Notas iniciais
Hey Guys! Eu demorei, né? Foi mal, mas é que eu estava com muitaaa preguiçaaaa hahahaha Não vai acontecer de novo :3 Eu queria dizer que estamos muito felizes com os comentários, mas não posso porque não tem comentários ¬¬ Fora os nossos quatro lindos leitores que comentaram no capítulo anterior, ninguém está comentando mais e isso desanima porque no começo a fic recebia quase dez comentários por capítulo. Não estou pedindo que comentem tudo, mas nós gostamos de saber se vocês estão gostando da fic e se precisamos melhorar. Até mesmo um "Gostei" ou "Não gostei" já serve! Agora, aproveitem esse capítulo novo!

A chuva caía sem piedade, fazendo com que as pessoas que estavam sem guarda-chuva mal conseguissem ver o caixão sendo enterrado, mas a maioria não queria ver aquilo. A maioria não queria acreditar que ela estava realmente morta, porém, ali estava o corpo dela.

Todos os heróis haviam ido ao enterro de Renata, inclusive alguns aposentados. Summer segurando um enorme guarda-chuva preto lado de Tony e Pepper, que estava inconsolável e mal podia olhar para o caixão marrom na sua frente. Nenhuma mãe devia enterrar sua filha, e aquela cena era terrível em diversas maneiras. Natalie abraçava Leena que chorava sem parar, enquanto Marlena estava debaixo do guarda-chuva com Chiara.

Damian olhou em volta e não viu Dean, mas viu Henry perto de Summer. Ele não havia dito nada desde que Renata morrera, e isso estava deixando todos preocupados. Damian sentiu uma dor forte no peito ao ver o caixão começar a ser soterrado e secou o rosto, molhado pela chuva. Seus olhos percorreram o grande grupo de pessoas que estava lá até que viu alguém que fez seus sangue ferver de raiva.

Ryan estava a alguns metros dele e tinha um sorriso vitorioso no rosto. Ele deu uma leve risada e virou as costas e desapareceu na multidão. Damian sentiu a raiva crescer dentro de si e naquele momento, poderia partir um caminhão ao meio.

– Damian? — ele ouviu Marlena sussurrar seu nome, mas ele apenas saiu correndo na direção do local onde ele havia visto Ryan. Ele passou por todas as pessoas e o viu entrando em uma vã preta e indo embora. Quando o herói estava pronto para ir atrás dele, sentiu alguém colocar a mão em seu peito, e ao se virar, viu que era Dick.

– Não faça isso. Não aqui. — Dick disse, olhando para o herói.

– Tira a mão de mim. — Damian cerrou os punhos.

– Eu sei pelo que todos vocês estão passando no momento, mas fazer isso não vai trazer paz a ninguém. Seu pai é a prova viva de que vingança não leva a nada. — Dick estava calmo, mas sua expressão era de preocupação. Damian respirou fundo e tentou se acalmar, pois sabia que ele estava certo.

– Acho que acabou, então. Eles venceram... — Damian olhou na direção de onde estava acontecendo o funeral.

– Ei, eu não estou mandando você parar de lutar, só disse que é burrice ir atrás do assassino dela agora. Eles planejam algo maior e não vão parar até conseguirem. — Dick colocou a mão no ombro dele. — Eu sei como vocês estão se sentindo, principalmente o Dean, mas eu também sei que vocês vão superar isso. Todos os maiores heróis do mundo surgiram de tragédias. Homem de Ferro, Superman, Hulk, sem falar no Batman.

– O que você quer dizer com isso? — Damian olhou para ele, confuso.

– Que a morte da Renata pode ajudar vocês a verem o que é realmente importante e qual é o verdadeiro objetivo de ser um herói. Ela sabia dos riscos quando aceitou salvar o mundo e eu tenho certeza de que ela não iria querer ver a equipe se desfazer por causa dela. — Dick deu um leve sorriso. — Vocês são mais fortes do que pensam. Cara, vocês são a Liga da Justiça, os X-men, o Quarteto Fantástico e os Vingadores juntos! Vocês são os heróis mais poderosos da Terra.

– Eu não sei o que fazer, Dick... — Damian olhou para o chão.

– Você é o líder, então, lidere. Mostre para eles que o mundo não acabou e que vocês ainda tem que lutar. — Dick deu dois tapinhas no ombro dele. — Se você for igual ao seu pai, tenho certeza de que vai se sair bem.

Damian olhou para ele e assentiu com a cabeça. Tudo o que Dick dissera não podia ser menos verdade e ele sabia disso. Mas nada seria o mesmo sem um membro da equipe, principalmente com o Dean e o Henry, então ele precisaria reunir todos novamente e acabar com os planos de Cosmos e Drakon.

– Obrigado, Dick. — Damian deu um leve sorriso para ele. — E, só pra saber, por que você me mandou aquela maleta? — ao ouvir isso, Dick sorriu.

– Porque sempre foi para ser você. Bruce só me escolheu porque você "desistiu" de ser o Nightbat, e já que a Bárbara e eu estamos pensando em ter filhos, eu pensei em passar o capuz a diante.

– Aquela roupa não parece ser a do Batman.

– Fox criou um projeto a muitos anos chamado Batman Beyond. O traje novo é bem mais moderno e tem muito mais resistência... Além de ser sem a capa. — Dick andou novamente na direção da multidão, mas então se virou para Damian. — Apenas use, se não gostar, me avisa e eu não te perturbo mais.

– Pode deixar. — Damian viu ele virar as costas e ficar ao lado de Bruce. O herói caminhou até onde Marlena estava e ficou ao lado dela.

– O que houve? — ela perguntou.

– Nada. — ele respondeu, seriamente, então voltou sua atenção para a lapide que dizia:

R.I.P

Renata Potts Stark

Ela deixou no coração de cada

um de nós uma lembrança viva

e uma afeição que jamais

acabará.

Damian pensou por um momento e então olhou para Marlena, vendo os olhos azuis dela repletos de lágrimas enquanto ela olhava para a lapide da amiga. Ele se aproximou dela e a abraçou, envolvendo seus braços delicadamente ao redor dela e puxando a para mais perto, mesmo sabendo que ela ainda estava com raiva dele. A loira o abraçou de volta tentando se segurar para não chorar, mas então desabou. Ele estava vendo o quanto todos estavam tristes e viu também o quanto seria difícil mudar isso.

(***)

Monte da Justiça, dois dias depois...

– Alguém precisa falar com ela. — Natalie disse, parando na frente da porta do banheiro. Damian se aproximou e deu duas batidas na porta.

– Chiara, está tudo bem? — ele perguntou, mas ela não respondeu. — Já tem duas horas que você está ai... Quer conversar? — antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa, a porta se abriu e eles viram que os cabelos loiros dela agora estavam castanhos claro e os olhos dela estavam inchados de tanto chorar. Natalie olhou para o banheiro e viu que estava tudo destruído, parecendo que um furacão havia passado por lá.

– O que aconteceu? — a loira perguntou, mas Chiara apenas saiu andando até a sala de estar onde se sentou no grande sofá ao lado de Summer e deitou sua cabeça no colo dela.

– Chiara... O que houve com o seu cabelo? — a ruiva perguntou, passando a mão sobre a cabeça dela.

– A Renata uma vez disse que eu iria ficar linda morena... Mas agora ela nunca vai me ver morena... — Chiara começou a chorar novamente enquanto Summer tentava acalmá-la.

– Quanto drama! — elas ouviram Elena dizer. A vilã estava sentada na outra parte do sofá no colo de Franklin. — A Dama ta morta e nenhum de nós ta chorando. — ela riu.

– Elena, chega. — Frank a repreendeu.

– Mas é verdade. Vocês levam muito a sério essa história de "parceria". — ela fez aspas com os dedos.

– Por que ela está aqui mesmo? — Marlena perguntou, querendo esmurrar a cara dela.

– Agora o Ryan e a Samantha podem estar em qualquer lugar, eu quero manter a Elena e os bebês protegidos. — Frank respondeu.

– Mas eles tinham que vir também?! — Carol apontou para o resto da Liga dos Assassinos que também estavam lá. Ás e Corvo jogavam xadrez, Leigh jogava no celular e Devastador estava montando uma arma com Sombra.

– Eu gosto de ficar aqui, é grande e tem lugares para eu explodir. A Elena nunca me deixa explodir a nossa sede. — Ás diz, dando uma risadinha maníaca.

– Xeque-Mate. — Corvo disse, derrubando a última peça de Ás.

– Ahhhh! Não gosto desse jogo! — ela estendeu a mão e Leigh lhe entregou seu martelo de chumbo em forma de cavalo, então ela bateu com força em cima do tabuleiro e quebrou todas as peças, até mesmo a mesa.

– Mas eu concordo com a Elena. Todos morrem algum dia, não precisa de tanto drama. — Corvo se levantou.

– Quando eu "morri" você ficou bem chateado, não é Jason? — Carol andou na direção dele.

– Como você sabe? Estava morta. — ele virou as costas para ela e andou para longe.

– Viu?! É por isso que eu terminei com você! Porque você sempre foge dos seus sentimentos. — ela gritou e andou atrás dele. — Você nunca deixava eu me aproximar de você, nem nunca me disse que me amava.

– Eu tenho motivos para manter as pessoas longe, principalmente aquelas com que eu me importo. — ele se virou e olhou para ela.

– Agora você se importa?! Você escondeu a sua vida de mim, não me contando que você era o Damian da Terra 3!

– Se eu contasse não teria a menor graça. — ele deu uma leve risada.

– Eu to tentando falar sério com você mas isso parece ser impossível. — Carol cruzou os braços e continuou a olhar para ele.

– Essa conversa é mesmo necessária? — Corvo olhou para o lado, fingindo indiferença. Carol revirou os olhos e levantou as mãos na altura de seus ombros.

– Quer saber, eu parei com você. — a loira caminhou para fora da sala de estar e bateu com força a porta de seu quarto.

– Por que essa conversa começou mesmo? Ah, é, estávamos falando da boba de ferro que morreu. — Elena zombou e riu. Chiara se levantou e ficou de pé na frente de Elena.

– Olha aqui, eu já cansei de você ficar falando mal da Renata e se você der mais um pio eu vou jogar você de cara naquela parede! — ela gritou, deixando todos surpreso e assustados.

– Que medo de você, pirralha — a vilã riu. — Então você vai me jogar de ara na parede se eu disser mais alguma coisa sobre a sua amiguinha panaca e morta?

– Eu vou acabar com a sua raça, patricinha! — Chiara gritou e tentou correr para cima de Elena, mas Franklin fez uma parede telecinética na frente dela, a impedindo de passar.

– Chiara, calma! — Frank disse.

– De que lado você está?! — ela gritou, empurrando a parede na tentativa de chegar até Elena e por mais que o herói usasse toda sua força para mantê-la afastada, ela estava conseguindo se aproximar apenas usando sua força.

– Não estou do lado de ninguém, só que você está perdendo a cabeça. — ele a empurrou para o outro lado da sala de costas na parede e então fez a parede sumir.

Chiara olhou para sua mão e viu que suas veias estavam começando a ficar verdes, quase como seu fossem explodir, então ela fechou os olhos e deu um soco extremamente forte na parede, fazendo todo o local tremer e a parede inteira desmoronar, mostrando que ainda chovia muito do lado de fora. A heroína sentiu sua raiva diminuir e então viu que sua mão havia voltado ao normal, mas todos a olhavam sem entender absolutamente nada.

Ela não fazia ideia de como havia conseguido fazer aquilo e estava com medo da força que havia acabado de descobrir, então saiu correndo pelo enorme buraco que havia aberto na parede. Damian correu atrás dela até o lado de fora.

– Heróis são cheios de frescuras. — Sombra comentou e carregou a uma pistola que estava em suas mãos.

– Preciso que alguém me fale um motivo para eu não matar esses vilões agora. — Marlena disse, massageando suas têmporas.

– Também to procurando um motivo, mas ta difícil. — Summer diz.

Do lado de fora, Damian vê Chiara sentada em uma grande pedra perto de uma árvore. Seu rosto e seu cabelo estão molhados pela chuva, porém era evidente que ela estava chorando. Ele se aproximou dela e se sentou ao seu lado, envolvendo o seu braço ao redor dela e a abraçando. A heroína correspondeu ao abraço e afundou seu rosto no peito dele, chorando ainda mais.

– Nós vamos conseguir superar isso... — Damian sussurrou. Ele então viu Summer sair pelo buraco que Chiara fez e andar até eles.

– Damian, o Tony ligou. Ele disse que encontrou o Dean. — a ruiva fez uma pausa. — É melhor a gente ir lá.

Notas finais
Atualizei o Tumblr, pessoal! Se quiserem deem uma olhadinha: http://cataclismohq.tumblr.com/