Novos Começos
9 Brittana
Notas iniciais
Vocês devem estar querendo o meu fígado agora... Alguns problemas na minha família me mantiveram um pouco afastada das minhas historias essa semana, desculpem por isso. O problema ainda não se resolveu, mas vou tentar terminar isso logo.
Esse capitulo é puramente Brittana e é bem curto, mas queria publicar algo logo... Espero que vocês gostem e sintam-se a vontade para pulá-lo caso não gostem dos momentos brittana na historia...
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Para CGates...
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Brittany recebeu a mensagem de Quinn e seu coração pesava uma tonelada no momento em que acabou de ler. A mensagem era simples e direta e não trazia noticias ruins nem nada do gênero, apenas dizia: S e eu estamos embarcando agora no avião, devemos chegar em duas horas. – Q
O que fez seu peito doer com uma sensação nem um pouco familiar foi o fato de que a mensagem havia vindo de Quinn e não de Santana. A latina estava ignorando seus telefonemas desde que havia partido para Lima e simplesmente não respondia as suas mensagens. A pior parte disso tudo, a parte que lhe era estranha e a fazia sentir perdida, era que a dançarina sabia que a culpa por trás desse comportamento era única e exclusivamente sua.
Culpa.
Isso era algo novo para a loira, afinal, Britt sempre foi uma das pessoas mais inocentes que existem e, em sã consciência, jamais faria mal a alguém. Então por que ela estava fazendo isso agora? Se afastando de sua esposa por livre e espontânea vontade, mantendo-a longe para preservar seus próprios sentimentos e conseqüentemente, minando um amor que existia há mais de 10 anos e um casamento de 6.
"Deus! Eu sou tão idiota..." Murmurou ela, apertando o pequeno aparelho preto com força e sentindo lagrimas se formando em seus olhos.
"Como?" Perguntou Dianna, uma das alunas da turma das três horas que estava ao seu lado. "Er... A senhora está bem?" A menina parecia genuinamente preocupada e levou uma mão ao ombro de sua professora, atraindo a atenção das outras jovens dançarinas que se alongavam pela sala.
"Não. Eu preciso concertar uma coisa..." Ela sorriu tristemente para a menina antes de sair do aposento sem dizer mais nada.
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A dançarina entrou em seu escritório e vestiu seu casaco rosa antigo, ela se preparava para partir quando seus olhos caíram sobre a estante de vidro em uma das extremidades da sala circular. As fotos expostas sempre a faziam sorrir e o porta retrato prateado que ilustrava a noite de seu casamento estava posicionado bem no centro de todas elas, à vista para qualquer um que entrasse. Em frente a ele, repousava uma rosa branca e perfeita.
A primeira vista a flor parecia tão real e ela se aproximou do que agora era quase que apenas um enfeite, envolvendo o caule de plástico com seus dedos e acariciando as pétalas sedosas. Imagens da noite em que havia recebido aquela rosa, seis anos atrás, invadiram seus pensamentos...
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Era o terceiro ano de faculdade e o relacionamento delas era tão complicado como sempre havia sido, cheio de idas e vindas e pequenos surtos de pânico, principalmente por parte de Santana, mas Brittany não se importava verdadeiramente. Ela sabia que a latina a amava e estava disposta a esperar por ela, mesmo que doesse ver S entrar no apartamento completamente bêbada, semi nua e grudada a um cara qualquer. Quebrava seu coração ver sua melhor amiga negando a si mesmo daquela forma, mas momentos de aceitação eram freqüentes e eles eram motivo o suficiente para fazê-la mais do que feliz.
Era primavera e o sol brilhava no Central Park, elas estavam sentadas na grama, almoçando juntas, como sempre costumavam fazer, mas por algum motivo, aquele dia parecia diferente. A loira tomou um gole de chá gelado e contemplou o rosto de sua... namorada? Ela não sabia, mas não saber não fazia muita diferença. Não quando seu coração parecia dançar cada vez que seus olhos encontravam os castanhos. Santana parecia perdida em pensamentos e brincava com os dedos da dançarina distraidamente.
A loira sorriu e largou a garrafa de chá ao seu lado, usando a mão agora livre para prender uma porção dos cabelos negros atrás da orelha da latina. "No que você está pensando?"
A voz de Brittany pareceu despertá-la e Santana virou o rosto, depositando um beijo suave na palma que ainda permanecia em sua face. "Eu te amo."
"Eu já sei disso..." Riu a loira, seus olhos azuis brilhavam e ela se sentia tão feliz. "Eu também te amo S."
A morena sorriu de volta e mudou de posição, se reclinando sobre a dançarina e unindo seus lábios a principio delicadamente. Mas logo, o que era apenas um beijo inocente se tornou desesperado e Britt sentiu dedos se infiltrarem em seus cabelos e a puxarem para perto. Ela partiu os lábios e permitiu acesso a língua da latina, elas ficaram se beijando pelo que pareceu uma eternidade quando Santana se afastou bruscamente, levantando do chão e colocando uma mão sobre os lábios. Seus olhos pareciam assustados e cheios de algo que Brittany não soube reconhecer.
"Eu, eu tenho que ir." Murmurou ela, agarrando a alça de sua mochila e desaparecendo pelo parque, deixando uma loira com lagrimas nos olhos confusos para trás.
...
Terça feira era o dia em que as aulas de Quinn iam até quase onze da noite e normalmente, terças feiras significavam noites bem interessantes para suas duas colegas de apartamento. Mas Brittany não esperava que nada realmente acontecesse naquela terça em particular. Não depois do que havia acontecido mais cedo no parque.
As duas estavam em casa, a loira sentada no sofá e assistindo ao vídeo que havia preparado para a aula de Movimentos Rítmicos II e a latina trancada em seu quarto, cuidando de seus próprios problemas. A ideia de que elas estavam tão próximas e ao mesmo tempo tão distantes deixava Brittany tão triste e a pior parte era que ela já considerava esses altos e baixos algo normal. Não deveria ser normal. Ou elas se amavam e ficavam juntas, ou não. Era tão simples na cabeça da dançarina... Mas ela não poderia pressionar Santana, não mais...
Ela estava perdida nesses pensamentos, olhando para a tela do computador sem realmente ver coisa alguma quando o interfone tocou. Ela lançou um olhar pesaroso para a porta que levava aos quartos antes de atender ao aparelho que gritava. "Entrega para Brittany S. Pierce." Disse a voz eletrônica que vinha do outro lado. Ela abriu o portão automático e esperou pelo entregador na porta do apartamento. Um homem baixinho saiu do elevador segurando o que parecia ser uma montanha de rosas brancas e a loira arqueou as sobrancelhas em surpresa e confusão.
O homem parecia irritado, então ela se apressou em aceitar as flores e lhe ofereceu um pequeno sorriso antes de voltar para dentro. Um cartão rosa caiu no chão quando ela colocou as rosas sobre a mesa e ela se abaixou para pegá-lo. Palavras simples escritas na caligrafia familiar chamaram sua atenção.
'Meu amor por você só vai acabar no dia em que todas essas rosas murcharem...' Não havia necessidade de uma assinatura e ela percorreu os dedos pelas letras pretas e seus olhos caíram sobre as flores antes de se voltarem para a porta dos quartos, agora aberta. Santana a observava com aquela mesma coisa estranha de antes no olhar.
"O que isso quer dizer S?" Ela gesticulou com o cartão. "Até mesmo eu sei que essas flores vão murchar algum dia, isso... Isso quer dizer que você não me ama mais?" Ela mordeu o lábio e tentou engolir as lagrimas.
A latina deu alguns passos em sua direção, finalmente alcançando-a e removendo o papel rosa de suas mãos. "Olhe bem B."
"O que?" Ela chacoalhou a cabeça, sem entender.
"Só... Olhe bem." Repetiu ela, seus olhos escuros se focaram nos azuis e ela esperou que Brittany fizesse alguma coisa.
A loira não tinha certeza do que estava acontecendo, mas se voltou novamente para as flores e as analisou cuidadosamente, ela sempre havia sido uma boa observadora. Seus dedos sentiam as pétalas, a textura suave, o branco profundo, todas pareciam perfeitas e iguais, ela não entendia o que Santana esperava que ela encontrasse.
Até que ela encontrou.
Aquela flor parecia mais perfeita que as outras, o que era quase impossível, mas ainda assim, havia algo de estranho no excesso de perfeição. Ela alcançou por ela e a sensação ao toque era ligeiramente diferente. Aquela rosa não era verdadeira. Seus olhos se levantaram imediatamente. "Essa flor nunca vai murchar San..."
"Eu sei disso." Sorriu a latina, se aproximando um pouco mais, removendo a rosa de plástico do meio das outras e levando-a aos lábios, beijando-a gentilmente. "Essa rosa representa o que eu sinto por você B. Meu amor nunca vai morrer, e por incrível que pareça, eu só percebi isso hoje." Ela estendeu o braço e alcançou pelo rosto da dançarina, acariciando sua bochecha. "Casa comigo B."
"O-o que?" Seu corpo inteiro tremia, ela não sabia se havia ouvido direito.
"Casa comigo?" Santana se aproximou um pouco mais. "Hoje a noite. Eu preciso de você."
E naquele momento, tudo o que a loira conseguiu fazer foi concordar com a cabeça e desmanchar em lagrimas quando os lábios da latina sorriram sobre os seus...
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O amor de Santana ainda estava intacto, a rosa permanecia inalterada, exatamente igual a seis anos atrás e isso nunca iria mudar.
Valerie estaria chegando em um mês!
Brittany secou uma lagrima com as costas da mão e colocou a flor dentro da bolsa com cuidado, pescando as chaves do carro e se encaminhando para a saída do estúdio. Ela tinha que chegar ao aeroporto...
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"Você está bem?" Quinn pôs uma mão nas costas de sua amiga, fazendo-a parar no meio do desembarque.
Santana sorriu tristemente. "Acho que essa pergunta deveria ser minha para você, não o contrario..."
"É tão estranho te ver assim e eu realmente não sei o que fazer." Comenta a assistente social. "Você quer um abraço?" Pergunta ela, abrindo os braços.
O gesto fez a latina lembrar de sua esposa e ela mordeu o lábio, aceitando o que sua amiga oferecia.
"Promete que vai falar com ela? Esses problemas tem que ser resolvidos antes que eles consumam o casamento de vocês... E vocês se amam tanto..."
Santana suspirou e concordou contra o ombro de Quinn. "Você acha que ela vai vir nos pegar?"
"Eu tenho certeza..." sorriu a loira, mantendo uma mão no cotovelo da neurologista.
Nenhuma das duas mulheres tinha malas, apenas bagagens de mão, então se dirigiram logo a saída e a primeira coisa que Santana viu fez seu coração parar de bater, uma loira alta de olhos azuis parada próxima a porta, segurando uma rosa branca com as duas mãos.
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Notas finais
É que o que vem a seguir cabe melhor no próximo capitulo, que se chama soluções e já está meio escrito no meu caderno... Faberry no próximo, depois aniversario da Rachel, depois Valerie, depois um pouco de sexo e Faberry como babás e então Beth e acho que fim... :)
Bom, até sexta, ou amanha, talvez... ;)
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