Natalie continuou imóvel, olhando pela janelinha do avião, chorando. Dan tocou seu ombro. Natalie por reflexo puxou o ombro para fente e se virou para Dan.

— Não encoste em mim!

— Natalie, eu... Eu só quero dizer que... Bem... Eu estou aqui porque...

— Por que você não volta para o seu lugar, antes que eu tenha que chamar a aeromoça? — Disse Natalie ainda chorando, limpando lagrimas em seu rosto com a mão direita.

— Porque eu quero te ajudar, não sei... Falar algo que te deixe mais tranquila.

— Eu não preciso da sua ajuda!

Dan se irritou.

— Mais você com certeza se sentiria melhor se eu fizesse isso:

Dan passou a mão direita por trás do pescoço de Natalie e a beijou, antes que ela pudesse reagir.

~

Natalie empurrou Dan.

— QUEM VOCÊ PENSA QUE É?

— E... Eu... E-eu, n-não s-s-sei p-porque eu fiz isso! — Disse Dan, timido, desviando-se do olhar de Natalie.

Dan saiu correndo e se sentou ao lado de Nellie, que não vira nada, por estar de olhos fechados ouvindo musica alta usando o fone-de-ouvido conectado ao seu iPod.

Dan se encolheu em sua cadeira, sentindo muita vergonha do que fizera. Pelo canto do olho, observou Natalie, paralisada, olhando para Dan.

~

— Amy?

Ian tocou os lábios dela duas veses.

— Amy, meu amor, acorde, o avião já vai posar.

Amy abriu os olhos. Ian se aproximou e a beijou novamente.

— Oi. — Disse Amy, desajeitada.

Ian deu uma pequena risada.

— Ian...

— Sim?

— E o quê fazemos agora?

— Apartir de agora... Vamos deixar acontecer. E, Amy... Caso aconteça algo comigo... Saiba que eu te amo. Muito! Você não sairá prejudicada dessa história.

— Ian, não vai acontecer nada com v...

Ian a beijou rapidamente, interrompendo-a.

— Pare de fazer isso!

— De te beijar?

— Não! Quer dizer... Sim, mas... nesse caso... Ian! Eu quero...

Ian a beijou novamente.

— Te ajudar.

E mais uma vez.

— Ok, eu me rendo.

Amy beijou Ian.

— Você me ajuda estando do meu lado. Só não me abandone, fora isso, eu não deixarei você se envolver mais nessa história.