Notas iniciais
Outro cap. hoje pessoal :)

Espero que gostem!

Quando a equipe voltou para o Javelin, encontraram Franklin mexendo nos computadores. Ele se virou e viu todos entrarem, exceto Damian.

– Hum ... cadê o ... ?

– Nem pergunte! — Dean disse, revoltado.

– Tudo bem. — Franklin se virou e começou a pilotar o Javelin de volta para o Monte da Justiça. — Ninguém vai mesmo me contar o que houve? — ele tentou perguntar mais uma vez.

– O Damian ficou nervosinho e saiu da equipe — Caroline disse.

– Ele não pode ter feito isso sem motivo — Franklin olhou para Dean.

– O que foi? Por que eu tenho que ser o motivo de ele ter ido embora?

– Você foi. — Renata disse.

– Não foi só ele. — Marlena disse — Todos nós pisamos na bola. Nós estamos acostumados a fazer tudo sozinhos, mas isso tem que mudar. Somos uma equipe agora. Temos que ficar unidos. — todos pensaram bem no que ela disse. E chegaram a conclusão de que isso era o certo a se fazer.

– Você tem razão — Summer disse. — E nós não podemos deixar ninguém da equipe para trás. — ela sorriu. — Franklin, consegue rastrear o Damian?

– Já estava fazendo isso. — ele riu — Só estava esperando vocês se tocarem. — ele olhou para o monitor e se espantou com a localização.

– O que foi? — Lyra perguntou, se aproximando do painel.

– Ele está na Rússia — Franklin disse.

– Como ele chegou na Rússia em menos de meia hora? — Leena perguntou.

– Não sei, mas vamos descobrir. — ele disse, dando meia volta com o Javelin.

– Vocês vão mesmo me arrastar para a Rússia só para trazer o nervosinho de volta?! — Dean disse.

– Ouviu o que a Summer disse — Caroline se levantou — Ninguém fica para trás.

***

Depois de dezesseis horas de voo, eles chegaram a Rússia. Estava tão frio, que todos tiveram que colocar roupas mais quentes como: Sobretudo, luvas, tocas e sapatos para a neve. Com exceção de Leena e Corvo.

– Tudo bem — Franklin pegou um aparelho em seu bolso que mostrava a localização de Damian. — Aqui diz que ele está ... naquela montanha — ele apontou para uma montanha, cheia de gelo no topo.

– Ele só pode estar brincando com a gente! — Dean disse.

– Isso está muito estranho ... — Marlena disse. Nesse instante, ela sentiu alguma coisa segurar seu pé. Ela foi puxada e arrastada pela neve, até que deu de cara com Sombra.

– Perderam alguma coisa? — ela usou seu chicote de sombra para jogar Marlena em cima de Summer. — Talvez um ... morceguinho? — a vilã riu.

– O que você fez com ele? — Marlena gritou.

– Quer descobrir? — ela transformou seu chicote em uma enorme foice negra — Venha descobrir. — Marlena correu na direção dela, desviando dos golpes dados com a foice da vilã. Ela deu um chute no rosto de Sombra, mas a vilã usou a foice para fazer um corte no braço de Marlena, que caiu de dor. Sombra ergueu a foice para cortar a cabeça da heroína, mas algo congelou sua mão. Ela se virou, e viu uma menina de cabelos brancos e pele da cor da neve.

– Вон из моего города. (Saia da minha cidade) — a menina disse.

– Quem você pensa que é fedelha?! — Sombra gritou, e tentou acertar um chute na menina, que segurou a perna dela e a jogou para longe. — Vai ter volta seus pirralhos! — a vilã gritou, então entrou em uma sombra e desapareceu. A menina se virou para os heróis, que olhavam, espantados para ela.

– Кто вы? (Quem são vocês?) — ela perguntou.

– Nós não falamos russo — Dean disse.

– São americanos. — ela disse, com um sotaque que fez Dean e Caroline rirem.

– Sim. Eu sou Summer — a heroína se aproximou da misteriosa menina.

– Sou Natalie. Pode me chamar de Kältengel.

– Chamar de quê? — Caroline perguntou.

– Anjo gelado — ela disse, dando um sorriso — O que fazem aqui?

– Nosso amigo foi sequestrado. Precisamos salva-lo. — Marlena respondeu, usando um pedaço de pano para fazer um curativo no seu braço.

– O problema é: Ele está naquela montanha — Caroline apontou para o local.

– Eu posso leva-los até lá — Natalie disse.

– Seria ótimo. — Franklin disse. Então, todos foram para a grande montanha de onde vinha o sinal rastreador de Damian. Eles andaram por horas, até que chegaram a uma subida bem espessa.

***

No topo da montanha ...

Sombra e Ás viam que os heróis estavam quase chegando ao topo.

– Hora do plano B — Sombra pegou um detonador.

– Mas o Corvo está lá em baixo — Ás disse.

– Quem liga. Ele não vai fazer falta — ela apertou o botão do detonador.

***

Enquanto subiam, os heróis ouviram o barulho de algo explodindo. Quando olharam para cima viram uma grande avalanche vindo em suas direções.

– Leena! — Caroline gritou.

– Não consigo parar! É muito gelo! — ela disse.

– Nem eu — Natalie disse — Corram! — todos correram na direção oposta a avalanche. Quando olharam para frente, viram um grande penhasco. Marlena levantou voo e segurou Chiara no colo. Dean e Renata usaram um aparelho que seu pai inventou para chamar as armaduras, e elas chegaram rapidamente se unindo a seus corpos. Dean segurou a mão de Summer, e Renata segurou a de Natalie. Lyra levantou voo, com Leena e Franklin nas costas.

Caroline e Corvo corriam lado a lado, quando uma pedra de gelo acertou a cabeça dele, e ele desmaiou. Ela o colocou sobre o seu ombro, quando se virou, a avalanche estava a centímetros deles. Ela se virou para o lado e viu uma enorme pedra. Sem pensar muito, ela ficou atrás da pedra e sentiu toda a avalanche passar por cima deles. Ela fechou os olhos com força, e quando abriu, viu que estavam cercada de gelo. Ela tentou não tocar em nada, com medo que aquilo desabasse a qualquer instante.

– Pessoal? — ela falou pelo comunicador — Estão todos bem?

– Caroline?! Onde você está? — Leena perguntou.

– Debaixo do gelo. O Jason também está aqui. — ela olhou para ele, que ainda estava desacordado.

– Vamos encontrar vocês — Summer disse, desligando logo em seguida.

Depois de alguns minutos, Corvo começou a acordar. Ele olhou em volta e depois olhou para Caroline.

– Onde estamos? — ele perguntou.

– Debaixo do gelo. — ela disse, calmamente.

– Que ótimo — ele disse ironicamente. Ele se levantou e tocou na camada de gelo acima deles.

– Relaxa. Já estão vindo nos buscar. — ela disse, se levantando também.

– Tanto faz — ele disse, sem demonstrar nenhum sentimento. Quase uma hora se passou, e eles ainda estavam lá. Em algum momento, um apito soou vindo do pulso do Corvo. Ele enrijeceu e desligou o alarme.

– O que foi isso?

– Nada. — ele disse.

– Não pode ser nada.

– Se eu pedir para você não olhar o que eu vou fazer, você não olha? — ele disse. Ela levantou uma das sobrancelhas.

– Você precisa ir ao banheiro? — ela riu.

– Não. — ele ficou sério. — Esquece. — ele mexeu no seu cinto de utilidades e pegou uma seringa com um líquido azul. O mesmo que ela tinha visto no quarto dele. Ele tirou a tampa e injetou no braço. Primeiro sua expressão foi de dor, depois ficou séria e firme.

– Vai me contar agora? — ela perguntou. Ele pensou por um segundo, mas concordou.

– Eu criei essa fórmula para aumentar a minha capacidade mental. Mas ela tem efeitos colaterais. — ele disse.

– Que efeitos colaterais?

– Se você usa uma vez, não pode mais parar. Seu corpo fica viciado. — ele disse, usando um tom de raiva — Se eu não injetar isso em mim mesmo a cada doze horas, eu morro. — ela ficou espantada com isso. E depois, compreensiva.

– Mas, deve ter uma cura ...

– Não tem. — ele disse, secamente. Depois disso, houve um longo período de silêncio. Caroline começou a ficar com mais frio. Já estava exposta a neve a horas. Ela viu Jason se levantar e colocar sua capa em volta dela.

– Quem diria — ela disse — O cara durão tem sentimentos? — ela riu.

– Só não consigo pensar ouvindo o barulho do seu queixo batendo. — ele disse. Nesse momento, eles ouviram um barulho vindo de cima. Logo em seguida, o gelo acima deles derreteu, virando água. Eles viram Dean e Renata derretendo o gelo com seus propulsores.

– Vocês ficaram esse tempo todo sozinhos é? — Dean gargalhou.

– Cala a boca e me tira daqui! — Caroline disse. Summer a ajudou a subir, e Franklin ajudou Jason. — Por que demoraram tanto?

– Já viu quanta neve tem aqui? A gente olhou em cada buraquinho até chegar nesse. — Marlena disse.

– É melhor continuarmos. Logo vai anoitecer — Natalie disse, e todos a seguiram até o topo da montanha. No meio do caminho, Corvo puxou Caroline de lado.

– Aquela conversa nunca existiu — ele disse.

– Não esquenta. Eu prometo não contar para ninguém. — ela disse, devolvendo a capa dele. Eles chegaram ao topo, e se depararam com uma enorme porta de gelo.

– É bem a cara dela — Leena disse, pensando na irmã.

– Vamos logo com isso — Dean usou seus propulsores para explodir a porta.

– Tão delicado — Summer disse, entrando. Ela viu que Elena estava sentada em um trono de gelo no sim da sala.

– Que bom que chegaram. — a vilã disse.

– Cadê ele? — Marlena gritou.

– Está esfriando a cabeça — ela apontou para um lado da sala, onde Damian estava completamente congelado.

– Damian! — Marlena correu na direção dele, mas algo acertou sua barriga e ela caiu no chão.

– Eu acho que não mocinha — Ás disse, balançando seu cavalinho de chumbo.

– Mas me digam, o que acharam da performance dele? — Elena disse, olhando para Dama.

– Digna de um Oscar — a vilã riu.

– Uma salva de palmas para o nosso mais novo astro. Corvo — todos olharam para ele, que andou até o lado de Dama.

– Que ideia foi essa de derrubar uma avalanche em mim? — ele perguntou com raiva.

– Não fui eu — Dama disse. Summer ficou boquiaberta.

– Então ... você era mesmo ...

– Um vilão? — Corvo sorriu — É claro que sim.



Notas finais
Natalie/ Anjo Gelado: http://fimg2.pann.com/new/download.jsp?FileID=24828144