Novo Mundo

10 Um telefonema


Notas iniciais
Estou colocando muitos diálogos nesses últimos capítulos. O que acham? Fica muito ruim?

Enquanto Quinn descia as escadas, Santana subia as mesmas para procurar a loira. As duas se esbarraram e gritaram no mesmo segundo.

– Nossa, Quinn! Você parece um fantasma, que susto! O que...

– Santana, eu acabei de discutir com Rachel...

– Novidade né? – Um longo silêncio parou sobre elas. – Quer falar sobre isso? – Quinn acentiu e Santana a abraçou.

As duas saíram em direção ao estacionamento. Rachel desceu as escadas na esperaça de encontrar Quinn e dizer que estava tudo bem, mas no momento que Rachel desceu o último degrau e olhou a frente, ela viu Quinn abraçada com Santana. No mesmo segundo, Rachel sentiu seu mundo desabar, suas pernas estavam fracas, seu coração batia lentamente, tão lentamente que pensou que fosse morrer de insuficiência cardíaca. A morena agora chorava mais que antes, as lágrimas eram constantes, seu suéter estava encharcado e seus olhos inchados. Uma figura gigantesca apareceu por trás dela, e então Berry se virou rapidamente, era Finn. Ele observou Rachel em seu momento de angústia e não pode ficar parado indo ao encontro da morena. Rachel se sentiu amparada, como se um anjo aparecesse para lhe confortar.

– Rachel? Por quê você está chorando desse jeito? – Finn parecia preocupado e curioso ao mesmo tempo. Rachel não podia contar que estava daquele jeito por Quinn, ele não entenderia.

– Eu briguei com... com...

– Seu namorado? – Rachel olhou para Finn com seus olhos inchados e molhados e confirmou a pergunta de Finn. – Oh, Rach... não fica assim por causa de um babaca. Você merece alguém melhor que ele, com certeza. – Rachel olhou espantada e deu uma risada inescutável. Finn se ofereceu para levá-la até o carro e Rachel aceitou, ela estava sensível e precisava de uma companhia.

Chegando ao Breadstick, Santana avistou Brittany e Artie andando pela avenida. O coração de Santana saltou numa mistura de ódio e tristeza, fez questão de desviar o olhar, empinar o nariz e passar pelos dois. Brittany olhou para o lado e observou Santana se aproximar sem olhar em sua direção, porém, Quinn se virou instântaneamente e cumprimentou ambos, mas Santana continuou caminhando e abriu a porta do restaurante com fúria.

– Você vem ou não? – Disse rapidamente ao virar-se para encarar Quinn, não pode evitar e passou os olhos por Brittany.

– Oi, Sant! – Brittany tentou uma aproximação, mas Lopez não se deu o trabalho de retribuir.

– É, desculpe Britt. Tenho que entrar, tchau Artie. Tchau Britt. – Quinn manisfestou um de seus olhares de pena para cima de Brittany que saiu triste logo após. Artie respondeu um "tchau" tímido e confiante para Quinn.

Então as duas entraram e se acomodaram numa mesa bem abaixo do lustre, no canto do restaurante, quase perto da cozinha. O garçom caminhou em direção à mesa para as atender e logo fizeram o pedido. Não demorou muito e os pratos chegaram, o estabelecimento estava vazio, a não ser por duas senhoras que estava numa mesa bem distante das duas. O silêncio pairava sobre todos, a música de fundo era um jazz antigo e ninguém escutava ou prestava atenção na melodia.

Quinn não conseguiu se segurar por muito tempo, e, ali mesmo, começou a chorar desesperada esperando por um consolo, Santana se apavorou e não sabia qual deveria ser sua reação. Olhou para Quinn como se ela fosse parar de repente, e então segurou sua mão.

– Quinn, o que aconteceu? Se você espera que eu te console, fique sabendo que eu não sou do tipo que fica consolando as pessoas...

– Ontem eu conversei com Rach, e descobri que ela também me ama. Sant, foi lindo. Acho que o melhor momento da minha vida, foi ontem. Mas hoje, eu não sei o que aconteceu, nós meio que brigamos... eu n-não sei o que fazer, Sant. Não quero perder a Rach... – Quinn havia segurado o choro por alguns instantes enquanto falava, mas desabou assim que foi interrompida.

– Nossa, Quinn. Essa história é um recorde. Mal começaram e já terminaram. – Santana riu e logo ficou sem graça ao perceber que Quinn só piorava. –Quinn, você não perde o que nunca teve. Você e a Rachel descobriram o que sentiam agora, foi tudo tão recente. Essas discussões acontecem, e aposto que amanha vocês vão estar tão melosas uma com a outra que vou até ficar enjoada.

– Você acha? – Quinn finalmente enxugou as lágrimas, e agora só sobraram os soluços.

– Tenho certeza. Se a Rachel te ama, como você disse, ela vai voltar amanha como se nada tivesse acontecido.

– E se não voltar? – Santana olhou para Quinn sem resposta, lembrou de Brittany no mesmo instante.

– Dê tempo a ela. – Santana soltou a mão de Quinn e encarou o prato, tomando o último gole de suco que havia em seu copo.

– Desculpe Sant. Estamos aqui por você, não por mim. O que houve com você? Por que não dormiu em sua casa? E por que apareceu no colégio desse jeito? – Santana encarou Quinn fazendo-a perceber que a resposta era óbvia. – Oh, meu Deus, é verdade. Sant, eu sinto tanto.

– Não, não sinta. Ela está feliz e isso é o que mais importa. – O olhar de Santana estava triste, ela estava sendo torturada por seus pensamentos.

– Mas você não está feliz, e sei que ela estaria mais feliz se estivesse com você...

– Mas ela não está, está? Então vamos parar com isso? Por favor... – Santana pediu a conta, Quinn pagou sua parte e Santana pagou a dela. As duas se levantaram e se dirigiram ao carro de Quinn.

Depois do almoço com Santana, Quinn foi para sua casa, fez sua lição, tentou assistir um filme mas só o que pensava, era em Rachel. Ela se segurou várias vezes, tentou não ligar para a morena, mas não teve jeito. Depois de muitas horas de angústia, Quinn não tinha mais unhas e resolveu ligar para Rachel para acabar de uma vez por todas com aquela tensão. Começou a discar e quando ia discar o último número, desligou o telefone. "Não posso fazer isso, não quero", pensava, andou de um lado para o outro da sala, deitou no sofá, levantou, andou, e finalmente, se sentou ao lado da mesa do telefone, apanhou o aparelho e discou, esperou alguns minutos até a voz do outro lado responder.

– "Alô".

– A-alô, q-quem é?

–"Quinn, é você?" – Essas palavras foram cruciais para o coração das duas pararem por um minuto. As mãos de Quinn estavam trêmulas e a voz do outro lado da linha também estava. –"Quinnie, é você?"

– S-sim, s-s-sou eu. Rach-Rachel?

–"Está tudo bem com você? Acho que a ligação está cortando."

– É, pode s-ser. Eu estou bem sim, só liguei para saber se está tudo bem com você. Me desculpe por hoje, o que eu falei...

–"Q. Está tudo bem, não se desculpe. Acho que nós duas exageramos. Não foi nada tão grave."

– Ah, que bom que pensa assim Rach. Eu estou morrendo de saudade de você, preciso de você.

–"Eu também. Meus pais saíram, eu acho que seria bom você vir aqui, se puder é claro." – As duas riram no mesmo instante e explodiam de felicidade, saudade.

– Estou indo agora.

–"Estou te esperando."

Assim que desligaram o telefone, Quinn foi se arrumar num segundo. Passou seu perfume preferido, arrumou o cabelo numa trança, pegou a bolsa e partiu em direção à garagem. Estava tão feliz por reatar com Rachel que só queria chegar à casa da morena o mais rápido possível. Correu, correu, e finalmente chegou ao seu destino em dez minutos. Rachel a esperava do lado de fora, sentada na cadeira de balanço e ao ver Quinn, deu um pulo e saiu correndo em direção à amada.

As duas se abraçaram e sem se importarem, se beijaram ali mesmo por longos minutos.

Notas finais
E aí? O que acharam?