Novo Recomeço
18 Futuro
Notas iniciais
“Orihime estava em um profundo sono quando a porta se abre violentamente.
– Ei! Acorda! Aizen –sama está te chamando. Ei !!Mulher!
Ela acorda com os gritos de Gimmjow.
– Você ...
– Além de idiota, você é surda ???
– Eu ...
– Ai.. para de gaguejar !Você é mesmo patética!
– De...desculpa ...
– Vem logo. Aizen –sama está mandando.
Orihime segue Gimmjow até O Grande Salão.
– Entra logo!- Gimmjow fala, já sem paciência – vamos .. rápido!
Ela entra e vê todos os espadas sentados a mesa.
“O que será que o Aizen quer de mim agora?”
Ela já estava entrando em pânico quando seus olhos se encontraram com os Ulquiorra.
– Bom dia Inoue Orihime. Como passou a noite?
Orihime desviou o olhar para Aizen.
– Bom dia Aizen –sama. Passei muito bem.
– Deve estar se perguntando porque a chamei não?
Aizen estava com a expressão calma e o sorriso de sempre.
– Bom, eu inventei uma coisa. Mas ela não tem efeitos nos arrancars e nem nos shinigamis. Fiquei curioso para ver se tem algum efeito nos humanos.
“Ele vai testar isso em mim?”
– Gin, pegue – o .
– Sim, Aizen –sama.
Gin sai do local e volta com um objeto parecido com uma pedra.
Orihime começa a recuar. O Objeto tem um brilho forte e uma energia muito pesada.
– Por favor.. eu ... eu não quero.
– Não se preocupe. Não vai doer ... eu acho...
“Ele acha??”
– Não ... eu ... por favor .... por favor ...!!
Aizen anda até o centro do Grande Salão e faz sinal para que Orihime faça o mesmo. Os espadas fazem uma roda em volta dos dois.
“Eu não quero ... eu ..... não tenho um bom pressentimento sobre essa pedra. Ela tem uma energia muito pesada ....e ....e aquele brilho ... isso é estranho.”
– Espere.
Todos se viram para Ulquiorra.
– Aizen-sama , não sabemos o que essa pedra pode fazer com um humano. Ela pode morrer .
– Está preocupada com ela , Ulquiorra-san?- disse Gin .
– Gin tem razão. Você está preocupado com essa mulher Ulquiorra?
– Você mandou eu cuidar dela e...
– Você não responder a pergunta. Você está preocupado com ela? Você se importa com o bem estar dela? Responda Ulquiorra.- Aizen ficou curioso
Todos agora fitavam Ulquiorra.
– Sim.
– Entendo- disse Aizen- Gin,me de a pedra.
– Aizen-sama ......
– Isso tem que ser feito Ulquiorra.
– Espere ....- a voz de Ulquiorra tinha falhado.
Aizen se aproximou de Orihime .
– Pegue .
– Eu .....
– Pegue!
– Por favor... eu ...
– Peque logo a porcaria da pedra!- Gimmjow estava gritando.
Ela pegou a pedra.
Uma dor terrível tomou conta de Orihime.
O corpo todo estava doendo.
“O que é essa dor? Que pedra é essa??”
Ela caiu no chão e começou a gritar.
– Para!!!- Ulquiorra correu na direção de Orihime. Ele parou . Gimmjow e Nnoitora estava prendendo ele pelo braço.
– Me soltem ,seus lixos!!
– Você não está em condições de falar nada Ulquiorra- Nnoitora estava se divertindo com a situação.
Orihime agora se contorcia de dor .Seus gritos poderiam ser ouvidos por todo o palácio .
Lagrimas escorriam pelo seu rosto. Suas mãos estavam apertando cada vez mais a pedra.
A dor aumentava a cada segundo.
“Meu corpo está mais agitado do que antes. Não consigo vê-la sofrer .O que o Aizen-sama está pensando? Ela vai morrer!”
– PARE!
Ulquiorra se livrou de Gimmjow e Nnoitora em um movimento rápido e ágil .
Antes que alguém pudesse fazer alguma coisa, ele já estava ao lado de Orihime.
Ulquiorra se abaixou e arrancou a pedra das mão de dela .
– Ulquiorra , você enlouqueceu .- Gimmjow estava serio .
– Orihime ...- ulquiorra sussurrava-não se preocupe ... vou te tirar daqui.
– Ulquiorra-san....
– O que?
– Você me chamou de Orihime?!!
– Esse é seu nome não é? Inoue Orihime .
Orihime abriu um sorriso.
– Sim, esse é meu nome”
Descobrindo Os Sentimentos escrita por Kuchiki Hiruno (Capítulo 6: Meu coração pertence a Você)
Orihime fecha os olhos, encolhendo-se, um movimento instintivo baseado na protecção e sobrevivência. Como se aquele gesto a impedisse de sofrer quando a espada fosse cravada em seu peito. Ela escutou o som rápido e profundo. Gotas salpicaram para seu rosto, e Inoue ficou à espera de sentir seu corpo murchar, falecendo lentamente e dolorosamente.
Não compreendeu porque não sentiu rigorosamente nada, talvez suas preces tenham sido escutadas. Mas o mais incomum foi quando ouviu algo tombar na superfície. Curiosa, rapidamente, abre os olhos, deparando-se com um Aizen incrédulo e aquele rapaz ensanguentado no piso.
Inoue imediatamente o reconhece, fora aquele que viu uma vez na calçada e que tem sido o autor de seus pesadelos. Preocupada, ela remexe em suas madeixas negras como o carvão, vendo sangue fluir do canto de sua boca, assistindo ele abrir os olhos com uma ligeira dificuldade revelando suas esmeraldas intensas. Orihime abre a boca tentando balbuciar sons legíveis, completamente pasma.
Ele era uma cópia em miniatura do Ulquiorra! E ele sofreu o golpe por ela…
– Não pode ser… Tu és…
– Oka-san…
Orihime chorava, seus pensamentos foram confirmados, ele era seu filho. Todos eles tinham reencarnado numa outra vida e o pior: o passado se repetia. Ele estava a morrer em seus braços como na Era Meiji.
– Meu filho… Por minha culpa… Tu estás a… Pela segunda vez não te pude proteger, perdoa-me…
Curvou-se contra o corpo do filho, permitindo que suas lágrimas fluíssem livremente pelo seu rosto até a face do moreno. Uma mãozinha pequena acarinha o cabelo da humana.
– Não… Estás enganada…
Ela ergue seu tronco para poder fitar directamente o olhar esmeralda, desnorteada e atordoada.
– Tu não és…?
– Sou, sou teu filho.
– Então o que…
– Mas não aquele que morreu, eu não sou uma reencarnação daquilo que tinhas com o otou-san no passado.
– Não compreendo.
– Eu sou o vosso filho do futuro.
Orihime abriu seus lábios em exclamação, porém nenhum som saiu por entre eles. Seus olhos se arregalaram pelo embate da notícia, mas mantinha-se céptica.
– Como… Isso é possível!?
O moreno desviou o olhar para o lado quando seu corpo começou a brilhar, Orihime viu tudo incrédula enquanto o jovem já esperava por algo assim. Era inevitável. Mas compreendeu a confusão de sua mãe perante a sucessão de acontecimentos.
– Eu não pertenço a este mundo, é a minha hora de partir.
O pranto da ruiva aumentava gradualmente com o passar dos segundos, contudo o rapaz sorrira pela primeira vez desde que chegou ao Mundo Real, limpando com suas mãos pequenas as lágrimas no rosto de Orihime.
– Não chores, eu estou tão feliz… Eu pude rever os meus pais era tudo o que eu queria.
Inoue manteve sua expressão confusa, e ele decidiu explicar mais detalhadamente, observando simultaneamente Aizen que se mantinha em transe pela curiosidade que o envolvia.
– Nós vivíamos felizes todos juntos… Mas aquele maldito shinigami vos matou. Eu pedi a Urahara-san para me ajudar, voltar ao passado e evitar que isso acontecesse. Mas a minha vinda atraiu mais hollows em Karakura e foi atingida por minha causa oka-san, o otou-san te protegeu mas depois afastou-se de ti porque pensou que era o culpado… Por isso é que ainda não estão juntos se não neste momento o meu eu deste mundo já teria sido gerado e estavam perto da hora da morte.
A humana absorvia a informação cuidadosamente, incrédula com o que escutava. Mas uma súbita euforia a inundou, esquecendo todo o cenário sangrento que os envolvia. Ela abraçou fortemente seu filho, chorando agora de felicidade. Esse gesto imprevisível apanhou o moreno de surpresa que pensava encarar um olhar de repreensão ou desilusão de sua mãe, mas afinal ela estava feliz?
– O que…?
– Obrigada, muito obrigada!
– Porque me agradeces? Por minha culpa quase morreu!
– Porque graças a ti, sei que eu e o Ulqui-kun vamos estar juntos num futuro distante, e que não morreremos. Todos nós iremos viver como uma família feliz, daquela que tu te lembras.
– Oka-san…
A emoção numa criança era sempre palpável e com esta isso não fora diferente. Seu sorriso, acompanhado pelas lágrimas salgadas, reflectiam a enorme felicidade que sentia. Porém ele se lembra de algo importante, um detalhe fundamental.
– Oka meu nome é…
– Não digas. Na hora certa eu e teu pai saberemos isso… Afinal fomos nós que o escolhemos.
– Haii, arigato. Te amo muito oka. Estou feliz por vos ter visto uma última vez.
– Nós nos voltaremos a ver, acredita em mim. Eu te amo demasiado para simplesmente te ver partir desse jeito...
– Até breve, oka-san.
As partículas cintilantes começaram a dissipar, levando consigo o misterioso rapaz. Orihime assistia dolorosamente ao seu desaparecimento, voltando a fitar um Aizen furioso pelo que presenciou. A cólera do ciúme era nítida em seu olhar acastanhado. No entanto, pela primeira vez, Inoue não o temeu nem receou a própria morte, afinal o rapaz moreno era a prova viva que ela iria conseguir sobreviver e viver seu amor. Como sempre sonhara.
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