Novos Rumos

29 Capitulo 28 por Charlotte Lancaster


— Talvez ele esteja mentindo. Grampo. — Harry nos encarou. Talvez Gryffindor não tenha tomado a espada. Como vamos saber se a versão da historia contada pelo duende é a certa?

— Isso faz diferença? — Hermione perguntou.

— Muda o meu modo de encarar o pedido.

— Nunca saberemos. — Falei. — Os duendes tem a mania de achar que tudo que foi criado por eles, pertence a eles. Mesmo que algum bruxo tenha pagado. — Lancei um olhar para Kate. — Kate, o que você acha sobre isso? De sua opinião afinal a espada foi a deixada a você.

Kate nos encarou depois suspirou.

— Estamos perdendo tempo com a discussão. Temos uma ideia de onde estão as próximas Horcruxes precisamos pega-las.

— Mas se entregar a espada ao duende nunca destruiremos as horcruxes. — Lembrei.

— Estamos com um problema, mas é bom começar a jogar com as peças que nos dão. Se ele quiser a espada de a ele.

— Mas...

— Steph a espada não é minha, Dumbledore só a deixou no testamento para mim em uma forma de nós entendermos que ela era arma para destruir as hocruxes, ela é da Grifinória. Ela vai aparecer a qualquer aluno que a precisar. Poderá voltar para nós.

— Mas não temos certeza disso. E não podemos arriscar.

— Diremos a ele que poderá ficar com a espada depois de nos ajudar a entrar naquele cofre, mas teremos a cautela de omitir exatamente quando a entregaremos. — Harry falou e Rony sorriu.

— Harry, não podemos...

— Ele a terá. — Harry cortou Hermione. — Depois de a usarmos em todas as Horcruxes. Garantirei pessoalmente que ele a receba. E cumprirei com a minha palavra.

— Mas isso poderá levar anos!

— Eu sei disso, mas ele não precisa saber. E não estarei mentindo... Tecnicamente.

Kate sorriu.

— Gostei.

— Não gosto disso. — Hermione retrucou.

— Tambem não gosto muito. — Harry falou.

— Pois foi genial. — Rony falou. — Vamos dar a resposta a ele.

Depois que o trato foi feito começamos a discutir com o Grampo sobre o cofre dos Lestrange. A atmosfera mudou entre nós é claro e os outros não deixaram de notar. Gui mantinha seu olhar em nós durante as refeições, mas não podíamos compartilhar com eles.

— Só tenho poção para uma pessoa. — Hermione falou olhando seu frasco.

— Eu tenho um pouquinho mais. Mas não podemos usar. — Falei. — Poderemos precisar se formos mesmo a Hogwarts e não poderei fabricar mais.

— Vai ser o suficiente. — Steph falou encarando o frasco. — Uma pessoa vai com a poção e outra vai transformada.

— Como? — Hermione perguntou.

— Moody me ensinou alguns disfarces para ocasiões assim.

— E quando formos vocês vão esperar aqui? — Harry perguntou.

— Não. — Steph falou. — Iremos a casa dos Diggory. — Ela me lançou um olhar e eu assenti. — Eles ficaram felizes por nos receber lá. Podemos nos preparar tambem.

— Você esta achando que podemos entrar em guerra? — Hermione perguntou.

— Já estamos em guerra. Acho que no momento que invadirmos o castelo, vamos entrar em combate.

— Temos que entrar escondido. — Harry falou.

— Mas não vamos pensar nisso agora. — Falei. — Primeiro vocês precisam entrar naquele cofre. E o principal saírem vivos de lá e com a horcrux.

Os dias foram passando e continuávamos montando o plano. Ninguém aguentava mais o duende. O Senhor Olivaras que era um senhor maravilhoso foi levado por Gui para a casa de sua tia Muriel naquela noite.

Vesti uma camiseta cinza escuro, cardigan margenta, calça jeans preta e calcei uma sapatilha. Enquanto eu me arrumava para descermos para jantar Kate e Steph discutiam estratégias e lugares do castelo que poderia ter a outra horcrux.

Kate estava com uma calça jeans marrom, cropped preto de mangas compridas e tênis preto vans. Steph estava com uma calça jeans, camiseta rosa com botões na gola, jaqueta jeans e tênis all star preto.

— Vamos descer? — Perguntei. — Estamos atrasadas.

— É. — Steph resmungou. — Estou cheia de fome.

— E quando não esta? — Kate debochou.

Descemos as escadas ao mesmo tempo em que Gui entrava. Ele já havia voltado. Entramos na cozinha, mas não nos sentamos já que bateram na porta.

Gui levantou e foi ate a porta segurando a varinha, todos fizeram o mesmo, menos Grampo que se escondeu embaixo da mesa.

— Quem é? — Gui perguntou.

— Sou eu, Remo João Lupin! Sou um lobisomem, casado com Ninfadora Tonks e pai de Charlotte Lancaster. — Meu coração acelerou. — E você é o fiel do segredo do Chalé das Conchas, me informou o endereço e me pediu para vir se houvesse uma emergência!

— Lupin. — Gui correu para abrir a porta.

Ele praticamente desabou na sala, corri para abraça-lo. Estava pálido. Os cabelos bagunçados pelo vento.

— Pai. — O abracei mais forte e ele beijou minha testa.

Quando finalmente se ajeitou nos encarou então sorriu e gritou.

— É um menino! Demos a ele o nome de Ted, em homenagem ao pai de Dora!

— Que... Tonks... Tonks teve o bebe! — Hermione gritou.

— Teve, teve o bebe! — Ele falou animado. — Você tem um irmão. — Sorri.

— Parabéns! — Fleur, Hermione e eu dissemos juntos.

— Caramba um menino! — Rony falou.

— Sim. Um menino. — Remo concordou depois foi abraçado por Kate e Steph.

Remo fez a volta na mesa e abraçou Harry. Nessa hora eu já estava chorando de felicidade. Era tudo o que eu mais queria no mundo. Que algum deles fosse feliz com sua família. E meu pai estava conseguindo isso.

— Você será o padrinho?

— Eu? — Harry gaguejou.

— Você é claro, e Charlotte. Dora esta de acordo, ninguém melhor...

— Eu... É caramba! — Harry me encarou e eu sorri emocionada.

Gui correu para buscar o vinho.

— Tome uma taça conosco, Remo. — Fleur falou.

— Não posso demorar, preciso voltar. — Remo sorriu. — Obrigado, obrigado Gui.

Nos servimos de vinho e erguemos as taças.

— A Teddy Remo Lupin um futuro grande bruxo! — Remo falou sorrindo.

Parecia mais jovem. Pela primeira vez na vida aparentava ter a idade que tinha.

— Com quam ele parrece? — Fleur perguntou.

— Acho que parece com Dora, mas ela acha que é como eu. Pouco cabelo. Parecia preto quando nasceu, mas juro que virou ruivo desde então. Provavelmente estará louro quando eu voltar! Andrômeda diz que os cabelos de Tonks começaram a mudar de cor no dia em que ela nasceu. — Ele bebeu seu vinho. — Ah aceito só mais uma. — Gui o serviu.

Gui abriu mais uma garrafa de vinho enquanto todos conversavam alegremente.

— Não, não. Eu preciso voltar. — Ele agradeceu a taça de vinho. — Filha, podemos conversar? — Assenti.

Nós fomos para perto da porta.

— Quero que vá comigo conhecer Teddy. — Pediu. — Tonks esta louca para mostra a vocês. Ela sempre esteve preocupada com a localização de vocês. Estou feliz que estejam aqui. Por isso peço que venha comigo.

— Remo... Pai. Eu... Preciso ficar com as meninas.

— Kate e Steph serão bem-vindas a vir junto.

Encarei Remo sem saber o que responder.

— Vou me despedir deles, converse com as meninas. — Assenti e ele se afastou.

Olhei para Kate e Steph que estavam me encarando. Fiz sinal para elas se aproximarem.

— Tudo bem? — Steph perguntou.

— Remo quer que eu vá conhecer Teddy. E vocês tambem é claro. Mas não sei.

— Acho que podemos partir antes do previsto. — Kate falou. — Passar na casa dos Lupin. — Sorriu. — Depois ir para os Diggory.

— Vocês fariam isso por mim?

— Charlotte nós somos um trio. Onde uma vai, a outra vai. Nada pode nos separar é o nosso lema. E estou curiosa para conhecer o Teddy. E com saudade da Tonks tambem.

— Ok. Obrigada. — Sorri animada.

Virei as costas e corri para o nosso quarto. Com um feitiço rápido coloquei as coisas dentro da minha bolsa somente deixei a espada em cima das coisas de Hermione.

Desci as escadas e vi todos se despedindo.

— Mande noticias. — Abracei Harry. — A espada esta nas coisas de Hermione. — Ele assentiu.

— Se cuide. — Assenti antes de me despedir dos outros.

Agradeci Gui e Fleur pelos dias que estivemos ali antes de sair com Remo e as meninas.