Novus Rebirth

1 Relatório 00 - Viagem: Prólogo


\"Malditos. Por que tenho que vir? Eu sou um ninguém, não faço nada de útil, sou só um programador amador e um webdesigner ruim. Infoweb não é difícil... Por quê fui escolhido então?

Desespero, apenas. A resposta para aquela pergunta era o puro e simples desespero. Com a proximidade de uma guerra que irá explodir no tão pacífico planeta Itsu, por causa da maldita colônia que cismaram de criar, Eki. Não era necessário irmos tão longe ao ponto de colonizarmos um planeta... Agora, a raça daquele planeta, nem sei qual o nome deles, está unida com a nossa única força armada e querem tomar Itsu para eles... E, agora, eu, um Zé-ninguém, tenho que ir para outros planetas só por isso?

Se tenho que ir junto com irmãos de armas, então que eu vá bem-prepa--\"

- PÁRA DE ESCREVER NESSA PORCARIA DESSE DIÁRIO E VAMOS LOGO, SOLDADO! NÃO TEMOS TEMP-

Uma explosão atinge o local onde Shukin, um vulpino de pelagem fosca, estava escrevendo e Koi, o comandante da operação, um tigre branco, estavam. Ambos são arremessados na parede oposta da sala e, com aquilo, ambos despertam: Não havia mais tempo. Shukin olha para o lado e agarra com força seu diário onde escreveria tudo o que veria, seus relatos de guerra, para as futuras gerações... Afinal, heróis de guerra sempre são famosos, mesmo aqueles que não fizeram nada, apenas relataram o que aconteceu.

Eles correm o máximo que conseguem, desviando dos pedaços de metal que caiam de vez em quando do teto. O Hangar inteiro estava indo abaixo, haviam pouco tempo. O número 13 nas costas do uniforme da raposa servia como identificação e, quando as luzes quase cegantes do saguão principal alerta a chegada no tão esperado local, ele mal tem tempo de observar quem mais entrava na nave que partiria naquele momento. Seus olhos, pressionados por causa da luz forte, repara que mais cinco pessoas estavam na nave, contando o piloto.

Uma segunda explosão acontece bem ao lado da nave, que se desestabiliza e é arremessada para a esquerda. Shukin bate com a nuca numa prateleira de recursos e a dor o deixa ainda mais confuso... Sem poder confiar na visão, embaçada, ou na audição, pelas explosões, Shukin aperta seu diário como se fosse sua única esperança.

- AVANCE COM A NAVE! -- O tigre branco esbraveja com o piloto.

- Não podemos, senhor! O portão está lacrado! -- O piloto responde enquanto apertava botões que nem mesmo quem observava atentamente entedia para o que serviam.

- QUEBRE ELE NO MEIO! AGORA! VAI, VAI, VAI!

A nave inicia a propulsão e voa através do portão de embarque do hangar, despressurizando toda aquela área do hangar. As portas de emergência são fechadas logo atrás da nave, que inicia a propulsão máxima. Com a sua visão voltando ao normal, Shukin observa, através de uma placa de algo que parecia vidro, a quantidade monstruosa de pontos vermelhos em volta daquela nave gigantesca e cinzenta que era a base móvel que estava momentos antes. O exército de Eki estava realmente determinado a ganhar aquela guerra, e Itsu, sem técnologia de combate, não tinha reação...

- É... Senhor? -- Shukin olha na direção do tigre branco que era quase o dobro de seu tamanho.

- Agora pode falar, soldado. -- Ele respondia enquanto retirava o capacete que vestia. Estava suando.

- Qual nosso objetivo, afinal? -- O vulpino tentava conter as palavras, tentando não falar uma bobagem.

- Shukin, soldado... Iremos buscar ajuda.

\"Koi

Notas finais
Faz muito tempo que estou planejando escrever essa história. Já tenho tudo preparado, praticamente, só preciso de passar pro papel, ou melhor, para a internet.