Novos Rumos
36 Capitulo 35 por Katherine Black
Voltei a forma humana cuspindo o sangue de Belatriz de dentro da boca, fiz careta e passei a manga do casaco limpando meu rosto, meus olhos cravados em Harry que tinha acabado de salvar minha vida.
— Não quero que ninguém tente ajudar. — Harry falou. — Tem que ser assim. Tem que ser eu.Charlotte correu para ajudar Steph a levantar e ambas pararam ao meu lado. Todo o salão ficou em silencio observando a cena. Deixando os dois no centro.— Potter não esta falando serio. — Voldemort arregalou os olhos vermelhos para Harry. — Não é assim que ele age é? Quem você vai usar usar como escudo hoje, Potter?— Ninguém. Não há mais Horcruxes. Só você e eu. Nenhum poderá viver enquanto o outro sobreviver e um de nós esta prestes a partir para sempre.— Um de nós? Você acha que vai ser você, não é, o garoto que sobreviveu por acaso e por que Dumbledore estava puxando os cordões?— Acaso foi? Quando minha mãe morreu para me salvar? Acaso quando decidi lutar naquele cemitério? Acaso quando não me defendi hoje a noite e ainda assim sobrevivi e retornei para lutar?— Acasos! — Voldemort gritou. — Acaso e sorte, o fato de você ter se escondido e choramingado atras das saias de homens e mulheres superiores a você e me permitido mata-los em seu lugar!— Você não matara mais ninguém hoje a noite. Você não será capaz de matar nenhum deles, nunca mais. Você não esta entendendo? Eu estive disposto a morrer para impedir que você ferisse essas pessoas...— Mas você não morreu!— Mas tive intenção e foi isso que fez a diferença. Fiz o que minha mãe fez. Protegi-os de você. Você não reparou que nenhum dos feitiços que lançou neles são duradouros? Você não pode tortura-los. Você não pode atingi-los. Você não aprende com os seus erros, Riddle não é?— Você se atreve...— Me atrevo sim. Sei coisas que você ignora, Tom Riddle. Sei muitas coisas importantes que você ignora. Quer ouvir algumas antes de cometer outro grande erro?— É o amor de novo? A solução favorita de Dumbledore, amor, que ele alegava conquistar a morte, embora o amor não tivesse o impedido de cair da torre e se quebrar como uma velha estatua de cera? Amor, que não impediu de matar sua mãe sangue ruim como uma barata, Potter e ninguém parece ama-lo o suficiente para se apresentar desta vez e receber a minha maldição. Então o que vai impedir que você morra agora quando eu atacar?— Só uma coisa.— Se não for o amor que ira salva-los desta vez você deve acreditar que é dotado de uma magia que não tenho ou então de uma arma mais poderosa do que a minha?— Creio que as duas coisas.Voldemort riu.— Você acha que conhece mais magia do que eu? Do que eu, do que Lorde Voldemort, capaz de magia com que o próprio Dumbledore jamais sonhou?— Ah ele sonhou sim, mas sabia mais do que você, sabia o suficiente para não fazer o que você fez.— Você quer dizer que ele era fraco! — Voldemort gritou. — Fraco demais para ousar, fraco demais para se apoderar do que poderia ser dele, do que será meu!— Não, ele era mais inteligente do que você, um bruxo melhor e um homem melhor.— Eu causei a morte de Alvo Dumbledore!— Você pensa que causou, mas você se enganou!Todo mundo pareceu surpreso com a informação.— Dumbledore esta morto! — Voldemort falou. O corpo dele esta apodrecendo no tumulo de mármore nos jardins deste castelo, eu vi, Potter e ele não ira retornar!— Dumbledore esta morto sim, mas não foi você que mandou mata-lo. Ele escolheu como queria morrer, escolheu meses antes de morrer, combinou tudo com o homem que você julgou que era seu servo.— Que sonho infantil é esse? — Voldemort perguntou.— Severo Snape não era homem seu. Snape era de Dumbledore desde o momento em que você começou a caçar minha mãe. E você nunca percebeu, por causa daquilo que não pode compreender. Você nunca viu Snape conjurar um patrono, viu Riddle? — Voldemort não respondeu. — O patrono de Snape era uma corça o mesmo que o da minha mãe, por que ele a amou quase a vida toda, desde que eram crianças. Você devia ter percebido, ele lhe pediu para poupar a vida dela não foi?— Ele a desejava, nada mais, mas quando ela se foi, ele concordou que havia outras mulheres, de sangue mais puro, mais dignas dele...— Naturalmente foi o que Snape lhe disse, mas ele se tornou espião de Dumbledore a partir do momento em que você a ameaçou e dali em diante trabalhou contra você! Dumbledore já estava morrendo quando Snape o matou.— Não faz diferença! — Voldemort gritou. — Não faz diferença se Snape era meu seguidor ou de Dumbledore, ou que mesquinhos obstáculos ele tentou colocar no meu caminho. Eu os esmaguei como esmaguei sua mãe. — Charlotte segurou Steph a impedindo de avançar. — O pretenso grande amor de Snape. Ah, mas tudo isso faz sentido Potter e de modos que você não compreende. Dumbledore tentou me impedir de possuir a Varinha das Varinhas! Queria que Snape fosse o verdadeiro senhor da varinha! Mas passei a sua frente, garotinho. Cheguei a sua frente antes que você pudesse por as mãos nela, compreendi a verdade antes que você percebesse. Matei Severo Snape há 3 horas e a Varinha das Varinhas, a Varinha da Morte, a Varinha do Destino é realmente minha! O ultimo plano de Dumbledore falho, Harry Potter.
— É falhou. Você tem razão. Mas antes de você tentar, eu o aconselharia pensar no que fez... Pensar e tentar sentir algum remorso, Riddle...— Que é isso?— É sua ultima chance e é só o que lhe resta... Vi em que se transformara se não aproveita-la... Seja homem... Tente sentir remorso...— Você ousa....— Ouso sim, por que o ultimo plano de Dumbledore não saiu as avessas para mim. Saiu as avessas para você, Riddle. A varinha não esta funcionando corretamente para você, por que você matou a pessoa errada. Severo Snape jamais foi o verdadeiro senhor das Varinhas. Ele jamais derrotou Dumbledore.— Ele matou...— Você não esta prestando atenção? Snape nunca derrotou Dumbledore! A morte de Dumbledore foi planejada pelos dois! Dumbledore pretendia morrer sem ser derrotado, o ultimo e verdadeiro senhor das varinhas! Tudo correu conforme planejou, o poder da varinha morreria com ele, por que jamais foi arrebatada de suas mãos!— Mas então Potter, Dumbledore praticamente me entregou a varinha! Roubei a varinha do tumulo do seu ultimo senhor! Retirei-a contrariando o desejo do seu ultimo senhor! O seu poder é meu!— Você ainda não entendeu não é Riddle! Possuir a varinha não é o suficiente! Empunha-la, usa-la, não a torna realmente sua. Você não escutou o que Olivaras disse? A varinha escolhe o bruxo... A Varinha das Varinhas reconheceu um novo dono antes de Dumbledore morrer, alguém que jamais tinha posto a mão nela.. O novo senhor tirou a varinha de Dumbledore contra a sua vontade, sem perceber exatamente o que tinha feito, ou que a varinha mais perigosa do mundo lhe dedicara a sua fidelidade... O verdadeiro senhor da Varinha das Varinhas era Draco Malfoy.— Que diferença faz? Mesmo que você tenha razão Potter, não faz a menor diferença para você nem para mim. Você não possui mais a varinha de fênix, duelaremos apenas com a pericia... E depois de tê-lo matado, posso cuidar de Draco Malfoy...— Mas é tarde demais. Você perdeu sua chance. Cheguei primeiro. Subjuguei Draco faz semanas. Arrebatei a varinha dele. — Harry girou a varinha nas mãos. — Então a questão se resume nisso não é? Sera que a varinha em sua mão sabe que o seu ultimo senhor foi desarmado? Por que se sabe... Eu sou o verdadeiro senhor da Varinha das Varinhas.Quando o sol surgiu dentro do salão seus rostos se iluminaram. Voldemort agiu antes, mas Harry contra atacou.— Avada Kedrava!— Expelliarmus!E um segundo os feitiços colidiram em uma explosão de luzes então acabou. A varinha de Voldemort voou de sua mão e girou no ar, Harry a pegou antes que caísse no chão e o corpo de Voldemort caiu para trás.Voldemort estava morto. A guerra tinha acabado.Foi um segundo ate que gritei comemorando. Steph correu para abraçar o irmão e eu a segui.— Parabéns Harry! — Gritei ao abraçar os dois.Fomos rodeados de pessoas que gritavam de alegria. Comemorando a vitória sobre as Artes das Trevas.Quando me afastei de Harry fui ao encontro de Olívio. O beijei como nunca tinha feito na vida. Estava feliz. Eufórica. Tínhamos vencido. E estávamos em paz.Só depois lembrei que estava com a boca manchada de sangue da Belatriz.— Desculpe. — Falei tentando limpar e ele sorriu antes de puxar meu corpo para o dele.— Não tem importância. Amo você, minha pantera. Fico feliz que tenha conseguido alcançar seu sonho.— Tenho tanta coisa para te contar, amor. Mas primeiro de tudo tenho que pedir perdão. Eu tive que terminar com você, achei que tivesse fazendo o certo. Mas só nos fiz sofrer.— Quase enlouqueci sem noticias de você. Não sabia se estava viva ou morta, se estava bem, se não estava passando frio e fome.— Senti tanta saudade de você. Tanta. — Sussurrei.— Esta tudo bem. Acabou. — Ele beijou meus lábios. — Nada vai nos separar de novo.— Nada. — Repeti depois sorri. — Se eu pudesse sequestra-lo para a torre da Grifinoria.Ele sorriu, mas ficou triste.— Preciso ver como minha mãe esta. Temos tempo.— Sim. — O abracei fortemente me sentindo pela primeira vez feliz e completa.
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