Novos Rumos
5 Capitulo 4 por Charlotte Lancaster
Os dias seguintes Molly ficou no nosso pé nos dando tarefas para fazer só para nos manter ocupados e separados. Só que ela esquecia que eu dividia o quarto com Hermione e as meninas. Quando podíamos conversávamos no meio da noite.
Empacotamos tudo que podia ser util. Tínhamos nossas poções.— Fleur sugeriu que Harry precisara de um disfarce. — Ela sussurrou no meio da noite.Gina, Fleur, Steph e Kate estavam dormindo.— Ainda tenho a poção polissuco. Tem o bastante para usar no dia e para levar para a viagem. Se Harry precisa acho que Kate e Steph tambem.— Mas e você?— Já tenho uma ideia do que fazer. — Sorri para ela que riu.A família de Fleur chegou dois dias antes. A casa ficou super lotada. Quando os pais de Olívio chegavam a propriedade nós ficávamos escondidas no andar de cima, ate mesmo quando Vitor vinha.Os Diggory apareceram uma vez e ficaram muito felizes de me encontrar ali. Eles estavam tentando deixar Cedrico afastado, mas avisaram que o trariam para o casamento.A casa estava perfeitamente limpa, como nuca esteve eu acho. No dia do aniversario de Harry e Steph, Molly fez uma comemoração convidando muitos membros da Ordem e arrumou mesas no jardim por que eram muitas pessoas para se caber dentro da casa.Vesti uma saia rosa claro, blusa de alcinha listrada de branco e cinza e sandália rasteira prata.Kate levantou mais cedo como tradição e nos jogamos em cima de Steph que riu.— Feliz aniversario! — Falei.— Sim. Agora você já pode fazer magia.— Eu sempre pude fazer magia, só não queria perder a varinha por ser expulsa da escola. — Steph resmungou e Kate revirou os olhos.— 17 anos de muito mau humor. Vou perguntar ao Lupin de quem você puxou esse mau humor.— E esse deboche irritante foi do Sirius claro. — Steph retrucou.— Com muita honra. — Kate levantou fazendo uma reverencia e correu para o banheiro.Ela voltou logo depois com uma saia leve azul modelo mullet, cropped branco decote fechado e sandália rasteira azul.Steph foi a próxima. Estava com uma saia longa e leve vermelho escuro com uma racha na perna, regata branca e sandália rasteira preta.Descemos as escadas e Steph foi abraçada por todos a fazendo corar, tinha uma pilha de presentes. Abraçamos Harry.Perto das sete todos os convidados já tinham chegado, o bolo de aniversario estava na mesa e tinha lanternas penduras formando 17.— Já notou que Remo parece infeliz? — Perguntei a Kate não querendo preocupar Steph no seu aniversario.Kate observou Remo ao lado de Tonks que estava radiante.— Ou talvez é só a Tonks ofuscando ele. — Sorriu, mas ficou seria. — Sim, já notei isso.Estávamos distraídos conversando quando uma doninha prateada apareceu.— O Ministro da Magia esta vindo comigo! — O patrono se dissolveu no ar.— Nós não deveríamos estar aqui. — Remo falou. — Harry, Steph... Lamento. Explicarei outra hora. — Agarrou Tonks pelo pulso e a levou ate a cerca onde aparataram.— O Ministro... Mas por que... Não estou entendendo... — Molly falou.Ninguém pode expressar nada já que no segundo seguinte Arthur e o Ministro Rufo Scrimgeour apareceram.— Desculpem a intromissão. — Scrimgeour falou olhando a mesa. — Principalmente por que posso ver que estou penetrando em uma festa para a qual não fui convidado. Muitos anos de vida aos dois.— Obrigado. — Harry falou e Steph assentiu.— Preciso dar uma palavrinha com vocês em particular. E tambem com senhor Ronald Weasley, senhorita Hermione Granger, senhorita Katherine Black e senhorita Charlotte Dumbledore.— Lancaster. — Corrigi.— Nós? — Rony falou. — Por que nós?— Explicarei quando estivermos em um lugar mais reservado. Há na casa um lugar assim?— Naturalmente. — Arthur respondeu. — A... A sala de visitas, pode usa-la.— Mostre-me onde é. — Scrimgeour falou a Rony. — Não haverá necessidade de nos acompanhar, Arthur.Nós levantamos e os seguimos ate a casa. Estava escuro então Harry balançou a varinha colocando luz nos lampiões, nos sentamos.— Tenho algumas perguntas a fazer a vocês seis, mas acho que será melhor faze-las separadamente. Se vocês cinco puderem esperar lá em cima, começarei com Ronald.— Não vamos a lugar algum. — Harry falou. — O senhor pode falar com todos juntos ou não falar com nenhum.— Muito bem então, juntos. Estou aqui como bem sabem por causa do testamento de Alvo Dumbledore.Nós nos entreolhamos.— Testamento? — Perguntei confusa.— Pelo visto é surpresa! Vocês não sabiam que Dumbledore tinha lhes deixado alguma coisa?— A... Aos três? — Rony perguntou. — A mim e a Hermione tambem?— A todos... — Harry o interrompeu.— Já faz mais de um mês que Dumbledore faleceu. Por que demoraram tanto para nos entregar o que ele nos deixou?— Não é obvio? — Hermione perguntou. — Queriam examinar seja lá o que ele tinha nos deixado. O senhor não tinha o direito de fazer isso!— Tinha todo o direito!. O Decreto sobre Confisco Justificável dá ao ministro o poder de confiscar os bens de um testamento...— A lei foi criada para impedir os bruxos das trevas de legarem seus objetos e o Ministério precisa ter fortes provas de que os bens do falecido são ilegais antes de apreende-los! O senhor esta nos dizendo que julgou que Dumbledore estivesse tentando nos passar objetos malditos?
— Senhorita Granger esta pretendendo fazer carreira em Direito da Magia?— Não, não estou. Tenho esperança de fazer algum bem no mundo! — Rony riu.— Do que adianta discutir? — Perguntei encarando Hermione. — O que esta feito, esta feito.— Mas você não acha...— Hermione saiba a hora de calar a boca. — Resmunguei depois encarei o Ministro.— Obrigado senhorita Dumbledore.— É Lancaster. — Corrigi de novo e ele franziu as sobrancelhas.— Então por que resolveu nos entregar o que nos pertence agora? — Harry perguntou. — Não conseguiu pensar em um pretexto para manter os objetos em seu poder?— Não, deve ser por que os 31 dias venceram. — Hermione falou. — O Ministério não pode reter objetos por prazo superior, a não ser que sejam comprovadamente perigosos. Certo?— Você diria que era intimo de Dumbledore, Ronald? — Scrimgeour perguntou ignorando Hermione.— Eu? Não... Muito... Era sempre Harry quem... — Rony se calou ao ver o olhar que Hermione tinha lançado.O estrago já estava feito.— Se você não era muito intimo de Dumbledore, como explica que tenha se lembrado de você nos testamento? Ele deixou excepcionalmente pouco a indivíduos. A maior parte dos bens... Sua biblioteca particular, seus instrumentos mágicos e outros pertences... Foram legados a Hogwarts. Por que acha que mereceu destaque?— Eu... Não sei. Quando digo que não éramos íntimos... Quero dizer, acho que ele gostava de mim...— Você esta sendo modesto Rony. — Hermione falou. — Dumbledore gostava muito de você.Scrimgeour pegou uma bolsa de cordões, de dentro tirou um rolo de pergaminho.— "Ultimas vontades de Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore", sim aqui esta "A Ronald Weasley deixo o meu desiluminador, na esperança de que se lembre de mim quando usa-lo" — Ele tirou da bolsa um tipo de isqueiro que era usado para extinguir toda a luz de um lugar ou restaura-la, entregou ao Rony. — Isto é um objeto valioso. Talvez seja único no mundo. Com certeza foi projetada pelo próprio Dumbledore. Por que ele teria lhe legado algo tão raro? — Rony só balançou a cabeça. — Dumbledore deve ter tido milhares de alunos. Contudo os únicos de que se lembrou em seu testamento foram vocês seis. Por que será? Que uso ele terá pensado que o senhor daria a esse desiluminador senhor Weasley?— Apagar luzes suponho. — Rony respondeu. — Que mais eu poderia fazer com ele?— "Para a senhora Hermione Granger deixo o meu exemplar de Os Contos de Beedle, o bardo, na esperança de que ela o ache divertido e instrutivo". — Ele tirou da bolsa o livro e entregou a ela que chorou. — Por que acha que Dumbledore lhe deixou esse livro senhorita Granger?— Ele... Ele sabia que eu gostava de ler.— Mas por que esse livro em especial?— Não sei. Deve ter pensado que eu gostaria de lê-lo.— Alguma vez discutiu códigos ou outros meios de transmitir mensagens secretas com Dumbledore?— Não, nunca. E se o Ministério não encontrou nenhum código secreto nesse livro em 31 dias, duvido que eu vá encontrar.— Quando Dumbledore fez o testamente Serena ainda estava viva, como ela morreu seus bens passam a você senhorita. — Ele me encarou.— Mas ela não tinha bens a não ser a casa em que morávamos.— "Para Serena Lancaster Dumbledore deixo meus bens matérias na esperança de que possa ajuda-la." Agora isso fica com você senhorita. — Assenti sem palavras. — "Para a senhorita Charlotte Lancaster Dumbledore deixo minha varinha e Fawkes que espero que seja tão fiel a você como foi a mim.". — O encarei confusa.— O que Dumbledore queria dizer com "que ela fosse tão fiel a você quanto a mim? E por que deixa-la a você?— Não sei. Talvez saiba que eu sempre gostei Fawkes. E a varinha... Espero que continue enterrada com ele. — Respondi no automático por que não tinha entendido o que ele queria me deixando aquelas coisas.— Por que usa só o sobrenome Lancaster?— Por que sempre usei só o sobrenome de minha mãe.— Tinha algum motivo para que as pessoas não pudessem saber que era uma Dumbledore?— Não. Afinal todos sabiam que minha mãe era adotada por ele. — Respondi e ele assentiu.
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