Novos Rumos

20 Capitulo 19 por Charlotte Lancaster


No dia seguinte Rony, Harry, Steph e eu fomos pegar amoras, cogumelos e agua no mato enquanto Kate virava animago e saia para caçar. Hermione continuava de mau humor então a deixamos na barraca lendo.

Conversamos sobre varias coisas. Contamos detalhadamente nossas viagens desde que nos separamos. Conversamos sobre que estava acontecendo no Ministério. E o principal conversamos sobre o nome de Você-sabe-quem ter virado um Tabu.

A noite estávamos na nossa barraca quando Harry nos chamou para a sua barraca por que Hermione queria conversar.

— O que? — Perguntei assim que entramos.

— Quero visitar Xenofilio Lovegood.

— Desculpe? — Harry perguntou de olhos arregalados.

— Xenofilo Lovegood. O pai da Luna. Quero falar com ele.

— Ah... Por que?

— Aquela marca, a marca no Beedle, o Bardo. olhe para isto. — Empurrou o livro A vida e as mentiras de Alvo Dumbledore. — a assinatura. Vejam a assinatura. — Me aproximei para ver uma carta que Dumbledore havia mandado a Grindelwald.

A letra era de Dumbledore. Harry colocou a varinha sobre a pagina e observou. Tudo estava normal somente o A de Alvo estava estranho.

— Ah.... Que é que vocês... — Hermione lançou um olhar mortal ao Rony que se calou.

— Não para de aparecer, não é? Sei que Vítor disse que era a marca de Grindelwald, mas sem a menor duvida, estava naquele velho tumulo em Grodric's Hollow, e as datas na lapide eram anteriores ao nascimento de Grindelwald! E agora isto! Bem não podemos perguntar a Dumbledore, nem a Grindelwald o que significa, nem sei se ele ainda esta vivo, mas posso perguntar ao senhor Lovegood. Ele estava usando o símbolo no casamento. Tenho certeza de que isto é importante, Harry!

— Espera que símbolo você estão vendo? Do que estão falando? — Steph perguntou.

— Esse símbolo. — Hermione pegou do livro Beedle, o Bardo e mostrou a nós três.

— Você disse que Vitor tinha falado que é o símbolo de Grindelwald? — Perguntei.

— Sim. — Harry respondeu. — No casamento ele ficou furioso que Xenofilio estivesse usando o símbolo, chegou ao ponto de dizer que ia confronta-lo em um duelo.

— Para Vitor ter chegado nesse ponto é por que é grave. — Steph falou.

— E pelo jeito Dumbledore assumiu esse símbolo tambem. — Falei agarrando o livro de Skeeter e observando a letra de Dumbledore. Mas Xenofilio não usaria um símbolo das Artes das Trevas, a não ser que não saiba o significado.

— O que é bem provável. — Kate falou. — Tão biruta quanto a filha.

— Não podemos julgar sem antes saber. — Falei.

— Por isso quero saber o que é? E falar com Xenofilio é uma opção. — Hermione falou.

— Hermione, não precisamos de outra Godric's Hollow. Nos convencemos de ir lá e...

— Mas isso não para de aparecer Harry! Dumbledore me deixou Os Contos de Beedle, o Bardo, como saber se não queria que descobríssemos mais a respeito do símbolo?

— La vamos nós outra vez! — Harry falou. — Ficamos todo o tempo tentando nos convencer de que Dumbledore nos deixou sinais e pistas secretos...

— O Desiluminador acabou sendo util. — Rony falou. — Acho que Hermione tem razão, acho que devemos procurar Lovegood. — Harry lhe lançou um olhar mau humorado. — Não será como Godric's Hollow. Lovegood esta do seu lado, Harry, O Pasquim tem apoiado você desde o começo, vive apregoando que todo mundo tem que ajuda-lo.

— Tenho certeza de que isto é importante. — Hermione falou.

— Mas você não acha que, se fosse Dumbledore teria me dito alguma coisa antes de morrer?

— Talvez... Talvez seja alguma coisa que você precisa descobrir sozinho.

— É isso faz sentido. — Rony falou.

— Não, faz não. — Hermione retrucou. — Mas continuo achando que devíamos conversar com o senhor Lovegood. Um símbolo que liga Dumbledore, Grindelwald e Godric's Hollow? Harry tenho certeza de que a gente precisa saber como é!

— Acho que deveríamos votar. — Rony falou. — Os que são a favor de procurar Lovegood. — Ele e Hermione levantaram a mão. — Perdeu a votação Harry, lamento.

— Mas as meninas nem votaram. — Harry retrucou apontando para nós três.

— Ih. Nos tira fora dessa. — Kate falou depois bocejou. — Vou dormir. Pego a vigia da madrugada. — Assenti e ela saiu.

— Ótimo. — Harry falou. — Mas depois de vermos Lovegood que tal tentarmos encontrarmos mais algumas Horcruxes? Afinal onde moram os Lovegood? Algum de vocês sabe?

— Eu sei, não é muito longe da minha casa. — Rony falou. — Não sei o lugar exato, mas minha mãe e meu pai sempre apontam para os morros quando falam neles. Não deve ser difícil descobrir.

— Bom nós ficaremos por aqui esperando. — Falei.

— Tem certeza que não quer ir junto?

— Não. Acho melhor fazermos igual ao dia que vocês foram ao Ministério.

— Mas vocês pretendem ficar com nós não é?

— Sim. É claro. — Steph respondeu. — Estamos juntos nessa, maninho. Agora vou terminar de jantar.

— Obrigada pela comida. — Harry falou. — Foi brilhante pensar em caçar.

— Ideia da Kate. — Sorri. — Vocês vão voltar para cá?

— Temos que combinar um ponto de encontro. — Hermione falou. — Se tudo correr bem vamos voltar para cá. Mas podemos combinar em alguma floresta se não voltarmos ate o anoitecer de amanhã.

Conversamos mais um pouco sobre lugares que poderíamos ir, Rony sugeriu o Chalé das Conchas onde Gui e Fleur moravam, mas optamos em só procura-los quando for realmente preciso.

Nos despedimos e voltamos a nossa barraca.

— Sente a falta dele? — Perguntei a Steph quando a encontrei sentada em frente a barraca fazendo a vigia.

— De Vitor? — Perguntou sem me encarar.

— Sim.

— Muito. Agora mais do que nunca. — Observei a pequena penseira em suas mãos. — Foi muito bom Dumbledore ter me deixado isso. — Ela me encarou. — Não foi fácil terminar com ele, não está fácil viver assim. Mas isso. — Ergueu a penseira. — Sempre posso reviver as melhores memorias. — Sorriu. — Minha memoria preferida é a que eu o conheço. Tropeço e caio em cima dele. Na época morri de vergonha, hoje quando assisto acho divertido.

— Nunca imaginou que um dia aconteceria tudo isso?

— Não sei. Sempre estive preparada para uma futura guerra. Mas... Não sabia que um dia iria conhecer alguém ao ponto de me apaixonar de forma tão arrebatadora. E não conseguia imaginar que um dia iriamos... Perder Serena. Sabe... Sempre imaginei que ela estaria com nós. Lutaríamos lado a lado. Venceríamos. — Um lagrima desceu por sua bochecha. — Nunca disse a ela que amava... Como uma mãe.

— Não precisava ser dito, Steph. Ela sabia.

— Mas eu queria ter falado. Me arrependo de não ter falado. Ela merecia ser chamada de mãe. Ela merecia o mundo.

— E ela teve o mundo. Ela nos criou. Isso era o que ela mais amava na vida. Não foi fácil, mas ela conseguiu. E ela morreu lutando. Ela sempre falou que se fosse para morrer, seria lutando.

Me agachei e abracei Steph. Era a primeira vez que ela deixava seus sentimentos aparentes, a primeira vez mostrados como fraqueza. Normalmente ela levava as coisas na frieza, na raiva e no ódio.

— Que belo jeito de começar o dia. — Kate debochou atras de nós.

— Nunca falei para vocês. — Steph a encarou ainda abraçada a mim. — Mas vocês são minhas irmãs e eu as amo muito.

— Estou com medo agora. — A morena falou. — Está doente? — Levou a mão a testa a da ruiva. — Sem febre. Sente alguma coisa?

— Idiota. — Steph resmungou. — Só achei que devia falar isso. A gente nunca sabe quando vai ser a ultima vez que teremos essa oportunidade.

— Não fique tão melancólica, Potter. — Kate se abaixou ficando ao nosso lado. — Nada vai nos separar.

— Ok. Agora já chega. — Steph levantou. — Estou louca de fome. Vamos tomar café?

— Agora sim. É a Steph que conhecemos. — Kate debochou e eu sorri. — Vou sair para caçar, eu acho.

Entramos na barraca e nos sentamos a mesa que já estava arrumada.

— Será uma boa ideia? — Perguntei. — Eles vão sair a tarde. Pode ter algum imprevisto e termos que fugir.

— O que pode haver de perigoso na casa dos Lovegood? — Kate debochou.

— Acho que pode haver muita coisa de perigoso na casa deles. — Devolvi e ela riu.

— Vou ter que concordar. Vou voltar antes deles irem. Ainda poderemos tomar um banho no lago aqui perto.

— Você tambem acha que é perda de tempo ir lá? — Steph perguntou me encarando.

— Não sei dizer. Por um lado entendo ela. Quer saber o que significa aquele símbolo. Por outro lado não vejo como pode ajudar. O plano melhor seria tentar encontrar outra Hocrux.

— E você em ideia de onde esteja a outra?

— Hogwarts é uma opção que Harry e eu já conversamos. Ele voltou a Hogwarts para tentar um cargo de professor. É claro que ele não foi só com essa intenção. Ele procurou objetos ligados as casas de Hogwarts. A taça da lufa-lufa, o colar da Sonserina, o anel da família de sua mãe. Tudo ligava as casas, aos puros sangue, a Hogwarts.

— Então temos que pensar em algo da Corvinal?

— Podemos. Com certeza ele procurou algo da Corvinal, mas não tenho certeza se encontrou. E tambem não temos ideia se existe algo daquela casa.

— Deve existir. — Kate falou.

Notas finais
Oie. Estou sumida não é? Sinto muito gente, estive ocupada nessas duas semanas. E hoje só postarei esse capitulo. Mas prometo que semana que vem postarei mais. Beijos CM.