Now You've Got To Breathe
15 Fugitivo
Notas iniciais
OLÁÁÁ
Fiquei tãão feliz com os comentários que mandaram, que bom que vocês gostaram do cap anterior :)
Aí está um novinho para vocês, espero que gostem (na verdade não espero tanto assim... vão saber porque)
Beeeijos ♥
Aconteceu que seu sorriso não durou tanto assim.
Lydia acordou cedo no dia seguinte, horas antes do seu despertador tocar. Ela encarou o teto por um tempo, aproveitando os sentimentos que estavam correndo em suas veias: alegria, felicidade, excitação... amor. Ela se virou na cama e sorriu no seu travesseiro. Era incrível como as coisas haviam mudado rápido. Stiles a beijou, e ela estava apaixonada. Era muito brega pensar assim, mas era a verdade. Ela estava ciente de que deveria sentir-se insegura, com medo de se machucar, sendo seu primeiro amor de verdade e tal, mas ela não ligava. Pelo menos não por enquanto. Ela só queria aproveitar a sensação. Ela foi para o banheiro e tomou uma longa chuveirada. Ela se enrolou numa toalha e voltou para o quarto para escolher uma roupa. Quando finalmente encontrou uma combinação perfeita, sua cama estava cheia de opções descartadas. Vestiu-se, arrumou o cabelo e fez a maquiagem. Depois de olhar-se no espelho mil vezes, ela saiu do quarto. Sua mãe ainda não havia acordado, então ela tomou um café da manhã rápido, escovou os dentes e saiu. Lydia dirigiu devagar para a escola, cantando alto. Estacionou o carro e entrou no prédio, encontrando Allison nos armários. — Lydia Martin, você está maravilhosa! — disse, abraçando a amiga. — Se esse garoto ainda não estava aos seus pés... Lydia riu e revirou os olhos. É claro que depois dos eventos da noite anterior, ela havia corrido para ligar para a amiga. — Muito obrigada, — ela disse, abrindo o armário, tentando soar indiferente. — Mas não estou vestida para ele. Uma garota tem que cuidar de si mesma. — Certo, — disse a morena. — Só me avise quando ele estiver por perto. Eu não quero interromper nada. Lydia lhe deu uma olhada e fechou o armário. Ela franziu a testa quando viu a mesa dele vazia. Ele só está atrasado, ela disse a si mesma. Pare de se preocupar tanto. Ela seguiu o próprio conselho, até perceber que ele não ia aparecer. Ela andou pelos corredores perguntando todo mundo que ela conhecia se haviam visto ele. Alguns nem sabiam quem ele era, ninguém sabia onde ele estava. Lydia mandou mais uma mensagem, perguntando se ele estava bem, mas sem resposta. — Alguma notícia? — Allison perguntou quando se encontraram no refeitório. — Não, ele não responde minhas mensagens. — Ela suspirou, sentando-se pesadamente. — É estranho estar tão preocupada? — Não mesmo, — a morena respondeu. — Talvez ele tenha tido uma emergência odontológica. Lydia ergueu uma sobrancelha. — Sério? Depois que a gente se beija? — Ok, talvez não. Emergência fisiológica? — Que nojo. Talvez ele tenha quebrado a perna. — É, porque isso o impediria de mandar uma mensagem. — Ele pode estar sedado. — Desta vez foi Allison quem ergueu as sobrancelhas. — Ugh, eu me sinto tão idiota. — Lydia, relaxa, ok? Deve ter uma razão para ele ter... sumido desse jeito. Lydia respirou fundo. — Sabe de uma? Não sei porque estou tão preocupada, não é como se nós estivéssemos namorando ou algo assim. Allison sorriu. — Assim que se fala. — É, Stiles é bem crescidinho, ele pode fazer o que bem quiser. — Certo. — Estamos em um país livre à final de contas. — Ok, Lydia, eu já entendi. Lydia suspirou e deixou a cabeça cair na mesa. Allison acariciou o ombro da amiga. — Eu o odeio, — murmurou. — Não odeia não, — Allison disse. — Agora vamos encher essa cabecinha com matemática, ok? — Ok, — disse Lydia, desencorajada. — Eba. Vamos. — A morena levantou e ofereceu a mão a amiga. Lydia a segurou com um sorriso fraco. A garota realmente desejava seguir o conselho da amiga. Ela tentou colocar todo seu foco nos números em seu caderno, mas sempre acabava pensando nele. Sentia-se tão, tão idiota. Ela não tinha o direito de ficar tão preocupada com a vida dele. Tudo bem, eles se beijaram uma vez, mas isso era tudo. O beijo pode não ter significado nada para ele. Ela sentia-se idiota por se apaixonar tão rápido. Jesus, Lydia, pare de ser dramática!, disse a si mesma. Talvez Allison tivesse razão, devia ter um motivo. E qualquer que fosse, ela não ligava. Stiles falaria com ela quando quisesse. Ela não ligava. Foda-se Stiles Stilinski. XXXXX Stiles deu mais um soco antes do seu telefone começar a tocar. Ele tirou as faixas do punho foi até a mesa onde ele estava. O nome de Scott brilhava na tela. Stiles bufou e atendeu. — Hey, Scott, — ele disse monotonamente, amarrando as faixas. — Hey, Stiles. Então é verdade que você largou a escola? O garoto franziu a testa. — Não, não é. — Mas você não está lá agora. — Não, não estou. — Stiles posicionou-se em frente ao saco de areia, com as mãos em frente ao rosto. Scott esperou a rodada de socos acabar antes de falar de novo.
— Pode me dizer por que? — Não estava com vontade. — Stiles. — Por que você está perguntando? Allison já não te contou tudo? — Ela me ligou dizendo que ninguém sabia onde você estava, e ela também me disse que Lydia estava preocupada com você. Lydia. A simples menção do nome dele era o suficiente para lembrá-lo do motivo que o levou ali. Não importava o que ele fizesse para se distrair, ela sempre voltava para seus pensamentos. — Agora, se você espera que eu acredite nessa conversa de "não estava com vontade"... — Scott continuou. — Eu a beijei, — Stiles soltou. — Você a... Bem, isso explica muito. — Explica? — Sim, você está com medo de ter traumatizado a pobre garota. Stiles bufou. — Vai se foder. — Então, vai me dizer o que realmente aconteceu? — Scott perguntou depois de alguns segundos de silêncio. Simples. O que aconteceu foi que ele fez o que fazia melhor: fugir. Ele não tinha orgulho disso. Estava ciente de que devia estar, e estava, envergonhado de si mesmo. Nenhum homem gosta de admitir que saiu correndo, especialmente se a situação envolve garotas. Mas foi o que ele fez; fugiu como um garotinho, com medo do que sentia. Beijar Lydia foi uma das melhores coisas que ele já havia feito, algo que ele estava desejando por muito tempo, sem nem saber. Ela o fez sentir algo morno e lento, e ao mesmo tempo forte e sufocante, e ele não sabia como lidar com isso. E, pior ainda, tinha medo de saber o que era. — Eu acho que não deveria ter feito aquilo, — ele disse numa voz baixa. — Como assim? — Scott perguntou. — Você se arrepende de ter beijado ela? — Não! Não é isso. — Stiles respirou fundo. — Eu só devia ter pensado no que aconteceria... depois. — Depois? Espera aí, você está falando de sexo? O garoto franziu a testa. — O que? Não! Jesus, Scott. — Foi mal, mas você não está ajudando muito aqui. — Estou dizendo que não pensei em como eu ia me sentir depois do beijo, — disse. — Ela estava lá, e eu queria muito, então simplesmente fiz. Eu não estava esperando... isso. — Que merda, cara,- Scott disse, claramente entendendo o que o irmão estava querendo dizer. — Pois é. — Você não falou com ela desde ontem? — Não. — De alguma forma, isso o deixava cem vezes mais irritado consigo mesmo. Ele deveria ter pensado nisso antes. Lydia deveria estar o odiando. Ele não havia pensado em como ela deveria estar se sentido naquele momento nem por um segundo, e isso era algo que só um otário como ele faria. — Eu não a mereço. — Como assim? Stiles suspirou. — Olhe para mim, Scott. Tenho medo de tudo que ela me faz sentir. Não posso ficar fugindo dela, não quero machucá-la ainda mais. Ela está melhor sem mim. — Então você vai fugir de novo, — disse Scott, desaprovando a atitude do irmão. — Quero protegê-la do idiota que eu sou. Ela merece coisa melhor.
Notas finais
(Não me matem, eu adoro um drama)
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