Novos Heróis - 3ª Temporada [Interativa]
20 Capítulo 20 - Alguém pela qual vale a pena lutar
Notas iniciais
Frank & Elena
Para piorar tudo, havia começado a chover. Elena estava encostada na parede ao lado da janela, vendo a chuva aumentar a cada segundo e as gotas de água logo cobrirem toda a vidraça. Ela se virou para trás, vendo Frank no banheiro, que ficava do outro lado do quarto. Ao andar até lá, ela o viu enfaixando um corte em seu abdômen que sangrava pouco, mas que parecia doer bastante.
– Você não me disse que estava ferido! — Elena gritou e se aproximou dele, o ajudando a colocar as ataduras que convenientemente estavam dentro de uma das gavetas do banheiro no quarto de hóspedes da Mansão Wayne.
– Não foi nada, o que importa é que vocês estão a salvo. — ele sorriu e colocou a mão no rosto dela, fazendo-a olhar em seus olhos.
– Esses dois vão pagar pelo que fizeram, pode ter certeza. Eu não vou deixar que eles quase matem nossos filhos e saiam com vida dessa história. — ela se levantou e andou para fora do banheiro, mas antes de se sentar na cama, se virou ao ver que ele havia dado uma leve risada. — O que foi?
– Para quem não queria ser mãe, agora você age como se quisesse muito. — Franklin se aproximou dela e se sentou ao seu lado na cama.
– Eu não queria no começo... A verdade é que eu já suspeitava que estava grávida, mas não queria admitir que podia ser verdade. Não é normal uma vilã ter um filho, principalmente com um herói.
– Ei, eu não ligo se você é uma vilã. Nossas equipes tem rivalidades, se odeiam, mas quando temos um objetivo em comum podemos trabalhar bem juntos, como fizemos quando você provocou uma invasão alienígena. — os dois sorriram ao se lembrarem do que havia acontecido naquele dia.
– Nessas horas eu queria ter aquele exército, assim eu mataria aqueles dois e seus aliados em um piscar de olhos, mas não, vocês tinham que atrapalhar tudo para "salvar o mundo". — a morena fez aspas com os dedos e sentiu a mão de Frank acariciar sua nuca e seu rosto bem próximo do dela.
– Nós vamos conseguir derrotá-los sem um exército e sem acatar as exigências deles. E depois disso, vamos dar um tempo nessa coisa de herói e vilão e cuidar dos nossos filhos. — Frank a beijou, levando uma de suas mãos para o ventre dela e o acariciando o local cuidadosamente
– Já sabe o sexo deles? — ela perguntou, ainda sentindo os lábios dele próximos aos seus. Frank deu uma risada e se afastou um pouco, olhando para o ventre dela e usando seu poder de empatia.
– Não tenho certeza, acho que são uma menina e um menino. — ele olhou novamente para Elena, que agora tinha um sorriso no rosto. — Já pensou nos nomes?
– Podemos pensar mais tarde — ela colocou a mão na nuca dele e o puxou para mais perto, unindo seus lábios mais uma vez.
Austin & Lyra
Lyra estava deitada na cama encarando a grande janela do outro lado do quarto. Ela estava distraída, mas ouviu o som da porta se abrindo e rapidamente se virou, vendo Austin entrar. Ele tinha seus cabelos loiros molhados, então ela deduziu que ele havia tomado banho, seu braço ainda estava engessado, porém seus demais ferimentos pareciam estar melhores.
– Caramba, aquele banheira parece uma piscina! — ele disse animadamente enquanto andava até ela. — E a privada parece uma banheira, não que eu tenha entrado na privada, mas nesse lugar tudo é grande. — o loiro se sentou ao lado dela na cama com um sorriso nos lábios, mas Lyra permanecia séria e isso fez o sorriso dele sumir por alguns segundos, voltando logo em seguida. — Quer surfar na banheira? Eu posso fazer pranchas de gelo. Faço tudo para ver um sorriso nesse seu rostinho, gata.
– Não estou no clima, Austin. — ela virou o rosto e penteou seus longos cabelos castanhos usando os dedos.
– Olha, o que aconteceu... Você vai conseguir superar, eu sei disso. — ele ficou em silêncio por alguns segundos. Sabia que aquilo era um assunto delicado e que não seria nada fácil de esquecer, mas ele ficaria ao lado dela.
– Eu quero matar aquele desgraçado... E eu vou, assim que eu o vir de novo e recuperar minha espada, vou esmagá-lo como um inseto! — Lyra sentiu algumas lágrimas escorrerem por seu rosto e o ódio por Aegir crescer dentro de si.
– Não, você não vai matá-lo. — Austin disse, calmamente, segurando a mão dela. — A Lyra que eu conheço nunca mataria alguém, mesmo que essa pessoa merecesse muito. Eu também quero acabar com ele, mas isso se resume a enchê-lo de porrada até o rosto dele ficar desfigurado.
– Será que você não entende que ele arruinou a minha vida! — ela olhou para ele, seus olhos castanhos cheios de lágrimas prontas para caírem, isso o fez sentir um aperto no coração.
– Ele só fará isso se você deixar, se ficar presa nessas lembranças nunca vai conseguir superá-las. Pode levar o tempo que for, mas eu quero que você saiba que eu vou sempre estar ao seu lado, seja como amigo ou... Namorado. — ele deu um sorriso tímido assim como ela, que soltou a mão dele e o abraçou, um abraço apertado e que ambos precisavam naquele momento.
Eles ficaram daquele jeito por alguns minutos até que ela se afastou o suficiente para seus rostos ficarem um na frente do outro. Austin levou uma de suas mãos até a bochecha dela e se aproximou ainda mais, sentindo seus lábios pressionados contra os dela, que eram quentes e macios. Não demorou para ele se afastar novamente, e logo viu o pequeno sorriso no rosto dela.
– Então... Quer surfar na banheira agora? — ele sorriu e ela riu, pegando um travesseiro e jogando na cara dele. — O que? É divertido!
Lyra pensou um pouco para em seguida se levantar, vendo Austin fazer o mesmo.
– Vamos logo, picolé. — os dois riram e ele fez uma enorme prancha feita de gelo.
– É assim que eu gosto de ver, sempre sorrindo. — o loiro colocou a mão na cintura fina da castanha, a puxando para mais perto e unindo seus lábios, dessa vez de forma mais profunda. Cedo demais, ele se afastou e correu para o banheiro. — Eu vou primeiro!
Lyra apenas revirou os olhos e o seguiu.
Sombra & Devastador
Devastador levou quase uma hora para tirar todas as armas de seu corpo, as deixando em uma mesa ao lado do banheiro. Uma katana, duas submetralhadoras, três pistolas, munição extra, cinco facas, um facão e algumas bombas pequenas. Tudo o que ele ainda não havia usado até o presente momento.
Ele se virou e viu Sombra saindo do banheiro, penteando seus cabelos negros com uma escova feita de sombras.
– Tem certeza que tirou tudo? — ela debochou, vendo a quantidade de armas que ele carregava.
– Eu tinha mais, só que deixei na base. — ele deu um leve sorriso e andou na direção dela. — Como estão seus ferimentos?
– Não foram muito graves. — ela parou de pentear seu cabelo e a escova se desfez. — Você fica muito sexy quando se preocupa comigo.
Devastador sorriu e se aproximou dela, colocando a mão em sua cintura enquanto observava o sorriso malicioso nos lábios da morena.
– Tenho certeza que sim. — ele então a beijou profundamente, a empurrando contra a parede e deslizando suas mãos pelo corpo dela. Sombra apertou o braço musculoso de Devastador sentindo o corpo dele ser pressionado contra o seu, então levou uma de suas mãos para dentro da camisa preta que ele usava, subindo até chegar no seu peito. Ela parou de beijá-lo quando sentiu uma atadura do lado esquerdo do peito do namorado.
– O que foi isso? — perguntou, sabendo que ele não havia feito aquilo na explosão.
– Não foi nada demais. — ele disse, mas ela não acreditou, então pressionou seus dedos contra o ferimento, fazendo-o gritar de dor e quase cair no chão.
– Nada demais, não é? — Sombra revirou os olhos e o ajudou a ficar de pé, o levando até a cama.
– Alice, eu... — ele tentou explicar, mas ela o interrompeu.
– Como fez isso?
– Tive uma luta com a Cosmos e ela tentou me matar, mas não conseguiu. — ele colocou a mão no peito e respirou fundo, sentindo uma dor absurda no local do ferimento.
– Que droga, Adam, é a quarta vez que você quase morre e não ia me contar nada!
– Eu sabia que você iria descobrir, só não queria falar sobre isso agora, depois de quase termos sido mortos.
– O problema é que uma hora eu vou me cansar de ver você procurando maneiras diferentes de morrer! Eu também sou uma vilã e não vou para o hospital à cada duas semanas.
– O que eu faço é matar pessoas por dinheiro, se você ainda não percebeu, é um trabalho perigoso e eu gosto disso! Me desculpa se eu faço você se preocupar comigo, mas você não precisa.
– Quem disse que eu me preocupo? Eu só acho que vai ser difícil achar outro namorado.- ela sorriu com o canto dos lábios assim como ele, então colocou as duas mãos na cintura. — Tudo bem, talvez eu me preocupe um pouquinho com você.
– Nossa, isso vindo de você é quase um "eu te amo". — ele se levantou, mas ela o empurrou, fazendo-o cair de costas na cama.
– Querido, isso não prova que eu te amo. — ela ficou em cima dele e engatinhou até seus lábios se encontrarem em um beijo rápido. — Mas eu posso fazer muitas coisas que provam.
Ao ouvir isso, ele sorriu e a puxou para outro beijo, dessa vez mais longo e feroz.
Dean & Summer
Na sala de treinamento, Dean deu um soco na tábua de madeira na sua frente, fazendo a mesma se rachar e mais um soco bastou para que ela se quebrasse ao meio. Ele respirou fundo e olhou em volta, vendo quase vinte tábuas de madeira quebradas no chão.
– Dean já tem mais de um hora, pode parar, por favor? — Summer disse, se aproximando dele.
– Outra. — ele disse, vendo uma mão robótica descer do teto com outra tábua de madeira, então o herói deu outro soco, dessa vez com sua mão de metal, vendo a tábua se partir quase que instantaneamente.
– Todos nós sabemos como você está, mas não vai se sentir melhor fazendo isso!
– Pior é que vocês não sabem como eu estou. Nenhum de vocês sabe como eu me sinto, se soubessem, me diriam quem a matou. — ele olhou para ela, sério. A ruiva suspirou e desviou o olhar.
– Dean, se nós contássemos você faria uma bobagem... Todos nós queremos vingar a morte da Renata, mas não dessa forma.
– De que outra forma eu poderia fazer isso?! — gritou, fazendo-a ficar em silêncio por alguns segundos. — Ninguém me disse que ela estava lá, ninguém me contou que minha própria irmã estava em perigo! Se tivessem me dito eu teria conseguido salvá-la, mas não... Agora ela está morreu.
– Nós também não sabíamos! Se soubéssemos com certeza teríamos abandonado toda a missão só para salvá-la, você sabe disso. Eu daria a minha vida pela dela, todos nós daríamos. Por que está agindo como se fosse o único que a perdeu? Pensa no Henry, Pepper, Tony, Chiara, Leena, em todos que estão sofrendo... Principalmente eu, que além de perder minha melhor amiga estou perdendo você!
Ela o encarava com seus olhos azuis repletos de lágrimas, odiava vê-lo daquela forma. Dean sabia que ela estava certa, mas não conseguia parar de sentir ódio de tudo a sua volta, quando na verdade sentia ódio de si mesmo por não estar com sua irmã quando ela mais precisou.
O herói andou na direção de Summer e colocou sua mão na lateral do rosto dela, usando seu polegar para limpar uma lágrima que escorreu de seus olhos.
– Você não vai me perder. Eu só voltei por sua causa, porque eu te amo e eu aprendi, da pior forma, a não abandonar as pessoas que eu amo. — essas palavras fizeram a ruiva chorar mais, o abraçando com força. Ele envolveu seus braços ao redor dela e retribuiu o abraço, ficando daquela forma por longos minutos.
Quando se afastaram, ambos olharam fundo nos olhos um do outro e Summer deu um pequeno beijo nele, em seguida segurou sua mão e o puxou para fora da sala de treinamento. Dean ficava surpreso em como ela era uma das únicas pessoas que o fazia perceber quando estava errado.
Jason & Carol
Jason, agora sem a máscara, estava deitado no sofá com o braço sobre os olhos, apenas pensando no que a loira sentada do outro lado do sofá iria lhe dizer. Ela estava calada há uma hora, e isso já havia começado a deixá-lo angustiado.
– Por que ainda está aqui? — perguntou, olhando para ela.
– Precisamos conversar. — ela se levantou e andou até ele, ficando parada na sua frente.
– Estou dormindo. — ele fechou os olhos, mas logo sentiu a mão dela em seu ombro, e quando se deu conta havia sido jogado para fora do sofá e estava de cara no chão.
– Por que nunca me disse que era da Terra 3?
– Você não precisava saber. — Jason deu um leve gemido de dor ao se levantar, tentando evitar contato visual com ela.
– Mas agora eu preciso. Por que a Cosmos e o Drakon querem esse aparelho de atravessar dimensões? Pensei que eles só quisessem conquistar esse mundo.
O vilão deu uma risada forçada e se virou para ela, já sabendo que aquela pergunta viria.
– Eu me perguntei isso também, mas depois vi que eles só estão trabalhando no plano B. Agora que a ideia das armas e de roubar os nossos poderes não deu certo eles planejam algo ainda maior, por isso eles precisam da espada e do aparelho de viagens interdimensional, para o plano B. — ele passou a mão por seus cabelos e respirou fundo. — O problema é que eu não faço ideia de que plano é esse.
Carol cruzou os braços e ficou um longo tempo encarando os olhos dele, ambos permaneceram calados até que ela resolveu perguntar:
– Por que deixou a Terra 3?
– Porque aquilo era um inferno! — ele gritou, andando até o outro lado da sala e pensando no que iria dizer, já que haviam diversas maneiras de ele contar aquilo para ela. — Eu fui criado por dois super vilões psicopatas, eles me fizeram começar a treinar com sete anos de idade e nunca demonstraram nenhum tipo de afeição por mim. Na Terra 3 não existem mais super heróis, todos foram mortos, não tinha nada que eu pudesse fazer lá, por isso eu vim para cá. Para sair da sombra dos meus pais e criar a minha própria reputação de vilão, mas eu não esperava...
Ele praticamente se forçou a parar de falar, deixando a loira curiosa. Ele deu alguns passos na direção dele, olhando fixa e profundamente nos olhos de Jason.
– Não esperava o que? — perguntou, tendo silêncio como resposta, até que ele resolveu falar.
– Me apaixonar por uma heroína mandona e curiosa. — ao ouvir isso, Carol deu uma risada forçada e começou a andar pela sala.
– É estranho ouvir você falar isso, porque pelas minhas lembranças do nosso namoro, você era frio, muitas vezes arrogante e depois que fizemos um ano ficou ainda mais difícil de nos vermos, você nunca ficava em um lugar só, nunca ficava comigo! Foi por isso que eu terminei, pois eu percebi que você preferia estar em qualquer lugar do que comigo.
Ele andou na direção dela, colocando a mão em seu ombro e a virando para si. A loira sentiu os braços fortes dele ao redor de seu corpo, fazendo suas mãos ficarem em seu peito e deixando seus rostos muito próximos.
– Eu me afastei de propósito, Carol, porque eu sabia que você merecia alguém melhor. O único problema é que nos anos em que ficamos separados você não ficou com ninguém. — ele sorriu e ela ficou irritada, o empurrando com força e o deixando contra a parede.
– Mesmo depois que terminamos você continuou a me vigiar, seu maluco?! — a loira tentou não falar alto, porém sua raiva falou mais alto do que a razão e ela praticamente gritou.
– Fiz isso porque não conseguia tirar você da minha cabeça, assim como eu sei que você não conseguiu me tirar da sua. — o sorriso no rosto dele só a fazia ficar com mais raiva, por mais que não quisesse admitir, ele estava certo.
Ela cerrou o punho direito e o ergueu, se preparando para dar um soco nele. O vilão poderia ter segurado a mão dela ou a jogado no chão, mas resolveu esperar para ver o que ela faria.
A loira ficou alguns segundos parada até que se deu por vencida e abaixou a mão. Jason não esperou pela próxima reação dela, no momento em que a loira baixou a guarda ele segurou seus dois braços e a puxou para junto de si, unindo seus lábios. Os mesmos pareciam se encaixar perfeitamente, quase como se fossem feitos um para o outro, movendo-se em completa sintonia enquanto o beijo ficava cada vez mais profundo.
Damian & Marlena
– Marlena, deixa eu entrar.
– Não! — gritou a loira, fazendo-o suspirar, irritado. Já fazia mais de uma hora que ele estava parado na porta pedindo para que ela abrisse a porta, mas Marlena era mais cabeça-dura do que ele, então isso seria bem difícil.
– Marlena, esse quarto é meu, abre a porta! — ele gritou, tentando girar a maçaneta e abrir a porta, mas a mesma permaneceu trancada.
– Tô nem aí! — gritou de volta. — Por que não desce pra bat-caverna e dorme lá? Fazia isso várias vezes sem eu saber quando a gente namorava.
– Nós ainda estamos namorando! Não seja infantil, Marlena, abre a porta! — ele detestava vê-la daquela forma, e tinha muito o que explicar, porém ela não facilitava nadinha.
– Pelo amor de Deus! São três da manhã! — gritou Chiara, saindo do quarto que ficava na frente do dele e dando um soco na maçaneta, que caiu no chão em pedaços. — Entra lá, conversa com ela e depois calem a boca! — dizendo isso, a pequena virou as costas e voltou para seu quarto, deixando Damian, boquiaberto, sozinho no corredor.
O herói se recuperou daquele susto e empurrou a porta, vendo a loira sentada no chão ao lado da cama. Ele encostou a porta e andou até ela, se sentando ao seu lado.
– Eu te odeio. — disse ela, sem olhar para ele.
– Também me odeio as vezes, na maioria quando faço besteira e chateio você. — o moreno olhava fixamente para ela, que escondia seu rosto atrás da grande franja que quase cobria seu olho esquerdo. — Foi errado esconder tanta coisa de você, mas quando descobri sobre seu passado eu não pensava que ficaríamos juntos.
– Não precisava ter me investigado, podia ter perguntado pra mim. Eu não estou magoada porque você sabe, mas sim porque você nunca me disse que sabia e precisou que aquela vadia me contasse. — ela levantou o rosto, usando as costas de sua mão para secar algumas lágrimas em suas bochechas. — Ah, e pra justificar ainda mais o meu ódio por você, eu ainda peguei você beijando a Cosmos, no nosso apartamento!
– Ela me beijou!
– Então porque você não foi atrás de mim? — ela aumentou o tom de voz ao dizer essa frase. — Eu realmente tentei dizer a mim mesma que aquilo foi mentira, que ela havia te beijado, mas quando você não veio atrás de mim... Tive certeza de que não era mentira.
– Eu tentei, só que eu não consegui sair do lugar! Ela deve ter feito algo comigo, isso não é óbvio?!
– Se me dissesse isso antes eu acreditaria, só que eu não confio mais em você. — dizendo isso, a loira se levantou e andou na direção da porta, ouvindo os passos dele atrás de si, então sentiu as mãos dele segurarem seus ombros e em seguida sentiu suas costas baterem contra a parede.
– Se eu quisesse a Cosmos eu estaria com ela agora e não aqui tentando fazer você voltar para mim, não acha? — perguntou ele, segurando-a pelos ombros sem usar força. — Você sabe que eu nunca vou deixar de te amar, pensei que esses cinco anos que ficamos juntos tivessem provado isso. Não vai se ver livre de mim tão fácil porque eu não vou desistir de você!
Marlena encarou os olhos azuis escuros de Damian, vendo completa sinceridade em tudo o que ele havia dito. Ela fechou os olhos por alguns segundos e respirou fundo, logo olhando para ele novamente com uma expressão séria.
– Você é a pessoa mais teimosa e irritante que eu conheço! — gritou, dando um soco não tão forte no peito dele. — Mas eu não consigo mais perder as pessoas que eu amo.
Damian ficou em silêncio, apenas encarando os belos olhos azuis da loira.
– Eu acho que Renata não foi a primeira perda... Não quero admitir, mas estou com medo. Cosmos e Drakon tem outro plano, do contrário não iriam pedir a espada da Leena, seja lá o que forem fazer, eles não se importam por cima de quem irão passar.
– Damian, eles são dois malucos! Não podemos deixar que consigam o que querem, mas por essa noite, tenta descansar...
Ela hesitou, mas levou uma das mãos ao rosto dele e acariciou sua bochecha com seu polegar. Damian colocou a mão sombre a dela e fechou os olhos, sentia falta do seu toque suave e de tê-la por perto. O herói deslisou sua outra mão pelas costas da loira até chegar a sua nuca, onde correu seus dedos entre os fios dourados dela.
Marlena o viu se aproximar e não tentou afastá-lo, queria ser forte e continuar longe dele, mas aquilo era uma tortura para ambos. Quando seus lábios se tocaram, a loira não hesitou em corresponder o beijo, entreabrindo os lábios para torná-lo mais profundo.
Damian a beijava de forma intensa e sedenta, sem nem querer parar para respirar. Ele então se viu empurrando-a contra a parede com certa força, a fazendo bater com a cabeça e subitamente parar o beijo, abrindo os olhos. O herói abriu a boca para se desculpar, mas parou ao vê-la dar uma risada.
A loira colocou as mãos nos ombros dele e o empurrou, usando sua força, para a outra parede do quarto. O moreno sentiu suas costas baterem contra uma prateleira de vidro que havia na mesma, fazendo-a se quebrar.
Damian não se feriu, apenas deu uma leve risada e Marlena fez o mesmo, em seguida voltando a beijá-lo. Ele colocou as mãos na cintura fina dela e a ergueu, sentindo suas pernas se enlaçarem em seu tronco. O herói a levou até a escrivaninha e colocou a loira sentada ali, a empurrando com força contra o computador e pressionando seu corpo contra o dela.
Marlena tirou a camisa dele com um movimento rápido e jogou a mesma no chão. Ao invés de voltar a beijar os lábios da loira, Damian distribuiu beijos suaves em seu pescoço. A heroína colocou as mãos sobre a escrivaninha e fechou os punhos, arrancando um grande pedaço de madeira que ali estava.
Ela empurrou o moreno para o chão, mas ele logo a empurrou de volta, dessa vez na direção do teto. Como ambos podiam voar, não foi difícil para eles ficarem lá em cima, mas a força com que ele a empurrou fora tão forte que provocara centenas de rachaduras e um barulho alto.
Eles voltaram a se beijar de forma intensa, as mãos dele já tocavam a pele dela por dentro da blusa, que foi removida de forma lenta e torturante para a loira. Marlena então usou os pés para dar um impulso e o empurrou em direção ao chão, acidentalmente atingindo a cama e a partindo ao meio por conta do impacto de seus corpos.
Os dois deram uma leve risada, mas pararam ao ouvir um grito vindo do lado de fora.
– Eu vou matar vocês! Parem de fazer barulho. Se quiserem se matar façam isso lá fora! — Chiara gritou de seu quarto, fazendo os dois heróis rirem mais.
Seus olhos se encontraram e Damian a beijou de forma suave, deixando suas mãos passearem pelo corpo dela. Agora ambos sentiam-se mais confiantes e fortes, pois tinham alguém pela qual vale a pena lutar.
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