Novos Heróis - 3ª Temporada [Interativa]
13 Capítulo 13 - Recordar é morrer: Parte 1
Notas iniciais
Monte da Justiça 07:00
Damian ainda tentava encontrar a localização da base onde Cosmos e Ryan estavam mantendo os heróis e vilões, mas toda pista de conseguia dava em um beco sem saída. Dean ajudava Summer a se recuperar enquanto Henry ficou encarregado de vigiar Ás e Devastador para que eles não fizessem nada de errado, principalmente ela.
Depois de quase seis horas, Damian finalmente descobriu um prédio perto do porto de Gotham que havia sido construído recentemente. Ele também viu que vários navios estavam ancorando no porto e eram carregados com caixas enormes e máquinas modernas. Ele deduziu que eles estariam lá, então colocou sua roupa de Nightbat e olhou para a maleta que havia recebido de seu pai. O herói a guardou dentro de um armário em seu dormitório e andou até a sala de comando, onde viu os outros.
– Descobriu alguma coisa? — Summer perguntou, enquanto afiava suas flechas.
– Sim, mas como estamos em menor número vamos entrar lá, encontrar os prisioneiros e sair. Sem lutas — ele olhou para Devastador.
– Não prometo nada. — ele respondeu e andou com Ás até o jato que estava no hangar.
– Damian, a Renata também foi capturada? — Henry perguntou, preocupado.
– Eu não sei. Não tenho certeza de quantos foram levados, mas já que ela não atende as chamadas eu acho que sim.
– Ou ela só está com raiva de mim e do Henry porque eu não fui na apresentanção dela e ele largou ela lá — Dean disse.
– Pode ser uma possibilidade. Vamos logo — Damian correu até o jato, sendo seguido pelos outros heróis.
*****
Porto de Gotham, 07:20
Elena abriu os olhos e viu estar dentro de uma caixa transparente. Era uma caixa muito pequena, o que deixava a vilã com falta de ar, um problema compartilhado por todos os asgardianos. Ela deu um soco, mas o vidro era reforçado e não quebrou, fazendo ela dar mais e mais socos sem parar.
– Nem adianta, eu já tentei — ela se virou e viu Leena sentada em uma caixa semelhante à sua.
– Eu quero sair daqui! Isso é sufocante! — Elena gritou e deu um chute no vidro, que permaneceu intacto. — Que lugar é esse?
– Não sei, mas eu tenho a impressão de que não é nada bom. — Leena se levantou e tentou congelar o vidro, que superaqueceu e derreteu o gelo. — Essas caixas foram feitas especialmente para nós.
– Eles levaram a minha espada! Sabe o que isso quer dizer? Se pegaram a Lyra também nós estamos ferradas.
– Nem tanto. Eles não pegaram a minha espada — a heroína disse e Elena se sentou no chão.
– Ótimo, a lerdinha continua com a espada e eu perco a minha. Ah, eu odeio gente! — a vilã deu mais um chute no vidro na tentativa de quebrá-lo, mas não deu certo.
*****
Natalie tentava mexer as mãos que estavam presas na parede por algumas que cobrias as suas mãos. Ela viu Cosmos se aproximar e tirar o capacete e não pode deixar de sentir uma raiva incondicional.
– Era você?! Вы сука! (Sua vadia!) — Natalie tentou sair e socar o rosto de Samantha, que permaneceu parada sem ligar para o fato de a heroína querer matar ela.
– Poupe as suas forças. Você vai precisar — Cosmos pegou uma seringa em cima da mesa e a fincou no braço de Natalie, mas quando tentou tirar o sangue, a seringa virou gelo puro e se quebrou. — Interessante. O seu sangue também é feito de gelo, não é?
– Vai pro inferno — Natalie grunhiu de raiva e tentou mais uma vez socar Cosmos.
– Suas tentativas de me ferir são inúteis. — Samantha deu uma leve risada, então Natalie deu um impulso para frente e bateu com a sua cabeça no nariz de Cosmos, fazendo a vilã cair no chão com a mão no rosto. Nesse momento, centenas de guardas apareceram e apontaram suas armas para a heroína.
Cosmos limpou o sangue que escorreu de seu nariz e se levantou. Sua expressão era de pura raiva.
– Arranjem um jeito de tirar o sangue dela e depois mantem-na! — ela gritou e os guardas obedeceram. Então ela andou na direção da outra sala onde viu Franklin, Sombra, Leigh e Marlena presos na parede e usando capacetes de extração, então ela ouviu um grito agonizante vindo da outra sala e resolveu ir ver o que estava acontecendo.
*****
Damian aterrissou o jato perto do porto e todos correram para a porta, que estava aberta.
– Isso é uma armadilha ou eles são muito idiotas — Carol disse.
– É melhor não confiar. Devastador e Ás vão pelo telhado e Summer, Carol e eu vamos pela ventilação. Como Dean e Henry tem mais proteção, vocês vão pela porta. — Nightbat disse.
– Ah, claro, como sempre fica com o mais fácil — Iron boy reclamou então voou para dentro junto com Lanterna Verde.
Ás apertou um botão em seu cinto e uma mochila a jato apareceu em suas costas, deixando todos surpresos. Ela segurou o braço de Devastador e levantou voo, sem nem ao menos ligar para o que ele pensava.
Damian, Summer e Carol deram a volta no prédio e encontraram um duto de ventilação largo, e não demorou muito para os heróis entrarem nele e começarem a procurar por uma sala onde houvesse alguém.
Eles estavam se guiando pelos sons e de repente, ouviram um grito vindo de uma sala próxima da onde eles estavam. Quando chegaram lá, Damian e Summer tiveram que segurar Carol para que ela não estragasse o disfarce.
*****
Cosmos chutou a porta com o pé e empurrou todos os guardas que assistiam a sessão de tortura que Ryan estava submetendo Corvo.
– Vai me falar aonde está agora? — o assassino perguntou.
– Já tentou procurar na cama da puta da sua mãe? — o vilão disse, quase sem voz. Ryan riu forçadamente e apertou um botão na mesa que fez outra corrente elétrica percorreu o corpo dele, o fazendo gritar novamente. Fumaça saia de sua pele por conta dos inúmeros choques que já havia levado.
– O que está fazendo? — Cosmos peguntou.
– Me divertindo. — Ryan andou até ela — Esse babaca não quer falar.
– O meu poder de persuasão é maior que o seu, fofo. — ela se afastou de Ryan e ficou na frente de Corvo, que estava preso em uma mesa por correntes de metal. — Você conseguiu me enganar. Eu nunca poderia imaginar isso até que liguei os pontos e descobri tudo. — ela sorriu e ele continuou calado. — O que tem no cinto? — Cosmos se virou para Ryan.
– Só algumas bombas, bumerangues em forma de coruja e algumas seringas. Só não sei o que tem nelas — ele balançou o objeto e o líquido dentro dele ficou inquieto.
– Por que não experimenta, eu vou adorar ver você se debatendo no chão e cuspindo sangue — Corvo disse, levantando a cabeça e olhando para Ryan.
– Chega de falatório, cadê o dispositivo? — Cosmos gritou.
– Não vai conseguir nada lá. Aquele lugar está perdido e foi por isso que eu fui embora — ele disse, seriamente.
– Eu não quero apenas a Terra 3, eu quero acesso a todas as dimensões que eu puder controlar e logo eu poderei. — ela deu um soco forte no rosto dele. — Depois de verificar mais de vinte vezes eu descobri que o seu nome não é Jason Miller. O que o Damian vai pensar quando ouvir o seu nome? — Cosmos riu.
– Por que não pergunta pra mim? — ela se virou e viu ele quebrar o teto e cair bem atrás dela junto com Carol e Summer, que apontada uma flecha na direção da cabeça de Ryan.
– Ah, isso é humilhante. Ser salvo por heróis — Corvo reclamou — Já pode me matar agora se quiser, minha dignidade foi pelo ralo.
– Achei que nunca ia aparecer. — Cosmos estalou os dedos e os homens armados saíram da sala. Os heróis acharam isso estranho e então Ryan se aproximou e se posicionou ao lado de Cosmos. — Drakon.
(Ouçam Bad Guy — 3OH3)
Quando ela disse isso, Ryan estalou o pescoço e sua pele começou a ficar vermelho sangue, se tornando escamas que cobriram todo o seu corpo. Os olhos dele ficaram amarelos e com uma pupila fina como a de um réptil, as mãos dele começaram a ficar maiores e suas unhas se tornaram garras. Conforme seu corpo ia mudando, ele ficava mais alto e seus dentes ficavam mais pontudos, e uma calda apareceu na parte de trás do seu corpo. Depois de alguns segundos ele já havia ser tornado um dragão gigante com patas enormes.
Os heróis olhavam para aquilo espantados e ficaram paralisados. Nesse momento, Henry e Dean entraram pela porta.
– Acho que o nosso caminho foi o mais fácil. Não tinha nada... — antes que Dean terminasse viu o dragão gigante e vermelho que estava na frente dele. — Ouch, isso vai doer muito.
Drakon abriu a boca e Damian pode ver uma chama vermelha se formando no fundo da garganta dele, então ele empurrou Carol e Summer para o lado no momento em que Ryan começou a cuspir fogo sem parar. Henry tentou fazer um escudo de energia verde, mas o fogo veio a uma velocidade absurda e o herói não estava pronto, então o escudo se quebrou e ele foi lançado para trás.
– Minha vez, vaga-lume. — Dean levantou voo e começou a atirar com seus repulsores na cabeça de Drakon, mas por conta das escamas a pele dele era quase indestrutível. Damian também tento socar o vilão, mas sentiu sua mão latejar ao fazer isso, então ele começou a tentar levantar o dragão e ele estava quase conseguindo tirá-lo do chão, quando Ryan percebeu e bateu com sua calda no herói, o fazendo ser lançado na parede com toda a força.
Carol correu na direção de Corvo e começou a quebrar as correntes, enquanto Summer dava cobertura.
– Que história é essa de Terra 3 e de o seu nome não ser Jason Miller?! — ela gritou enquanto desamarrava ele — Você vai me explicar tudo isso mais tarde, ouviu?!
– Gente, discutam sua relação baseada em mentiras mais tarde. Precisamos encontrar os outros — Summer disse, se esquivando dos destroços que ora Damian, ora Dean deixavam cair quando se chocavam com a parede.
– Eu vou levar ele para o jato. Você tenta encontrar os outros — Carol ajudou Corvo a ficar de pé e andou com ele para o lado de fora. Summer correu até Henry e o ajudou a se levantar, indo com ele até a outra sala e deixando Damian e Dean lutando contra Drakon.
Cosmos viu a ruiva e o Lanterna indo para a sala ao lado e os seguiu calmamente, como se não houvesse uma batalha acontecendo bem ao lado dela.
Summer entrou na sala e viu Marlena, Franklin, Sombra e Leigh amarrados e usando capacetes que emitiam um brilho azul. Ela logo tratou de andar até Frank e tirou o capacete dele, que acordou rapidamente e com a respiração ofegante.
– Summer? O que houve? Cadê a Elena? — ele perguntou, ainda ofegante.
– Calma, a gente ta aqui. Henry me ajuda aqui! — quando ela se virou, viu que ele estava de joelhos e parecia lutar para ficar de pé. Cosmos estava atrás dele e parecia segura-lo no chão sem tocar nele.
– Não vai ser tão fácil. Eu ainda estou usando eles, mas se vocês quiser, eu posso dar uma leve demonstração. — Comos olhou para a porta e dois homens entraram. Eles usavam luvas grandes e pretas que eram iluminadas pelo mesmo brilho dos capacetes.
Summer lançou uma flecha em um deles, que ao erguer a mão fez um campo de força, assim como Marlena, então o outro fez uma espada de sombra e avançou para cima da heroína, que se defendeu do golpe usando seu arco. O segundo homem fez um movimento com as mãos e o Imaginary apareceu, logo o monstro correu na direção dela e lhe deu um chute nas costas, fazendo a ruiva cair no chão.
– Você roubou os poderes deles? — Henry perguntou, olhando para Cosmos, que sorria.
– Roubar é uma palavra feia. Na verdade eu peguei emprestado, assim como o gás do Espantalho, as armas do Stark e os arquivos do Batman.
– O que pretende fazer com isso? — o Lanterna sabia que seus constructors não eram presos pela gravidade, então se preparou para acertar ela com alguma coisa, mas a vilã também sabia disso.
– Não quero estragar a surpresa — ela pegou um pó que tinha em seu cinto. — Sabe qual é o maior inimigo da força de vontade? O medo. — dizendo isso, ela assoprou o pó no rosto de Henry e no momento em que sentiu o cheiro dele sua visão ficou turva e tudo a sua volta pareceu aumentado. Cosmos parou de aumentar a gravidade e o peso nas costas dele diminuiu, mas ele caiu no chão e começou a ver todos os seus amigos mortos no chão. Sentiu também uma pontada na cabeça e seu coração bater mais rápido.
– Não... — ele disse enquanto via a imagem que parecia real mas um pouco borrada.
– Aproveite suas visões. — Cosmos passou ao lado dos dois homens que usavam os poderes de Sombra, Leigh e Marlena para atacar Summer, que mal conseguia se defender, então viu nas imagens das câmeras de segurança algo surpreendente.
– Quantas vezes eu tenho que matar esse Devastador?! — ela gritou e subiu as escadas para o andar de cima onde ele e Ás estavam.
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