito. Ele pensou que agora que ela encerrou o caso poderia tirar uma semana de folga e viajar com ele para a ilha que ele tinha no Brasil.
Apertou o interfone e sorriu ao se imaginar fazendo amor com ela naquelas águas. Ele ouviu um grito atrás de si seguido por uma correria.
— Saia da frente. – Ele viu Charlie gritando. – Isso aqui é assunto de polícia, saia da frente.
— Bella! – Ele sentiu seu sangue se esvair e tremeu de pânico ao entrar no elevado junto com Charlie.
Charlie não tinha tempo para discutir e continuava a berrar ordens no comunicador.
— Fechem todas as saídas e preparem os atiradores de elite.
Edward cerrou os punhos sem saber o que fazer.
— Stanley? – Ele perguntou com raiva.
— Michael. – Charlie falou com medo. – O desgraçado a pegou. Saia da frente, Cullen.
— Eu não vou sair! – Edward berrou.
Charlie avaliou a raiva dele e percebeu que nem cinco policiais parariam aquele homem, então achou melhor deixa-lo seguir com ele. Charlie percebeu que assim como ele, Edward faria qualquer coisa para salvar Bella.
— Então só faça o que eu ordenar.
Eles ouviram o som do tiro no momento em que o elevador abriu as portas.
Edward já estava a três passos na frente de Charlie quando se lançou na porta para arromba-la.
********
A dor no ombro veio como um raio, mas logo passou por conta da raiva que sentia. Bella segurou com força o punho dele que segurava a arma e enfiou as unhas nele com toda a sua força. Ele estava por cima dela com o rosto colado ao seu.
Ela deixou uma lágrima escapar quando sua mão perdeu a força.
Ele sorriu com a vitória.
— Você luta como uma mulherzinha, que patético. – Ele esfregou o rosto no ombro para limpar o sangue que escorria. – Eu vou estuprar você. E a ultima coisa que você vai sentir antes de morrer é que assim como todas as outras, você não passa de uma prostituta barata.
Ela parou de lutar e ele aproveitou para rasgar a blusa dela.
O sorriso que ele tinha no rosto se perdeu quando ela o acertou com um soco certeiro no nariz. O sangue espirrou por cima dela. Ela continuou socando até ouvir o barulho da cartilagem se rompendo. Ela o empurrou e conseguiu sair de baixo dele e levantar.
Ela deu um chute nele e continuou a bater e a berrar como se as palavras que ela falava fossem machucar tanto quando os chutes.
Ela não ouviu o barulho da porta sendo arrombada. Ela montou em cima de Michael e continuou a socar o rosto dele como se sua vida dependesse disso.
— Bella. Oh Deus!
Foi preciso que Edward e Charlie a tirassem de cima dele para que ela parasse, mas ela continuava berrando e lutando. Ela só parou quando Edward a agarrou em um forte abraço.
— Pare meu anjo. Você já acabou com ele. Você conseguiu. – Edward tentava acalma-la.
— Ele ia me matar. Ele matou Lua e Lucinda e ia me matar também, mas ele queria me estuprar antes. – Ela limpou o sangue de seu rosto. – Esse foi o grande erro dele.
— Sente aqui. – Ele a levou para a cama ao mesmo tempo em que avaliava o quanto ela estava ferida. – Você esta muito machucada.
— Eu ainda não estou. Ainda não acabei aqui. – Ela respirou fundo e se forçou a lembrar de que era ainda uma policial. – Você recebeu a transmissão, Charlie.
— É, acho que sim. – Ele tremia muito, achou por um momento que perderia sua amiga. Pegou o comunicador. – Tudo sobre controle, mande uma equipe médica e uma ambulância.
— Eu não vou para uma porcaria de hospital. – ela falou com raiva. Ela não suportava hospitais e remédios.
— Ora Bella, não se ache demais. Não é para você, é para ele. – Charlie riu e apontou para Michael que só tinha forças para gemer.
— Depois que tentarem desamassar a cara dele, pode autuá-lo pelas mortes de Lua Star e Lucinda Bekers. – Ela falou para Charlie.
— Tem certeza, Bella?
— Eu gravei tudo o que ele disse. – Ela ainda estava tonta mais levantou e foi pegar o gravador que estava em seu casaco. – Stanley matou Jéssica, mas ele foi cumplice e ajudou a limpar o local. Quero também que ele seja acusado por tentativa de estupro e assassinato contra uma policial. Acrescenta também arrombamento e invasão de domicilio, só para dar um gostinho.
— Ok. – Charlie guardou o gravador. – Caramba, Swan! Você está destruída.
— Eu devo estar mesmo. Leve ele daqui, não quero mais olhar para a cara desse porco.
— É pra já, Swan.
— Deixe que eu te ajude Charlie. – Edward falou enquanto levantava Michael pela camisa. – Está me vendo Michael? Está conseguindo me enxergar?
Michael gemeu e piscou com o olho inchado.
— Sim. Eu estou te vendo. – Ele falou baixo.
— Que bom então. – Edward fechou o punho e socou com toda sua força e raiva o rosto de Michael, que já estava destruído. Ele foi lançado novamente contra a parede e escorregou para o chão.
— Caramba, Michael! Vê se olha por onde anda e não tropeça mais. – Charlie falou sorrindo enquanto colocava as algemas nele.
Charlie saiu conduzindo o cambaleante Michael pela porta e o entregou para os dois policiais que estavam à espera. Depois voltou para pegar as provas restantes e ensaca-las para o inquérito.
— Linda arma essa. Colt 45... Eu aposto que essa belezinha faz um estrago imenso. – Charlie falou quando pegou a arma.
— E faz mesmo. – Bella falou levando a mão ao ombro.
Charlie parou de babar na arma e olhou espantando para Bella.
— Droga, Bella, você está ferida.
— Não sei direito. – Ela se assustou quando Edward terminou de rasgar a blusa dela para olhar seu ombro. – Ei, o que você está fazendo?
— Pegou apenas de raspão. – Edward, falou olhando o ferimento. – Ela precisa de cuidados. – Ele pegou a camisa rasgada e amarrou para estancar o sangramento.
— Acho que você vai saber se virar com ela. – Charlie falou divertido e ao mesmo tempo preocupado.
— Tudo bem, deixa comigo. Bella, eu acho melhor você ir para a minha casa enquanto eu mando alguém vir arrumar essa bagunça. – Edward falou.
— Sem problemas. Eu aceito sua proposta. – Bella sorriu quando o gato pulou em cima da cama.
— Você teve um dia cheio hein Tenente? — Edward disse tentando se manter calmo.
— Muito cheio. – ela acariciou o gato. Artur, seu herói.
— A gente se vê Bella. – Charlie falou indo embora.
— Obrigada Charlie. – Ela disse sorrindo.
Edward esperou até quando não ouviu mais os passos de Charlie no corredor e se ajoelhou em frente a ela.
— Bella, você esta em estado de choque.
— Eu acho que sim. Esta começando a doer tudo.
— Você precisa ir ao médico.
— Não. Não quero... Eu não suporto remédio, mas eu vou tomar um analgésico. Eu preciso de um banho também.
Ela olhou para si mesma e fez uma rápida inspeção. Estava com uma blusa rasgada amarrada ao ombro e estava cheia de sangue. Suas mãos estavam inchadas e doloridas. Várias marcas roxas já começavam a aparecer em sua pele branca e o ombro ardia muito com o tiro de raspão.
— Acho que não estou tão mal assim, mas acho melhor avaliar direito.
Quando ela ia se levantar ele a pegou no colo.
— Eu acho que estou começando a gostar de ser pega no colo por você. Fico toda derretida por dentro. Eu me sinto uma boba apaixonada. Deve ter analgésico no banheiro.
Como ele queria fazer aquela avaliação pessoalmente ele a levou para o banheiro e a colocou sentada na tampa da privada. Achou no armário comprimidos fortes para a dor, coisa usada pela polícia. Pegou um pouco de água e deu para ela tomar com o remédio. Ele pegou uma toalha e a umedeceu para limpar os ferimentos dela.
— Eu me esqueci de contar para o Charlie a novidade. Stanley esta morto. Suicídio com uma bala na cabeça.
— Não pense mais nisso. – Ele passava o pano pelas feridas dela e limpou com cuidado o ferimento no ombro dela. Não era grave, ela logo estaria em forma, mas pensar assim não fazia com que as mãos dele tremessem menos.
— Existiam dois assassinos. – Ela falou. – Era isso que complicava tudo. Eu pensei que isso pudesse acontecer, mas logo depois esqueci essa ideia. Os dados diziam que era uma probabilidade mínima. Eu fui uma burra.
Edward molhou a toalha de novo e começou a limpar o rosto dela e sentiu-se mais calmo quando viu que grande parte daquele sangue não era dela. Ela tinha um corte no supercilio e no lábio inferior. Um olho que já começava a inchar e alguns arranhões.
— Você vai ficar com uma marca roxa enorme. – ele falou.
— Não se preocupe, eu já passei por algo assim antes. – O remédio já começava a fazer efeito e a dor começava a sumir. Ela começava a amolecer e ficar grogue. Ela sorriu quando ele retirou a regata dela a procura de mais ferimentos. – eu gosto das suas mãos. Gosto quando elas me tocam. Ninguém nunca foi tão carinhoso comigo. Eu já falei isso para você antes?
— Não. – Ele tinha certeza de que ela esqueceria tudo o que estava dizendo agora, mas ele a lembraria depois.
— Você é tão lindo Edward. Tão bonito. – ela passou a mão pelo rosto dele. – Eu sempre me pergunto o que você faz ao meu lado.
— Eu também já me perguntei isso. – ele falava enquanto enrolava a mão dela em uma gaze e dava um beijo leve.
Ela riu feito uma boba. Era por esse motivo que detestava remédios, ela ficava tonta e mole.
— Edward, você realmente acha que vai sair alguma coisa desse relacionamento? Edward Cullen e a policial Bella Swan?
— Acho que teremos que descobrir. – Ele viu as marcas roxas, mas ele estava preocupado com as que haviam nas costelas.
— É vamos descobrir. Eu acho melhor eu descansar agora. Você me leva para sua casa por que o Charlie vai mandar uma equipe para gravar tudo aqui. Eu preciso descansar para amanhã fazer meu relatório bem cedo.
— Você vai para um hospital agora.
— Não vou não. Eu não gosto de médicos, nem de remédios, nem daquele lugar. Me deixe só dormir na sua casa, naquela cama grande e macia.
Ele tirou o paletó e colocou em volta dela e a colocou no colo.
— Não esqueça o Artur. Foi ele que me salvou, ele é o meu herói.
— Se foi ele que te salvou esse gato vai comer caviar pelo resto das setes vidas dele. – Edward assoviou e o gato veio segundo atrás dele.
— A porta está quebrada. – Bella sorriu quando Edward passou por ela. – O dono do apartamento vai ficar com raiva, mas eu acho que sei lidar com ele. – ela beijou o pescoço dele. – Eu estou feliz por tudo ter terminado. Estou feliz por você esta aqui e eu quero que você continue do meu lado.
— Pode contar com isso meu anjo. – Ele se abaixou e pegou o embrulho que deixou cair no chão quando arrombou a porta. Havia cinco quilos de café ali e ele contava com aquilo para suborna-la quando ela acordasse na cama de um hospital.
— Eu não quero sonhar hoje à noite, Edward. – Ela sussurrou já dormindo.
Ele entrou no elevador com Artur logo atrás.
— Não meu amor, sem sonhos hoje. – Ele a beijou de leve no rosto e seguiu em frente junto com ela.
Notas finais
Comentem e quem ainda não recomendou, quem sabe recomendar agora.
Bjão meninas e ainda nós veremos muitas vezes.
Fale com o autor