Novos Heróis - 3ª Temporada [Interativa]
14 Capítulo 14 - Recordar é morrer: Parte 2 Final
Notas iniciais
Devastador e Ás correram pelo corredor vazio, checando todas as salas que haviam a procura de Sombra e Leigh, mas não havia nem sinal deles. Os vilões já haviam matado facilmente todos os guardas que tentavam os impedir e de tantos que já haviam matado, Ás estava sem mini bombas.
– Já olhamos em toda parte! Onde eles podem estar? — a vilã perguntou.
– Vamos descer. — Devastador ordenou e andou até a escada, onde viu Cosmos parada de braços cruzados.
– Quantas vezes eu vou ter que matar você? — ela disse, com raiva.
– Se fosse mesmo profissional teria cortado a minha cabeça para ter certeza de que eu estava morto. — ele pegou sua espada e ficou em posição de combate.
– Não vou cometer o mesmo erro duas vezes. — Cosmos avançou para cima dele dando um chute em seu rosto e o fazendo ser jogado na parede. Ás viu que a briga não era com ela, então resolveu ir embora para procurar por Leigh.
Ela desceu as escadas calmamente e viu que haviam seis homens guardando uma porta, o que deviam significar que estavam escondendo alguma coisa atrás dela. A vilã pegou duas katanas que havia debaixo do seu vestido e andou até eles. Quando um dos homens tentou atirar nela, ela fez um rápido movimento com a katana e a arma se dividiu em centenas de pedaços.
Não demorou muito para todos estarem no chão com buracos em seus peitos, então Ás entrou na sala, animada para ver Leigh, mas tudo o que viu foi Leena e Elena.
– Já tava na hora, né! — Elena gritou.
– Vocês não são o meu ursinho! — Ás reclamou e andou até a caixa mágica onde Elena estava presa.
– Tira a gente daqui para eu poder matar aquela vagabunda que invadiu a minha casa! — a vilã gritou e socou o vidro mágico. Ás viu um painel de controle ao lado das caixas, então apertou um grande botão vermelho e a caixa se abriu.
Elena e Leena conseguiram sair da caixa e as três correram para fora da sala, descendo mais andares daquele prédio que parecia ter mais de cinquenta andares.
*****
Austin sentia sua visão ficar cada vez mais turva, o ar passava com mais dificuldade pelos pulmões e estava quase se entregando a escuridão da inconsciência mas tinha que resistir por ela. Sempre que tentava se teletransportar para ajudá-la, era impedido por uma coleia que havia em seu pescoço, que lhe dava um choque de 150 volts passar por todo o seu corpo.
Ele viu o olhar de medo e desespero de Lyra quando Aegir segurou seu braço violentamente, jogando-a a vários metros pela sala. Jamais a vira tão frágil quanto naquele momento, e aquilo despertou o ódio que lhe dava forças o fazendo se esquecer dos seus ferimentos que manchavam a sala de sangue. Tentou ficar de joelhos novamente e começou a bater contra o vidro, na tentativa de desviar a atenção de Lyra.
– Acho que o seu namorado quer apanhar mais. — o vilão deu um sorriso sombrio e caminhou até a caixa de vidro onde Austin estava. Lyra mal aguentava a dor que se alastrava por todo o seu corpo, mas ao ver Aegir se aproximar do herói, ela juntou todas as suas forças e pôs-se de pé.
– Fique longe dele! — ela gritou, sentindo sua garganta arder pelo número de vezes que havia gritado de dor.
Aegir se virou para ela e riu forçadamente ao ver a patética tentativa da asgardiana de se manter de pé. Em um movimento rápido e quase imperceptível ele a empurrou contra a parede mais próxima e a segurou pelo pescoço.
– Você gosta mesmo dele. — ele olhou para Austin que continuava a bater no vidro e gritar o nome dela. — Isso é inaceitável, Lyra.
– Ele é mais homem do que você. — ela indagou, com a raiva clara em sua voz.
– Eu já devia imaginar, você é uma bastarda que nasceu de um romance entre um deus e uma humana inútil. Você nunca vai ter sangue completamente asgardiano, mas eu posso dar um jeito nisso.
Aegir jogou Lyra de barriga para baixo no chão frio e enquanto ela ainda estava no chão ele rasgou as roupas dela com apenas uma das mãos. Ela tentou se virar e socar ele, mas o vilão empurrou o rosto dela no chão e segurou o seu braço.
*****
Natalie viu um homem se aproximar dela com um tubo grande feito de metal. Provavelmente para tentar tirar o sangue dela. Quando ele chegou perto o bastante de seu braço, ela simplesmente assoprou em direção ao rosto dele e um vento equivalente a sete invernos na Russia o atingiram. O sopro acertou as algemas que a prendiam na parede e quando elas congelaram a heroína se soltou e caiu no chão.
Vários guardas armados começaram a atirar nela, mas Natalie conseguiu fazer uma barreira de gelo bem a tempo. Então ela empurrou a barreira que havia feito em cima dos homens e eles ficaram soterrados na neve.
De repente, ela ouviu alguém gritar na sala ao lado e correu para lá. Quando chegou, viu que Chiara estava presa da mesma maneira do que ela e usava uma coleira que emitia um brilho azul. Um homem saiu da sala segurando uma seringa e deixou Natalie sozinha na sala com Chiara.
– Tudo bem? O que eles fizeram com você? — Natalie perguntou, soltando as algemas de Chiara.
– Aquela agulha é grossa. — a heroína respondeu, esfregando o braço. — Por que queriam o meu sangue?
– Vamos descobrir logo. Venha — Natalie correu atrás do homem que havia saído da sala e Chiara a seguiu.
*****
Henry ainda era atormentado por seus pesadelos e medos que estavam nas visões que o gás do Espantalho o obrigava a ver, mas no meio de todo aquele caos que estava a sua mente, ele percebeu que tinha que ser mais forte. Tinha que salvar seus amigos e impedir que Cosmos e Drakon vencessem aquela batalha. Ele cerrou os punhos e o anel se iluminou com um brilho verde ofuscante, fazendo uma áurea verde cobrir todo o seu corpo.
Alguns segundos bastaram para ele perceber que as visões haviam sumido, e que Summer lutava contra dois homens bastante poderosos. Ele aproveitou que seu anel estava bem carregado com o poder da força de vontade e lançou um raio de energia verde nos homens, os fazendo serem lançados para longe e baterem de cara na parede.
Summer colocou seu arco nas costas e correu até onde Marlena, Franklin, Sombra e Leigh estavam. Henry quebrou as correntes que prendiam Frank, que já estava sem o capacete, mas ainda não se sentia forte o suficiente para ficar de pé. Summer retirou os capacetes dos outros e começou a tirar suas algemas.
Nesse momento, a porta explodiu do local onde Dean e Damian lutavam contra Drakon explodiu e a fumaça se alastrou por toda a sala. Quando a fumaça começou a abaixar, os heróis viram Damian e Dean, ficando mais calmos, mas quando a fumaça de dissipou por completo, viram que Drakon segurava os dois pela parte de trás do pescoço.
Agora o vilão estava na forma humana, mas a sua pele continuava com escamas e suas mãos ainda continham garras.
– Vocês são um time bem patético de heróis. — Drakon jogou os dois no chão, perto de onde Henry e Summer estavam.
Damian conseguiu abrir os olhos e viu Marlena desmaiada ao lado de Summer, então reuniu o resto das forças que tinha para se levantar e voou na direção de Drakon, o empurrando para longe e fazendo ambos atravessarem a parede.
Summer correu até Dean e se ajoelhou ao lado dele, dando alguns tapinhas na máscara da armadura.
– Dean! Acorda! — ela gritou e a luz nos olhos da armadura piscaram, mas logo em seguida se acenderam.
– Ah, esse cara é barra pesada. — o herói disse, se levantando com a ajuda de Summer.
– Vamos tirar eles daqui. — Henry disse, envolvendo Sombra, Leigh, Marlena e Frank em uma bola de energia verde e os levando para o lado de fora onde eles havia deixado o jato.
Summer ajudava Dean a se recompor quando viu Devastador rolando por uma das escadas que haviam no local. Ele caiu de costas, mas logo se levantou e sacou duas armas que havia em seu cinto. Em seguida, Cosmos apareceu e levantou uma das mãos, fazendo o vilão ser lançado na direção da parede e atravessando-a para fora do prédio.
– Eu cuido dela. Vai ajudar o Damian. — Dean disse e Summer assentiu, correndo na direção de onde Damian e Drakon lutavam.
Cosmos limpou um pouco de sangue que havia no canto de seus lábios e olhou para Dean.
– Olha, eu não gosto de bater em mulher, então vai ser mais fácil se você se entregar para eu não machucar você. — ele disse e ela revirou os olhos, então a vilã lançou um pequeno dispositivo nele. No momento em que o dispositivo entrou em contato com a armadura, ela se desligou e o herói caiu no chão, imóvel. — Mas o que...? Jarvis, o que ela fez? — sem resposta. — Ah, ótimo. To preso dentro da armadura.
*****
– Ainda bem que você se habilitou a ser o primeiro da sua equipe a morrer. — Ryan deu um soco em Damian e o herói quase caiu no chão.
– Eu não vou morrer antes de saber o que você e a Cosmos estão fazendo. — o herói bloqueou um golpe de Drakon e o jogou no chão. — Já não é aquela hora da história quando o vilão conta seus planos para o herói?
– Se você quer tanto saber — Drakon sorriu e se levantou. — Imagine se tivéssemos todos os poderes de todos os heróis e vilões do mundo. O gás do Espantalho, os hologramas do Mestre dos Espelhos, as armas do Stark, o sangue da filha do Hulk, as sombras da Sombra e o Imaginary, tudo a nossa disposição. Seriamos invencíveis, ou melhor, já somos.
Damian ficou nervoso ao saber que eles já havia pego tantas coisas de tantos heróis e vilões. Com isso eles poderiam facilmente derrotar os Vingadores e a Liga da Justiça.
– E eu ainda não contei a melhor parte, mas isso a Cosmos quer que seja surpresa. — Drakon riu e se preparou para dar mais um golpe em Damian, mas antes que o fizesse, seu comunicador tocou.
– Terminamos, Ryan. Eles já morderam a isca, agora vamos. — Cosmos disse.
– Eu ainda não terminei! — ele gritou.
– Chame o Aegir e saia agora. O s guardas já levaram todas as amostras para a base. Vou mandar tudo pelos ares em dois minutos.– dizendo isso, ela desligou.
Ryan deu um último soco em Damian e ele andou para longe.
– Aegir, vamos embora. — ele ordenou pelo comunicador.
******
Aegir obedeceu a ordem e saiu da sala, deixando Lyra caída no chão. Sua garganta doía ainda mais, consequência dos gritos que dera. Lágrimas de ódio e nojo rolavam por seu rosto e caíam no chão. A heroína estava com raiva por ter sido violada daquela forma por alguém que ela tanto desprezava.
Austin quase havia vomitado ao ver aquela cena, mas teve que se conter e continuar tentando acalmar Lyra. Ele tentou de teletransportar novamente, dessa vez ignorando a dor e se concentrando ao máximo. Logo ele apareceu do lado de fora e ao lado dela.
– Lyra... Fica calma, eu estou aqui. — ele segurou a mão dela. — Lembra que você me disse para ser forte? Eu preciso que você seja forte agora para nós sairmos daqui.
Ele conseguiu se levantar com dificuldade e a segurou em seus braços, então andou para fora da sala tentando não cair no chão a cada passo que dava. Quando chegou a metade do corredor, viu Leena, Elena e Ás descendo as escadas e as três pararam bruscamente ao vê-los.
– Austin! Lyra! O que aconteceu? — Leena correu até eles.
– Depois eu explico, mas precisamos tirar a Lyra daqui logo. — ele disse e então os cinco desceram as escadas o mais rápido que puderam.
*****
Natalie e Chiara chegaram ao térreo e viram que Dean estava caído no chão e que Summer ajudava Damian a ficar de pé. As heroínas se aproximaram de Iron boy e o levantaram com o uso de muita força.
– O que houve com você, Iron bobo? — Chiara perguntou.
– Ah, é que eu adoro ficar deitado no meio da sala depois de uma luta! — ele gritou, ainda tentando se mexer dentro da armadura.
Nesse momento, Elena, Leena, Ás, Austin e Lyra desceram as escadas e se juntaram aos outros.
– Onde está o Franklin? — Elena disse, olhando para Damian.
– E o meu Leigh! — Ás gritou.
– Henry levou todos para fora. — depois que Damian disse isso, o prédio inteiro tremeu a as paredes começaram a desabar. — Saiam! — ele gritou e todos correram para a saída. Assim que saíram o prédio desabou, fazendo uma cortina de poeira inundar todo o local.
Franklin já havia se recuperado, enquanto os outros que haviam tido seus poderes sugados estavam desmaiados, então ele andou na direção de Elena e a abraçou.
– Você está bem? — o herói perguntou, se afastando um pouco e olhando para ela.
– Sim, mas vou ficar melhor quando eu matar aquela vadia! Para onde ela foi? — Elena começou a procurar por Cosmos, mas antes que fizesse alguma coisa, Frank segurou seu braço.
– Não, Elena, você não vai lutar contra ela. — ele disse, em um tom autoritário.
– O que? Por que não? — ela olhou para ele confusa.
– Porque você está grávida. — ao ouvirem isso, todos olharam para o herói em choque, inclusive Elena.
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