Novo Mundo
1 Cap. 1 "Prólogo"
Chegando com estilo, com seu terno azul de giz e sua querida maleta prateada e persuasiva, com um simples e grande botão vermelho pronto para detonar alguma coisa, o presidente descia as escadas para uma “não simples” reunião anual com outros lideres nacionais – Que por sua opinião eram apenas caras idiotas de terno sempre tentando persuadir o cara mais bem preparado para isso no mundo, o presidente dos Estados Unidos (lógico).
Um grande e alto prédio da ONU (tinha uns quinhetos metros, por aí) na cidade de Washington. Uma messa circular no meio, ao lado uma parede com vários computadores e hologramas, no outro uma grande janela com a visão de um lindo por do sol, que talvez ao final do dia não seja tão lindo assim.
Ele se sentou.
– Olá. – Por mais que pareça meio mal educado começar uma conversa com os chefões do mundo, era assim que todo presidente americano começava a conversa des dos ultimos quarenta anos. – Por que estamos aqui hoje, mesmo? – Isso foi surpreendentemente vergonhoso, mas ele não parecias se preocupar, nem por perguntar e nem por esquecer.
– Sério...
– Então, — Não é muito de se cortar enquanto o outro fala (Principalmente se for o conselheiros de armas da União soviética), e falta de educação, ele não tava nem aí – É... – Bateu as palmas – Vamos ser curtos... E diretos.
Todos o olharam vendo outra pessoa, diferente. Seus olhos eram escuros, sombrios, não se focavam em algo em comum, mas também parecia estar prestando atenção em tudo, como o líder do conselho militar americano cheirando as axicilas, o presidente da Coréia do Norte com o dentro do nariz ou o discreto peido soltado pelo auxiliar conselheiro administrativo do Chile.
– Bem... isso é uma coisa planejada a muito tempo atrás, ou seja, há alguns minutos. Mas então, minha nação aqui, é muito mais desenvolvida, melhorada... Melhor em tudo praticamente. – O chileno peidorreiro soltou um rosnado de raiva.
– Foi quando bateu na minha cabeça, se eu tenho tudo isso, eu tenho o mundo em minhas mãos, e me questionei, por que não tenho o mundo em minhas mãos, sendo que eu poderia?
– O que você quer dizer com isso? – Perguntou o líder francês.
– Simples... Eu quero tudo. E são vocês que vão me conceder isso. – Olhou para o líder da Coréi do Norte. – Até você, sue “chinesinho”.
Ele se estressou.
– Você por acaso proponha que nós simplesmente ofereçamos isso a você? – Disse o alemão.
O americano se levantou e andou em direção à janela com sua maleta.
– Como todos vocês, eu vim preparado para persuadir, — Bateu em sua querida mala com seus dedos. – Mas normalmente eu me supero.
– Se você for fazer isso, vai começar uma guerra, e isso o quer? – Questinou o Líder Russo.
– Exatamente.
Abriu a maleta em cima da mesa. Abriram três hologramas. Um aberto na página do Google – sim, o Google ainda existia em 2079, e sim também, o presidente tinha uma página aberta do Google, nunca se sabe quando precisar -, outro em uma mapa 3D do mundo, e outro com uma seleção de ogivas nucleares.
– Alguem proponhe a ideia de mandarem ogivas nucleares uns nos outros? – Perguntou.
...
Não houve respostas, todos ainda não acreditavam que isso era sério.
– Foi como eu imaginei.
Pegaram seus celulares ou telefones para ligarem de volta a suas nações.
– Nem precisam tentar, todas as linhas de rádio foram desligadas, ninguém vai saber o que aconteceu aqui.
– Todos vão saber que foram os Estados Unidos quem enviou todos esses mísseis. – Disse o conselheiro de guerra nazista.
– Aí que você se engana. Uma tecnologia... NOSSA... Foi criada pra confundir os sistemas de radares, por exemplo, a Alemanha acaba de incitar uma guerra contra os Russos.
– Mas nós vamos saber o que acaba de acontecer. – Falou novamente o conselheiro de guerra.
– Não, pois a França acaba de mandar uma ogiva de estilhaços na cidade de Washignton. – Voltou a observar os ultimos minutos dessa linda cidade. Seus vários prédios estilosos de vidro, suas pistas de trânsito holográficas, carros voadores, tudo isso agora será destruido.
– Você é louco!
– Muitos já me falaram isso.
Observou um grande clarão vindo do horizonte, a velocidade de um missil, mas afinal, era um. Ouviu o alarme de guerra soar por todo o território. Vários guardas desceram as escadas e pegaram a maleta, mas não havia o botão de autodestruição. O grande missil se desmontou em vários pedaços, e todos se espalharam pela grande extensão da grande metrópole. Parecia uma linda chuva de meteóros. Os guardas o colocaram de joelhos, mas ele não se importava, pois o seu desejo havia sido realizado. Fez sua ultima ligação para o presidente substituto.
– Já sabe o que fazer? – A resposta recebida foi gratificante.
O presidente soltou um grito em começou a se contorcer no chão. De dor ou outra coisa, um grito agudo e fino. Parou e se levantou com esforço. Abriu os olhos para sua nova criação, parecia agora outra pessoa. Pela janela viu uma explosão.
Ouviu o som de outra de explosão.
Poucos seguntos parecendo eternos, e sentiu livre.
Finalmente, livre.
Em um vacuo imenso e triste.
Agora em outro lugar, talvez melhor, talvez pior.
Mas não pior do que a terra estaria agora.
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