Notas iniciais
Apenas uma short. Sem shipp apenas reflexões de uma Hermione para sua Sofia

Nunca confie em ninguém
Nunca ajude ninguém
Essa são as regras, regras que eu recusei obedecer.
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Eu tinha meus vinte e poucos anos. Bruxa solteira e sem pretensão de casar ou ter filhos.
Estava feliz trabalhando no ministério quando a conheci. Jovem bruxa havia acabado de chegar de Hogwarts... e pelo jeito iria ser expulsa logo logo... bonita, mas sem juízo nenhum... uma rebede sem causa.
Era tão meiga mas mal sabia eu o estrago que iria causar.
Eu fui me aproximando, e quando dei por mim, ela me chamava de mãe. Eu tratei ela como minha filha legitima. Comprava presentes, mandava via corujas... livros caros... presentes diversos... Acordava as quatro da manha para zelar dos pesadelos. Veja só, eu que não queria ser mãe, era uma mãe.
As pessoas não entendiam... cogitavam que havia algo incestuoso entre nos. Ora veja, eu era a mãe dela por Merlin! Como poderia me apaixonar por uma criança! Era absurdo essa ideia. Seria a mesma coisa de transar com meu irmão! Nojento! Ela era apenas uma criança. ( e meu coração já estava arrebatado também por um homem... de minha própria cidade natal e seus quatro filhos magníficos)
Eu não ligava para a opinião alheia. Apenas nutria pela menina uma apreço de mãe. Ou talvez irmã mais velha? Eu me via tanto nela... o apego pela leitura, o estilo de escrita... o desejo de conhecer as coisas... Eramos amigas...Ou pelo menos pensava.
Mal sabia eu que a menina nutria em si um ego enorme, um egoísmo gritante.
Não poderia imaginar que no final de tudo eu poderia me sentir tão completamente usada.
Como toda mãe eu me preocupava, eu cuidava. Queria saber se as amizades eram boas, se não iriam ferir ela. Ora toda mae sabe e sente quando seu filho é maltratado.

Eu me importava com as lições de casa. Pq afinal, estudo é importante. Se trata do futuro.

E eu não gostava de certas amizades dela. Tem certo tipo de amizade que estraga. E elas infelizmente algumas delas eram assim, com uma certa moral questionável. E eu dizia isso, dizia de coração aberto, porque não queria que ela se ferisse. Eu sei o quanto dói a traição.

Alguns podem dizer que era excesso mas, as mães vão me entender. Porque elas sabem que o que queremos é sempre o melhor para nossos filhos. Que queremos que eles não se machuquem.


Eu dei minha vida para que ela fosse feliz. Mesmo que de fato e verdade essa menina nunca fosse minha filha, eu quis tanto que ela fosse que para mim, ela foi. Eu havia adotado ela como minha filha de coração.


Mas ela não. Ela não se via como minha filha, e zombou do sentimento puro que tive. Ela zombava de mim para suas amigas. Se ajuntava para rir... falar mal... E muitos riram e fofocaram as minhas custas.
Zombava e de um jeito cruel, ela ria de um sentimento puro.


Merlin sabe o quanto eu fiz e me esforcei para dar tudo. Meu trabalho não era bom o suficiente. Eu deixava de comprar coisas para mim, para comprar algo que agradava ela. E no fim... Bem deixe me contar o fim


Foram as férias de hanukkah, eu me planejei para passar as melhores festas com ela. Inclusive deixando meus pais, pela primeira vez na vida.
E o que aconteceu? Nada. Absolutamente nada. Era como se eu tivesse colocado uma capa da invisibilidade e estivesse invisível na casa. Eu era um estorvo. Nunca me senti tão deslocada em minha vida. Tão mal amada. Ela brigou com a família toda, a estadia inteira. Eu nunca me senti tão mal. Desejei ir embora, mas as passagens estavam esgotadas e eu estava impedida de ir. Queria minha casa, minha família.


Quando fui embora, me sentia triste por tudo. Porem não imaginava que iria ter mais. No caminho de volta ela me manda uma coruja dizendo um simples. Foi bom enquanto durou.
FOI BOM ENQUANTO DUROU? Que pessoa mais sem sentimento é essa? Que pessoa horrível é essa que termina uma amizade por coruja logo depois de praticamente enxotar da casa? Como eu pude eu ter me enganado tanto assim?
Eu passei dias lutando contra. Acreditando que era apenas um pesadelo. Mas não. Não era. E conforme o tempo passou eu fui descobrindo o quanto eu era idiota. O quanto a “minha pseudo filha” era duas caras comigo.


Eu nunca fiz nada, nunca fiz vingança nenhuma. Deixei a vida correr...

Mas essa lição eu aprendi. Não dê seu coração a ninguém, e sempre espere o inesperado.
E a vida é tão linda.... Eu nao queria filha. nunca quis. Mas aprendi com uma falsa filha, a amar uma criança. E com isso, com esse crescimento, eu obtive a minha verdadeira filha. E aqui está você. Minha pequena Sofia.
– Agora você entende Sofia? – Questiona Hermione
– Sim mamãe. Agora eu entendo – disse a menina sentada na cama olhando a sua mãe. – Mas mãe, a senhora sabe algo sobre ela? E as fofocas que fizeram contra você ?
– Não sei nada dela. E nem pretendo saber. Quanto a fofoca... A vida minha querida, ela é sabia. Pessoas como ela colhem o que plantam. Não se colhe uma laranja em um limoeiro e nem limão em um laranjeiro. A vida trás o troco, nós apenas temos que deixar o barco correr. Vivemos em uma roda girante. Muitos se acham poderosos... ah mas tudo que esta la em cima uma hora cai... e como cai... eu já vi isso. Mas isso é historia para outra noite. Boa noite querida
– Boa noite mamãe.
Nox

Notas finais
Gente sorry. foi apenas algo que correu na mente e no coração dessa autora as tres da manha. Quando a mente e o coração fala, os dedos digitam. Beijos até a proxima
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!