Notas iniciais
Hey guys! Back after a while :3 Sei que sentiram falta das atualizações, mas com tantos feriados a preguiça tomou conta de mim novamente u.u Eu fiquei três dias sem fazer absolutamente nada e, eu tenho que dizer, foi MUITO BOM! Hahahaha Recomendo. Mas, vamos ao que interessa: A fic! Esse capítulo tá bem emotivo e vai mostrar dois lados da moeda. Com isso eu quero dizer que vai mostrar que os heróis também podem ser sombrios as vezes. Como um dos meus leitores favoritos me disse em um dos comentários: "Basta que uma peça seja derrubada, que uma pessoa querida morra, para que até a pessoa mais bondosa vire um monstro." - Superman/ Super Sam xP Obrigada por me lembrar dessa frase tão bela, que define exatamente o que nós quisemos fazer nesse capítulo.

Damian dirigia o carro na direção da Mansão Stark em Miami, acompanhado de Summer e Marlena, que também queria saber se Dean estava bem, apesar de já saberem a resposta. Ao chegarem à nova construção gigante e branca em cima da montanha, ele estacionou o carro e o três saíram, andando na direção da porta de vidro e logo vendo Tony a abrir.

– Onde ele está? — Damian perguntou, entrando junto com as garotas. Antes que o bilionário respondesse, todos ouviram uma grande explosão vinda do andar de baixo que fez a casa toda tremer.

– Lá em baixo. — Stark respondeu, andando com eles na direção da porta que levava a garagem. — Ele hackeou o meu sistema de segurança e agora não me deixa entrar.

Damian revirou os olhos e andou até a porta, vendo a pequena tela touch se acender na porta de vidro e uma voz familiar falar:

– Lamento, senhor Wayne, Dean não quer que ninguém entre. — disse a voz robótica de Jarvis.

– Diga que sou eu e que quero falar com ele. — Damian disse, esperando pela resposta.

– Tudo bem.– Jarvis levou apenas dois segundos para obter a resposta e fez um replay com a voz de Dean. – "Caí fora".

É melhor você ir lá, Damian. — Summer disse, olhando para ele, apreensiva.

– Ele me odeia, como eu posso ajudá-lo a sair dessa? — Damian encostou as costas na parede ao lado da porta e ficou encarando as duas heroínas.

– Você já brigaram no passado... e no presente. Provavelmente no futuro também, mas você é o mais próximo que ele tem de um amigo. — Marlena disse, e por mais que ele não quisesse admitir, isso era verdade. Ele se aproximou da porta e passou a mão sobre ela, vendo a grossura do vidro para poder quebrá-lo.

– Esse vidro é reforçado usado em carros blindados e aperfeiçoado por mim, acho que não é uma boa ideia tentar... — antes que Tony terminasse, Damian deu um soco na porta e depois um chute, fazendo o vidro blindado se estraçalhar. — Filho da Mulher-Maravilha... Eu sempre me esqueço.

Damian tirou alguns cacos de vidro do caminho e desceu as escadas, logo ouvindo aquela explosão novamente e sentindo o chão da mansão tremer. Ele andou mais rápido e arrombou a outra porta de vidro reforçado que o impedia de entrar na garagem, vendo que haviam várias armaduras destruídas espalhadas pelo chão e uma máquina grande de metal que estava destruindo elas, mais parecida com um canhão.

– Eu mandei você cair fora. — Damian viu Dean sentado em uma cadeira perto da escrivaninha e dos computadores, segurando um controle que parecia ser da máquina. Ele também viu duas garrafas vazias de vodka em cima da mesa.

– O quê você está fazendo? — Damian perguntou, olhando para a máquina que destruía as armaduras com uma explosão enorme.

– Destruindo as armaduras dela. Ela não vai mais precisar mesmo. — Dean respondeu com frieza e se virou para ele.

– Nós precisamos que você volte. Eu quero que todos fiquem juntos para não correr o risco de...

– De eles me encontrarem? — Dean deu uma risada forçada. — O que você acha que eu quero? Eu estou esperando por eles.

– Pra quê? Ser morto tentando se vingar pela morte da Renata?! Acha que ela iria querer isso? — Damian gritou.

– Não tenta me dizer o que ela iria achar disso, ela está morta! — Dean gritou de volta. Damian viu que haviam lágrimas nos olhos dele e isso o fez se sentir mal. — Por que você não me disse que ela estava lá?

O herói respirou fundo antes de responder e olhou para o chão, tentando pensar em uma resposta que não deixasse ele com mais raiva do que já estava.

– Nem eu sabia, a principio, mas pouco antes de nós sairmos eles mandaram uma mensagem para o Henry. Eu não queria que você agisse por impulso, como sempre faz, então eu não te disse. — agora que ele havia dito isso em voz alta, percebeu o quanto soou estúpido. — Não foi a melhor das minhas ideias, eu não tenho sido um bom líder, mas agora nós precisamos ficar juntos.

– Você tem razão, é um péssimo líder. — Dean andou na direção dele. — Agora eu não quero ficar com os outros, eu quero ficar sozinho para que eles venham até mim.

– E o que você vai fazer quando eles chegarem? — Damian perguntou, com raiva só de pensar que ele poderia fazer aquilo.

– Eu mataria apenas quem matou a minha irmã, mas você se recusa a me contar quem foi. — Dean cruzou os braços enquanto olhava fixamente para ele.

Damian não havia contado quem matou Renata para que ele não fizesse nenhuma besteira, mas uma hora ele iria descobrir.

– Eu não quero que você faça algo de que vai se arrepender depois. — subitamente, Damian sentiu Dean segurar o colarinho do casaco preto que ele usava e o empurrar com força contra a parede.

– Acha mesmo que eu vou me arrepender por isso? A última coisa que eu vou sentir depois de matar o assassino dela é arrependimento.

– Matar quem matou ela não vai te deixar com menos raiva ou fazer você se sentir melhor... Você só vai se sentir pior e quando cruzar essa linha, matar alguém, não tem mais volta. — Damian disse, logo em seguida o silêncio preencheu a sala, até que Dean disse:

– Que assim seja. — ele soltou o colarinho do casaco de Damian e deu alguns passos para trás.

– Ela teria vergonha de ouvir você falando isso. — antes que Damian percebesse, sentiu que havia levado um soco forte no rosto. Logo em seguida, Dean começou a desferir uma série de socos no rosto do herói, que não revidava nenhum deles. Ele só parou de socar o rosto de Damian quando viu sua mão esquerda suja de sangue.

Dean então se afastou dele, andando para trás até que sua perna encostasse em um dos carros que havia ali perto. Ele viu o lábio de Damian sujo de sangue e o lado direito do seu rosto vermelho, com vários hematomas onde havia levado socos do braço de metal de Dean.

– Se sente melhor depois disso? — ele perguntou, limpando o sangue que escorria de sua boca. Dean permaneceu calado e olhando para o chão. — Nós precisamos do velho Dean de volta.

– Ele morreu com ela. — ele cuspiu essas palavras, segurando as lágrimas que insistiam em tentar cair de seus olhos. Damian andou na direção da porta e saiu, deixando-o sozinho lá. Ele sabia que Dean precisaria pensar no que ele havia dito, e daria a ele o tempo necessário, mas também ficaria de olho nele com uma câmera microscópica que ele havia colocado na parede antes de sair.

Dean passou sua mão esquerda em seu rosto e andou na direção da escrivaninha novamente, vendo uma foto de Renata ao lado do computador. Ele pegou a foto e ao ver o sorriso no rosto dela, ele sentiu que não conseguia mais impedir que as lágrimas caíssem.

Dean jogou a foto para longe, não querendo aceitar que a havia perdido de forma tão repentina e brutal, então deu um chute na escrivaninha e a derrubou, fazendo com que todos os computadores se quebrassem e com que o viro das telas se espalhassem pelo chão. Ele se sentou no meio dos cacos, sem ligar se algum deles o cortasse, e colocou as duas mãos no rosto. Era a primeira vez que ele se permitia chorar desde que sua irmã havia morrido.

(***)

Damian estava dirigindo o carro enquanto segurava um papel em seu nariz, que havia começado a sangrar depois de tantos socos que recebera. Summer e Marlena haviam ficado chocadas com o estado do rosto dele, mas como o herói não havia dito nada, elas acharam melhor não perguntar.

– Para aonde vamos? — Marlena perguntou, vendo que ele não estava indo para o Monte da Justiça.

– O Henry costuma vir aqui quando está com raiva. É o único lugar que deixa ele calmo. — respondeu, estacionando o carro perto da praia perto de uma floresta. O local estava completamente vazio, mas no cais eles podiam ver que havia alguém de pé, olhando para o mar. Damian saiu do carro e as duas fizeram o mesmo, mas ficaram esperando por ele ali mesmo. O herói caminhou até o cais e se aproximou de Henry, que estava de costas para ele.

Damian parou ao lado dele, sem dizer nada, apenas encarando o mar assim como o amigo.

– O que houve com o seu rosto? — Henry perguntou, olhando para ele.

– Eu conversei com o Dean... Ele ainda está tentando esconder as emoções e isso deixa ele com raiva. — respondeu, também olhando para o Lanterna Verde. — Eu sinto muito pelo que aconteceu.

– Eu sei... E também sei porque está aqui. Pra me dizer que matar o Drakon não vai trazer ela de volta e nem me fazer sentir melhor, mas eu já sei disso. — Henry olhou novamente para o mar, suas duas mãos dentro do bolso de seu casaco marrom. — Eu quis matar ele no momento em que eu percebi que ele iria puxar o gatilho. Meus contructors não são afetados pela gravidade, eu poderia ter usado um deles para salvar ela, mas na hora... Na hora eu não consegui. Fiquei com medo, raiva e, como todas as vezes em que eu via Renata, senti amor. Minhas emoções se misturaram e eu não consegui usar o anel.

Damian ouvia atentamente o que ele dizia, vendo a expressão de tristeza do amigo ao revelar aquilo. Henry tirou uma das mãos do bolso e a abriu, mostrando um anel dos Lanterna Vermelhos nela. Ao ver aquilo, Damian suspirou e balançou a cabeça em sinal negativo, pois sabia que se ele colocasse o anel, seria tomado pelo ódio e faria de tudo para vingar Renata.

– Henry...

– Eu não aceitei. — ele o interrompeu, colocando o anel novamente em seu bolso. — Só queria que você soubesse o nível da raiva que eu estou sentindo. Do quanto as minhas emoções estão misturadas agora. — ele respirou fundo e andou um pouco pelo cais. — Eu não posso voltar a ser o Lanterna Verde. Não agora.

– Sim, você pode. — Damian andou até ele. — Eu sei que você consegue controlar isso. Você recebeu o anel dos Lanternas Verdes por causa da sua força de vontade ser maior do que a de muitos na Terra, e não apenas pelo fato de o seu pai ter sido um Lanterna. Eu desejaria ter essa força de vontade, mas eu não tenho. Ninguém mais na Terra tem. Só você.

– O problema é que eu não sinto mais nada. Aquela força de vontade que havia dentro de mim se apagou e eu não consigo mais usar o anel... Eu já tentei. — disse Henry, com tristeza na voz.

– "No dia mais claro, na noite mais densa..." Isso é o que o juramento dos Lanternas Verdes diz. Isso significa que sua força de vontade vai estar presente nos momentos mais felizes e nos mais obscuros. Você precisa procurar um pouco mais. — Damian disse, esperando conseguir fazer com que ele deixasse um pouco da tristeza de lado, mas antes que pudesse dizer alguma coisa, seu comunicador tocou.

Damian!– Marlena gritou. — A Natalie ligou e disse que a Chiara está quase matando a Elena. A Carol tentou segurar ela, mas a Chiara nocauteou ela, repetindo, nocauteou ela!

Tudo bem, estamos indo. — disse ele, olhando para Henry.

– O que aconteceu? — o herói perguntou.

– Problemas com a Chiara. Olha, você não precisa usar o anel, mas eu prefiro que fiquemos todos juntos no Monte da Justiça, por precaução. Não quero mais ninguém ferido.

Henry pensou um pouco e então assentiu, seguindo o herói até o carro para que eles pudessem voltar para o Monte da Justiça.

(***)

Assim que chegaram, viram Lyra e Leena segurando Chiara, que tentava partir para cima de Elena. Austin estava encostado na porta, rindo da situação, e ao ver Henry, andou até ele.

– Como você está? — o Lanterna perguntou, dando um leve sorriso para o loiro.

– Foram só alguns arranhões, to legal. — respondeu. Seu braço esquerdo ainda estava enfaixado e ele ainda tinha alguns hematomas na cabeça.

– O que aconteceu? — Summer perguntou, olhando apavorada para Chiara.

– A Elena tava falando mal da Renata, a Chiara se enfureceu e tentou bater nela, mas a Carol e a Nat tentaram segurar ela. Ai a Chiara deu um soco acidental e nocauteou a Carol, coisa que foi bem impressionante, já que eu não sabia que ela era tão forte. Agora a Lyra e a Leena estão segurando ela enquanto o Franklin ta tapando a boca da Elena. — Austin explicou e os quatro entraram na sala de estar.

Elena estava de braços cruzados enquanto Frank mantinha sua mão na boca dela e Lyra conseguia deixar Chiara mais calma.

– Uma hora, eu saio por uma hora e vocês quase se matam. — Damian massageou sua têmpora direita, sentindo dor de cabeça após aquele dia.

– Ela começou! — Chiara gritou e apontou para Elena, que balbuciou algo que fora abafado pela mão de seu noivo.

Nesse momento, Carol, que estava desmaiada no sofá, acordou, olhando em volta.

– O que aconteceu? — ela perguntou, passando a mão no rosto, que doía após o soco.

– Nem queira saber. — Summer andou até ela e se sentou ao seu lado.

– Ah, eu preciso de água. — Carol se levantou e andou até a cozinha.

Damian estava indo na direção da sala de comando quando viu uma pequena luz vermelha perto da quina da parede. Ele viu a luz começar a piscar e logo viu que era uma bomba. Antes que ele pudesse avisar, ela explodiu, o jogando para longe e o fazendo bater com as costas na outra parede. E não fora apenas uma bomba que explodira, foram nove. Nove bombas implantadas em cada canto do Monte da Justiça. As explosões pegaram todos de surpresa, e a força delas os fazia serem zunidos para lados aleatórios, sem contar com os destroços do local que caíam sobre eles.

Um minuto depois, estava tudo destruído e todos os heróis caídos no chão. Damian empurrou uma pedra grande, que havia caído em cima dele, para o lado, tentando se levantar, mas logo sentindo uma força lhe empurrar para o chão. Ele já sabia quem havia feito aquilo.

Quando a fumaça baixou, os heróis e vilões que ainda estavam acordados viram Cosmos se aproximar com vários homens armados, cada um apontou suas armas na direção da cabeça dos heróis e vilões caídos enquanto ela andou na direção de Damian e se abaixou.

– Eu sou uma pessoa muito boazinha. — Cosmos sorriu. — E foi por isso que eu decidi dar uma chance para vocês de me entregarem a espada e o aparelho de viagens interdimensionais.

Damian tentou se levantar, mas a força em suas costas aumentou, fazendo-o ficar com o rosto colado no chão.

– Nem... morto. — foi o que ele disse, com dificuldade por causa da poeira e da fumaça que estavam no ar.

– Eu esperava que dissesse isso, então eu vou ter que continuar com o meu plano. — ela se levantou. — Você teve sua chance, filho do Batman, agora sofra com as consequências. Lembre-se, um aviso já foi, agora eu darei o próximo. — ela deu uma risada e andou para longe dele, ficando no meio do local, agora destruído. — Ah, e como vocês devem ter notado, as bombas foram implantadas por alguém aqui de dentro. Então, há um traidor na equipe. Tentem descobrir quem é.

Dizendo isso, ela saiu de lá, junto com seus homens. Damian, Devastador, Sombra, Marlena e Chiara foram os únicos que se levantaram, por mais que estivessem feridos, eles pareciam melhores que os outros. Damian olhou para eles, pensando se poderia mesmo haver um traidor entre eles, mas se houvesse, ele iria descobrir.

Notas finais
Eu sei que a casa do Stark foi destruída no Iron Man 3, mas eu amava aquela casa! Achei uma sacanagem derrubarem ela, então, como eu sou a autora, decidi colocá-la de volta hehehehe :3 Será que tem um traidor? E se tem, quem pode ser?? Espero que tenham gostado! That's all, folks!