Now You've Got To Breathe
9 Chuva
Notas iniciais
Hoooola!
Pois é, gente, a temporada acabou (que final foi aquele??) e nada de mais Stydia para nós. Maaas, segundo o querido Jeff, o primeiro episódio da sexta temporada promete!! Que venha Stydia, pelo amor!!
Ah, recadinho para vocês: OBRIGADA PELOS COMENTÁRIOS LINDOS ADORO VOCÊS ♥♥ BEIJOS SEUS LINDOS
Depois da terceira semana, Lydia teve certeza de que ele estava a evitando.
Nos primeiros dias, ela achou que ele estava apenas tentando evitar uma situação desconfortável. Ela não o conhecia muito bem, mas não se arrependia do beijo que havia lhe dado, nem entendia qual era o problema. Tudo bem, eles não eram amigos, mais um beijo na bochecha não deveria os afastar desse jeito. Mas agora ela sabia que havia algo errado. Ela percebeu que ele não estava evitando situação nenhuma, e sim a ela. Ele literalmente virava a cabeça sempre que ela o olhava, e ficava o mais longe possível dela, e a ignorava de todas as maneiras possíveis. Lydia estava ficando irritada. Não acreditava que podia ser amiga daquele cara. XXXXX Stiles não conseguia tirá-la da cabeça, e isso estava o enlouquecendo. Ele não conseguia parar de pensar sobre o quão lindo e único seu cabelo era, e seus grandes olhos verdes, brilhando até com pouca luz. Sobre o quão maravilhoso seu sorriso era, e o quão macia sua pele parecia ser. Sobre o quão cheios e sensuais seus lábios eram, e o quanto ele queria beijá-los... Ela era perfeita. E Stiles odiava isso. Isso não era da sua natureza — ele não estava acostumado a simplesmente gostar de alguém assim. Esse sentimento era completamente novo, e ele estava com medo. #terrified. Todos esses anos, perfeitamente feliz sozinho, só para essa garota entrar na sua vida como um maldito asteroide. Como se ela não tivesse encontrado uma maneira mais sutil de quebrar os muros que ele havia construído. XXXXX — Estou abandonada,- Lydia reclamou. Do outro lado da linha, Allison riu. — O que? — Minha melhor amiga não quer me entreter e minha mãe saiu num encontro e disse para eu não esperar acordada. — Ela suspirou. — Ela provavelmente não irá dormir aqui, e saber disso me deixa um pouco desconfortável. Allison riu de novo. — Ela está melhor que nós. Pelo menos ela tem um homem. — Você está sozinha porque quer. Isaac parece gostar de você, e ele é bonitinho. Lydia quase podia ouvir a amiga revirar os olhos. — Ele não é meu tipo. A loira morango ergueu uma sobrancelha. — Não é seu tipo? Sério? — É, sério. E não vamos falar sobre isso, ou vamos acabar falando sobre seu herói sociopata. Você quer falar sobre ele? — Uh, não, — ela respondeu. Ela já havia compartilhado seus sentimentos sobre ele com a amiga. Ela sabia o quanto a incomodava o jeito que ele estava agindo. Lydia suspirou de novo. — Tem certeza que não pode vir para cá? Essa casa é muito grande para uma alma solitária. — Eu te disse que estou indo visitar minha tia Karen nesse final de semana. Estou até botando as coisas no carro agora, — disse. — Sinto muito. — Tudo bem, — ela disse. — Então te vejo segunda. — Até segunda! Lydia desligou o celular e o jogou pela sua cama queen size. O silêncio na casa era sufocante. Ela gostava de ter tempo para si mesma, mas aquilo era demais. E a chuva torrencial que caía não melhorava as coisas. Lydia desejou ter um cachorro, pelo menos ele não teria opção além de ficar com ela. De repente houve um grande barulho vindo da rua. Lydia se levantou num pulo, assustada. Foi um tiro? A última coisa que queria era um assassinato na sua rua. Então ouviu o barulho de um carro tendo a porta aberta e fechada com força. Lydia foi nas pontas dos pés até a janela, onde viu um cara chutando o pneu e dizendo múltiplos "droga!" e "merda!". Ela conhecia aquele carro. Reconheceria aquele Jeep azul em qualquer lugar. E aquela voz, até aquele cabelo. Stiles Stilinski. XXXXX Stiles tinha muito na cabeça até para ficar bêbado. O bar estava lotado de gente bebendo, fumando, flertando. Ele tinha ido lá á procura de uma saída, uma distração, mas estava detestando cada minuto. Ele tinha uma cerveja numa mão e um cigarro na outra, e não se sentia tão bem quanto planejava. E a chuva torrencial do lado de fora não estava ajudando. Stiles pagou a conta e saiu de lá. Talvez dirigir um pouco ajudasse. Ele só não queria pensar muito, porque senão acabaria pensando nela, e era isso que estava tentando evitar. Bom, o que ele não estava pensando sobre seu carro quebrando no meio da rua. — Ah, não, não, não... — ele gemeu quando seu carro começou a desacelerar. E então, com um barulho alto, seu Jeep literalmente morreu. — PORRA! Ele saiu do carro com seu sangue queimando de raiva. Aquilo era demais. Começou a sentir vontade de quebrar algo, de bater em alguma coisa até haver nada além de cansaço em seu sistema. — Merda, merda, merda! — berrou enquanto chutava o pneu, ficando molhado até os ossos, sem se importar se acordasse toda a vizinhança. Depois de perceber que violentar o carro não ajudaria em nada, ele levantou o capô do carro, recebendo uma nuvem de fumaça no rosto. Enquanto Stiles estava no lado de fora, xingando e afastando a fumaça com a mão, Lydia questionava-se se deveria ou não ir ajudá-lo. Ela deveria deixá-lo lá. Por todos os dias que ele a ignorou, deixando-a irritada e até machucada, ela deveria deixá-lo no frio. Não era ele que queria ser frio? Isso é idiotice, pensou. Mesmo que quisesse, ela não podia simplesmente ignorá-lo. Então ela colocou os sapatos, pegou um guarda chuva e saiu de casa.
— Stiles! — ela chamou da porta da frente. — Stiles! Ele não parecia ouvi—la com o barulho da chuva. Ela andou até ele, com cuidado para não escorregar e cair. — Stiles, — chamou de novo quando estava a alguns poucos passos de distância. Ele deu um pulo e bateu a cabeça no capô. — Merda, — gemeu de dor. — Ai meu deus, me desculpe! — Lydia perguntou, preocupada. Stiles arregalou os olhos. Ele conhecia aquela voz. O que ela estava fazendo ali? Será que ele tinha batido a cabeça com muita força? — O-O que você está fazendo aqui? — ele perguntou. — Eu moro aqui. — Lydia apontou para a casa atrás dela. Ele balançou a cabeça, sem saber o que dizer. — Venha, vamos sair dessa chuva. Sua boca se entreabriu e ele piscou duas vezes. Ela estava o convidando para sua casa. Sua mente parecia congelada, e ele só ficou em pé lá, a encarando. Lydia riu da sua expressão e segurou seu braço. — Vamos, você já está encharcado o suficiente. Stiles deixou que ela o guiasse para dentro como uma criança. Ele agora mal sentia a chuva caindo nele — tudo que podia sentir era a mão morna em seu braço congelado. Sua mão era macia mas o aperto era forte, e ela só o soltou quando entraram na casa. — Espere aqui, vou pegar uma toalha. — E foi isso que ele fez, até que ela voltou e o entregou uma toalha fofa e branca. Ele começou a se secar, só então percebendo o frio que fazia. — Você quer um café, ou alguma coisa? Está tremendo, — ela perguntou. Stiles secou o cabelo enquanto arrumava os pensamentos para formar uma resposta. — Café está bom. Lydia sorriu levemente. De repente, ela o segurou pelo braço novamente, e ele se arrepiou, mas não por causa do frio. — A cozinha é por aqui. Stiles sentou em uma das cadeiras da cozinha e a observou. Cinco minutos atrás, ele estava pensando em como ficar longe dela, e agora ele estava sentado na cozinha dela, esperando pelo café que ela estava preparando para ele. — Sinto muito, não tenho nenhuma roupa seca para te emprestar, — ela disse de repende, interrompendo os pensamentos dele. — Tudo, hum, tudo bem. Eu tenho algumas na mala do carro, — disse, dando de ombros. Deus, ele soava tão retardado. O que diabos estava acontecendo? Lydia sorriu, e ele teve certeza do que diabos estava acontecendo. — Isso até que é uma boa ideia, — ela disse. — Você deveria ir buscá-las, o café vai ficar pronto em alguns minutos. Stiles concordou com a cabeça e levantou-se sem dizer uma palavra. Ele pegou o guarda chuva que ela havia deixado ao lado da porta e saiu. Abrindo a mala do Jeep, ele pegou uma mochila preta que sempre mantinha ali. Foi algo que ele aprendeu com o pai, que sempre mantinha provisões para todos os problemas. Sorrindo levemente à memória, ele fechou a mala e voltou para a casa. Quando entrou, Lydia estava no mesmo lugar. Sorriu levemente quando o viu. — O banheiro fica na segunda porta à direita no corredor. Stiles balançou a cabeça de novo e seguiu suas instruções. Entrou no banheiro, trancou a porta e se olhou no espelho. Seu rosto estava diferente, mais vivo, e tinha uma expressão ligeiramente desesperada. Expressão de quem se encontrava numa situação inimaginável. Ele tirou as roupas molhadas e vestiu as secas. Hesitou em sair do banheiro. A garota que vivia em seus pensamentos esperava por ele do lado se fora. Ele não sabia o que iria acontecer, mas tinha certeza de uma coisa: tinha que sair dali. Lydia encarava a caneca quente em suas mãos. Essa noite sofreu uma reviravolta e tanto. Num momento ela está no quarto reclamando da solidão, e no outro estava esperando tomar café com a única pessoa que podia esperar. Era muito para processar. Stiles estava diferente. Ela não sabia porque, ou o que mudara, mas estava agindo diferente. Menos agressivo, talvez. Lydia gostava. Esse era o Stiles de quem queria ser amiga, não aquele otário. Ela mordeu o lábio. Ser amiga dele era de alguma forma importante para ela. Ela gostava dele, e sabia que por trás daquela fachada, ele era um cara legal. Ela queria conhecer esse cara. Lydia pulou quando a porta do banheiro se abriu. Stiles saiu vestindo um jeans azul e uma blusa vermelha. Ela parou de respirar por um segundo porque, deus, ele estava lindo. Ele se sentou do outro lado da mesa e segurou a caneca com seus dedos longos. Eles ficaram assim por um tempo, nenhum dos dois sabendo o que dizer, até que Lydia quebrou o silêncio. — Então... Como você esta? Ele deu de ombros. — Bem, eu acho. E você? — Bem, também. — Isso era idiota. Que tipo de conversa era aquela? Lydia suspirou e olhou ao redor, como se fosse achar um assunto pendurado na parede. Stiles continuava a encarar a caneca, eventualmente tomando um gole. — Posso te perguntar uma coisa? — ela perguntou de repente. Ele olhou para ela e franziu a testa. — Sim? Ela respirou fundo. — Por que você está me evitando? Stiles quase engasgou com o café. Droga. O que ele ia dizer? "Ah, sim, eu tive, e ainda tenho tido sentimentos estranhos sobre você e eu realmente não sei o que eles são ou como lidar com eles, então achei melhor simplesmente me afastar de você." Não, ele não podia dizer isso. Droga. — Não estou, — murmurou. Sua voz não deve ter soado muito convincente, porque ela ergueu as sobrancelhas. — Serio? Então você para de falar comigo e até me olhar, e isso não é evitar? Ele respirou fundo e deu de ombros. — Eu só não sabia que havia sobre o que conversar, — disse. — Não é como se fôssemos amigos. — E lá estava, o tom que usou por toda sua vida. Fingindo que não ligava, afastando as pessoas. Ele tinha prática, e Lydia acreditou. Ela olhou para a mesa. — Você está certo, — murmurou. Ela soava machucada, e Stiles queria dar um murro em si mesmo. Lydia sentiu algo queimando por trás dos seus olhos, mas não se permitiu chorar. Terminaram os cafés sem mais uma palavra. Stiles se levantou quando esvaziou sua caneca, e Lydia fez o mesmo. Pegou as duas canecas e as levou para a pia para lavá-las. — Então, eu... — Stiles começou a pensar num jeito de dizer tchau quando lembrou-se do seu carro. Droga. Ele podia consertá-lo, mas demoraria horas, e a chuva forte não parava de cair. Ele teria que ir para casa andando. Ótimo. — Merda, — murmurou, esfregando os olhos. — Você pode ficar, se quiser, — Lydia disse, secando as mãos e virando-se para ele. Stiles a encarou com boca entreaberta. — Ficar a-aqui? — ele perguntou, piscando. Lydia deu de ombros, quase rindo da sua expressão. Ele era um idiota, mas ainda era muito fofo. — É, o céu está caindo lá fora e seu carro está quebrado. Você pode passar a noite aqui e fazer algo pela manhã. — Hum... Tem certeza? — perguntou, processando o convite. — Eu posso ir andando para casa... Lydia sorriu para ele. Ele foi um babaca com ela, e ela estava sorrindo para ele. Stiles jurou que ela iria enlouquecê-lo. — Está tudo bem, Stiles. Você fica com o sofá. Vou pegar um travesseiro e cobertores, espere aqui. Stiles a observou sair da cozinha e ir para as escadas. Novamente, seus olhos vagaram para seus quadris, indo para a direita, e para a esquerda. Ai, deus. Ela definitivamente iria enlouquecê-lo.
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