Nudez Mortal
19 Batendo de frente com o poder.
Notas iniciais
Quero pedir desculpas e dedicar esse capítulo a lida flor
mariiiii....
Obrigada linda.
Boa leitura meninas.
FINAL DO CAPÍTULO ANTERIOR
- Edward, boa viagem!
— Obrigado tenente. – antes que ela pusesse os pés para fora do quarto ele foi até ela e a segurou. – Tenha cuidado, Bella. – solto-a aborrecido consigo mesmo por uma atitude tão boba. – Eu vou manter contato.
— Ok. – Ela saiu apressada da casa, antes que fizesse a bobagem de correr novamente para os braços dele. Ao entrar no carro viu no banco do carona um aparelho de mensagens. Colocou a mensagem para rodar e se surpreendeu ao ouvir a voz de Edward saindo do aparelho.
— Não gosto de vê-la tremer por causa do frio, mas sim quando eu a faço tremer. Mantenha-se quente.
— Ela ligou o carro e logo após o aquecedor e gargalhou quando sentiu o calor se espalhar por todo o carro atingindo-a em cheio.
Ela dirigiu até a Central de polícia com um sorrido no rosto.
******
Bella entrou na sua sala e ainda faltava uma hora para o seu turno de trabalho começar e ela pretendia usar esse tempo para mais uma vez avaliar todos os detalhes dos assassinatos Stanley-Star. Quando o seu turno começasse ela ia ter que lidar com a resolução de outros casos que estavam em aberto.
Por uma questão de hábito ela entrou em contato com o Centro Internacional de Pesquisa Criminalista e quase chora de decepção por ter recebido um relatório tão reduzido para trabalhar.
Vou ter que retomar o caminho das deduções, ela pensou. Colocou as fotos que tinha das duas vítimas em cima da mesa para ficar olhando enquanto pensava. Já conhecia as duas vítimas, cada detalhe da vida e depois de ter vivido o que viveu com Edward, passou a entender o que as impulsionou.
O sexo era uma arma bastante poderosa para se usar a favor ou contra alguém. Elas usavam o sexo para terem poder e para controlar as pessoas, mas acabaram morrendo por causa dele.
Uma bala tinha sido a causa das duas mortes, mas o gatilho do tiro foi o sexo.
Essa era a única cosa que as ligava e que as ligava ao assassino.
Ela pegou a arma calibre 38 nas mãos. Ela já estava também familiarizada com a arma, sabia o impacto que ela fazia ao ser disparada. Ainda segurando a arma colocou o vídeo da morte de Jéssica para ser rodado.
O que passou pela sua cabeça? O que você sentiu? Ela se perguntava. O que você sentiu quando disparou e viu a vida se esvair do corpo dela?
Ela notou um pequeno tremor na imagem, como se ele tivesse feito a câmera balançar um pouco.
Você sentiu o baque no braço? Ela perguntava a si mesma. Você se impressionou quando ela voou para trás ou o quanto de sague saiu do corpo dela?
Ela ouviu a respiração ofegante. Você sentiu náusea, prazer? O que você sentiu seu canalha?
Ela viu quando a cena mudou e Jéssica já estava arrumada na cama. Havia frieza ali, mas então por que o tremular da câmera? Por que o suspiro que ela ouviu?
E a nota. Como você sabe que vai parar depois que fazer as seis vitimas? Você já as escolheu?
Não se dando por satisfeita guardou todas as provas de Jéssica e fez todo o processo com as provas de Lua.
Não havia o tremor na câmera e nem o suspiro. Você já sabia o que ia sentir. Você já sabia como ia acontecer, ela pensou.
Você não a conhecia não é ou então ela não conhecia você. Ela te colocou na agenda como um novo cliente.
Como você a selecionou? Como vai selecionar a próxima?
Pouco antes das oito quando Charlie chegou Bella estava debruçada em frente ao computador olhando um mapa de toda a ilha de Manhattan. Ela olhava os pontos da cidade de Nova York onde as vitimas moravam. Ele ficou parado por trás dela e ela pode sentir o hálito de menta.
— Vai se mudar Swan?
— Não. Estou apenas tirando o atrasado nas minhas aulas de geografia. Aumentar dez por cento – Ela ordenou ao computador. – Vítima numero 1, vitima numero 2 – Ela apontou os pontos vermelhos na tela. – E aqui nesse ponto verde é onde eu moro.
— Onde você mora?
— Sim Charlie, por que ele sabe onde eu moro. Eu tentei traçar uma área através desse mapa, mas é difícil por que ele se espalha pela cidade. Também tem a questão da segurança, que ele faz o quer com ela. Temos aqui três tipos diferentes de segurança, aliás, dois, por que o sistema que havia no prédio de Lua Star estava quebrado já há uma semana, temos o de Jéssica que era muito bom e depois ainda havia a segurança colocada pela policia que ele também conseguiu passar e tem o sistema de segurança do prédio que eu moro que não é lá essas coisas, mas no meu apartamento tem o sistema da policia que é de ultima geração e não poderia ser assim facilmente violado, mas foi.
Ela batia os dedos freneticamente na tela do computador.
— Ele é muito bom com sistemas de segurança e tem um grande conhecimento de armas. Deve ter um tipo de envolvimento com o departamento, por que ele soube que iria ser eu a investigadora logo depois do crime ter acontecido mesmo o caso sendo em código cinco. Não deixa nem uma espécie de rastro como digitais, fluidos corpóreos, nem sequer um pelo pubiano. O que isso quer dizer pra você?
Charlie respirou fundo pensando na pergunta dela.
— Vai ver ele é uma tira ou militar. Talvez até alguém que faça parte da segurança do governo. Pode ser que essa pessoa tenha o hobby de brincar com sistemas de segurança. Pode ser um criminoso profissional, mas acho até meio improvável.
— Por que você acha improvável?
— Swan, se alguém ganha à vida cometendo crimes, por que logo assassinatos? Essas duas mortes não teve lucro pra ninguém.
— Ele pode ser um criminoso que está de férias e precisa se manter em forma. – Ela falou a hipótese, mas nem mesmo ela acreditava nisso.
— É. Talvez Bella. – Charlie falou rindo da hipótese. – Eu fiz um levantamento de dados de todos os crimes sexuais cometidos e cruzei tudo no CIPC. Não teve ninguém como o modus operandi igual o dele. Você viu o relatório que eu enviei pra você?
— Não olhei ainda.
— Eu dei uma olhada hoje pela manhã. Você ficaria chocada por saber que só no ano passado, mais de cento e cinquenta mortes cometidas com armas de fogo foram registradas em todo o país. Fora os acidentes. Tinha de armas contrabandeadas a armas caseiras.
— Mas nada que se encaixa no perfil do nosso assassino?
— Não. Nas minhas pesquisas tinha muitos pervertidos sexuais, mas eles são difíceis para rastrear dados. Tinha um que era o meu preferido. Um cara do Kansas. Ele ia atrás de mulheres solitárias e de corações vazios e conseguiu matar cinco mulheres antes de ser achado. Ele ia até onde elas moravam e as seduziam, dava sonífero para elas e depois as deixava nuas e cobriam o corpo delas, da cabeça aos pés com uma tinta amarela que brilha no escuro.
— Nossa que esquisito
— Era mortal Bella. A pele da gente precisa respirar. Enquanto a vítima ia morrendo aos poucos ele ia se divertindo com ela, mas não fazia sexo não. Não era encontrado depois nenhum rastro de penetração ou fluidos corpóreos na vítima. Ele apenas alisava e passava a mãos em todas as partes do corpo.
— Meu Deus! Isso é doentio. – Bella falou chocada.
— Enfim, Bella. Em uma dessas brincadeiras ele se empolgou demais e começou a sessão de alisamento antes da tinta secar totalmente e ai já viu, ele tirou um pouco da tinta e depois de um tempo ele viu que a moça estava se mexendo e correu com medo e a mulher mesmo meio grogue por conta do sonífero conseguiu sair correndo pela rua gritando. A policia achou logo a mulher por que ela brilhava no escuro por conta da tinta. Depois de uma procura rápida o acharam com a mão na massa, por que ele estava coma a mão toda suja de tinta por passar a mão...
— Já sei. Não precisa continuar.
— Por passar a mão na moça. – Charlie completou rindo. – Vamos Swan, essa foi boa. Mão na maça, mão na moça... – Bella rolou os olhos para ele e ele achou melhor contar essas histórias para os seus amigos da DDE, eles iam curtir mais. – Enfim, talvez a gente esteja lidando com um tipo de pervertido. Vou dar uma pesquisada melhor e talvez a gente tenha sorte e ache algo, prefiro pensar nisso a achar que foi algum policial que fez isso.
— Eu também Charlie. – Com um olhar interrogatório Bella virou para ele – Charlie, você tem uma coleção pequena, conhece um pouco sobre armas de fogo antigas.
Ele levantou as mãos e fez cara de arrependido.
— Eu confesso, pode me prender Bella, mas me deixa me despedir da minha esposa.
Ela riu.
— Conhece algum outro policial que tenha também alguma coleção?
— Conheço sim. Esse é um hobby bem caro e alguns dos que eu conheço colecionam replicas das armas. E falando em coisa cara, Swan. – Ele passou a mão na blusa dela. – Bonita blusa! Você teve algum aumento, por que se teve eu também vou querer.
— É uma blusa emprestada. – Ela teve que se controlar para não ficar vermelha de vergonha. – Charlie quero que você pesquise esses policias, mas apenas os que possui armas verdadeiras, nada de réplicas.
— Tem certeza Swan? – Ele ficou com uma expressão preocupada. – Detesto ter que pesquisar nossos colegas.
— Eu também não gosto, mas pesquise mesmo assim. Comece pelos daqui da cidade.
— Ok. – Ele bufou e se perguntou se ela sabia que o nome dele ia ter que aparecer na lista dos policiais pesquisados. – Agora tenho um presente para você, Bella. Quando eu cheguei hoje cedo tinha um memorando em cima da minha mesa. O Secretário de Segurança está vindo para cá se encontrar com o nosso querido Comandante e quer nós dois nessa pequena reunião.
— Ah merda. Dane-se.
— Estarei lá dentro de dez minutos. E eu peço que quando você for para lá coloque um suéter por cima dessa sua blusa por que se o Volturi vir você com essa blusa vai achar que estamos ganhando bem e não vai querer nos dar aumento.
— Ah, dane-se você também Charlie. Sai daqui.
Aro Volturi era uma figura que chamava atenção onde quer que esteja. Ele era imponente com seus um e noventa de altura. Gostava de usar ternos escuros e ficava bem neles. Seus cabelos bem arrumados já começavam a ficar grisalho o que dava certo charme.
Seus olhos eram escuros e todos no departamento de policia sabiam que ele raramente demostrava seus humores e a boca estava sempre em uma linha fina que demostrava um ar de comando.
Ele sentou e cruzou as mãos. Quando ele falou sua voz saiu forte e impôs logo que ele era o topo ali na sala.
— Comandante, tenente, capitão... Nos estamos vivenciando uma situação muito delicada.
Parou por alguns minutos enquanto olhava detalhadamente cada um que estava presente na sala.
— Todos aqui sabem que a mídia adora trabalhar em cima do sensacionalismo. – Nossac idade conseguiu durante a minha jurisdição que a taxa de criminalidade baixasse sete por cento. No entanto, durante os últimos dias não é o que a mídia está anunciando. Já existem matérias sobre esses assassinatos e eles querem respostas sobre o que está acontecendo.
Carlisle, que odiava o Volturi até o dedão do pé falou com calma.
— O Código cinco do caso não permite que repassemos informações importantes para a imprensa.
— Por esse motivo estamos permitindo que eles especulem o que quiserem. Vou fazer hoje a tarde uma declaração oficial. – Ele continuou antes que Carlisle começasse a protestar – É necessário informar dados para que eles e o público vejam que o Departamento está com tudo sob controle. – virou o olhar para Bella. – Como principal investigadora do caso, você também estará presente na coletiva com a imprensa. Meu assessor vai preparar uma declaração que você vai ler.
— Com todo o meu respeito, Secretário Volturi, mas eu não vou informar dados que comprometam o andamento do caso.
— Tenente, eu tenho trinta e cinco anos nesse trabalho. Sei muito bem como conduzir uma entrevista coletiva. O segundo ponto, é que seja fundamental que a ligação feita pela mídia entre o caso Stanley e Star seja rompida. O Departamento não pode ser responsável pelo embaraço causado ao Senador Stanley, ou mesmo contra sua posição politica, ao colocar os dois casos em uma mesma investigação.
— Mas o assassino já fez isso por nós. – Bella falou com raiva.
— Oficialmente não há uma conexão. Se alguém perguntar isso a você na coletiva, negue.
— O correto seria você dizer “se alguém perguntar, minta.” – Bella revidou.
— Controle a sua ética. Isso aqui não é brincadeira. O vento que está começando o escândalo quando chega a Washington volta para nós como um vendaval. Jéssica Stanley está morta a mais de uma semana e vocês ainda não tem nada.
— Temos a arma do crime, temos chantagem como principal motivo e temos alguns suspeitos. – Ela se colocou em posição de ataque na cadeira.
— Sou o Secretario de Segurança do estado e estou certo de que serei eu a limpar a bagunça que vocês estão fazendo. Está na hora do caso ser fechado.
— Senhor. – Charlie se manifestou pela primeira vez – a Tenente Swan e eu...
— Podem está trabalhando com o trafego lá fora em uma estalar dos meus dedos. – Volturi completou.
— Não venha aqui e ameace meus policiais, Volturi. – Carlisle levantou da cadeira com raiva. – Você pode fazer o seu jogo para as câmeras e puxar saco de quem quiser em Washington, mas não venha até o meu Comando e ameace os meus policiais. Eles estão e vão continuar até o fim nesse caso. Se quiser que isso mude terá que passar primeiro por mim.
— Se o seus policiais fizerem algo errado é a sua bunda que vai está na mira Comandante. No momento eu estou com o Senador sob controle, mas ele não gostou nada da investigadora ter ido perturbar a nora dele. A família dele não está na lista dos acusados, e eles são as vítimas. Espero que eles sejam respeitados da próxima vez.
— Eu tratei Elisa Forbes e Thomas Stanley muito bem. – Bella falou levantando da cadeira. – Eles aceitaram de bom grado cooperar com a investigação. Não fui informada que teria que pedir permissão para conduzir as investigações da forma que eu achasse melhor.
— Eu não vou tolerar que impressa fale que o nosso departamento esteja perturbando a paz dos pais que estão de luto por seus filhos. Ou mesmo que a investigadora principal não foi fazer os testes mesmo após ter matado um criminoso.
— Os Teste da tenente Swan foram adiado por ordens minhas – Carlisle falou com uma fúria quase descontrolada – E você deu permissão para que eles fossem adiados.
— Eu sei disso, mas a imprensa não sabe. Estamos na mira deles até que esse assassino seja preso. Os procedimentos da tenente Swan serão vasculhados pela opinião pública.
— Meus procedimentos vão aguentar a pressão. – Bella falou.
— E quanto aos seus atos tenente? Como vai explicar que está prejudicando o caso por se envolver com um suspeito? Como você acha que eu vou agir quando eles souberem que eu sei que você dorme com um dos suspeitos?
— Acho que o senhor não vai pensar duas vezes antes de me entregar aos leões.
— Sem pensar uma vez – Ele levantou e seguiu para a saída. – Esteja na prefeitura as três em ponto.
Quando ele saiu e fechou a porta Carlisle sentou-se à mesa e a esmurrou.
— Idiota, filho da mãe. – Ele virou e olhou para Bella. – Que merda você pensa que está fazendo Swan?
Como não era mais segredo ela falou calmamente ao Comandante.
— Passei a noite com Edward Cullen, mas isso foi uma decisão pessoal e eu estava fora do meu horário de trabalho. Como investigadora principal do caso eu afirmo que ele está fora da lista de suspeitos. Não nego que eu agi errado ao me envolver com ele.
— Errado. Por que você não usa o temo burro. Droga Swan, você não ver que está colocando em risco sua carreira? Será que você não consegue controlar a droga dos seus hormônios? Não esperava isso de você, não de você.
— Isso não vai afetar de nenhuma forma as investigações e nem a minha atuação nela. Se quiser me tirar do caso vai ter que tirar meu distintivo também.
Carlisle olhava para ela fixamente tentando se acalmar.
— Tenha absoluta certeza de que Edward Cullen esteja fora dessa lista, se não você terá que autuá-lo nas próximas quarenta e oito horas para interrogatório oficial. E depois se faça uma pergunta.
— Eu já me fiz essa pergunta. – Ela relaxou por saber que ele não ia tira-la do caso – Como o Secretário soube onde eu passei a noite? Eu estou sendo monitorada. Quem deu a ordem para me seguirem? Volturi ou Stanley? Ou então deram um jeito de avisar para o Secretario para que eu tivesse minha credibilidade desestabilizada ou mesmo a investigação?
— Descubra isso logo Swan. – Ele apontou para a porta – Agora tente se manter firme na coletiva hoje à tarde.
Notas finais
O Volturi e um pé no saco não é?
Até o próximo capítulo.
Fale com o autor